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Dilma vai resistir se a rua se organizar, por Saul Leblon

Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

por Saul Leblon
Hoje a palavra organizar virou sinônimo de resistir; assim como rua se tornou equivalente ao verbo lutar
A história apertou o passo no país e quem não entender isso será atropelado pela velocidade dos acontecimentos.

Esse é um tempo em que jornais de hoje amanhecem falando de um remoto mundo de ontem; tempo em que a tergiversação colide com a transparência; tempo em que nenhum discurso faz mais sentido dissociado da tríade: ‘rua’, ‘resistência’ e ‘organização’.

As sirenes da história anunciam confrontos intensos no front.

De um lado, os interesses da maioria da população; de outro, a coalizão da escória parlamentar com o rentismo e a classe média fascista.

No arremate desse enredo a mídia insufla a venezuelanização do Brasil.
Não é sugestivo do lugar da Folha na história que a edição desta 2ª feira, por exemplo, mostre Paulinho Boca festejado pelo ‘povo’ e Dilma cercada por uma mosca?

Dilma fez no 1º de Maio do Anhangabaú o melhor discurso de sua vida.

Veja a íntegra de sua fala aqui: https://www.facebook.com/jornalistaslivres/posts/363835267073690

Sim, Dilma incendiou um ato que começou morno e sem a presença de Lula. Como explicar essa mutação que passou batida aos petizes da mídia pautados no Anhangabaú para alimentar o golpe –de moscas, se possível—e não para fazer jornalismo?

A explicação está no acirramento de um conflito que Lula, Dilma, o PT e todas as forças progressistas e democráticas resolveram encarar de frente, pelo simples fato de que não fazê-lo seria trair o país, o povo e, sobretudo, a esperança na construção de uma democracia social na oitava maior economia do mundo e principal referência da luta pelo desenvolvimento no ocidente.

Todo o discurso da Presidenta Dilma irradiou esse discernimento de que o seu governo e mais que ele, o projeto que ele expressa só tem futuro se tiver o desassombro de ser defendido na rua.

Foi isso que Dilma fez ao levar seu governo à rua do 1º de Maio e lá anunciar um aumento médio de 9% para o Bolsa Família, ademais de reafirmar a prorrogação do Mais Médicos por três anos, corrigir a tabela do IR e adicionar mais 25 mil contratações à linha do Minha Casa vinculada à autoconstrução.

Dilma afrontou assim o martelete midiático do ‘país aos cacos’ , que lubrifica a sociedade para a resignação diante do arrocho embutido na tese do golpe ‘saneador’.

Dilma fez mais que isso ao acusar a sabotagem paralisante contra o seu governo, por parte dos interesses que, derrotados quatro vezes no jogo democrático, resolveram destruir a urna e pisotear seus escombros para chegar ao poder.

A propaganda do jornalismo embarcado sonega esse traço central da encruzilhada brasileira: a ofensiva golpista não é uma consequência da crise; ela é a crise em ponto de fusão.

Em outras palavras, ao contrário do que solfejam os violinistasdo golpe, não existe uma ‘macroeconomia responsável’ (a do arrocho) que vai tirar o Brasil da espiral descendente.

O que existe é um acirramento da luta de classes, a exigir uma repactuação política do país e do seu desenvolvimento. Algo que a plutocracia, a mídia, a escória e o fascismo decidiram elidir por meio do golpe e através dele impor a sua agenda à nação.

‘Eu vou resistir’, disse Dilma ovacionada pela multidão no Anhangabaú que teve o privilégio de participar desse pontapé da resistência de uma Presidenta que passou a governar na rua, pela rua, com a rua.

Esse é  o requisito para mudar a correlação de forças e destravar as verdadeiras reformas de que a sociedade e o desenvolvimento necessitam.

A saber:  reforma política, para capacitar a democracia a se impor ao mercado; reforma tributária, para buscar a fatia da riqueza sonegada à expansão da infraestrutura e dos serviços; reforma do sistema de comunicação, para permitir o debate plural dos desafios brasileiros –que são poucos, nem se resolvem sem ampla renegociação do desenvolvimento.

Quem rumina desalento diante do gigantismo dessa tarefa menospreza o salto histórico percorrido nos últimos meses.

Há exatamente um ano, um outro comício do dia do trabalhador organizado no mesmo Vale do Anhangabaú foi igualmente desdenhado pelo noticiário –e mesmo por uma parte da esquerda.

Foi tratado como mero evento retórico.

Um ano depois, as ruas do Brasil já não dormem mais.

Um ciclo de grandes mobilizações de massa está em curso no país.

Respira-se a expectativa dos campos de batalha no amanhecer do confronto.

A engrenagem capitalista puro-sangue escoiceia o chão do estábulo. Aguarda os cavalariços do golpe que vem lhe trazer a liberdade para matar.

