A intolerância fascista patrocinada pela mídia começa a ser denunciada de forma mais contundente

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Alvo de reiteradas agressões nos últimos meses em São Paulo, o ex-ministro Guido Mantega reagiu; “Manifestações e protestos são partes integrantes do regime democrático. O contraditório é sempre necessário e muito bem-vindo, estimula o debate e constitui um avanço para o país”, diz ele; “O Brasil, no entanto, parece caminhar em terreno perigoso. Há algo diferente no ar. Algo que ameaça essa pluralidade. Trata-se do fantasma do autoritarismo, raiz de golpes, que, infelizmente, se manifesta de forma corriqueira, sempre pronto a agir no dia a dia das pessoas”; na mais recente agressão, Mantega foi xingado num restaurante em São Paulo por dois casais; avanço do fascismo, estimulado por grupos de comunicação e fomentadores do ódio nas redes sociais, começa a ser denunciado

Brasil 247O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tem sido alvo de reiteradas agressões de caráter fascista, decidiu reagir. Em artigo publicado neste domingo na Folha de S. Paulo, ele decidiu reagir. “Há algo diferente no ar. Algo que ameaça essa pluralidade. Trata-se do fantasma do autoritarismo, raiz de golpes, que, infelizmente, se manifesta de forma corriqueira, sempre pronto a agir no dia a dia das pessoas”, diz ele.

Na mais recente agressão (confira aqui), Mantega foi xingado num restaurante em São Paulo por dois casais. Antes, havia sido ofendido no Hospital Israelita Albert Einstein.

Confira, abaixo, seu artigo:

Sobre intolerâncias

Qualquer cidadão brasileiro tem o direito de discordar do que fiz quando fui ministro da Fazenda, mas agressões e injúria são atos inaceitáveis

A muito custo o Brasil conseguiu construir uma democracia sólida, com instituições fortes e ampla participação popular. Na democracia convivem análises, percepções e posições diferentes. Essa é uma disputa entre forças que tonifica a política e engrandece a sociedade.

Manifestações e protestos são partes integrantes do regime democrático. O contraditório é sempre necessário e muito bem-vindo, estimula o debate e constitui um avanço para o país. A democracia criou mecanismos e instituições que permitem esse debate e garantem a pluralidade de ideias, um pilar que vem sendo erguido há 30 anos.

O Brasil, no entanto, parece caminhar em terreno perigoso. Há algo diferente no ar. Algo que ameaça essa pluralidade. Trata-se do fantasma do autoritarismo, raiz de golpes, que, infelizmente, se manifesta de forma corriqueira, sempre pronto a agir no dia a dia das pessoas.

Atitudes autoritárias podem ocorrer no trânsito, na porta de uma escola, num museu, num hospital ou num restaurante. Não é porque a democracia está consolidada que devemos descuidar dela. Nós, cidadãos, temos que regar essa planta frágil todos os dias –o que nem sempre tem acontecido.

O aumento da intolerância tem provocado atitudes antidemocráticas praticadas por cidadãos que se acham acima do bem e do mal. Alguém escreveu esses dias que o brasileiro está deixando de ser cordial. No Rio, uma pedra foi atirada na cabeça de uma menina de apenas 11 anos por intolerância religiosa.

Eu mesmo, em episódios que nem de longe têm a mesma gravidade, tenho sido alvo de uma intolerância que extrapola o limite da convivência e o direito à liberdade.

Quem é a principal vítima? A menina? O ex-ministro? Não. A vítima é a democracia. Não podemos permitir que essa intolerância se instaure na sociedade brasileira, sob pena de estarmos nos descuidando do mais precioso dos bens.

É oportuna a advertência do teólogo protestante alemão Martin Niemöller diante da escalada do autoritarismo. “Primeiro perseguiram os socialistas, e não protestei porque não era socialista. Então perseguiram os sindicalistas, e não protestei porque não era sindicalista. Então perseguiram os judeus, e não protestei porque não era judeu. Então vieram atrás de mim, e não tinha sobrado ninguém para falar por mim.”

