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O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil. Por Paulo Nogueira

Publicado originalmente em O LADO ESCURO DA LUA:

O atentado terrorista contra o Instituto Lula filho da permissividade com que manifestaes de dio vem sendo tratadas no Brasil. A impunidade leva a novos degraus. Primeiro voc xinga, calunia, massacra nas redes sociais. Depois, comea a jogar bombas. O Brasil tem que adotar uma poltica de tolerncia zero com o dio. Em Nova York, nos anos 1990, o ento prefeito Michael Bloomberg revolucionou o combate criminalidade com a adoo da tolerncia zero. O sujeito que fazia xixi em rea pblica

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Não passarão: Instituto Lula é alvo de atentado terrorista

Publicado originalmente em bloglimpinhoecheiroso:

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Via Jornal GGN em 31/7/2015

Uma bomba de baixo teor explosivo foi lançada na porta do Instituto Lula, esburacando a porta de alumínio, por volta das 22 horas da quinta-feira, dia 30/7.

Segundo a assessoria de imprensa, o objeto foi arremessado contra a sede de dentro de um carro. O “ataque político” não deixou feridos.

Na manhã de sexta-feira, dia 31/7, o Instituto informou à imprensa que já havia denunciado o fato às polícias civil e militar, ao secretário de Segurança Pública do Estado e ao ministro da Justiça. Ainda segundo a nota à imprensa, a instituição “espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o titular Alexandre de Moraes já conversou com o ministro José Eduardo Cardozo. “A perícia já foi acionada e as investigações já começaram”.

A sede do Instituto Lula fica no bairro Ipiranga, em São Paulo. A Folha…

Ver original 1.196 mais palavras

‘Brasil nunca aplicou Paulo Freire’, diz pesquisador

José Eustáquio Romão | Foto: DivulgacaoAmigo pessoal de Freire, Romão diz que críticos do educador “falam bobagem” sobre sua influência na educação brasileira

Da BBC Brasil

“Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire”. A frase, que aparecia em uma faixa durante a manifestação contra o governo Dilma Rousseff em Brasília, em março de 2015, causou polêmica nas redes sociais e provocou até uma resposta da ONU, defendendo o educador brasileiro famoso mundialmente pela teoria da pedagogia crítica.

Considerado patrono da educação no Brasil desde 2012, Freire dá nome a institutos acadêmicos em países como Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e Espanha, mas, em sua terra natal, tem sido criticado por manifestantes e articulistas pelo que consideram sua “influência esquerdista” no ensino.

O historiador e doutor em Educação José Eustáquio Romão, seu amigo pessoal e especialista em sua obra, discorda: “Paulo Freire nunca foi aplicado na educação brasileira. (…) Ele entra (nas universidades) como frase de efeito, como título de biblioteca, nome de salão.”

Foto: Reprodução Twitter
Manifestantes criticaram Paulo Freire durante protestos anti-governo em março de 2015

Em entrevista à BBC Brasil, ele diz que as ideias e o método de alfabetização de adultos criado por Freire já serviram de base para políticas públicas em diversos países, mas ainda se resumem a experiências pontuais no Brasil.

“Estou convencido de que se aplicarmos hoje (o método), acabamos com o analfabetismo no Brasil em um ano”, afirma.

Segundo os dados mais recentes do IBGE, o Brasil ainda possui 13 milhões de analfabetos, apesar da diminuição do índice nos últimos anos.

Romão, que é um dos fundadores do Instituto Paulo Freire e, atualmente, diretor de mestrado e doutorado na Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, passou os últimos 15 anos em busca do manuscrito perdido do livro Pedagogia do Oprimido, obra mais conhecida e traduzida do educador pernambucano, morto em 1997.

O manuscrito, que contém trechos inéditos do livro – publicado nos Estados Unidos em 1970 e proibido pelo regime militar brasileiro até 1974 – sobreviveu à ditadura chilena nas mãos de Jacques Chonchol, ex-ministro de Agricultura no governo de Salvador Allende (1970-1973). Agora, foi devolvido ao Brasil.

Confira alguns dos principais trechos da entrevista.

BBC Brasil: Como o senhor descobriu a existência do manuscrito? E como o encontrou?

