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Ironizando o boneco, Lula publica foto de prisão “em carne e osso”

“Sem uniforme listrado de desenho animado, a prisão de Lula, em 1980, foi consequência de sua luta incansável para recuperar direitos sequestrados pela ditadura”, escreveu o ex-presidente em sua página do Facebook em um post para divulgar o lançamento do Memorial da Democracia

Lula DOPS

Da Revista Fórum

Aconteceu na noite desta terça-feira (1), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo, o lançamento do Memorial da Democracia – uma iniciativa do Instituto Lula que vai reunir, em um acervo histórico virtual e interativo, registros das lutas pela democracia no país.

Em um post em sua página pessoal do Facebook para divulgar o lançamento do Memorial, o ex-presidente ironizou indiretamente o boneco inflável que o retrata em uma roupa de preso e que vem sendo utilizado em protestos contra o governo.

“Sem uniforme listrado de desenho animado, a prisão de Lula, em 1980, foi consequência de sua luta incansável para recuperar direitos sequestrados pela ditadura (1964-1985), como a independência dos sindicatos em relação ao Estado, o direito de organização e a liberdade de expressão”, escreveu.

O boneco custou R$12 mil e virou assunto nas redes sociais depois de ter sido furado, esta semana, em São Paulo. No seu texto, intitulado “Lula em carne e osso”, o ex-presidente explicou os motivos que o levaram à prisão durante o regime militar e postou uma foto de quando estava sendo fichado pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social).

Porto Alegre: “Não vai ter golpe! Vai ter luta! Gaúchos e brasileiros na rua em Defesa da Democracia (Vídeo)

O Eduardo Müller captou estas imagens nas ruas de Porto Alegre. O vídeo e as fotos comprovam que milhares estiveram nas ruas hoje em defesa da democracia. E esta turma sabe do que esta falando, diferentemente dos que saíram tresloucados no domingo, pedindo golpe militar e se dizendo contra a corrupção, mas fantasiados de camisetas falsificadas da tal CBF, cujos dirigentes estão presos por…corrupção. Este povo que foi as ruas neste dia 20, mostra consciência, educação e patriotismo que falta aos manisfestantes domingueiros. O fascismo não passará!!

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INTELECTUAIS SE UNEM A JURISTAS PELO MANDATO DE DILMA

dilma golpeMais de cem personalidades do direito e intelectuais aderem ao manifesto que acusa grandes grupos econômicos e, em especial, de comunicação, de tentarem “contestar legítima vitória das urnas e estruturar verdadeiro golpe disfarçado de troféu da democracia” contra o governo da presidente Dilma Rousseff; o texto diz que ‘é urgente ressuscitar a histórica e republicana união dos juristas na defesa da legalidade diante de tentações fascistas’; ex-governador de São Paulo e jurista Claudio Lembo, o professor da USP Dalmo Dallari, o advogado José Roberto Batochio e a socióloga Julita Lemgruber estão entre os signatários do documento

// Brasil 247 Já são mais de cem personalidades do direito e intelectuais que aderiram ao manifesto em que acusa grandes grupos econômicos e, em especial, de comunicação, de tentarem “contestar legítima vitória das urnas e estruturar verdadeiro golpe disfarçado de troféu da democracia” contra o governo da presidente Dilma Rousseff.

O documento, lançado no Rio de Janeiro no sábado (15), classifica as atuais manifestações pelo impeachment da presidente como “incapazes de evidenciar um honesto desejo popular por democracia”. Diz ainda que ‘é urgente ressuscitar a histórica e republicana união dos juristas na defesa da legalidade diante de tentações fascistas’.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, o ex-governador de São Paulo e jurista Claudio Lembo, o professor da USP Dalmo Dallari, o advogado José Roberto Batochio e a socióloga Julita Lemgruber estão entre os signatários do documento.

Leia na íntegra:

MANIFESTO DE JURISTAS PELA LEGALIDADE E CONTRA O PUNITIVISMO

Carta do Rio de Janeiro escrita no II Seminário de Direito Penal, Criminologia e Processo Penal em homenagem ao Professor Dr. Winfried Hassemer

A soberania popular brasileira está sob ataque. Enquanto a economia ameaça com desempregos, arrochos salarial e piora a vida dos trabalhadores, o capital político do governo liderado pela Presidenta Dilma Rousseff mostra-se vacilante, ameaçado pelo oportunismo de uma oposição irresponsável e golpista, capitaneada por demagogos carreiristas.

Aproveitando-se desta conjuntura desfavorável, os grandes grupos econômicos e, em especial, de comunicação, declaram guerra contra o governo sob a bandeira do combate à corrupção. Estes grupos contestam a legítima vitória das urnas, numa tentativa de estruturar verdadeiro golpe disfarçado de troféu da democracia. E enquanto a grande mídia semeia a ideia de ilegal deposição sumária, as cada vez mais raivosas manifestações pelo impeachment da Presidente ganham força, embora incapazes de evidenciar, desde sua origem, um honesto desejo popular por mais democracia.