Não podemos nos permitir acordar tarde demais para essa realidade. Na França, o ataque ao jornal satírico “Charlie Hebdo” fez com que as pessoas adotassem prontamente, em repúdio à intolerância, o lema “Je suis Charlie”. Nos EUA, o presidente Barack Obama se engajou no repúdio ao massacre racista em um templo religioso.

Se deixarmos nos apedrejar, física ou moralmente, daqui a pouco estaremos diante de um Estado fascista. O fascismo, como bem definiu Hannah Arendt, nasceu muito antes de sua existência formal.

Não podemos permitir que se instaure entre nós esse espírito autoritário. Atitudes como essas são perniciosas para o convívio democrático na sociedade brasileira.

Qualquer cidadão tem o direito de discordar do que fiz como ministro da Fazenda, mas no terreno das ideias, do debate. A agressão, a injúria, a difamação são inaceitáveis e devem ser respondidas dentro da lei.

Em nove anos à frente do Ministério da Fazenda, esforcei-me para aumentar o emprego e expandir a produção do país, mesmo num cenário de grave crise internacional, que aliás ainda não acabou.

O resultado foi que o PIB cresceu, a renda subiu e a situação dos brasileiros, ricos ou pobres, melhorou. Apesar dos problemas que nós e outros países enfrentamos, o Brasil deu um salto de qualidade e nos tornamos a sétima economia do mundo.

O Brasil passa hoje por problemas conjunturais que podem perfeitamente ser superados com determinação do governo e da classe política. O país continua sólido para enfrentar qualquer turbulência internacional, como a que pode ser provocada pela Grécia.

Temos US$ 370 bilhões em reservas, somos credores do FMI, nossa dívida externa é pequena, nosso sistema financeiro é saudável e temos um dos maiores mercados consumidores do mundo, que continua atraindo investimento.

Ninguém é obrigado a concordar com essas análises e perspectivas, mas temos que nos manifestar de acordo com as regras democráticas, além de dizer não ao autoritarismo.

Sobre o tema lê também aqui no Blog os artigos dos links abaixo:

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ONDE QUEREM MEDO, SEJAMOS PAIXÃO (Por Maria do Rosário Nunes)

Foto de Maria Do Rosário Nunes.
Do Facebook da Maria Do Rosário Nunes

Leonardo Boff deu uma aula pública no Parque da Redenção, nesta tarde fria de sábado – 04/07, no inverno gaúcho. Falou sobre democracia, direitos humanos e a responsabilidade que temos entre nós e com a terra, que ele chama de mãe.
As pessoas chegaram com suas cuias de mate, cadeiras de praia ou mantas para o chão. Chegaram com suas bandeiras e símbolos, com suas idéias e sonhos, suas denúncias e dores, mas sobretudo com um traço de utopia que permanece vivo em quem comparece ao parque para um momento como este, pois não se dobra ao frio, e muito menos à turbulência da conjuntura.
São tempos difíceis, diz Boff. Ele afirma que a elite brasileira nunca ultrapassou a lógica da casa grande e senzala. Ele acusa os que sempre foram donos, mesmo que ñ legítimos: da terra, de gente escravizada, do dinheiro, do poder, da comunicação – de agirem contra a liberdade e a humanidade. Não toleram a democracia, por isso agem como golpistas.
Leonardo que teve a coragem de defender a igreja para os pobres, hoje tem a coragem de enfrentar os fundamentalismos de toda ordem, inclusive religiosos. Ele ecoa as palavras renovadoras de Francisco, o Papa.
No Brasil, é hora de plantarmos momentos de paz e estarmos atentos contra todas as formas de intolerância, inclusive política. Os que criminalizam a juventude, os que nos desrespeitam por nossas convicçoes de esquerda, os que atacam as pessoas com atos racistas, homofóbicos, machistas, os que agridem a Presidenta da Republica… Todos estes são nascidos no mesmo campo ideológico da direita.
Neste país, para mantermos a unidade de uma nação e o espírito democrático vivo, você, eu, todos nós vamos precisar ter um lado, o lado de Leonardo. Mais do que nunca em nossas vidas, onde quiserem medo, sejamos paixão.