José Eustáquio Romão: Foi uma busca de 15 anos. Algumas vezes ele (Paulo Freire) dizia para nós, que éramos amigos mais próximos, que gostaria de rever o manuscrito antes de morrer. Mas, pelo que a gente sabia, os originais do livro tinham sido datilografados.

Paulo era muito desorganizado. Ele escrevia até em guardanapo quando tinha uma boa ideia. Então um de seus amigos juntou essa papelada e datilografou em 1968. Quando Paulo falava de manuscrito, eu achava que ele estava delirando.Mas não estava.

Ele foi um dos primeiros a ser preso pelos militares, em abril de 1964, porque havia sido convidado a fazer parte de um projeto do governo João Goulart após o sucesso da sua experiência de alfabetização de camponeses no Rio Grande do Norte, em 1963.

Após 70 dias na prisão, ele conseguiu se exilar na Bolívia e, de lá, foi para o Chile, onde conheceu o ministro Jacques Chonchol, uma figura de destaque na política chilena, que articulou a eleição de Salvador Allende. Chonchol chamou Paulo para trabalhar com ele e os dois ficaram amigos.

Anos depois, Paulo foi convidado a ensinar aos doutores em Harvard (nos Estados Unidos), mesmo sem nenhum título, por causa de seu método de alfabetização de adultos. Antes de ir, decidiu copiar os originais de seu livro e dar este manuscrito de presente ao casal Chonchol.

Só que, depois de Allende, Chonchol era o homem mais visado pela polícia do (general Augusto) Pinochet. Ele só não foi morto no palácio junto com Allende (no golpe militar chileno, em 1973) porque estava em missão, mas chegou a Santiago no dia do golpe. Avisado pelos amigos, ele fugiu pela cordilheira (dos Andes). No fim, foi parar na França e ficou 20 anos no exílio.

A polícia de Pinochet invadiu a casa de Chonchol em Santiago, levou uma série de documentos e queimou livros. Mas o manuscrito de Paulo Freire parecia um documento sem importância, então ficou intacto. Anos depois, a irmã do ex-ministro conseguiu sair do país para visitá-lo na França e levou o manuscrito, achando que poderiam ser documentos pessoais.

Quando eu finalmente consegui localizá-lo, Chonchol me disse que várias vezes teve a tentação de doar o manuscrito para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em Paris, mas resolveu não fazê-lo. Eu consegui convencê-lo a devolver o manuscrito para o Brasil.

BBC Brasil: Quais são as principais diferenças entre o livro Pedagogia do Oprimido como é conhecido hoje e o manuscrito?

Romão: A parte do livro em que Paulo Freire fala sobre a “teoria da ação revolucionária” não existe em nenhuma edição em nenhuma parte do mundo. O que nos faz supor que os (editores) americanos tiraram diversas partes – eu já fiz uma leitura comparada e comprovei que não estão lá.

Foto: BBC
Trechos retirados do livro original por editores americanos descreviam, com diagramas, uma “teoria da ação revolucionária”

Eles tiraram coisas que acharam um pouco mais perigosas para a ideologia liberal norte-americana. Não fazem por mal, mas por princípio ideológico. É uma teoria de esquerda mesmo, diz que o sujeito da história não são as lideranças, é o coletivo das massas oprimidas. Americano não vai admitir isso, nem os Democratas.

BBC Brasil: O que a Fundação Paulo Freire pretende fazer com o original?

Romão: A família dele nos autorizou a fazer mil exemplares do texto, mas não a vendê-los. Estamos distribuindo uma versão digitalizada a editores e às grandes bibliotecas do mundo, para que as novas edições se baseiem nisso aqui.

O manuscrito atualmente está escondido, eu o escondi. Ele vale milhões. Além disso, não queremos que suma novamente (risos).

BBC Brasil: Que relevância teria uma nova edição deste livro num momento em que setores da sociedade fazem duras críticas ao PT – do qual Freire foi membro fundador – e à influência dele na educação brasileira?

Romão: Alguns críticos falam muita bobagem, dizem que a educação brasileira está ruim por que Paulo Freire está sendo aplicado. Primeiro, Paulo Freire nunca foi aplicado na educação brasileira. Estamos lutando para ver se ele entra nas universidades até hoje.

