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GLOBO, UMA AMEAÇA À DEMOCRACIA BRASILEIRA (Por Paulo Pimenta)

 Globo
Por Paulo Pimenta, Deputado Federal

Em nenhum país do mundo se permite que uma empresa de comunicação constitua um império como o Grupo Globo montou no Brasil. Por uma razão muito simples: a concentração de canais de comunicação é uma ameaça à qualquer democracia.

E o Grupo Globo, em especial a Rede Globo, como principal veículo desse império, vive de desestabilizar e desrespeitar a democracia brasileira, quando governos legitimamente eleitos pela população brasileira representam projetos políticos e econômicos contrários aos interesses da família Marinho.

Por isso, Inglaterra, Estados Unidos, França, Argentina, Portugal possuem legislações que regulamentam o funcionamento da mídia. Já no Brasil toda discussão que se tenta fazer nesse sentido é sufocada pelo Grupo Globo que se articula para impedir esse debate na sociedade.

Todos sabem que o império da família Marinho e especialmente a Rede Globo cresceu às sombras do regime militar e só é o que é por conta da sustentação que deu à ditadura. Em troca, o grupo Globo recebeu inúmeras concessões dos governos militares. Por isso é fundamental discutir a legislação da comunicação brasileira e impedir de fato a propriedade cruzada.

Ela não deu aumento para o STF, mas o Cunha deu: a autópsia do golpe só faz Dilma crescer na foto

Por Kiko Nogueira no Diário do Centro do Mundo

dilma-2-600x450Usado como fiador do discurso de que não houve golpe e as instituições funcionam normalmente e blábláblá, o STF aparece cada vez menor à medida em que o governo do interino agoniza e detalhes da doença são revelados.

Não apenas o Supremo, mas o Congresso e, obviamente, Temer, o anão moral.

Em menos de duas semanas de um governo desastroso que se vendia para trouxa como de “pacificação nacional”, quem cresce na fita é Dilma.

A segunda parte da pornografia do complô nas gravações de Sergio Machado, ex-líder do PSDB investigado na Lava Jato, traz Renan Calheiros oferecendo outros detalhes da autopsia do impeachment.

Transcrevo uma parte do diálogo publicado hoje na Folha:

MACHADO – [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…

RENAN – Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO – Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN – A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO – Acaba isso.

RENAN – E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO – Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN – Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.

MACHADO – Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. […]

 

É tragicômico. Segundo o bate papo, a presidente do Brasil convidou o presidente da corte mais alta para debater a crise aguda.

Sentados os dois num gabinete, cafezinho na mesa, copo d’água, Lewandowski propôs a solução: aumentar o salário. Não rolou. Os caras ficaram “putos”. Claro, ué. Quem nunca?

Fim.

Um flashback rápido: em 28 de abril, o reajuste salarial do Judiciário ganhou caráter de urgência na Câmara dos Deputados — graças a Eduardo Cunha. Ele havia sido vetado no ano passado por Dilma Rousseff como parte do esforço pelo ajuste fiscal.

Sob a batuta de Cunha, o plenário aprovou, por 277 votos a 4, o pedido de urgência do projeto de lei 2648/15. A proposta será incluída na pauta a qualquer momento, mas não há previsão de votação. A proposta tem impacto orçamentário para 2016 de R$ 1,160 bilhão.

O afastamento de Dilma teve o efeito contrário do truque de tirar o bode da sala. Ela desapareceu e tudo o que era podre ressurgiu em sua falsa normalidade.

Deu ruim. Fica claro que Dilma não topou o jogo sujo. Seu retrato aumenta na parede. Se vivêssemos numa democracia, o caminho natural seria devolver a ela, no Senado, o mandato que lhe foi retirado no tapetão.

Se vivêssemos numa democracia.

Nota da Frente Nacional do Teatro: Golpistas recuam, ocupações avançam!

Ocupação continua na sede da superintendência do Iphan em Curitiba. foto – Gazeta do Povo

Golpistas recuam, ocupações avançam!

A mobilização empreendida por milhares de artistas, agentes culturais, estudantes e outros setores da sociedade, que ocupam prédios do Ministério da Cultura em mais de 21 estados brasileiros, constrangeu os usurpadores da Democracia. Os golpistas foram obrigados a recuar, reconhecendo seu autoritarismo e falta de legitimidade, ao extinguirem o Ministério da Cultura nas primeiras horas de seu desgoverno.

A Frente Nacional de Teatro reage a esse recuo com um novo avanço. Ao invés de ser uma vitória da nossa causa, o retorno do MinC representa apenas o primeiro passo de uma ofensiva que se ampliará para todos os campos da sociedade, no sentido de garantir as instituições conquistadas na nossa jovem democracia (muitas delas insuficientes, mas cruciais para a construção de uma democracia real).