Sobre a violência que esta nas grandes mídias, nas ruas e nas redes, lê também aqui no Blog os artigos dos links abaixo:

A Onda: As serpentes da segunda noite estão nas ruas

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Edinho Silva desmente ‘Folha’ e acusa publicação de forjar suspeitas a partir de mentiras

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, rebateu as informações do jornal “Folha de S. Paulo”, publicadas na sexta-feira (3), com “suspeitas” levantadas sobre a campanha à Presidência de Dilma Rousseff em 2014
Edinho Silva desmente ‘Folha’ e acusa publicação de ‘forjar suspeitas’

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, rebateu as informações do jornal “Folha de S. Paulo”, publicadas na sexta-feira (3), com “suspeitas” levantadas sobre a legalidade das doações da campanha à Presidência de Dilma Rousseff em 2014.

Por meio de nota enviada à imprensa na noite de ontem, Edinho Silva, que foi o tesoureiro da campanha da petista à reeleição, classificou a reportagem como “um equívoco”, por forjar suspeitas e insinuações contra a campanha da reeleição.

“Exclusões e omissões de palavras e alterações dos fatos fazem parte de um método que consiste em construir uma denúncia sem vínculo sólido com a realidade”, afirmou.

O ministro critcou ainda o aval dado pela “Folha” às “especulações” que nem mesmo o doleiro Alberto Youssef, em depoimento de delação premiada confirmou.

“Ao ser interrogado sobre o suposto encontro, o doleiro disse que nunca tinha visto o seu interlocutor, não sabe direito quem o apresentou e nem sequer lembra exatamente o seu nome. Além de dar crédito a informações tão imprecisas, a reportagem da Folha comete inúmeros erros em relação ao depoimento”, afirma Edinho Silva.

Confira a íntegra da nota do ministro Edinho Silva:

“Folha comete erros que distorcem depoimento de Yousseff

A campanha da presidenta Dilma Rousseff à reeleição não recebeu absolutamente nenhum recurso que não tenha sido doado licitamente e contabilizado como determina a lei, razão pela qual suas contas foram auditadas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral por unanimidade.

A manchete da Folha desta sexta-feira (3) é um equívoco, resultado de reportagem que interfere na verdade factual para forjar suspeitas e insinuações contra a campanha da reeleição.

Exclusões e omissões de palavras e alterações dos fatos fazem parte de um método que consiste em construir uma denúncia sem vínculo sólido com a realidade.

A Folha chancela especulações que nem mesmo o delator premiado se dispôs a confirmar. Ao ser interrogado sobre o suposto encontro, o doleiro disse que nunca tinha visto o seu interlocutor, não sabe direito quem o apresentou e nem sequer lembra exatamente o seu nome.

Além de dar crédito a informações tão imprecisas, a reportagem da Folha comete inúmeros erros em relação ao depoimento.

Erro número 1

A Folha escondeu dos leitores a ênfase –taxativa e repetida– com que o doleiro afirmou aos seus interrogadores que não teve rigorosamente nenhum tipo de contato com a campanha da reeleição. Foram quatro negativas antes das especulações do depoente.

Erro número 2

A Folha diz que o investigado na Operação Lava Jato foi procurado por um “emissário” da campanha da presidenta. Não é verdade. Em nenhum momento do interrogatório a que foi submetido, o doleiro identificou o indivíduo que o teria procurado como emissário de quem quer que seja, mas apenas como alguém que teria dito que queria sua ajuda para trazer ao Brasil recursos que, segundo o homem, cuja identidade o doleiro desconhece, seriam utilizados na campanha eleitoral.