Ele entra como frase de efeito, como título de biblioteca, nome de salão. Isso eu já vi no Brasil inteiro. Mas o pensamento dele não entrou até hoje.

BBC Brasil: Por que não?

Romão: Antes eu achava que era porque ele não tinha títulos e o Brasil é um país muito credencialista. Isso a gente deveria aprender com os norte-americanos, que o convidaram para Harvard. Eles não fazem questão de diploma, fazem de competência.

Paulo nunca fez Pedagogia, nunca fez licenciatura. Fez Direito à noite, um curso mal feito, abandonou a profissão na primeira causa. Mas era um gênio.

Lendo com mais calma e profundidade a obra dele, vejo que ele faz uma inversão intelectual tão violenta que os intelectuais tremem nas bases. Todos eles têm a mania de considerar que devemos partir da teoria para iluminar a realidade, e Paulo Freire desmonta isso. Ele diz que a legitimidade do conhecimento só vem da prática.

BBC Brasil: Como você responde a críticas sobre o viés de esquerda na obra de Paulo Freire?

Romão: Eu não tenho o conceito de ideologia que (a filósofa) Marilena Chauí tem. Ela considera que ideologia é algo ruim, para mim é apenas a visão de mundo. Todo discurso é ideológico no sentido de que parte de determinada perspectiva, do olhar de quem olha.

Quem faz esse tipo de crítica está considerando que seu próprio discurso não é ideológico. Ao meu juízo, é menos ideológico (de maneira negativa) quem revela a sua visão de mundo logo no início, porque prepara o interlocutor para dizer “há outras visões de mundo, há outras ideologias que interpretariam isso de maneira diferente”.

Há um grupo conservador que considera Paulo Freire de extrema esquerda. E há o grupo de esquerda que considera Paulo Freire conservador, idealista. Quem tenta conciliar teorias, como ele tentou conciliar – sem fazer ecletismo – leva tiro de todos os lados.

BBC Brasil: A obra de Freire também é criticada por ter referências a figuras como Che Guevara (guerrilheiro argentino) e Mao Tsé-Tung (líder comunista chinês).

Romão: Quero que me apontem o texto de Paulo Freire em que ele insiste tanto em Mao Tsé-Tung.

BBC Brasil: Pedagogia do Oprimido tem uma referência…

Romão: Ele faz apenas uma referência a uma teoria das mais amenas de Mao. Marx dizia que o motor da história é a classe operária. E Mao dizia que não, que existe o motor, mas que a fagulha do motor são as classes médias, que desencadeiam acontecimentos.

Ele diz que o povo pode fazer coisas irracionais e, por isso, tem que haver coordenação do processo revolucionário e isso nem sempre ocorre pelo proletariado. Marx e os marxistas ortodoxos, inclusive, devem ter se revirado no túmulo com essa.

Além disso, Paulo não aceita o maoísmo puro, nem o marxismo puro. Aliás, ele usava uma metáfora interessante, dizia que era “um barbudo no meio de dois barbudos”: Jesus Cristo e Karl Marx.

Por isso, há repercussões políticas importantes na teoria dele. Os freireanos não propõem eliminar o opressor e, sim, salvá-lo também, a partir do momento em que os oprimidos se libertam.

BBC Brasil: O que Paulo Freire diria sobre a violência no regime comunista chinês, no soviético e no cubano?

Romão: Tem um texto seminal dele, que está na Pedagogia da Autonomia, em que ele diz que somente a consciência fanática, que ele chama de fundamentalismo, leva ao processo de violência e destruição.

Ele diz que a tendência do oprimido – ao incorporar o discurso, os valores e a atitude do opressor – é a violência física ou simbólica.

Por isso mesmo a humanidade só avança quando os oprimidos deixam de tentar imitar seu opressor. Quando eles não querem trocar de lugar com o opressor, mas mudar as relações de opressão. E por isso que é raro na história isso ocorrer.

BBC Brasil: Como você responderia aos críticos que dizem que é ruim ter Paulo Freire sendo lido por estudantes porque isso pode, de alguma maneira, “transformá-los em esquerdistas”?