A chance de que o embate resulte em uma sociedade melhor depende da determinação progressista –acenada no discurso de Dilma– de assumir a rédea das forças xucras do mercado, para finalmente domá-las a favor do povo e da nação brasileira.

O golpe tornou quase inevitável isso que o ciclo do PT sempre adiou em favor de soluções acomodatícias e avanços incrementais.

A natureza ferozmente excludente de sua lógica revela os limites estreitos e  irredutíveis de uma parte da elite brasileira, da qual a mídia se fez porta-voz.

No 1º de Maio do ano passado, Lula –ausente nesse por recomendação médica– lembrou que a primeira universidade brasileira só foi construída em 1920.

Quatro séculos depois do descobrimento.

Em 1507, em contrapartida, 15 anos depois de Colombo chegar à República Dominicana,  Santo Domingo já construía sua primeira universidade.

Tome-se o ritmo de implantação do metrô em São Paulo, em duas décadas de poder tucano.

Compare-se a extensão duas vezes maior da rede mexicana, ou a dianteira expressiva da rede argentina e  da chilena.

O padrão não mudou.

Lula criou 18 universidades em oito anos. A elite levou 420 anos para erguer a primeira e Fernando Henrique Cardoso não fez nenhuma.

Há lógica na assimetria.

Para que serve uma universidade se não faz sentido ter projeto de nação; se a industrialização será aquela que a ALCA rediviva permitir e se o pre-sal deve ser entregue à Chevron?

O que Lula estava querendo dizer ao povo do Anhangabaú, então, tinha muito a ver com algo que agora assume nitidez desconcertante nos ‘planos’ do golpismo.

O desenvolvimento brasileiro não pode depender de uma elite que dispensa ao destino da nação e à sorte do seu desenvolvimento o mesmo descompromisso do colonizador em relação aos povos oprimidos.

Uma elite para a qual a soberania é um atentado ao mercado não reserva qualquer espaço à principal tarefa do desenvolvimento, que é civilizar o mercado para emancipar a sociedade e, portanto, universalizar direitos.

Reinventar a soberania no Brasil do século XXI, portanto, implica vencer o golpe e seu projeto de terceirização do Estado e do patrimônio nacional aos mercados.

A devastação do mundo do trabalho e a supressão da cidadania social é a lógica que move o golpismo e os homens-abutres que frequentam seu bazar de ministérios.

O que a elite preconiza nos salões onde se negocia o botim é de uma violência inexcedível em regime democrático e muito provavelmente incompatível com ele.

É como se uma gigantesca  engrenagem cuidasse de tomar de volta tudo aquilo que transgrediu os limites de uma democracia tolerada por ser apenas formal, mas que o ciclo iniciado em 2003, com todas as suas limitações, desvirtuou em direção a um resgate social transgressivo para o gosto da elite brasileira.

No lugar disso, o que se pretende instituir agora é um paradigma de eficiência feito de desigualdade ascendente. A Constituição Cidadã de 1988 será retalhada. Programas e políticas sociais destinados a combater a pobreza e a desigualdade de oportunidades serão eviscerados. O que restou da esfera pública, privatizado. A riqueza estratégica do pré-sal e o impulso industrializante contido na exigência de conteúdo nacional serão ofertados no altar dos ditos livres mercados (ou Chevron).

A ambição implica regredir aquém do ciclo de redemocratização que subverteu  o capitalismo selvagemente antissocial da ditadura. Como disse Dilma no 1º de Maio: lutamos hoje para preservar  tudo o que conquistamos com a redemocratização; mas também tudo o fizemos antes para ter a democracia de volta’.

A petulância chega a tal ponto que na véspera deste 1º de Maio, Michel Temer afagou a bancada ruralista com uma promessa obscena:  o golpe revisará todos os decretos de desapropriação de glebas para reforma agrária e demarcações de áreas indígenas assinados por Dilma nos últimos meses.

O confronto é aberto.

Não será vencido só com palavras.

No 1ºde Maio de 2015, o presidente da CUT, Vagner Freitas chamou para a frente do palco dirigentes da Intersindical e da CBT; chamou Gilmar, do MST; chamou Boulos, do MTST, e outros tantos; e através deles convocou quase duas dezenas de organizações presentes.

Vagner apresentou ao Anhangabaú, então, a unidade simbólica da esquerda brasileira, fixada em torno de uma linha vermelha a ser defendida com unhas e dentes: a fronteira dos direitos, contra a direita.

Premonitória, sua iniciativa, já não basta mais para deter uma violência que agora marcha ostensivamente para sua consumação.

A  defesa da agenda progressista hoje implica, ademais da unidade das direções, promover a capilaridade da resistência popular.