Erro número 3

A Folha induz o seu leitor a acreditar que o suposto contato do doleiro com um indivíduo que ele não lembra quem é seria uma “operação” de internalização de recursos para a campanha eleitoral. Não foi. O doleiro não foi mais procurado e diz que não chegou a tomar qualquer providência a respeito da consulta que lhe teria sido feita, mesmo porque nenhuma informação precisa lhe foi apresentada. A Folha diz na “Primeira Página” que o doleiro teria afirmado que “não finalizou a operação”. Não é verdade. A suposta operação não poderia ser finalizada porque nem sequer foi iniciada. O depoente deixa claro que não houve operação alguma.

Erro número 4

A Folha tenta impor ao leitor a falsa impressão de que a internalização de recursos para a campanha foi uma “operação” que só não aconteceu porque o doleiro foi preso. Trata-se de grosseira distorção. Não é verdade que o doleiro teria dito, no interrogatório, a frase “aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi”. Esta frase foi modificada pela Folha na reportagem, com a retirada de uma palavra que modifica o seu sentido. A frase literal do doleiro ao seu interrogador é: “Aí aconteceu o negócio da prisão e eu TAMBÉM nunca mais o vi”. O uso da palavra “também” pelo doleiro mostra que, na opinião dele, teria havido tempo para ver de novo o seu interlocutor, e que não foi por causa da prisão, ocorrida 60 dias depois, que isto deixou de acontecer.

O que fica claro é que por quatro vezes o depoente foi taxativo quanto ao seu não envolvimento na campanha presidencial de 2014. No restante do depoimento, o depoente foi vago sobre quem o procurou e sobre quem o apresentou, além do valor envolvido.

Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República”

Da Redação da Agência PT de Notícias

Dilma responde em nota a tentativa de requentar denúncias do wikileaks

 A Globo dando destaque pra wikileaks? Aí tem! As denúncias do WikiLeaks se referem a 2011. Dilma denunciou e não foi aos EUA por causa disto no ano passado. Ganhou o apoio até da Merkel, lembram? Por que justo agora volta a baila este assunto e ainda por cima com ampla repercussão na Globo? A mídia e a Globo querem desgastar a imagem que Dilma mostrou ao assinar muitos acordos significativos para o Brasil, incluindo bons contratos para empresas brasileiras. “O Brasil é potência Global”, disse Obama à Globo, que mandou sua repórter dizer que o Brasil era só uma “potência regional”. O viralatismo e a subserviência da Globo são tão grandes que nem o chefe do império acredita.

Só lembrando: A Dilma foi visitar o Google nos EUA. Já a Globo quer fechar o Google no Brasil . E não é só isto. Lembra que a Dilma foi reunir com próceres de outras companhias midiáticas? Pois é. A Globo além de promover mais um golpe, quer manter a sua reserva de mercado e a das 6 famíglias midiáticas brasileiras que ganharam durante a Ditadura Militar e até agora se mantém.

Após esta introdução, colo abaixo a nota emitida hoje, as 17 horas

Por meio de nota, a Presidência afirma que a presidenta Dilma Rousseff confia no presidente americano, Barack Obama, e em seu compromisso de que não haverá mais espionagem contra o Brasil

Dilma considera denúncia sobre escutas clandestinas episódio superado

Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa com o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama

Por: Agência PT, em 4 de julho de 2015 às 17:37:30

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República esclareceu, por meio de nota divulgada neste sábado (4), que o episódio envolvendo escutas realizadas clandestinamente pelo governos dos Estados Unidos contra o governo brasileiro é um “episódio superado”.

Por meio de nota, o Palácio do Planalto disse que a presidenta Dilma Rousseff confia no presidente americano, Barack Obama, e em seu compromisso de que não haverá mais espionagem contra o Brasil e empresas brasileiras.