A estratégia dos golpistas, de retirar todo o pouco que temos para depois nos devolver menos ainda, não vai funcionar, simplesmente porque o governo não tem legitimidade suficiente para isso nem mesmo entre os seus apoiadores iniciais.

As ocupações não visavam apenas o retorno do MinC. O que sempre se exigiu, e se exige agora também, é a retomada do estado de direito, o retorno à democracia, a reconstrução da legitimidade, portanto, a saída imediata de Michel Temer do governo, que se utiliza de um golpe parlamentar para procurar realizar um governo que nunca seria possível em um ambiente democrático, governo este, que não está sendo e não será aceito pelos trabalhadores da cultura, pelos movimentos sociais, e por todos aqueles que se preocupam efetivamente com o país.

As ocupações não estão aqui para negociar pontos do governo golpista, mas sim para enfraquecer, atacar e acuar esse governo. É importante dizer abertamente: nenhuma das nossas reivindicações terá sido atendida enquanto o governo como um todo não cair. A reabilitação de um MinC e outros ministérios, no contexto de exceção que configura o atual golpe, significa apenas um recuo tático da parte dos golpistas, que visam ganhar tempo diante da evidência de que vão cair. Depois de nos atacarem com todas as suas armas eles estão percebendo que não têm tanta munição como imaginavam.

O momento é de ir para cima deles com ainda mais energia, e em conjunto com todos aqueles que percebam o desmonte que se está fazendo. Não podemos deixa-los respirar! Vamos para cima! Ofensiva total!

Frente Nacional de Teatro

#ForaTemer #CulturaResiste #MinCéNosso #AgoraDevolveoPaís

Com informações do Blog do Milton Alves

Lula concede Entrevista para a teleSUR e mostra o caminho para o Brasil e para Dilma

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Em entrevista à rede de televisão venezuelana Telesur, o ex-presidente voltou a dizer que pode ser candidato a presidente em 2018, a fim de “evitar a destruição das políticas de inclusão social”; Lula disse que o presidente interino Michel Temer age como se estivesse em definitivo no cargo e demonstrou confiança na capacidade de Dilma em reverter o impeachment no Senado; ele ressaltou, entretanto, que Dilma teria que “sentar com cada senador e dizer o que ela vai fazer com este País”, caso volte ao poder; “Porque não pode voltar para governar do jeito que a gente vinha governando”, reconheceu; “Teve equívocos no segundo mandato. Nós ganhamos com um discurso e colocamos em prática uma política econômica que não era do discurso da eleição”, disse Lula; assista

Brasil 247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a denunciar o golpe parlamentar contra o mandato da presidente Dilma Rousseff, desta vez em entrevista à rede de televisão venezuelana Telesur.

Lula disse que não descartou ser candidato novamente à presidência em 2018, para “evitar a destruição das políticas de inclusão social”. “Eu trabalho com a ideia de que possamos construir a possibilidade de uma outra candidatura, de ter uma pessoa mais nova que não foi presidente. Eu já fui presidente, não preciso ser presidente outra vez”, disse. “A única possibilidade que tem de eu voltar é evitar a destruição das políticas de inclusão social que nós fizemos neste país”, acrescentou.

O ex-presidente demonstrou confiança na capacidade de Dilma em reverter o impeachment na votação do mérito no Senado. “Quem convenceu 54 milhões de eleitores não terá dificuldade, se houver dedicação, de convencer seis senadores a mudarem seus votos”, declarou.

Lula ressaltou, entretanto, que Dilma teria que mudar sua forma de governo, caso volte ao Poder. “Ela vai ter que sentar com cada senador e dizer o que ela vai fazer com este País, se ela voltar à Presidência. Porque não pode voltar para governar do jeito que a gente vinha governando”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Lula admitiu que a gestão de Dilma cometeu erros. “Teve equívocos no segundo mandato. Nós ganhamos com um discurso e colocamos em prática uma política econômica que não era do discurso da eleição. Isso magoou muita gente, e a Dilma sabe disso”, disse Lula. “Essa gente agora começa a ir para rua para garantir a democracia. Essa gente está magoada com nosso governo, mas não aceita o Temer”, acrescentou.

Sobre o governo interino de Michel Temer, o ex-presidente Lula disse que ele age como se já tivesse no cargo de forma definitiva. “Ele começa a agir como se já tivesse sido votado o impeachment e ele não foi votado ainda. O novo governo já está mudando tudo como se ele já estivesse definitivamente no posto”, criticou.