Comitês de resistência da vizinhança; comitês de resistência nos locais de trabalho; comitês profissionais e sindicais; comitês de amigos; comitês de mães de alunos; comitês por escola…

Sobretudo, urge dotar essa capilaridade de uma prontidão articulada, exercida  por uma efetiva coordenação da frente progressista nascida no 1º de Maio de 2015.

Hoje para afrontar o golpe; amanhã para vencer uma nova disputa presidencial, essa rede da legalidade é a tarefa inadiável dos dias que correm.

Por uma razão muito forte: sem ela o próximo 1º de Maio talvez encontre o Vale do Anhangabaú cercado por tropas de um golpe vencedor.

O Brasil será aquilo que a rua conseguir que ele seja.

Quando o extraordinário acontece na vida de uma nação é inútil reagir com as ferramentas da rotina.

Hoje a palavra organizar é sinônimo de resistir, assim como o substantivo ‘rua’ tornou-se equivalente ao verbo lutar.

As lideranças populares não podem desperdiçar o significado histórico dessa mutação

As ruas do Brasil já não dormem mais, cabe às lideranças dota-las de sonhos reais.

Militante do MTST é baleada durante marcha. O fascismo já mata, além de gritar impropérios

O fascismo semeado pela Globo e pelas famílias mafio midiáticas já não s contenta mais em gritar impropérios contra os diferentes. Agora já começa a atirar para matar. A grande mídia ao produzir e emitir mentiras, repetindo-as milhares de vezes, convence o senso comum, de que as mentiras na verdade seriam verdades. O s grupos fascistas, patrocinados pelo empresariado entreguista nacional e por instituições internacionais, encastelados em grupos como MBL, Vem Pra Rua e congêneres espalham a mentira nas redes, impregnada de seu ódio doentio aos diferentes e seu preconceito a pobres. O caldo já esta montado a muito tempo e só tem feito piorar, por que a mídia continua insuflando e o judiciário esta servil a estes interesses apátridas. É urgente a constituição dos Comitês Municipais em Defesa da Democracia propostos pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. As instituições estão cada vez mais corrompidas, e se o povo não estiver preparado e organizado, o fascismo triunfará. (Comentário do Blogueiro)

Vai a matéria do Jornal GGN

Jornal GGN – Uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), da Ocupação João Goulart, ia em direção à Prefeitura de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A marcha acontece com a participação de mais de 500 pessoas. Em determinado ponto, o motorista de um corsa preto, de placa EQZ 8730, atirou em direção aos manifestantes, atingindo a sem-teto Edilma Aparecida Vieira dos Santos. Ela foi atingida na barriga e está sendo atendida pelo SAMU antes de ser levada ao PS Municipal de Itapecerica.

Eis a nota da coordenação do MTST:

Nota da coordenação do MTST

A sem-teto Edilma Aparecida Vieira dos Santos, de 36 anos, acabou de ser baleada durante manifestação da Ocupação João Goulart (MTST) rumo à Prefeitura de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo.

A marcha do MTST seguia com mais de 500 pessoas quando o motorista de um carro atirou contra os sem-teto, atingindo Edilma na barriga. O carro é um Corsa preto, de placa EQZ 8730.

O Movimento está indo neste momento registrar ocorrência e exige das autoridades do Estado de São Paulo providências imediatas contra o agressor. Edilma está sendo neste momento atendida pelo SAMU e seguirá para o PS Municipal de Itapecerica.

Não passarão!

A Marcha Segue! A luta seguirá!

Coordenação do MTST

Democracia ameaçada: Justiça determina bloqueio do WhatsApp no Brasil

Estão instalando um Estado de Exceção no Brasil. E ele é Judicial. Por um lado o STF autoriza um congresso corrupto, presidido por um corrupto, a derrubar a Presidenta da República e um Juiz de instância inferior a destruir a PETROBRAS e dezenas de grandes empresas brasileiras a título de “combate a corrupção”. Por outro lado, um outro juiz de instância inferior fere a constituição e censura um dos instrumentos de comunicação mais utilizados pelo povo. Pela segunda vez em pouco tempo, o mesmo Juiz de uma cidade chamada “lagarto”, no interior do Sergipe, suspende a atuação do WhatsApp no Brasil.   O Marco Civil da Internet conquistado no Governo Dilma esta sob ameaça. Na semana passada publiquei aqui o Artigo A turma do “sim, pelos meus filhinhos” também ameaça a liberdade na internet. Neste artigo do The Intercept_ , que fala de um Projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional, que versa supostamente sobre “crimes cibernéticos”, é possível ler que o verdadeiro objetivo não tem a ver com “crimes cibernéticos”, mas sim em instrumentos de censura e controle contra os usuários da Internet e das redes.