“Em várias circunstâncias, a presidenta Dilma Rousseff ouviu do presidente Barack Obama o compromisso de que não haveria mais escutas sobre o governo e empresas brasileiras, uma vez que os EUA respeitam os ‘países amigos’”, diz o texto.

Segundo informações divulgadas pelo WikiLeaks, teriam sido interceptadas ligações de 29 números de telefone do governo brasileiro, incluindo a Presidência da República, o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Ministério das Relações Exteriores.

A Presidência da República afirma ainda que a parceria estratégica entre o Brasil e os Estados Unidos se tornará cada vez mais forte e que a relação é baseada em respeito mútuo e no desenvolvimento de ambos os povos.

Leia a nota na íntegra:

“A respeito das notícias veiculadas pela revista Carta Capital e pelo portal G1 sobre escutas realizadas clandestinamente pelo governo dos Estados Unidos contra a presidenta Dilma Rousseff e outras autoridades do governo brasileiro, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informa que a presidenta considera o episódio superado.

Em várias circunstâncias, a presidenta Dilma Rousseff ouviu do presidente Barack Obama o compromisso de que não haveria mais escutas sobre o Governo e empresas brasileiras, uma vez que os EUA respeitam os “países amigos”.

A presidenta Dilma reitera que confia no presidente Obama e no compromisso por ele assumido. Os EUA e o Brasil tornarão cada vez mais forte a sua parceria estratégica, que está baseada no respeito mútuo e no desenvolvimento de seus povos.

Secretaria de Imprensa-SECOM
Presidência da República”

Da Redação da Agência PT de Notícias

Brasília altera nome de ponte que homenageia general da ditadura

A Ponte Costa e Silva passará a se chamar Honestino Guimarães, em homenagem a estudante que lutou contra o regime militar
Brasília altera nome de ponte que homenageia general da ditadura

Trinta anos se passaram desde o fim de um dos capítulos mais sombrios da história do Brasil. Apesar das três décadas de democracia, o País ainda convive com resquícios da Ditadura Militar, como o batismo de ruas, pontes e equipamentos públicos com nomes dos generais-presidentes.

No Distrito Federal (DF), uma das homenagens aos ditadores será finalmente apagada. A Câmara Legislativa do DF (CLDF) aprovou, no dia 30 de junho, a mudança do nome da Ponte Costa e Silva para Ponte Honestino Guimarães.

De autoria do deputado distrital Ricardo Vale (PT), o PL 130/2015 foi aprovado com 14 votos favoráveis, 5 abstenções e 5 ausências.

A homenagem ao segundo presidente do regime militar e que instituiu o Ato Institucional nº5 (AI-5) será substituída pela homenagem a Honestino Guimarães, estudante da Universidade de Brasília (UnB) que lutou no movimento contra a ditadura e é um dos desaparecidos da época.

o-PONTES-facebook“É um simbolismo muito importante. Honestino foi preso e desapareceu em razão de sua luta contra o regime militar”, afirma Vale.

Segundo o deputado, além de fazer a homenagem a quem se tornou símbolo da luta contra o governo de exceção, o objetivo do Projeto de Lei é trazer o debate de volta à sociedade do que foi a ditadura militar instaurada no Brasil a partir de 1964.

“A troca do nome é importante principalmente neste momento político que o País vive em que setores da sociedade vão às ruas pedir a volta dos militares ao poder. Não podemos permitir essa volta e temos de manter viva a democracia. Honestino morreu por ela”, comenta.

O deputado petista ressalta ainda que o relatório final da Comissão da Verdade apontou que o Brasil deveria trabalhar na perspectiva de tirar todos os nomes de militares e de pessoas identificadas com a ditadura militar dos aparelhos públicos.