Romão: Não significa transformá-los em esquerdistas porque o que Paulo Freire mais insiste é “não me repita”.

Esse é o princípio fundamental da metodologia freiriana de construir conhecimento: “não me repita, mas se considerar que alguma ideia minha resolve algum problema da realidade, reinvente essa ideia em cada contexto”. Não sei que influência maléfica nos alunos seria essa.

Paulo Freire | Foto: Instituto Paulo Freire via MEC
No Brasil, Freire é criticado por viés de esquerda em suas obras mais conhecidas

BBC Brasil: Algum país realmente aplicou as ideias de Paulo Freire na educação?

Romão: Um país muito simpático ao conjunto da obra do Paulo Freire é a Finlândia, que avançou muito na educação. Cuba também acabou com o analfabetismo com base no método. A Coreia do Sul também. Para você ter uma ideia, o maior seminário internacional sobre Paulo Freire foi realizado na Universidade Nacional da Coreia do Sul há três anos. Estávamos lá debatendo com todas as autoridades coreanas e todos os freirianos do mundo.

Há projetos freirianos na Hungria, no Japão… tem um grupo trabalhando com a alfabetização de decasséguis que sofrem por ir viver lá e não dominar o idioma. Estão usando o método de Paulo Freire para alfabetizá-los na segunda língua. Os grupos que estão tendo sucesso são os que reinventaram. Aplicaram só os princípios, mas têm pontos de partida que são bem diferentes.

O Brasil não aplica sequer esse método. Há experiências de sucesso pontuais, mas isso não é usado como política. Sei também que na Armênia agora estão fazendo uma grande experiência com as ideias de Paulo Freire. E no País Basco.

Certa vez, eu estava no deserto de Góbi, na Mongólia, com o povo nômade, em missão. Em uma tenda, vi os criadores de cabra sendo alfabetizados por dois professores. Eu não entendia nada do que eles falavam, mas um nome soava meio familiar. Era Paulo Freire. Eles estavam com o último capítulo da Pedagogia do Oprimido nas mãos, traduzido para o chinês, que trata justamente do método de alfabetização.

BBC Brasil: O que há de tão extraordinário no método de alfabetização de adultos de Paulo Freire?

Romão: Fui a Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, porque lá, Paulo Freire, com um grupo de estudantes – nenhum deles de Educação – alfabetizou primeiro uma turma de 30 e, no final, 300 camponeses. Por que hoje a gente começa com uma turma de 30 adultos e termina com três? Por que eles não aguentam o curso?

Conseguimos conversar com os alfabetizados daquela época. Eu saí convencido de que, se aplicarmos hoje o que fizeram lá, acabamos com o analfabetismo no Brasil em um ano. É tão simples.

A pessoa precisa aprender que as letras constroem as palavras, mas não vai ter interesse nenhum se não souber pra que a palavra serve na sua vida. Por isso, um “círculo de cultura” substitui a aula. Nele, você vai discutir a vida das pessoas. Parece que está perdendo tempo, mas em um mês eles são alfabetizados, com 40 horas de aula.

José Eustáquio Romão | Foto: Divulgação
Manuscrito de Pedagogia do Oprimido “vale milhões” e está escondido, segundo Romão

Tenho uma experiência escrita à mão por uma pessoa que foi alfabetizada por ele em Brasília, a famosa experiência do tijolo. Tijolo foi uma palavra (usada por Paulo Freire como) “geradora” porque (os alunos) eram operários da construção civil, estavam construindo Brasília.

Ele mostrou aos alunos um tijolo físico, o partiu e colou nele as sílabas da palavra tijolo. E pediu que as pessoas formassem outras palavras a partir daquelas sílabas. As pessoas primeiro gravaram mentalmente as sílabas e as combinaram: jiló, laje, etc. Uma senhora, no entanto, fez uma frase: “Tu já lê”. Estava alfabetizada.

A gente, que trabalha com alfabetização, sabe que a pessoa só começa a ler na hora em que dá um clique. Esse clique é a grande descoberta do Paulo Freire.