“aumentarão o poder de censura sobre a rede e diminuirão a privacidade do usuário”. De acordo com a Folha, as “suas disposições atacam pilares do Marco Civil da Internet, diploma aprovado em 2014 que colocou o Brasil na vanguarda do tema”. dos direitos na internet. O jornal concluiu que “esse é o tipo de controle usado por países como China e Irã”

Não surpreende portanto este novo ataque contra o WhatsApp, promovido aliás, por Juiz de instância inferior, do interior de um Estado qualquer, o que esta se tornando praxe no Brasil, propõe novas concepções sobre “justiça” e as transforma em regra para todo o Brasil. Este ataque ao WhatsApp vem do interesse econômico das empresas de Telefonia e Telecomunicações, mas se associa também ao interesse do Estado Fascista Paralelo constituído no Brasil, e que já ganha até ares de estado, ao ser identificado por “República de Curitiba”. Pela segunda decisão já tomada por um Juiz de uma cidade chamada “Lagarto”, do interior do Sergipe, talvez agora tenhamos a “república de Lagarto” ou a “república do Sergipe”, todas expressões que simbolizam o mesmo Estado de exceção instaldo no Brasil a partir da deturpação do Judiciário Brasileiro. Esta conta vai custar muito caro aos brasileiros, pois lhes custará a liberdade. Vai matéria da Folha sobre o WhatsApp: 

Watsap

Do UOL – Folha

A Justiça mandou as operadoras de telefonia fixa e móvel bloquearem o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp em todo o país por 72 horas. A medida começará a valer a partir das 14h desta segunda-feira (2). A decisão, de 26 de abril, é do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE).

As cinco operadoras —TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel— já receberam a determinação e informaram que vão cumprir. Em caso de descumprimento, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil.

Consultadas, as operadoras afirmam que irão cumprir a decisão e ainda estudam se vão entrar com recurso judicial para tentar derrubar o bloqueio. O Sinditelebrasil, associação que representa o setor, está acompanhando esse processo junto às teles e ainda não definiu de que forma o setor irá se posicionar.

Apesar de as teles e o aplicativo travarem uma disputa comercial, o bloqueio é um transtorno para as operadoras. O WhatsApp funciona com mudança de registro de computadores e isso torna o trabalho de bloqueio bastante complicado para as teles, que podem ser punidas caso não consigam implementar o bloqueio plenamente.

Da última vez, a Claro foi uma das operadoras que reclamou de que o WhatsApp se valia desta particularidade técnica do serviço para furar o bloqueio intencionalmente. O aplicativo teria mudado rapidamente os registros para dificultar o bloqueio.

HISTÓRICO

O juiz Marcel Montalvão é o mesmo que, em março, mandou prender o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan. Na época, a decisão ocorreu após a empresa não colaborar com investigações da Polícia Federal a respeito de conversas no WhatsApp em processo de tráfico de drogas.

Uma medida do início de abril deve dificultar ainda mais a colaboração do aplicativo com a Justiça. O WhatsApp adotou a criptografia “end-to-end” (no qual apenas as pessoas na conversa podem ler as mensagens -nem mesmo as companhias podem acessar a comunicação) em todos os seus aplicativos e em mensagens e tipos de arquivos.

Em dezembro, o WhatsApp havia sido bloqueado no Brasil por 48 horas devido a uma investigação criminal. Na ocasião, as teles receberam a determinação judicial com surpresa, mas a decisão não durou 48 horas.

O bloqueio foi uma represália da Justiça contra o WhatsApp por ter se recusado a cumprir determinação de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados criminais. O aplicativo pertence ao Facebook.

Em fevereiro, um caso parecido ocorreu no Piauí, quando um juiz também determinou o bloqueio do WhatsApp no Brasil. O objetivo era forçar a empresa dona do aplicativo a colaborar com investigações da polícia do Estado relacionadas a casos de pedofilia.

A decisão foi suspensa por um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí após analisar mandado de segurança impetrado pelas teles.

A turma do “sim, pelos meus filhinhos” também ameaça a liberdade na internet

POR  no TIJOLAÇO

 webgemas

 

Sob silêncio quase geral da mídia, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a prática de crimes cibernéticos prepara-se para votar, talvez ainda hoje, um relatório – que inclui um projeto de lei – que suprime uma série de garantias contidas no Marco Civil da Internet, aprovado no governo Dilma Rousseff. No meio da água suja representada pela bandidagem de vender produtos danosos à saúde e outras transgressões que, entre outras coisas, a turma conservadora  quer permitir retirada de conteúdo com a simples queixa de incomodados e que delegados de polícia e promotores, sem ordem judicial, tenham acesso automático à identificação de usuários e administradores de sites.