“O Distrito Federal está dando um pontapé importante nesse sentido. Caso ainda haja outros equipamentos públicos com nome de militares da Ditadura, vamos solicitar a troca”, garante Ricardo Vale. A mudança do nome ainda aguarda a sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

A ponte Costa e Silva foi batizada assim por decreto em 1969. O trecho liga o bairro da Asa Sul, no centro de Brasília, ao Lago Sul, bairro nobre da capital. Com 400 metros de extensão, foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada em 1976, na época da Ditadura Militar.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias

Jovem escreve carta à Dilma em solidariedade contra os ataques que a Presidenta vem sofrendo

Julia Dworkin escreveu carta emocionante

Após as ofensas sofridas por Dilma Rousseff nos Estados Unidos, uma jovem fez questão de escrever uma carta para a presidente. Veja abaixo o recado reproduzida do Facebook de Julia Dworkin. Neste sábado, carta contava com quase 600 compartilhamentos na rede social.

Dilma,

Eu vou falar diretamente com você. Sei que você não vai ler isso aqui, mas eu gostaria de ter uma conversa com você, de mulher pra mulher.
Eu não sou petista. Atualmente, me encontro recém incluída no debate político, mas eu já sei que discordo demais de muitas políticas do PT. Me considero de esquerda e minha oposição em nada se parece com a oposição exercida pela direita conservadora e hipócrita do Brasil. Essa oposição que não gosta de ver pobre comprando carro e empregada doméstica com direitos. Minha oposição se deve à outras coisas, mas não vim falar delas. Só iniciei essa introdução porque essa não será uma conversa sobre política. Será uma conversa sobre você.

Eu lembro quando você se elegeu em 2010. Na época, eu não entendia absolutamente nada de política e nem sequer votei em você. Mas eu lembro do que eu senti quando te vi com a faixa presidencial pela primeira vez. Eu lembro que mesmo eu não sabendo exatamente o que aquilo significava, eu fiquei feliz. Eu fiquei confusa, estranhei bastante, mas ver alguém que poderia ser minha mãe representando o Brasil, fez com que eu me sentisse mais próxima à tudo.
Você começou a fazer parte da minha vida. O fato de você ser mulher fez isso: eu me sinto próxima de você. Quando falo de política e de você, me sinto falando de alguém que eu conheço e convivo. E isso não se deve ao PT e eu não me sentia assim com o Lula ou com nenhum outro político. É estranho, né? Eu não sei explicar. Mas pela primeira vez, eu me interessava quando a figura de representatividade máxima falava na televisão. Eu gosto de te ver. Adoro ver você falar na televisão. Nas últimas eleições, eu adorava ver televisão e ouvir sua voz.

Essa semana te vi na televisão. Você estava abatida e com um semblante triste. Pudera.
Eu nunca vi um presidente do Brasil passar pelo que você passou. Eu sequer imagino o que você está sentindo depois de tantas adversidades, humilhações, escárnios e críticas oportunistas. Nem mesmo o FHC, e eu lembro vagamente de que ele era odiado por todo mundo na época.
Mas eu não vi o tipo de coisa que vejo as pessoas fazendo com você. Eu não vi adesivos desrespeitosos, vaias, charges absolutamente machistas e que ignoram totalmente sua posição nesse país. E eu imagino o que você deve estar passando. Você é uma mulher que representa uma país machista e que está em crise. Eu tenho plena consciência que você sabia o que tava por vir, mas isso não quer dizer que você tenha que aguentar sozinha. Até porque você não está sozinha e suas companheiras estão além da política. Como eu.