Amorim: Acusações de que Lula fez lobby são absurdas; mostram como perderam a noção

Celso Amorim

O embaixador, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, afirma ainda que a mídia é “mais conservadora que a média da elite nacional”

Do Viomundo

Um dos principais elaboradores da política externa e de relações exteriores do Governo Lula, tarefa que incluiu uma participação ativa do ex-presidente em viagens e contatos pelo mundo, em missões políticas, diplomáticas e também comerciais, o ex-ministro Celso Amorim classificou como absurdas as acusações de que Lula teria cometido lobby e, portanto, algo condenável do ponto de vista jurídico ou ético, ao defender interesses brasileiros e, também, as empresas, na luta pela construção de acordos bilaterais ou multilaterais.

“Isso é um total absurdo. Isso demonstra a que ponto chegou a politização. Não vamos aqui defender o que é errado, esses escândalos na Petrobrás, acho que tudo tem de ser apurado, direitinho. Acho que ninguém deve assumir para si os eventuais erros, delitos cometidos. Agora, acusar um ex-presidente porque ele apoia as empresas brasileiras, isso é um total absurdo. Mas todos, olha, eu nem vou ficar citando nomes, porque se não depois fazem uma ação de calúnia contra mim. Mas é uma coisa absurda. Todos os ex-presidentes apoiam, e mesmo os presidentes no cargo”, disse Amorim, ao responder a pergunta sobre o tema.

Amorim deu a declaração na manhã desta terça, dia 28, após participar de debate na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, em São Bernardo

“Claro, você não vai apoiar uma empresa brasileira contra outra. Agora, apoiar empresas brasileiras em assuntos que são interesse do Brasil, dentro da legalidade, acho inteiramente cabível . Acho que seria até surpreendente que um presidente ou ex-presidente não fizesse isso. Você está defendendo interesses brasileiros, empregos. Você não está defendendo aquela empresa, o lucro daquela empresa, mas quem trabalha naquela empresa. Então, isso (as acusações) é uma coisa descabida, mostra como as pessoas perderem a noção”, completou.

Durante sua palestra, num painel sobre política externa, Celso Amorim afirmara que a classe trabalhadora tem de estar muito unida nesse momento de desaceleração da economia, e ter “muita visão do futuro”. Sobre isso, respondeu: “Eu diria que houve muitas melhorias no Brasil nos últimos anos, especialmente para as pessoas mais pobres. É muito importante que essas conquistas sejam mantidas. É muito importante não perder de vista que o aprofundamento da crise política não interessa à classe trabalhadora. Acho que nós temos de trabalhar pela estabilidade e ao mesmo tempo pela manutenção dos direitos e de tudo aquilo que foi obtido”.

Ainda no decorrer da entrevista, ao comentar as críticas que recebeu em diferentes episódios de sua gestão como ministro das Relações Exteriores, Amorim disparou: “A mídia brasileira é mais conservadora que a média da elite nacional”.

Standard & Poor’s mantém grau de investimento do Brasil (Mídia e coxinhas vão cortar os pulsos)

Agência manteve a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil no longo prazo em BBB-. Para S&P, há uma correção política significativa durante o segundo mandato da presidenta Dilma

Não acredito nestas artimanhas mercadológicas do capitalismo. No entanto a mídia vinha insistindo de que o Brasil perderia pontos no tal “grau de investimento”, para delírio dos golpistas de plantão. Pois não perdeu. Na verdade, novamente quem perdeu foi a catrefa de pseudo economistas capitaneados por Miriam Leitão, Sardemberg e Cia e repercutidos a cântaros desde a proprietária Rede Globo até seus subservientes meios de comunicação ligados a outras famílias mafio midiáticas. (Comentário deste humilda blogueiro).

Standard & Poor’s mantém grau de investimento do Brasil

A agência de classificação de ranting Standard & Poor’s decidiu, nesta terça-feira (28), manter a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil no longo prazo em BBB-. Em março, a instituição havia reafirmado o ranting do País.

“O Brasil enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras, apesar do que nós consideramos ser uma correção política significativa durante o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff”, diz o relatório da Standard & Poor’s.

Desemprego no Brasil e na Europa, uma comparação (Onde está a crise mesmo?)

