#FeeltheBern: Redes sociais impulsionam campanha de Bernie Sanders nos EUA

Do Opera Mundi

Os gritos de “Feel the Bern” são marca registrada dos discursos do senador Bernie Sanders, candidato à nomeação do Partido Democrata para a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Usada mais de 210 mil vezes nos últimos 30 dias no Twitter, a hashtag #FeeltheBern(alusão a “Feel The Burn”, “sinta queimar” em português; “Burn”, em inglês, tem som semelhante a “Bern”) é a inspiração da campanha.

Assim como #FeeltheBern, o apoio de seguidores e fãs nas redes sociais digitais vem impulsionando o crescimento de Sanders na disputa contra a também pré-candidata Hillary Clinton no Partido Democrata.

Reprodução Twitter

‘Feel the Bern’ é a expressão mais mencionada nas redes sociais nas últimas semanas sobre eleições nos EUA

Em junho de 2015, quando Bernie Sanders começou a campanha, tinha cerca de 9% das intenções de voto nacionais. Na última segunda (01), durante o caucus de Iowa – primeira etapa do processo de escolha dos candidatos de cada partido -, o “democrata socialista” conquistou 49,6% dos votos dos eleitores democratas contra os 49,8% angariados por Hillary. De acordo com analistas norte-americanos, o resultado, um empate virtual, teve influência direta do grande movimento nas redes sociais.

Sem a mesma exposição que os concorrentes na imprensa tradicional e considerado por muitos veículos como candidato nanico no início da campanha, Bernie Sanders arrebatou nas últimas semanas mais seguidores no Instagram, mais compartilhamentos no Facebook e, sobretudo, o maior número de interações no Twitter em comparação com a concorrente Hillary Clinton, segundo registros da mídia norte-americana.

De acordo com os dados oficiais do Facebook, durante as 24 horas que antecederam o pleito de Iowa, 42,2% das conversas sobre as eleições eram sobre Bernie Sanders. Apenas 13% foram sobre Hillary.

Também no Facebook, Bernie Sanders liderou nos últimos dias o número de novos seguidores de páginas – elemento utilizado por especialistas para analisar o entusiasmo dos internautas. Foram 15 mil novos fãs em comparação a 6 mil de Clinton.

De acordo com o portal Decision Data, especialista em dados políticos, Sanders foi citado pelos meios de comunicação tradicionais cerca de 30 mil vezes entre junho de 2015 e janeiro de 2016. No mesmo período, Hillary Clinton teve o triplo de menções e foi citada cerca de 90 mil vezes. No entanto, Sanders foi procurado nos mecanismos de busca do Google cerca de 21,5 milhões de vezes contra 9,2 milhões de Clinton.

Sanders é contrário a doações privadas e a verbas de organizações financeiras para a campanha, e através da mobilização nas redes sociais garantiu outro número expressivo: a campanha é a que mais recebeu doações individuais na história da corrida presidencial à Casa Branca.

Assange deve ser libertado imediatamente e indenizado, conclui painel da ONU

Do Opera Mundi

Para comitê da organização, fundador do Wikileaks está detido arbitrariamente desde 2010 e deve ser compensado; Reino Unido vai contestar decisão

O ativista Julian Assange, fundador do WikiLeaks, está sendo detido arbitrariamente por Reino Unido e Suécia por mais de cinco anos e deve ser liberado imediatamente e compensado pelo dano, estabeleceu um painel da ONU nesta sexta-feira (05/02).

Como divulgado ontem, o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária das Nações Unidas criticou a ação legal contra o ativista nos dois países, que responsabiliza pelo confinamento de Assange na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012.

O painel pede que a Suécia e o Reino Unido acabem com a “privação de liberdade” do ativista, respeitem sua integridade física e sua liberdade de movimento e lhe ofereçam compensação pelo dano.

Carlos Latuff

Assange encontra-se na embaixada do Equador na capital britânica desde 2012, quando esse país lhe concedeu asilo, em meio a um longo processo legal no Reino Unido que terminou com a decisão de sua entrega às autoridades da Suécia, onde responde a acusação de estupro.