Vim aqui te dizer Dilma, que apesar das divergências políticas que tenho com o governo, eu te admiro profundamente. Admiro sua história e sua postura. Admiro sua coragem. E ouvir você falar me emociona, todas as vezes. Quero te dizer que eu sofro e choro com você todas as vezes que te atacam de forma pessoal, cruel e criminosa. Dói em mim. Toda vez que me deparo com esses ataques, sempre penso em como você está se sentindo ao ver aquilo. E penso em todas as vezes que isso já aconteceu comigo e com as mulheres que eu gosto, não em nível nacional, mas ainda assim. Quando vejo os olhares que te lançam e a forma que falam de você, lembro-me de quantas vezes enquanto eu falava, homens me olhavam com aquele mesmo olhar de desprezo. E quantas vezes falaram de mim de forma desrespeitosa e cruel. Lembro da insegurança que sinto quando vou falar em público, lembro de como eu me sinto ao falar em espaços que eu sei que todos acreditam não ser meu. Eu me lembro o quanto é dolorido e difícil. E seu rosto abatido não mente.
Seu rosto abatido da última semana me representa. Representa todas as mulheres atacadas, agredidas, silenciadas e humilhadas nesse país.
Seu rosto da última semana me lembra o quanto mulheres pagam mais caro.

Eu me preocupo com você, irmã. Minha admiração por você está para além do governo ou do momento que estamos vivendo.
Porque apesar de QUALQUER COISA, foi você que ao colocar aquela faixa de presidenta do Brasil disse pra mim que eu PODERIA CHEGAR LÁ. Você disse pra todas as mulheres que aquilo era possível. Que nós existimos. E toda a sua coragem diante dos ataques machistas e desumanos nos diz: Não só existimos. Como RESISTIMOS e SOBREVIVEMOS. Você é parte da nossa história.
E isso nunca NINGUÉM vai te tirar. E eles nunca entenderão o que isso representa pra mim e pra muitas outras mulheres desse país. E nós jamais esqueceremos de você. E também não esqueceremos do que fizeram contigo, do desrespeito e da falta de humanidade. Não vamos esquecer do último dia da mulher, quando um jornal colocou a representante máxima desse país de joelhos em uma charge. Não vamos esquecer isso, pois foi um recado para todas nós.

Você não tá sozinha Presidenta e eu vim te dizer que você deve sempre lembrar quem você é. Nunca abaixe a cabeça. Não deixe que esses dias muito duros te façam esquecer que você é uma sobrevivente, uma mulher, mãe, avó, filha e a primeira mulher que disse pra nós: “um dia pode ser você”.


Obrigada.

Alckmin corta leite de criancinhas paulistas e diz que a culpa é do Governo Federal

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A matéria que publico abaixo é da Folha. Portanto ninguém poderá dizer que a noticia é petista. Alckmin vai cortar leite das criancinhas paulistas, mas descaradamente diz que a responsabilidade é do Governo Federal, como é possível ler nas linhas finais da referida matéria. E tem sido também a fala do Governo Paulista nas outras mídias. Definitivamente o Governo Federal virou a Geni da política brasileira. Todos batem e colocam a culpa na Dilma e no PT. E a mídia repete obsequiosamente. A mídia quer semear a descrença, desconfiança e a insegurança entre a população. E esta população assustada se submeterá ao discurso da mentira e da farsa e atacará os que supostamente seriam os culpados devidamente publicizados no conteúdo das mentiras propaladas. O fascismo se alastra de forma vertiginosa pelo país, montado nas costas dos grandes meios de comunicação. Leia a matéria da Folha:

Venceslau Borlina Filho, via Folha online em 4/7/2015

Ataília de Souza, 30, vai duas vezes por semana à igreja perto de sua casa buscar o leite que reforça a alimentação do filho Paulo Henrique, de cinco anos. Quando o garoto completar seis anos, porém, essa rotina vai mudar.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) mudou o critério de distribuição do projeto Viva Leite, que atende à população mais carente do Estado.

Antes, o programa que garante 15 litros de leite ao mês aos beneficiados atendia crianças de seis meses a seis anos e 11 meses de idade. Mas desde o dia 1º passou a atender apenas as de um ano a cinco anos e 11 meses.

O corte foi anunciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social às prefeituras, responsáveis pela distribuição. De um total de 353 mil crianças beneficiadas no programa, 37 mil foram excluídas.

