Os 11 princípios de Goebbels e o caso brasileiro

Goebels tinha uma “máxima”: Toda a mentira repetida mil vezes vira verdade no senso comum. Este comentário Enviado por ocator para o Jornal GGN ajuda a compreender um pouco melhor o que esta acontecendo no Brasil e por que até mesmo pessoas que se acham “cultas”apoiam as idéias fascistas propagadas diuturnamente pelos meios de comunicação e repercutidas por robôs e midiotizados nas redes sociais.

Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Principio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias sendo estas replicadas pela “imprensa  oficial’.

7.-Principio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Principio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Principio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência….

Dirceu e o show judicial-midiático

Por Altamiro Borges no Portal Vermelho

Agosto, “o mês do cachorro louco”, começou com ferocidade. A midiática prisão do ex-ministro José Dirceu, na manhã desta segunda-feira (3), mostra que o período será de intensa turbulência política. O Tribunal de Contas da União (TCU), apesar de estar mais sujo do que pau de galinheiro, deverá se pronunciar sobre as contas do governo Dilma em 2014.
"A prisão de José Dirceu reanima os fascistas mirins e os setores da mídia envolvidos na onda de desestabilização do governo".“A prisão de José Dirceu reanima os fascistas mirins e os setores da mídia envolvidos na onda de desestabilização do governo”.

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dará o seu veredito sobre os gastos de campanha pela reeleição da petista. E a Operação Lava-Jato, que une suspeitos agentes da Polícia Federal e do Ministério Público, seguirá produzindo seus factoides. Toda esta orquestração ajuda a incendiar o clima para as marchas golpistas convocadas para 16 de agosto.

Como festejou o jornalista-corvo da Folha, Igor Gielow, “a prisão de José Dirceu recoloca o PT na mira da Operação Lava Jato”. Em julho, os holofotes do show judicial-midiático tinham sido desviados para Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal e um dos principais inimigos do governo federal e do PT. O envolvimento do lobista no escândalo de corrupção da Petrobras deixou desnorteado até os líderes dos protestos golpistas, que contavam com Eduardo Cunha para acelerar o processo de impeachment contra Dilma. A prisão de José Dirceu reanima os fascistas mirins e os setores da mídia envolvidos na onda de desestabilização do governo.

Igor Gielow, que não esconde seu ódio ao chamado lulopetismo, aposta na prisão do ex-ministro para desgastar ainda mais a presidenta. “Dirceu é um símbolo do PT. É chamado até hoje, depois de ter sido condenado e preso no mensalão, de ‘guerreiro do povo brasileiro’ por militantes em encontros… Mesmo que diga que tudo isso é problema do partido, o Palácio do Planalto tem vários motivos para se preocupar. As operações de Dirceu se deram quando ele não estava mais no governo, mas sua influência e trânsito nas gestões Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff poderá ser demonstrada”.

Sem dar um minuto de trégua, a oposição midiático-partidário segue na ofensiva. Mesmo que o golpe do impeachment não vingue – por temor do caos econômicos e da convulsão social -, ela vai obtendo importantes vitórias na tática de “sangrar” Dilma e “matar” Lula. Tudo é feito para desgastar o atual governo, deixando-o acuado e desnorteado, e para satanizar a principal líder da esquerda brasileira. Ao anunciar a prisão de José Dirceu, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima não vacilou em citar o ex-presidente, afirmou que seu governo “deu início ao esquema de corrupção na estatal”.

O roteiro do show judicial-midiático já está traçado. O triste é que o Palácio do Planalto parece que ainda não se deu conta que o seu tempo está acabando!

*Altamiro Borges é presidente do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé e secretário Nacional de Mídia do PCdoB.

mistérios…

Publicado originalmente em O LADO ESCURO DA LUA:

Link permanente da imagem incorporada

Ver original

Senador Requião: “Prisão de José Dirceu é espetáculo para a mídia”

requiao_moro_dirceu

Pois é. Requião, do PMDB,  foi outro, que como alguns próceres do Governo Federal e do PT, que acreditou que Moro de fato queria cassar corruptos. Agora que as coisas ficam mais claras, pelo menos para Requião, em boa hora o Senador reage ao fascismo cada vez mais transparente  no império judiciário do Paraná, que se impõe a justiça brasileira. Executivo, Parlamento e Judiciário parecem lavar as mãos diante do avanço fascista. Se o povo e os movimentos sociais não erguerem rápido as resistências, sucumbiremos como Roma e a Itália sucumbiram diante das hordas fascistas de Mussolini.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), ao Blog do Esmael, afirmou nesta segunda-feira (3) que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é espetáculo para satisfazer a mídia.

“A prisão de Dirceu é ilegal e absurda. Deverá ser revogada pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o senador Requião, que, além de jornalista é advogado.