O ativista apresentou a queixa ao Grupo de Trabalho da ONU em 2014 com o argumento de que se ele sair da embaixada para viajar para o Equador — país que lhe concedeu asilo —, será detido.

Ele se recusa a se entregar às autoridades suecas por medo de ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia ser indiciado pela publicação pelo WikiLeaks em 2010 de 500 mil documentos secretos sobre o Iraque e o Afeganistão e 250 mil comunicações diplomáticas.

Anthony Romero, diretor executivo da União de Liberdade Civis Norte-Americana, disse ao jornal britânico The Guardian que, diante da decisão, “qualquer acusação criminal contra Assange relacionada às operações do Wikileaks são sem precedentes e inconstitucionais.” “O departamento de Justiça [dos EUA] deveria encerrar a investigação e deixar claro que nenhum editor será processado por fazer jornalismo.”

O Reino Unido declarou que o relatório do painel da ONU “não muda nada” e que vai “contestar formalmente a opinião do grupo”. Philip Hammond, secretário britânico de Relações Exteriores, disse que o parecer do grupo é “ridículo” e que Assange é um “fugitivo da justiça”. A Polícia Metropolitana de Londres declarou que fará “todos os esforços” para prender Assange caso ele saia da embaixada equatoriana.

A decisão do painel da ONU não é legalmente vinculativa no Reino Unido e o mandado de prisão europeu expedido pela Suécia continua válido, o que significa que Londres tem a obrigação legal de extraditar Assange.

Em vídeo, Deputado denuncia conluio entre mídia e Delegado da PF contra Lula e o PT

A Polícia Federal persegue o PT e Lula, como já foi claramente dito pelo Ex-Presidente da Associação Nacional dos Delegados Da Polícia Federal na matéria anterior. O Deputado Paulo Pimenta mostra com mais evidências ainda, que operações são desvirtuadas de seu objetivo inicial, com o único fito de atingir Lula. É o caso da Operação Zelotes, que nasceu para investigar as evidentes fraudes, corrupção e desvio de dinheiro acontecido no CARF, envolvendo grandes empresas e empresários, mas que foi desvirtuada e agora pretende investigar o Presidente Lula por algo que não tem nada a ver com o objetivo original. Além disto, os grandalhões, como Gerdau, RBS/Globo e grandes bancos sequer são chamados e nem mencionados pelo Delegado que conduz parte da Zelotes. O Deputado mostra ainda, que a mídia ao invés de mencionar a descarada propina de Aécio em Furnas, a chama de “cota” . Reblogo do Conversa Afiada o meme e a vídeo denúncia do Deputado

Ontem Lula era informante, agora pode ir em cana, zé

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(Imagem: de Luciano Bortone)

Quanto vale a vida de um agricultor sem-terra assassinado? Uma ninharia, para uma Câmara do TJ-RS

rsurgente

Elton Brum da Silva foi assassinado pelas costas, com um tiro de fuzil, por um policial militar, durante a execução judicial de um mandado de reintegração de posse, no dia 21 de agosto de 2009, em São Gabriel. Elton Brum da Silva foi assassinado pelas costas, com um tiro de fuzil, por um policial militar, durante a execução judicial de um mandado de reintegração de posse, no dia 21 de agosto de 2009, em São Gabriel.

 Jacques Távora Alfonsin

A companheira, a filha e o pai do agricultor Elton Brum da Silva, assassinado pelas costas por um policial militar, durante a execução judicial de um mandado de reintegração de posse, no dia 21 de agosto de 2009, em São Gabriel, ajuizaram uma ação de indenização contra o Estado do Rio Grande do Sul, com base na responsabilidade civil deste, prevista em lei, pelas ações dos seus servidores públicos.

A sentença reconheceu o direito em causa e condenou o Estado a pagar uma indenização por dano moral sofrido por essas pessoas, no valor de R$100.000,00 para cada uma. Para a filha, o mesmo julgado reconheceu o direito de ela…

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“Não há combate a corrupção. É uma guerra ao PT”, diz Delegado da PF

POR  no TIJOLAÇO

colehoneto

“Eu não acho que exista um combate à corrupção, existe uma guerra declarada ao Partido dos Trabalhadores”.