Assim, acuado e incapaz de mobilizar as massas que o elegeram, o Executivo Federal se vê obrigado a tergiversas com uma agenda profundamente conservadora, que ameaça a consolidação histórica de anos de luta política contra o autoritarismo.

Por essa razão, é urgente ressuscitar a histórica e republicana união dos juristas na defesa da legalidade diante de tentações fascistas. Não podemos nos curvar às pressões rasteiras de setores retrógrados que desejam a instabilidade institucional do país para promover seus interesses privados.

Não há alternativa à legalidade democrática.

O formalismo deste clamor, contudo, não basta. Os quase trinta anos que se passaram da promulgação da Constituição Republicana tem mostrado que a herança ideológica do passado ditatorial brasileiro não foi devidamente enterrada.

Esse ranço autoritário é especialmente visível no conservadorismo pedestre, latente ou explícito dos grandes partidos brasileiros em matéria penal. Esses anseios punitivos, compartilhados tanto pela situação quanto pela oposição, colocam em dúvida a autenticidade de nossa democracia diante da falta de alternativas à constante aposta na repressão para o controle social.

A verdade é que, com raras exceções, as modificações legislativas no campo penal posteriores à Constituição da República vieram somente para criar dispositivos despóticos, que violam diretamente os direitos e garantias processuais as quais definem o limite entre barbárie e civilização.

Ao mesmo tempo, parte da comunidade jurídica serve aos interesses escusos do grande capital, negando direitos ao acusado, reproduzindo jurisprudências limitadoras de garantias constitucionais, perseguindo Advogados e Defensores e estigmatizando Promotores e Juízes que ousam pensar e atuar sob uma perspectiva de respeito aos direitos fundamentais.

As atuais pulsões punitivistas são perfeito fruto de juristas que servem aos interesses políticos de parcela bem definida da sociedade e aos interesses punitivistas midiáticos. É cada vez mais notório que a escolha daqueles a serem investigados é seletiva e pautada por motivação política, ao mesmo tempo em que os direitos e garantias fundamentais passam a ser apresentados como obstáculos a serem afastados em nome da eficiência repressiva. Por último, a defesa criminal é objeto de perseguição inquisitorial pelas agências do sistema penal, que intimidam e restringem ainda mais os direitos do acusado.

Mas os poderes instituídos não afetam a sociedade somente por meio de ação direta: perante os holofotes, a Justiça brasileira empenha enorme esforço para parecer rigorosa, mas é omissa em investigar e controlar os abusos autoritários dos agentes policiais. É condescendente com os homicídios perpetrados pelo Estado enquanto alcançamos um dos patamares mais altos de mortes violentas por armas de fogo no mundo.
Ensina-nos a história que contextos de crise política e econômica são campos férteis para discursos e práticas autoritárias. Por estas razões, nós, juristas reunidos no II Seminário de Direito Penal, Criminologia e Processo Penal em homenagem ao Professor Doutor Winfried Hassemer, munidos das armas da crítica, afirmamos ao povo brasileiro que não aceitaremos qualquer tentativa de golpe, nem cederemos ao mais vulgar punitivismo em voga, defendendo de maneira intransigente a legalidade democrática e a soberania popular.

Não cederemos ao conformismo e ao retrocesso de direitos do acusado. Reivindicamos um sistema de justiça criminal despojado de sanhas autoritárias, um Direito Penal verdadeiramente constitucional e democrático.

Retomemos a luta pela Democracia iniciada na resistência anterior a 1988.

RS: Movimento convoca sociedade e entidades em Defesa da Democracia e dos Direitos no dia 20/08

20 de agosto
Preocupadas com o avanço das pautas conservadoras no Congresso Nacional e o agravamento e instabilidade do atual quadro político no Brasil, diversas entidades e instituições como o MPT, ABRAT, AGETRA, AMATRA, CONIC, CONAM, UNE, UBES, UEE Livre e as Centrais Sindicais CTB, CUT, Nova Central e UGT, constituíram juntas o Movimento em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais.

Neste 20 de Agosto, quinta-feira, vamos reunir, de forma ampla, diversas outras entidades, instituições e o conjunto da sociedade para reafirmar a defesa das liberdades constitucionais, da democracia e dos direitos sociais e para dizer que não aceitaremos o rompimento da ordem democrática e nenhum retrocesso ou retirada de direitos do povo trabalhador. Acreditamos que é preciso enfrentar a estrutura da desigualdade da sociedade brasileira com uma plataforma popular que garanta o aprofundamento da democracia, do desenvolvimento e das reformas estruturais para o Brasil se desenvolver.