José Dirceu foi preso pela 17ª fase da Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz Sérgio Moro, que decretou sua prisão preventiva. Ele é investigado por envolvimento no esquema, por meio de sua empresa JD assessoria, já desativada.

Para o parlamentar peemedebista, do ponto de vista legal, não como prender quem já está preso. “Dirceu cumpre pena domiciliar pela condenação da AP 470, logo ele não poderia ser preso. No máximo seria uma condução coercitiva para depoimento em Curitiba”, explicou.

Requião também afirmou que juízes e procuradores estariam vestindo capuz da Santa Inquisição e máscara do Zorro. O senador quis dizer que os responsáveis pela Operação Lava Jato estariam agindo como “justiceiros”, sem o equilíbrio necessário.

O senador do PMDB tem sido um dos principais defensores da Operação Lava Jato. Ele tem repetido a importância do trabalho do judiciário, em especial do juiz federal Sérgio Moro, no entanto, nesta 17ª fase, Requião viu ilegalidade e flagrante espetacularização para o consumo da mídia.

A sintonia de Requião com Moro é tanta que o magistrado pediu a ele, senador, que apresentasse Projeto de Lei 402/2015, que tramita no Senado, que permitindo a prisão, como uma regra para crimes graves, já após a condenação em 2ª instância ou pelo Júri. Ou seja, o apenado não terá direito à liberdade até o processo transitar em julgado.

Brasil é o quarto maior construtor naval do mundo

Brasil é o quarto maior construtor naval do mundo

 A PETROBRAS é a maior cliente das grandes construtoras de grandes navios no Brasil. Antes ela comprava fora. Moro e sua suposta cruzada contra a corrupção que só vaza, mas não apresenta provas, tem feito  é atacar a própria empresa e também as empreiteiras que constroem os estaleiros e nos estaleiros estes mesmos navios que antes eram construídos fora do Brasil, com mão de obra estrangeira. Agora são produzidos no Brasil e com mão de obra brasileira. Se Moro quisesse acabar com a corrupção de verdade, por que não condena os corruptos ao invés de premiar delatores?  Não há ainda um corrupto sequer condenado na tal operação Lava Jato. São só vazamentos e condenações públicas feitas pela mídia, sem respaldo de nenhum julgamento legal. Por que? Só vazamentos de um processo que deveria correr em segredo de justiça. Se a Petrobras é atacada, seu poder de compra cai. E assim, impedida pela Juiz Moro de contratar navios das empresas brasileiras que tem experiência para construir navios, restará comprá-los fora. Será que Moro quer mesmo que o Brasil melhore, ou ele quer ajudar empresas estrangeiras a ocupar esta produção que hoje esta aqui dentro do Brasil? Lê abaixo a matéria do Portal Naval, um portal ligado a Industria Naval . Se Tu não entendeste, escreve aí nos comentários, que no próximo post a gente desenha.

Vai a matéria:

A Clarksons Shipping Intelligence divulgou o ranking da construção naval mundial por principais países e o Brasil ocupa a quarta posição em quantidade de navios em construção.

A estatística demonstra a intensa concentração da construção naval na China, Coréia do Sul e Japão que representam pouco mais de 80% do total da construção naval dos principais país construtores, que somam 4.944 navios em construção.

Construção naval mundial – ranking por país (março 2014)

1º lugar – China – 2.293 navios em construção

2º lugar – Coréia do Sul – 890 navios em construção

3º lugar – Japão – 850 navios em construção

4º lugar – Brasil – 144 navios em construção

5º lugar – EUA – 119 navios em construção

6º lugar – Filipinas – 87 navios em construção

7º lugar – Bangladesh – 65 navios em construção

8º lugar – Holanda- 62 navios em construção

9º lugar – Vietnam – 61 navios em construção

10º lugar – Noruega – 60 navios em construção

11º lugar – India – 58 navios em construção

12º lugar – Turquia – 45 navios em construção

13º lugar – Singapura – 35 navios em construção

14º lugar – Tawain – 35 navios em construção

15º lugar – Rússia – 28 navios em construção

16º lugar – Alemanha – 24 navios em construção

17º lugar – UAE – 24 navios em construção

18º lugar – Itália – 22 navios em construção

19º lugar – Rumenia – 22 navios em construção

20º lugar – Croácia – 20 navios em construção

TOTAL:4.944 navios em construção

TOTAL: 4.944 navios em construção

Conseguimos fazer direita espanhola falar de programas sociais, diz líder do Podemos

Podemos

Sem medo de ser, Podemos muda conceitos na política da Europa

Reblogado do Blog do Zé Dirceu

Com pouco mais de um ano de existência, o movimento político espanhol Podemos já conquistou cinco deputados no Parlamento Europeu, obteve recentemente as prefeituras das duas principais cidades espanholas, Madri e Barcelona, e tem pautado o debate político na Espanha. “Todos estão mudando. Conseguimos que [os partidos] falem em transparência, que o PP [Partido Popular, de direita] fale em agenda social”. É o que afirma um dos líderes do Podemos, Rafael Mayoral, que está visitando o Brasil nesta semana.