Frente ao silêncio que se total de nossa imprensa, exceto por um editorial na Folha, é indispensável a leitura do texto, que reproduzo em parte, do The Intercept, escrito pelo jornalista e produtor Andrew Fishman, com passagens pela Al Jazeera eBloomberg, do qual reproduzo um trecho:

Propostas da CPI dos Crimes Cibernéticos
ameaçam a internet livre para 200 milhões de pessoas

Andrew Fishman, no The Intercept

Ativistas brasileiros pela liberdade na internet estão nervosos. Nesta quarta-feira, uma comissão na Câmara dos Deputados vai pôr em votação sete projetos de lei criados ostensivamente para combater crimes cibernéticos. Enquanto isso, críticos alegam que o efeito combinado dessas propostas irá restringir substancialmente o acesso amplo à internet no país, retirando o direito ao anonimato e dando poderes excessivos aos órgãos do governo para censurar o discurso na rede e ter acesso aos dados pessoais dos cidadãos sem aprovação judicial.

Os projetos vieram de algo que já se tornou uma cartilha padronizada: propor legislação contra crimes cibernéticos; alegar o combate à pornografia infantil, hackers, crime organizado e até mesmo terrorismo; e então vincular medidas que também facilitam a identificação de vozes críticas na internet (muitas vezes sem permissão judicial) e silenciá-las ou prendê-las por difamação – ameaças diretas à liberdade de expressão.

Paquistão, Nigéria, México, Kuwait, Quênia, Filipinas, Peru, Emirados Árabes e Qatar tiveram propostas similares recentemente. Algumas delas encontraram forte resistência e foram arquivadas, algumas ainda estão pendentes e outras foram transformadas em leis.

“O cybercrime é um dos pretextos recorrentes para a criação de leis que impõem controles sobre a atividade na internet”, escreveu Katitza Rodriguez, Diretora de Direito Internacional da Electronic Frontier Foundation (Fundação da Fronteira Eletrônica), em um e-mail para o The Intercept.

No Brasil, os projetos de lei são o resultado de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de crimes cibernéticos que durou nove meses, chamada de CPICiber, instaurada em julho de 2015 pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a pedido de um deputado do partido governista da presidente Dilma Rousseff, PT. A primeira versão do relatório da CPI, lançada em 30 de março, provocou uma resposta massivamente negativa de grupos da sociedade civil.

A imprensa brasileira não deu muita cobertura a essa história – os repórteres estão ocupados com uma crise política que já dura meses eenvolve toda a nação – mas a Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do país, publicou um editorial no sábado defendendo que os projetos de lei utilizam o “pretexto de aumentar a segurança” online, “aumentarão o poder de censura sobre a rede e diminuirão a privacidade do usuário”. De acordo com a Folha, as “suas disposições atacam pilares do Marco Civil da Internet, diploma aprovado em 2014 que colocou o Brasil na vanguarda do tema”. dos direitos na internet. O jornal concluiu que “esse é o tipo de controle usado por países como China e Irã”.

Um projeto de lei particularmente controverso poderia solicitar que redes sociais removam conteúdo considerado “ofensivo à honra” de políticos em um prazo de 48h a partir do recebimento da notificação oficial. Após desaprovação pública, esse trecho foi removido da segunda versão do relatório da CPI, mas restam outros projetos de lei que forçariam empresas a retirar conteúdo proibido gerado por usuários, incluindo aqueles considerados “crimes contra a honra e outras injúrias”, sem uma única ordem judicial.

Continue lendo no The Intercept.

‘É tempo de lutar, não de encontrar em quem colocar a culpa’, diz Mujica sobre crise brasileira

 Em São Paulo, ex-presidente uruguaio falou à imprensa independente e criticou sistema político no Brasil: ‘Ter que tecer alianças para ter maioria é perverso’
Mujica
 Com seu carisma e seu estilo filosófico característicos, o ex-presidente e senador do Uruguai José ‘Pepe’ Mujica conversou por quase duas horas na manhã desta quarta-feira (27/04) com jornalistas da imprensa independente brasileira em São Paulo, abordando temas como a crise política brasileira, a integração regional e o papel da esquerda nas disputas sociais atuais.
Para o político, um dos mais prestigiados da América Latina, a situação atual do Brasil, que se relaciona à crise da esquerda e ao avanço da direita na região, deve forjar a união entre as forças progressistas. “Agora é tempo de lutar e não de encontrar em quem colocar a culpa. As organizações de esquerda se destroem. Há que fazer autocrítica, mas à distância no tempo, não no quente da situação. Agora é preciso lutar”, sustentou.
Mídia Ninja

“É incomensurável a perda de Chávez. Nunca conheci um homem que tinha a generosidade que ele tinha com as pessoas”, afirmou
Para Mujica, a corrupção — argumento utilizado para justificar a retirada do PT do poder através do impeachment da presidente Dilma Rousseff — não diz respeito a um único partido, mas “é um problema tão velho quanto o Brasil”.
“Não sei como administrar um país com tantos partidos”, afirmou em referência ao sistema político brasileiro, que conta com 35 legendas atualmente. “Isso é mais uma questão de interesses pessoais, do que de causas ideológicas. E aí se tem a questão de como gestar uma maioria. (…) Ter que tecer alianças para ter maioria é perverso, porque será essa uma maioria ideológica? Não. Acho que algum dia vocês vão mudar isso. É preciso mudar o contrato social”.