Quem diz a frase,  dita com a ressalva de que “não sou PT”  e “não gosto de muita coisa no PT” é o delegado aposentado Armando Coelho Neto, ex-presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal.

A entrevista, ao veterano colega Humberto Mesquita (ex-Realidade, Tupi  e SBT), é impressionante, porque é dada por quem não apenas conhece a corporação como porque historia fatos. E que evita, por consciência do que deve ser o comportamento de uma autoridade policial, evita qualquer afirmação leviana contra qualquer pessoa.

Um deles é a descrição de como se tomou o depoimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: com absoluta discrição e sem qualquer tipo de constrangimento, como deve ser a colaboração com a apuração de crimes.

Outro, a denúncia sobre o desvirtuamento da Operação Zelotes, que apura sonegação – e, portanto, desvio  de dinheiro público – em volume maior do que a Lava Jato e foi transformada em “Operação Filho do Lula”, por uma suspeita que, além de frágil, é absolutamente lateral ao cerne do que se fez: formar-se um esquema de quadrilha dentro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

O delegado Armando já havia sido mencionado aqui, por conta de um dos ótimos posts de Marcelo Auler, reporter que conhece a área e que é testemunha do comportamento deste policial.

Que parece mesmo alguém mais preocupado em ser equilibrado do que um leviano e  exibido.

Assista a entrevista. São só 18 minutos, mas são muito esclarecedores:

Ministério Público denuncia dois por tortura a Frei Tito

Dois capitães do Exército participaram diretamente das sessões, afirma MPF. Religioso se suicidou em 1974

Da Rede Brasil Atual

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Tito foi preso em 1969, em operação da polícia paulista contra dominicanos acusados de apoiar Carlos Marighella

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou dois agentes da ditadura, Homero César Machado e Maurício Lopes Limpa, por tortura contra o dominicano Tito de Alencar Lima, o Frei Tito, em 1970. O religioso foi banido do Brasil no ano seguinte, passou pelo Chile e pela Itália, até se fixar na França. Foi ali, em uma cidade do interior, que ele se suicidou, enforcando-se em uma árvore, em 10 de agosto de 1974, a um mês de completar 29 anos.

À época, Homero era capitão de artilharia do Exército e Maurício, capitão de infantaria. Segundo a denúncia, eles chefiavam equipes de interrogatório na Operação Bandeirante (Oban), que resultaria no DOI-Codi. “Além de serem responsáveis por emitir as ordens aos demais agentes da unidade, ambos participaram diretamente das sessões de tortura a que foi submetida a vítima”, afirma o Ministério Público.

Tito foi preso em 1969, em operação da polícia paulista contra dominicanos acusados de apoiar Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN). Depois de passar pelo Deops e pelo Presídio Tiradentes, foi levado para a Oban, onde permaneceu de 17 a 27 de fevereiro de 1970. “Durante esse período, o religioso foi vítima de vários tipos de suplícios físicos e psicológicos para que fornecesse informações sobre membros do clero católico que se solidarizavam com opositores políticos do regime militar”, diz o MPF.

Os dois militares foram denunciados por crime de lesão corporal grave, com circunstâncias agravantes (emprego de tortura e outros meios cruéis, abuso de poder e pelo fato de a vítima estar sob proteção de autoridades). “O MPF também pede que os envolvidos tenham as aposentadorias canceladas e, caso condenados, percam as medalhas e condecorações obtidas.” Segundo os procuradores Ana Leticia Absy e Anderson Vagner Gois dos Santos, autores da denúncia, o delito se qualifica contra crime de humanidade, e por isso não prescreve nem está protegido pela anistia.

Nascido em 1945, em Fortaleza, Tito fazia parte do grupo de 70 militantes libertados no início de 1971, em troca da libertação do embaixador suíço Giovanni Enrico Bücher. Nunca se recuperou psicologicamente das torturas a que foi submetido. Mesmo na França, vivia atormentado pela “presença” do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Na denúncia, a Procuradoria cita a presença do capitão Benoni de Arruda Albernaz, que teria dito a Tito: “Quando venho para a Operação Bandeirante, deixo o coração em casa”. Ele também teria sido contra a sugestão de deixar o religioso pendurado no pau de arara durante toda a noite, argumentando: “Não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis. Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia”.