Em entrevista coletiva concedida a veículos da imprensa alternativa nesta quarta-feira (29/07) em São Paulo, Mayoral, que é secretário de Relações com a Sociedade Civil e com os Movimentos Sociais, falou sobre diversos temas, desde a cena interna espanhola, passando pela crise grega e a necessidade de se criar um eixo de países do sul.

Com uma plataforma de comunicação considerada modelo por partidos de esquerda e movimentos sociais, o Podemos tem como base a ação na internet e redes sociais, como Twitter e Facebook. Eles começaram a ocupar primeiramente a TV comunitária, como conta Mayoral. “O resultado é que [a TV comunitária] tinha muita visitação, então as TVs privadas também começaram a nos chamar para os debates políticos. Onde participávamos, a audiência aumentava. Isso ocorria porque os telespectadores se identificavam, concordavam que os interesses da troika [grupo de credores da dívida formado por Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu] estavam matando a democracia”, observa.

As pesquisas recentes apontam o Podemos como uma das principais forças políticas na Espanha, com chances reais de chegar ao poder. “Não descartamos ganhar. Não vamos sair [da cena política] sem ter um resultado digno. Vamos até o final”, garantiu Mayoral.

Apesar de considerar importante a conquista das cinco cadeiras no Parlamento Europeu, o advogado observou que o partido está “triste porque a maioria política segue a serviço da troika. Não vamos festejar até que tenhamos a maioria política no país. Não somos uma força cujo objetivo é ter uma atuação que nos faça dormir bem à noite, mas que possa representar uma mudança política real”, disse ao justificar o interesse de chegar ao poder.

É comum que se posicione o Podemos no campo da esquerda. Isto, tanto pelo fato de se considerar um partido-movimento e de ter nascido das manifestações dos indignados, como pelas bandeiras que defende: soberania, fim da austeridade e democracia participativa. Mayoral observa, no entanto, que o Podemos não vai disputar “a batalha no campo da direita, nem da esquerda, porque eles [PP e PSOE] são a direita e esquerda do regime. Nós somos os de baixo”, pontua.

Ele complementa a ideia observando que “os espanhóis que eram despejados de suas casas não eram questionados se haviam votado na direita ou na esquerda”, reafirmando assim a necessidade de que os governos trabalhem para a “maioria social” e não para a “minoria privilegiada”.

Rafa Mayoral começou sua carreira política como advogado da PAH (Plataforma dos Afetados pelas Hipotecas), movimento social emblemático na luta contra os despejos. Ele conta que mais de 600 mil pessoas — número que, segundo ele, pode chegar a um milhão — perderam as casas em meio à crise econômica vivenciada pelo país. Além disso, cerca de um milhão de jovens deixaram a Espanha em busca de oportunidades.

Democracia direta
A proposta principal do Podemos é baseada em uma espécie de democracia direta, com votações realizadas pela internet e por celular sobre as decisões políticas do partido. “O povo tem que votar. Temos pouco tempo para estar em longas reuniões e queríamos acabar com os tipos que ficam até o fim das assembleias [dois ou três] e que no fim decidem por todos”. Ele esclarece que nas eleições internas do Podemos, qualquer cidadão interessado, e não somente militantes do partido, pode votar. “O programa é da maioria, não do Podemos”, justificou.

Questionado sobre como se daria esse mecanismo em um governo, já que não é possível questionar sempre a população para a tomada de decisões e como se organiza um partido não centralizado, Mayoral esclareceu que o partido tem “assembleias presenciais e elege de forma direta os membros da direção política, mas algumas iniciativas podem ser submetidas a referendos e outras são decisões da própria direção”.

Grécia
No conjunto de países da União Europeia em crise, a Grécia é o que apresenta a situação mais complicada social economicamente. Entretanto, Itália, Irlanda, Portugal e Espanha também passam por dificuldades. Neste sentido, Mayoral defende a criação de um “eixo do sul da Europa”, que seria uma articulação de projeto político entre esses países, tendo como ideia central a “construção democrática e recuperação da soberania e dos direitos”.

A Grécia foi, assim, uma esperança para os cidadãos do “sul geopolítico europeu”, como classifica Mayoral — a Irlanda, no caso, não está no sul geográfico da Europa. E, ao contrário de diversos setores da esquerda mundial, o Podemos não corrobora as críticas que foram feitas ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que mesmo após o plebiscito popular que votou “não” ao acordo com os credores europeus, firmou um pacto aceitando mais austeridade em troca de um programa para um terceiro resgate econômico.