Ainda com relação ao processo de impeachment contra a presidente brasileira, o líder ressaltou ser “paradoxal” que Dilma seja julgada por “um montão de gente” contra quem há acusações e investigações. E observou que a votação da admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados “não deveria ter sido transmitida mundialmente. Isso fez mal ao Brasil como nação, ao seu prestígio. Baixaram a consideração do Brasil no mundo. Se tivessem votado sem falar nada, teria sido mais saudável”.
Mujica3

Mujica ressaltou que é preciso “de ter humildade para aceitar as derrotas e coragem para recomeçar de novo, sempre”
Apesar de ser crítico da fragmentação da esquerda, Mujica considera que “os partidos progressistas devem aprofundar a democracia”. “Partidos são insubstituíveis, mas têm defeitos porque os homens têm defeitos. A história é feita por correntes e não por indivíduos fenomenais”, disse ao ressaltar que os meios de comunicação tendem a inventar o tal indivíduo fenomenal, tal como ocorreu na Guatemala recentemente, onde o ator e comediante Jimmy Morales foi eleito presidente em sua primeira investida política após intensos protestos contra a corrupção perpetrada pelos políticos tradicionais.
“A direita tem utilizado, com muitos benefícios, os nossos erros. Aproveitou um momento em que a conjuntura econômica estava a favor para gerar inconformismo”, observou o ex-presidente uruguaio, ressaltando que isso foi feito com a ajuda dos meios de comunicação. “Forças conspirativas? Quando as formas da direita conspirativa dão resultado é porque há fatores a favor deles”, afirmou.

Nesse sentido, o ex-presidente lembrou que a crise econômica teve um impacto muito forte entre a população. “Temos um crescimento muito lento da economia do mundo. Penso que é um transbordamento do capital financeiro, que está condenando o capital produtivo”, afirmou.
Otimista, Mujica acredita que “isso [a crise da esquerda] vai passar”. “Sempre que chove, para. É preciso ter coragem de recomeçar, aprender com os erros e perseverar. Os únicos derrotados são os que desistem, por isso é preciso ter coragem, porque o triunfo é relativo”, observou. Ex-guerrilheiro, Mujica passou muitos anos na prisão, e lembrou sua experiência para provar seu ponto: “Em matéria de derrota, por favor. Fiquei quase 14 anos preso, não me digam o que é derrota”.

Mujica2“Se fosse Dilma estaria pior que ela. Não posso dizer para vocês o que faria no lugar dela”, disse Mujica

Direitos sociais
Questionado a respeito das ameaças às leis trabalhistas diante do avanço da direita na região, Mujica observou que essa questão sempre aparece em momentos de crise, porque quando “há crise, a direta e as empresas se assustam pelo gasto do Estado. Então dizem ser preciso cortar gastos, conter a inflação”.
Diante dessas ameaças, os trabalhadores “não deveriam se atomizar ou romper e sim ter uma frente comum para ter capacidade de resistir e a maior capacidade de resistir dos trabalhadores é quando estão juntos. Então é preciso ter interesse de defender as conquistas trabalhistas em um momento em que o avanço da direita vai tentar fazer cortes”.
Por outro lado, observa Mujica, “a classe média, que parece ter emergido pela graça do Espírito Santo, não se dá conta de que isso ocorreu por obra da política de redistribuição social”. “Não esperem gratidão da história”, alerta o ex-líder Tupamaru. “Está bem que as pessoas vivam melhor, ainda que não nos agradeçam. Não fizemos isso para que nos beijem as mãos, mas porque tínhamos que fazer”.
Imprensa
Muito celebrada no Brasil, a chamada Lei de Meios no Uruguai, que objetiva a democratização dos meios de comunicação, foi sancionada pelo Congresso uruguaio em 2014, mas, este ano, a Justiça do país declarou alguns artigos da lei como inconstitucionais. Para Mujica, tal processo se entende por meio da problemática das classes sociais e da concentração de riquezas. “As empresas de comunicação vivem da venda de seus produtos. Quem são os grandes clientes? Obviamente não são de esquerda. Não temos que nos impressionar que os meios estejam voltados para a direita, é uma consequência”, observou.
Sobre o avanço da lei, pontuou ser necessário “encontrar caminhos alternativos” e ressaltou a importância da união e do fortalecimento dos pequenos meios de comunicação.
“O triunfo é o caminhar”
“Para viver é preciso ter horizonte, uma estrela, um rumo. A grande causa dos americanos é a integração para ser alguém em um mundo cada vez mais poderoso”, disse Mujica sobre a integração entre os cidadãos do continente. “A vantagem da integração é o desenvolvimento, juntar o conhecimento”.
“Nunca triunfamos totalmente na vida, o verdadeiro triunfo é o caminhar”, filosofou o ex-presidente uruguaio. “Não há um prêmio no final da vida, o prêmio é a vida, viver com causa, com sentimento e que se tenha a coragem de viver a aventura.”
As fotos são da Mídia Ninja