Corrida barata de Táxi? Você não deve ter percebido o verdadeiro custo do Uber

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Do Partido Pirata 

Para entender porque nós vemos tão poucas alternativas genuínas para os gigantes de tecnologia americanos, é instrutivo comparar o destino de uma companhia como o Uber – avaliada em mais de 65 bilhões de dólares – com a do Kutsuplus, uma inovadora startup finlandesa que se viu forçada a fechar no último ano.

A aspiração do Kutsuplus era ser o Uber do transporte público: ele operava uma rede de mini-ônibus que iriam pegar e deixar passageiros em qualquer lugar em Hesinki. Previa o uso de smartphones, algoritmos e sistemas em nuvem desenvolvidos para maximizar eficiência, cortar custos e prover um engenhoso serviço público. Gerado a partir de um projeto de uma Universidade local que operava em um orçamento limitado, Kutsuplus não tinha ricos investidores capitalistas por trás dele. Isso, talvez, é o que tenha contribuído para o seu fim: a autoridade de transporte local o achou muito caro, apesar do impressionante crescimento anual de 60%.

Por outro lado, “caro” é tudo que o Uber não é. Enquanto você talvez esteja tentado atribuir os baixos custos do serviço à sua engenhosidade e escala global – será ele o Walmart do transporte? – sua disponibilidade tem uma proveniência muito mais banal: sentado em toneladas de dinheiro de investidores, o Uber pode se dispor a queimar bilhões com o objetivo de nocautear investidores, sejam eles velhas empresas de taxi ou startups como Kutsuplus.

Um artigo recente no “The Information”, um site de notícias de tecnologia, sugere que durante os três primeiros trimestres de 2015 o Uber perdeu USD 1,7 bilhões enquanto ganhava USD 1.2 bilhões em receitas. A empresa tem tanto dinheiro que, em pelo menos algumas locações norte-americanas, ele vem oferecendo corridas a taxas tão baixas que eles não poderiam nem mesmo cobrir o custo combinado do combustível e a depreciação do veículo.

O jogo do Uber é simples: ele quer fazer com que as taxas fiquem tão baixas de modo a aumentar a demanda – ao atrair algum dos clientes que de outra forma teriam usado o seu próprio carro ou o transporte público. E para fazer isso, ele está disposto a queimar muito dinheiro, enquanto rapidamente se expande em industrias adjacentes, de comida à entrega de pacotes.

Uma questão óbvia mas raramente perguntada é: o Uber está queimando o dinheiro de quem? Com investidores como Google, Amazon de Jeff Bezos e Goldman Sachs por trás dele, Uber é um perfeito exemplo de uma empresa cuja expansão global foi facilitada pela inabilidade de governos em taxar os lucros feitos pelas gigantescas Instituições Financeiras e Empresas de alta tecnologia.

Colocando de forma grosseira: o motivo pelo qual o Uber tem tanto dinheiro é, bem, porque governos não tem mais. Ao invés disso, o dinheiro está estacionado em contas situadas no exterior do Vale do Silício e Empresas de Wall Street. Olhe para a Apple, que recentemente anunciou ter reservas de 200 bilhões em dinheiro potencialmente taxável no exterior, ou o Facebook, que recentemente anunciou lucros recordes de 3,69 bilhões de dólares em 2015.

Algumas dessas empresas escolheram compartilhar sua generosidade com governos – tanto Apple e Google concordaram em pagar alíquotas de impostos bem menores do que eles deveriam, na Itália e no Reino Unido respectivamente – mas tais movimentos tem mais como objetivo legitimar os questionáveis arranjos de impostos que eles estiveram utilizando do que em tentar faze-los pagar a alíquota correta.

Compare isso com o péssimo estado das coisas na qual a maioria dos governos e administradores de cidades se encontra hoje. Famintos por receitas de imposto, ele frequentemente fazem as coisas ficarem piores ao se comprometerem com o pior da política de austeridade, encolhendo orçamentos dedicados à infraestrutura, inovação ou criando alternativas para o voraz “capitalismo de plataformas” de Silicon Valley.