Para enfrentar este cenário, que vem colocando em risco conquistas históricas do povo brasileiro, convocamos todos para participarem desse dia intenso dia de debates e mobilizações que começa às 13h30, na Paróquia da Pompéia, partindo às 17h em caminhada até a esquina democrática, onde encerraremos com um Ato em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais.

Confira programação completa:

13h30 – Lançamento do Movimento – Igreja Pompéia (Rua Dr. Barros casal, 220, Floresta)

* Abertura com as Centrais Sindicais

* Aldo Arantes – Secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB Federal
* Ministra Maria Helena Mallmann – Tribunal Superior do Trabalho
* Dr. Luís Antônio Camargo de Melo – Procurador-Geral do Ministério Público do Trabalho Federal
* Dr. João Pedro Ferraz dos Passos – Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas
* Dr. Rodrigo Trindade de Souza – Vice-Presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul
* Pastora Cleide Schneider – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
* Getúlio Vargas – Confederação Nacional das Associações de Moradores
* Giovani Culau – União Nacional dos Estudantes
*Debates e Assinatura da Carta do Movimento

17h – Caminhada

18h – Ato em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais

Texto: Juliana Ramiro – no Portal da Fecosul

20 DE AGOSTO – ATOS CONTRA O GOLPE E EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS CONQUISTADOS

2O DE AGOSTO

No dia 20 de agosto brasileiros irão as ruas para defender a democracia, os direitos conquistados e contra o golpe fascista. É tempo de resistência. E nas trincheiras da resistência construiremos os novos passos a serem dados rumo a conquista de novos direitos.

Neste domingo, 3ª Jornada pela Democracia debate onda de ódio e intolerância e terá transmissão pela TVT

Nova edição conta com a participação de políticos e intelectuais que discutem caminhos para a esquerda
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Primeira edição da jornada foi realizada em abril e a segunda, em maio

Da Rede Brasil Atual

São Paulo – A 3ª Jornada pela Democracia será realizada no domingo (16), em São Paulo, com debates sobre a escalada conservadora e a resistência a um possível golpe. Desta vez, a jornada será realizada ao ar livre, em frente ao Instituto Lula, no Ipiranga, na zona sul da capital, como parte de um ato maior promovido por movimentos sociais e sindicais contra o ódio e a intolerância.

O jornalista Camilo Vannuchi, um dos organizadores da jornada, em entrevista hoje (14) à Rádio Brasil Atual,conta que além das discussões em torno da crescente onda de ódio, os debatedores também discutirão políticas públicas que estão sendo desenvolvidas no Brasil e em São Paulo, mas que contam com pouca divulgação na mídia tradicional.

Entre os nomes confirmados para participar estão Willian Nozaki, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o ex-deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), a psicanalista e ensaísta Maria Rita Kehl e Clara Ant, diretora do Instituto Lula.

Camilo diz que a programação está sendo construída, pois o evento havia sido suspenso por conta da realização de ato maior, em defesa da democracia no mesmo dia, no Instituto Lula. Com a junção dos eventos, novos nomes ainda podem confirmar a participação, como a cartunista Laerte, e os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo e Marcio Pochmann.

O organizador da Jornada afirma que um dos objetivos é discutir os caminhos para a esquerda, “para conseguir avançar e construir o governo que a gente quer”.

Os debates ocorrem das 14h às 18h, com transmissão ao vivo pela TVT, no sinal aberto e pela internet.

Metalúrgicos do ABC iniciam vigília em frente ao Instituto Lula

Sindicato afirma que iniciativa, além de solidariedade ao ex-presidente, é contra “qualquer ação de violência e intolerância política”
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Vigília em Defesa da Democracia permanece no Instituto Lula pelo menos até a noite de domingo

São Paulo – O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC iniciou ontem (11) pela manhã uma vigília em frente ao Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Segundo a entidade, a iniciativa, além de solidariedade ao ex-presidente, também visa prevenir “qualquer ação de violência e intolerância política”. O movimento será mantido até o próximo domingo (16), quando diversos movimentos farão um ato em defesa da democracia, a partir das 13h.

“Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm respon­sabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores”, afirma o diretor executivo do sindicato José Paulo Nogueira, o Zé Paulo. Ele e outros dirigentes ressaltaram conquistas obtidas durante o governo Lula, como o pré-sal, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o combate à pobreza e à fome.

O instituto foi alvo de atentado em 30 de julho. Por volta de 22h, um artefato explosivo foi arremessado de um carro em direção ao portão da garagem, que sofreu danos. A entidade classificou o episódio, que está sob investigação policial, de “ataque político”. Na última sexta-feira (7), partidos, centrais sindicais e movimentos sociais organizaram um “abraço” simbólico no local.


Luiz Müller

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