A pasta sofreu um congelamento de 10% da verba neste ano, mas a secretaria estadual nega que o corte de leite tenha relação com a falta de dinheiro. Segundo o secretário Floriano Pesaro, a decisão foi técnica e legal.

Prefeituras ouvidas pela Folha relataram, porém, que o Viva Leite vem registrando desde o começo do ano uma redução da oferta, seja na quantidade fornecida, seja na inclusão de beneficiários.

Ataília mora com o filho e dois primos na Vila Esperança, em Campinas. Aposentada por invalidez, ela ganha um salário mínimo (R$788,00).

“Eu pego o leite porque ele gosta. Não acho justo retirar, porque a gente vai ter que comprar e, às vezes, não tem dinheiro”, disse. A entrega na região onde ela vive ocorre duas vezes por semana. São, em média, dois litros a cada entrega. “Dá pra dois dias.”

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No bairro Santa Mônica, Fátima Ferreira, 35, lamenta a mudança. Ela conta que recebe o benefício há dez anos e que o leite ajudou na alimentação de seus filhos, agora com 13, 11 e 7 anos de idade.

“Tem muita mãe que precisa desse leite para a alimentação dos filhos em casa. Às vezes a criança não quer comer e o leite acaba sendo o alimento”, disse Fátima.

Em Hortolândia, mães ficaram apreensivas com a notícia da redução no Viva Leite. Nesta sexta-feira (3), elas aguardavam a chegada do produto junto com os filhos.

“A gente vem porque precisa. Sem o programa vai ficar muito difícil”, disse a auxiliar de limpeza Maria Sobrinho, 29, desempregada e mãe de três filhos de 6, 4 e 2 anos.

Desnutrição
De acordo com a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o consumo de leite na faixa etária dos seis anos é tão importante quanto nas outras. “[Possivelmente] o governo precisou fazer o corte e optou pela maior faixa etária”, afirma o pediatra Tadeu Fernandes, presidente do departamento de pediatria ambulatorial da entidade.

“Mas essas crianças são carentes, a desnutrição está presente, e o leite é uma fonte de vitaminas e, principalmente, de cálcio e proteínas. Ele ajuda no crescimento, na formação óssea e no desenvolvimento cognitivo.”

De acordo com o médico, a criança com mais de cinco anos precisa tomar dois copos (de 200 ml cada um) por dia de leite. Para crianças menores de cinco, o ideal são três copos. Já as pequenas, abaixo de dois anos, precisam ingerir quatro copos de leite diariamente.

Para Fernandes, o leite entregue pelo programa é importante para complementar a alimentação fornecida nas creches e escolas.

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Outro Lado
O secretário de Desenvolvimento Social do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Floriano Pesaro, afirmou que a decisão de reduzir a faixa etária dos beneficiários do projeto Viva Leite foi “técnica”.

Pesaro disse que ela se fundamenta no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), pelo qual as crianças de seis anos matriculadas já recebem alimentação suplementar nas escolas.

O secretário afirmou ainda que o corte do leite para bebês de até um ano visa incentivar o aleitamento materno.

Pesaro negou que o contingenciamento da pasta tenha afetado o Viva Leite. Porém, afirmou que, com a exclusão das crianças de seis anos, será possível atender 100% das crianças na faixa de um ano a cinco anos e 11 meses.

Pelos dados do governo, o Viva Leite atende 83% das crianças de um ano a cinco anos e 11 meses. Com a saída das que tem seis anos (27.164), diz que será aberto espaço para outras (cerca de 64 mil).

O secretário disse que será utilizado todo o recurso do programa, de R$240 milhões.

A estimativa é atender neste ano 788.659 pessoas (entre crianças e idosos).

“Não se trata de perder. Estamos focalizando o programa e dividindo por esferas de governo [federal, estadual e municipal] quem é responsável por cada faixa etária.”

Procurado, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) informou que não iria comentar a decisão da esfera estadual.

O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome afirmou que a decisão do Estado não tem relação com políticas federais.


Luiz Müller

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