Pronunciamento de José Pepe Mujica, durante solenidade da Medalha da Inconfidência

Do CONTEXTO LIVRE

Foto: Midia Ninja
Mineiros e mineiras, a vida me ensinou algumas coisas. Os únicos derrotados são os que deixam de lutar. Mas vocês têm de saber que não há um prêmio no final do caminho.
O prêmio é o caminho mesmo, é o andar mesmo. Nossa luta é muito velha. São falsos os términos. Esquerda e direita são inventos da Revolução Francesa. Na realidade, são caras permanentes da condição humana, como as caras de uma moeda, e fluem e refluem permanentemente na história.
E penso que talvez seja uma luta eterna com fluxos e refluxos, com pontos de partida, com quedas e voltar-se a levantar. Há que se aprender que, na vida, as causas nobres necessitam de coragem sempre para voltar e começar.
Eu sou do sul, venho do sul e represento o sul, os eternos esquecidos do planeta.
Ser do sul não é uma posição geográfica, é um resultado histórico.
E venho ao Brasil, tenho cultivado amigos no Brasil, porque a América será livre com a Amazônia ou não será. Porque é enorme o conhecimento e ciência que nos tiraram o mundo central.
Porque perdemos nossos melhores filhos, porque lhes pagam melhores salários no mundo central, porque estamos entrando em uma outra era, globalizada, de comunicações, onde a fronteira é mais de negócio do que de amparo e justiça aos povos.
E todos sabemos que a democracia nunca será perfeita, e não pode ser, porque é uma construção humana e os seres humanos não são deuses. Não.
Por isso, porque somos diferentes, porque nascemos em lugares diferentes, porque pertencemos a classes diferentes, porque geneticamente temos matizes em nossos programas. Porque nossa história pessoal nos dá ou nos tira pelo que foi.
Os homens são semelhantes, mas cada um é particular, diferente, e como não somos perfeitos, a sociedade tem e terá sempre conflitos.
Não podemos viver sozinhos, somos sociais. Ninguém pode viver sozinho. Precisamos de um cardiologista, de um mecânico, de um professor para nosso filho. Precisamos de alguém que dirija o ônibus, de alguém que nos ampare na vida, de uma parteira quando nascemos e de alguém quando morremos.
Porque somos sociais e temos defeitos, porque somos diferentes, há conflitos. Por isso, precisamos da política. Tem razão Aristóteles: o homem é um animal político, porque a função da política não é gerar corrupção e acomodar gente. A função da política é colocar limite à dor e à injustiça.
A função da política é lutar por um mundo melhor e também buscar permanentemente as inevitáveis diferenças. A função da política não é aplastar. A função da política é negociar as inevitáveis diferenças que se apresentam na sociedade.
Porque insisto nesse ponto? Porque o pior resultado que se pode ter para as novas gerações é o conflito que se está vivendo no Brasil, e que pode fazer com que muitos jovens cheguem à conclusão de que a política não serve para nada, e são todos iguais.
E caso essa juventude se recolha e que cada um for cuidar apenas de si, é o mesmo que construir a selva. Todos contra todos. Há que salvar a política. Há que dar estatura à política, e isso não é um problema de partido, é um problema do Brasil. Pior que as derrotas é o desencanto.
Viver é construir esperanças, esperanças de um mundo melhor. O que seria da vida sem sonho, sem esperança, sem utopia, sem alegria de viver, o que seria da nossa existência? Um negócio calculado, uma mercadoria que se compra e que se vende.
Não, a espécie humana é outra coisa, é contraditória mas tem sentido e tem sentimento. Se você tem um casal de filhos de três ou quatro anos e leva um jogo só para um, verá que você tem um problema. Porque o outro sente que você não o tratou com igualdade.
Porque, companheiros, a igualdade a gente tem dentro de nós, antropologicamente. Não se toma a igualdade como desejo de ser tudo igualzinho, como tijolo, todos alinhados.
O sentimento de igualdade é ter o direito às mesmas oportunidades na vida, e quanto nos falta, latino-americanos, para poder dar oportunidade aos milhões que ficam à margem do caminho da nossa pobre América!
Com minha companheira, estivemos 30 anos presos, mas a vida nos deu o prêmio de viver e nada é mais bonito que a vida. Mas sobretudo os jovens devem saber: há que se cuidar da vida, há que semeá-la, há que colocá-la a serviço de uma causa nobre. Aprendam a viver, e tem de trabalhar para viver, porque senão viverás às custas dos outros.
A vida não é só trabalhar. Tem de assegurar tempo para viver, amor, filhos, para os amigos, que nesta vida não é felicidade acumular dinheiro. O problema é acumular carinho e servir para algo. A diferença é como vemos a vida, se a vida é só egoísmo ou a vida é também solidariedade, “hoje por mim, amanhã por você”.
Mineiros, o Brasil é muito grande, muito forte, mas tem muitas feridas. Há que defendê-lo, mas há que se entender que já não estamos no século passado e o desafio é outro. Estão construindo unidades mundiais de caráter gigantesco, como a comunidade econômica europeia, e que se os latino-americanos não conseguirem uma voz comum no concerto internacional, não seremos nada.
Do mundo que nos vê em cima, os frágeis têm de se unir com os frágeis para ser menos frágeis. É isso que temos de começar a entender. A burguesia que conduz a economia não pode sair a colonizar. Há que juntar aliados, porque essa batalha é no mundo inteiro.
Eu me sinto muito uruguaio, e sou brasileiro porque sou americano, porque sou da América Latina. Minha pátria se chama América Latina. Meus irmãos, todos os pobres esquecidos da América Latina. Os que não chegaram em nenhum lugar, os que são apenas um número, os estigmatizados, os perseguidos, os esquecidos, porque democracia não é só votar a cada quatro ou cinco anos.
Democracia é acrescentar o sentimento de igualdade da realidade e igualdade básica entre os homens.
Com vocês até sempre. Obrigado, mineiros.