Lula também criticou a política externa brasileira, agora comandada por José Serra. Segundo ele, Serra já deu indicativos de que o Brasil terá uma política de subserviência aos Estados Unidos. Para ele, o discurso feito por José Serra é o da “elite brasileira” e de quem “não gosta de pobre, de negro ou de tratar os do andar de baixo com igualdade de posição”.

Dilma ganha popularidade e atinge marca de 3 milhões de seguidores no Facebook

Mesmo afastada, presidenta mantém página ativa, respondendo dúvidas de internautas e trazendo ministros de sua gestão para comentar a situação do país 

Por Redação

Nesta quinta-feira (19), a presidenta Dilma Rousseff divulgou um vídeo agradecendo pela conquista de três milhões de seguidores em sua página no Facebook. Foram 80 mil novas curtidas na última semana.

Brasília - DF, 10/09/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante reunião com Representantes de Movimentos Sociais e de Moradia no Palácio do Planalto. Foto: Ichiro Guerra/PR

Sem acesso à página oficial da Presidência da República, ela tem respondido perguntas de internautas em sua rede social e levado os ministros de sua gestão para comentar as atitudes tomadas pelo governo interino de Michel Temer.

Dilma está afastada do cargo por um período de até 180 dias e poderá retornar após o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentar o parecer sobre o processo de impeachment, que deve ser votado em sessão no Senado presidida pelo presidente do STF.

Foto de capa: Roberto Stuckert Filho/ PR

Greenwald, sobre Dilma: “está mais firme, combativa e determinada do que nunca”. Assista

POR  no TIJOLAÇO

 gREENWALD

 

A abertura da entrevista de Glen Greenwald com Dilma Rousseff, publicada (em inglês e português) por seu site The Intercept , onde as perguntas respostas podem ser lidas, na íntegra. Ou, abaixo, reproduzimos o vídeo que vai repercutir muito. Quem assiste vai concordar com a avaliação de Greenwald: Dilma “está mais firme, combativa e determinada do que nunca.”

Na quinta-feira passada, o Senado votou por 55 a 22 pelo afastamento da Presidenta Dilma Rousseff para apreciação de seu impeachment por supostas pedaladas fiscais para fins de maquiagem da dívida pública, conforme aprovado pela Câmara dos Deputados. Embora Dilma permaneça no cargo e continue a residir no Palácio da Alvorada, em Brasília, o Vice-presidente Michel Temer assume o comando do país interinamente acompanhado de um novo gabinete conservador, repleto de escândalos de corrupção e formado apenas por homens brancos, todos nomeados pelo presidente em exercício.

Na terça-feira, conversei com a Presidenta Dilma no Palácio do Planalto em sua primeira entrevista após ser suspensa. A entrevista de 22 minutos encontra-se logo abaixo. Em lugar de se comportar de forma subjugada, conformada ou derrotada, Dilma – presa e torturada por três anos pela ditadura militar que governou o país com o apoio dos EUA por 21 anos – está mais firme, combativa e determinada do que nunca.

Assista e veja Dilma dizer como, na opinião dela, vai se a resistência ao governo golpista.

Entrevista dada a Greenwald no Intercept_

LULA: HOUVE UM GOLPE À DEMOCRACIA NO BRASIL

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Em entrevista ao canal em espanhol do grupo de mídia russo RT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o que está em curso no Senado contra a presidente Dilma Rousseff fere o Estado Democrático de Direito; “No Brasil, houve um golpe contra a democracia”, afirmou; Lula negou qualquer acusação de corrupção contra ele, criticou o “show midiático” em torno das denúncias e disse não ter medo, porque “não deve nada a ninguém”; “Um dia a história deste país vai reconhecer que, graças ao PT, Lula e Dilma foi possível se ver de forma transparente as contas públicas deste país”, afirmou; Lula voltou a dizer que pode ser candidato a presidente novamente em 2018

Brasil 247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista nesta quinta-feira, 19, ao canal em espanhol do grupo de mídia russo RT. Lula reforçou que o que está em curso no Senado contra a presidente Dilma Rousseff fere o Estado Democrático de Direito.

“No Brasil, houve um golpe contra a democracia”, afirmou.

O ex-presidente fez duras críticas ao “show midiático” em torno de denúncias contra ele, defendeu a investigação de todas disse não ter medo, porque “não deve nada a ninguém”.

Num momento em que o presidente interino Michel Temer adota medidas que restringem o combate à corrupção, como a extinção da Controladoria Geral da União, Lula destacou os avanços obtidos pelo País no combate ao desvio de dinheiro público. “Um dia a história deste país vai reconhecer que, graças ao PT, Lula e Dilma foi possível se ver de forma transparente as contas públicas deste país”, afirmou.

Lula voltou a dizer que pode ser candidato a presidente novamente em 2018.Confira aqui a entrevista.


Luiz Müller

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