“Pela primeira vez, consultaram as pessoas, mas a troika impôs um corralito [limites de saques]. Não sabemos quais foram as ameaças que fizeram à Grécia, o que estava na mesa, mas os gregos tiveram uma derrota. Ao povo grego foram impostas condições inaceitáveis. O país foi submetido a um terrorismo econômico, como disse [o ex-ministro das Finanças e economista Yanis] Varoufakis”, defende Mayoral.

Ele acrescenta ainda que “a esquerda clássica julga o governo grego, mas precisa ser capaz de assumir que [os gregos] foram derrotados. Não tinham aliados na Europa, nenhum país que defendesse a soberania dos povos. Se quiserem achar culpados, estes são: [a chanceler alemã, Angela] Merkel, e o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble”. Mas, para ele, os gregos conseguiram algo, que é “mostrar que não há consenso, tudo é pressão”.

Mayoral reconhece que o resultado da política do Syriza pode influenciar as eleições gerais na Espanha — previstas para o fim do ano —, mas pondera que “em alguns momentos não podem ser feitos cálculos eleitorais, mas sim políticos. Não nos cairá bem o que aconteceu na Grécia. A derrota do povo grego é a derrota de todos os povos da Europa e por isso falamos de um eixo do Sul que defenda justiça social na Europa”.

Por fim, questionado sobre com quem se aliaria mais o Podemos: se ao premiê Alexis Tsipras, que aceitou o acordo com a troika, ou a Varoufakis, que renunciou após o referendo e planeja criar um novo movimento europeu antiausteridade e transnacional, Mayoral disse ser difícil fazer essa dicotomia.

Em sua visão, o ex-ministro das Finanças “ensinou a todos o que é fazer política. Ao tomar posse, tinha a carta de demissão no bolso. Ao sair da negociação com a troika, disse: ‘levarei com orgulho o ódio dos credores’. Ele demonstrou não ter apego a cargos ao dizer que ‘veio servir ao povo e, se para isso o melhor é assumir uma responsabilidade, façamos, mas se o melhor é deixá-la, façamos também’”.

O elogio é seguido por uma certa crítica: dizer que havia um plano B é difícil porque “numa guerra é difícil assinar a capitulação. Pode-se dizer que qualquer resistência teria sido possível…”. E conclui: “É certo que uma parte de mim está com Varoufakis, mas há algo que parece injusto com Tsipras. A esquerda clássica o submeteu a um julgamento duro. Considero que quem não entrou no combate não pode julgar. Ele entrou e perdeu, mas quem não entrou não pode criticar”.

Continuamos na lógica do capital financeiro

O Blog do Zé mostra que apesar dos constantes ataques, José Dirceu ainda pensa um Brasil melhor para todos os brasileiros.

O Blog do Zé mostra que apesar dos constantes ataques, José Dirceu ainda pensa um Brasil melhor para todos os brasileiros.

Do Blog do Zé Dirceu

De novo, alta nos juros. Mais despesas com a dívida interna, mais queda na atividade econômica e menos arrecadação. Continuamos na lógica do rentismo e do capital financeiro bancário. Nos últimos doze anos, o Brasil alocou o equivalente a R$ 2,5 trilhões de juros para o pagamento de juros da dívida pública federal.

Como escrito no Boletim de Conjuntura da Fundação Perseu Abramo hoje, “a combinação de ajuste fiscal e ajuste monetário, da maneira que vem sendo conduzida, implica uma transferência de renda direta dos trabalhadores e das populações mais carentes, que dependem dos serviços e transferências públicas, para as classes que vivem de renda, ancoradas na dívida pública”.

Enquanto isso, o país produtivo para. Vamos para uma brutal recessão com aumento do desemprego sem resolver os problemas do déficit público e do crescimento da dívida, objetivo da política de ajuste fiscal e alta de juros segundo o governo.

A inflação cairá, mas a que preço? O pior é que há, haveria outro caminho. Mas não há, no país, maioria e correlação de forças para fazer as reformas necessárias, seja a tributária ou a política. A única boa notícia é que o ciclo de alta da Selic terminou. A má é que podemos ter a mais longa recessão de nossa história, o que exige medidas políticas e econômicas para evitar uma crise social e o agravamento do desemprego.

É preciso tomar medidas para evitar uma recessão e um desemprego maiores, estimulando as exportações, tirando do papel as concessões, retomando os investimentos nos setores básicos (petróleo, gás e energia, habitação), evitando uma queda brutal no comércio e nos serviços e mantendo o agronegócio em crescimento.


Luiz Müller


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 6.841 outros seguidores