No Jornalistas Livres

Movimentos fazem marcha de 190 km de Ouro Preto a BH

Ao longo de cinco dias, cerca de 1.500 pessoas participam da caminhada, que conta com diversas ações no percurso

Rafaela Dotta para o Brasil de Fato

Ouro Preto (MG)

, 22 de Abril de 2016 às 14:48

Marcha terá como primeira parada a cidade de Mariana, vizinha a Ouro Preto - Créditos: Rafaella Dotta
Marcha terá como primeira parada a cidade de Mariana, vizinha a Ouro Preto / Rafaella Dotta

Começa nesta sexta-feira (22) uma grande marcha organizada por movimentos populates e sindicais contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, 1.500 pessoas irão percorrer 191 quilômetros entre as cidades de Ouro Preto e Belo Horizonte. Serão cinco dias de caminhada, promovida pela Frente Brasil Popular no estado de Minas Gerais, que conta também com manifestações nas cidades do percurso. As pautas da marcha são a defesa da democracia e de reformas estruturantes, entre elas, a reforma agrária popular.

Segundo Michelle Capuchinho, coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma ação como esta significa a resistência e organização dos movimentos que lutam pela democracia. “A marcha tem um sentido histórico dos povos em resistência, que marcham quando se sentem orpimidos”, afirma.

No percurso da caminhada, a Frente Brasil Popular pretende organizar atos públicos em diversas cidades, começando por Mariana, onde ocorre uma aula pública com a secretária estadual de Educação, nesta sexta (22), às 14h, na Praça Jardim. Os organizadores apontam que a parada na cidade também lembra o desastre que aconteceu em novembro de 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, além de ser um alerta à empresa Samarco, responsável pela tragédia. No sábado (23), a marcha passa próximo ao território da empresa, a caminho do município de Catas Altas.

Ato com Mujica inaugurou ações

Mais de 1.500 pessoas participaram da entrega das Medalhas da Inconfidência, nesta quinta-feira (21), em Ouro Preto. O evento é organizado pelo governo estadual e concede honrarias a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país.

O mais alto agraciado deste ano foi o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Ele foi também o orador da cerimônia, discursando sobre política, democracia e, principalmente, igualdade. “Não se toma a igualdade como desejo de ser tudo igualzinho, como tijolo, todos alinhados. O sentimento de igualdade é ter o direito às mesmas oportunidades na vida e, quanto nos falta, latino-americanos, para poder dar oportunidade aos milhões que ficam à margem do caminho da nossa pobre America”, declarou.

Nos intervalos entre as falas, os presentes na plateia ecoavam palvras de ordem como “Não vai ter golpe” e “Fora Temer”. O coro aumentou quando o vice-governador Antonio Andrade (PMDB) foi mencionado na cerimônia. Gritos de “Fora Cunha” também apareceram nesse momento.


Luiz Müller

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