 Do Blog do Francisco Castro

Taxas na França, Portugal, Itália, Espanha e Grécia são bem mais altas do que a do Brasil
Os últimos números divulgados pelo IBGE apontam que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,9%, em junho. Internamente, a taxa é alardeada como claro sinal de uma grave crise econômica. Contudo, quando comparamos a taxa do Brasil com as da Europa, é claro constatar que a situação no Brasil está longe de ser alarmante, como insistem em afirmar.
Na França, onde não se houve falar de crise econômica, a taxa foi de 10,3% em maio. No Reino Unido e na Alemanha, países que estão longe de sofrer com as recentes turbulências, os percentuais são de 5,6% (abril) e 4,7% (maio), respectivamente.
Na Itália, a taxa foi de 12,4% em maio, e em Portugal, de 13,2% no mesmo mês. O cenário é ainda mais dramático na Espanha: 22,5% em maio; e na Grécia: 25,6% em abril.

Investindo no futuro da pátria:Dilma ampliou em 50% recursos para infância e adolescência

Durante a primeira gestão da presidenta Dilma Rousseff, a cada R$ 100 milhões do orçamento, R$ 15 milhões foram destinados para projetos voltados para crianças e adolescentes

Dilma ampliou em 50% recursos para infância e adolescência

Os investimentos públicos federais com políticas e programas voltados para crianças e adolescentes aumentou 50% na primeira gestão da presidenta Dilma Rousseff, quando comparada ao último ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2010, o Orçamento Criança (OCA) representou 9,93% do orçamento aplicado pelo governo federal. Em 2013, o índice saltou para 17,9%.

No ano passado, o OCA recebeu R$ 372,89 bilhões, 15,3% do total de despesas liquidadas. Significa dizer que, para cada R$ 100 milhões gastos no País, R$ 15 milhões destinavam-se a meninos e meninas. Em 2012, o índice foi de 15,9%.

Os dados foram fazem parte do relatório “Um Brasil para as crianças e os adolescentes”, realizado pela Fundação Abrinq e parceiros, lançado nesta terça-feira (28).

Entre 2011 e 2014, houve 14 programas federais com foco na saúde infantil, materna e de adolescentes; ampliação da rede de esgotamento sanitário e de acesso a moradias. As áreas de cultura, educação, lazer e esporte contaram com 25 programas, e a proteção social, como foco na prevenção da violência, maus-tratos e abusos, 14 programas.

De acordo com o documento, as ações “sinalizam para a continuidade de uma agenda política de priorização das questões sociais, fortalecidas desde a primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003”.

O relatório ressalta o foco no primeiro governo Dilma na pauta da erradicação da miséria e redução da pobreza, com destaque para o Plano Brasil sem Miséria. Constam ainda no relatório dados anteriormente divulgados, como a quase universalização do acesso ao ensino fundamental, o reconhecimento da política de combate à Aids, com a redução das transmissões verticais – de mãe para filho.

No entanto, a Abrinq alerta que, para alcançar avanços mais significativos, inclusive com a diminuição de disparidades regionais, o governo deveria dobrar o total de investimento no OCA.

“Considerando que crianças e adolescentes representam 31% da população brasileira, seria o mínimo exigir que esse mesmo percentual fosse gasto com crianças e adolescentes”, aponta.

O relatório – O monitoramento faz parte do projeto Presidente Amigo da Criança e reúne informações sobre políticas consideradas chave para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

“Analisamos o comportamento dos indicadores sociais e registramos – entre os grandes desafios – a entrega de mais creches e a redução no volume de recursos repassados à faixa etária da infância”, detalha o presidente da Fundação Abrinq, Carlos Antonio Tilkian. Em 2014, o OCA sofreu uma queda em relação ao ano anterior, atribuída pela Abrinq à desaceleração econômica.

O relatório foi feito em parceria com a Rede de Monitoramento Amiga da Criança, formada por 20 organizações sociais, que, desde 2003, acompanham os avanços das metas nas áreas de educação, saúde e proteção no âmbito federal descritas no documento internacional Um Mundo para as Crianças, elaborado pela ONU e assinado pelo Brasil em 2002.

Por Cristina Sena, da Agência PT de Notícias


Luiz Müller

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