Sob essas condições, não é nenhuma surpresa que serviços promissores como Kutsuplus tiveram que fechar: desligado do aparentemente infinito suprimento de dinheiro da Google e Goldman Sachs, o Uber teria ido à falência também. Não é, talvez, nenhuma coincidência que a Finlândia seja um dos mais religiosos defensores da austeridade na Europa: ao deixar a Nokia falir, o país talvez tenha perdido outra chance.

Não sejamos ingênuos: Wall Street e o Vale do Silício não irão subsidiar o transporte para sempre. Enquanto a perspectiva de usar publicidade para reduzir os custos de uma viagem do Uber ainda é remota, a única maneira dessas firmas refazerem seus investimentos é espremendo ainda mais dinheiro e a produtividade dos motoristas do Uber ou eventualmente – uma vez que todos os seus competidores estejam fora do mercado – aumentando os custos da viagem.

Ambas essas opções soam como um problema. O Uber já está tomando porcentagens cada vez mais altas das tarifas de seus motoristas (esse número recentemente foi visto subindo de 20% para 30%), enquanto também tentam passar mais custos relacionados diretamente a checagens de histórico e educação sobre segurança diretamente aos seus motoristas (através das chamadas taxas de direção segura).

A única escolha aqui está entre mais precariedade para motoristas e mais precariedade para passageiros, que terão que aceitar taxas mais altas, com ou sem práticas controversas como aumento de preços (preços vão pra cima quando a demanda está alta).

Além do mais, a empresa está ativamente tentando solidificar seu status como uma plataforma padrão para transporte. Durante os recentes conflitos na França – ondemotoristas de táxi estiveram protestando para fazer com que o governo percebam as suas demandas – Uber se ofereceu a abrir suas plataformas para qualquer motorista de táxi profissional que quisesse um segundo emprego.

Desnecessário dizer, tais plataformas – incluindo pagamentos, reputações e sistemas de precificação apropriadamente administrados e transparentes – deveriam ter sido estabelecidos pelas cidades há muito tempo atrás. Isso, juntamente com o encorajamento e apoio de startups como Kutsuplus, teriam sido a resposta regulatória correta ao Uber.

Infelizmente, existe muito pouca política de inovação nesse espaço e a principal resposta do Uber até agora veio de outras empresas muito parecidas com o Uber e infelizes com a sua dominância. Portanto, o Ola da Índia, o Didi Kuaidi da China, o Lyft dos Estados Unidos e o GrabTaxi da Malásia formaram uma aliança, permitindo que clientes possam agendar táxis das empresas uns dos outros nos países onde eles operam. Isso é o mais próximo de criar um sistema de apoio viável onde inovadores como Kutsuplus podem florescer. Substituir o Uber pelo Lyft não irá resolver o problema, já que os dois possuem o mesmo modelo agressivo.

A lição mais ampla aqui é que a política de tecnologia de um país está diretamente dependente de sua política econômica. Um não pode florescer sem o apoio ativo do outro. Década de uma atitude negligente com tributação combinada com uma aderência estrita à agenda da austeridade comeram os recursos públicos disponíveis para experimentar com diferentes modelos de prover serviços de transporte.

Isso permitiu empresas enxugadoras de impostos e capitalistas de risco – que enxergam a vida no dia a dia como um terreno ideal para brincar de empreendedorismo predatório – como as únicas fontes viáveis de apoio para tais projetos. Não surpreendentemente, tantas delas começam como Kutsuplus apenas para terminar como o Uber: tais são as restrições estruturais de trabalhar com investidores que esperam exorbitantes retornos de seus investimentos. Encontrar e fundar projetos que não teriam tais limitações não deveria ser em si tão duto. O que será difícil, especialmente dado o atual clima econômico é encontrar o dinheiro para investir neles.

Taxação parece ser a única maneira de avançar – aliás, muitos governos não tem a coragem de pedir o que é devido a eles. O acordo entre o Google e o Tesouro do Reino Unido é um exemplo.

As opiniões deste artigo não refletem necessariamente a opinião do Partido Pirata. Link original aqui.


Luiz Müller

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