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Quem tem medo de Serra?

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O ex-governador José Serra (PSDB) esteve na noite de quinta-feira passada com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para lhe dizer, finalmente, que é grande a chance de entrar na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A notícia chegou à imprensa na noite de sexta-feira, virou rastilho de pólvora e rapidamente ganhou as manchetes dos jornais deste final de semana.

Mas, afinal, quem tem medo do Serra? A novela serrista continua e os problemas crescem ao seu redor. Andará o PSD de mãos dadas com o DEM em São Paulo, numa coligação para apoiar Serra? Como ficarão os partidos agora aliados ao prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD): PC do B, PSB e PR? Apoiarão Serra e o projeto tucano de manter São Paulo a qualquer custo e preço?

Quem disse que Serra é o melhor candidato para disputar novamente a prefeitura, depois da derrota de 2010 e do isolamento a que foi submetido pela cúpula tucana? Se Serra não serve para ser presidente do Brasil, porque serviria para ser prefeito de São Paulo? Finalmente, quem assegura que Alckmin vai apoiar Serra? E quem unirá os pedaços do PSDB após o trauma de prévias que não acontecerão – ou que serão um simulacro para tentar consagrar Serra como o salvador da pátria tucana?

O PT é que não tem porque temer Serra que já o derrotamos duas vezes para presidente.

Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Pescado do Blog do Zé 

 

Famílias midiáticas estão na cola do Amaury. Saiba por quê

Pescado do Blog da Cidadania do Eduardo Guimarães

Há anos que o senhor X, vez por outra, fornece informações de dentro do ventre do dragão midiático. Ele trabalha em um desses prostíbulos dos barões da mídia. Mas, como muitos que ali ganham o pão de cada dia, garanto que não faz “programa”, pois se dedica tão-somente a tarefas decentes, o que o obriga a se manter longe da cobertura política.

As notícias que tenho para o jornalista Amaury Ribeiro Jr. não são boas – ainda que ele ao menos já intua o que revelarei, se é que não sabe mais do que vou dizer a seguir: está aberta a temporada de caça ao autor de A Privataria Tucana.

As redações da imprensa golpista enveredaram por uma busca frenética de elementos que possam ser usados contra ele devido ao fato de que agora que se sabe que a filha de Serra  também responde a inquérito a acusação de que o jornalista está sendo investigado por supostamente ter feito dossiê contra Serra no ano passado não basta para desqualificá-lo. É preciso mais. Bem mais.

Mas, enfim, o post não é só sobre isso. É, também, para explicar a razão pela qual a mídia quer distância do tema Privataria Tucana. E para que se possa entender por que, voltemos a diálogo travado em 1998 entre o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o seu ministro das Comunicações, o Mendonça de Barros, no auge da privataria:

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Mendonça de Barros – “A imprensa está muito favorável, com editoriais…”

Fernando Henrique Cardoso – “Está demais, né? Estão exagerando, até.”

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A conversa completa, registrada em gravação, pode ser lida aqui, nos arquivos da revista Carta Capital.

Essa conversa foi gravada ilegalmente, mas veio à tona à época e foi largamente reproduzida pela imprensa, tendo levado à queda do ministro. FHC jamais foi cobrado pela imprensa que disse que lhe era tão “favorável” que até “exagerava”. E exagerava mesmo. O apoio da mídia ao governo FHC foi escandaloso.

Enquanto isso, a mesma mídia dizia que o PT, agora na oposição, era adepto do “Quanto pior, melhor”. Hoje em dia, diz que a oposição está apenas cumprindo com seu papel “republicano”. Ou seja: o PT era inaceitável para Globo, Folha, Veja e Estadão até quando era oposição. O PT, para esses veículos, simplesmente não deveria existir. Deveria ser posto na ilegalidade.

Mas por que a mídia defendia – e continua defendendo – tanto a privataria tucana? Simples, porque enquanto publicava editoriais aos quais FHC e Mendonção se referiram naquelas gravações, tratava de fazer bons negócios com o que estava sendo vendido a preço de banana.

Veja a seguir, leitor, cada negócio que esses barões da mídia tão zelosos com o dinheiro público fizeram na época da privataria tucana enquanto a defendiam sem informar aos seus leitores que tinham interesse direto no que estava sendo doado pelo governo ao setor privado.

A família Mesquita, do Estadão, saiu do processo de privatização como sócia da empresa de telefonia celular BCP (atualmente, Claro) na região Metropolina de São Paulo. O Grupo OESP (Estadão) ficou com 6% do consórcio, o Banco Safra com 44%,  a Bell South (EUA) com 44% e o grupo Splice com 6%.

Já a família Frias, dona da Folha de São Paulo, aproveitou a liquidação da privataria para adquirir opção de compra de 5% do consórcio Avantel Comunicações – Air Touch (EUA) 25% e grupo Stelar mais 25% -, que ficou com 50% da telefonia paulistana, tendo a construtora Camargo Correa comprado mais 25% e o Unibanco os 25% restantes.

Finalmente, a família Marinho. Mergulhou fundo na Globopar, empresa de participações formada para adquirir parte da privataria, tendo comprado 40% do consórcio TT2, que disputava a telefonia celular nas áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ficando o resto com a americana ATT, que comprou 37%, com o Bradesco, que comprou 20%, e com a italiana Stet, que se contentou com 3%.

Os Marinho também abocanharam o consórcio Vicunha Telecomunicações, que envolvia telefonia celular na Bahia e em Sergipe. A Stet (Itália) ficou com 44%, o Grupo Vicunha com37% e a Globopar e o Bradesco com 20%.

Abaixo, a tabela de participação de cada empresa no processo de privataria da telefonia, o apetitoso Sistema Telebrás, que os barões da mídia defenderam no Estadão, no Globo e na Folha sem informarem aos seus leitores que estavam envolvidos nos negócios que adviriam da venda de patrimônio público.

Quem quiser conferir melhor essa divisão do saque ao patrimônio público que o livro A Privataria Tucana denuncia, pode acessar o estudo “INVESTIMENTO E PRIVATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL: DOIS VETORES DA MESMA ESTRATÉGIA”. Não contém opiniões, contém fatos – quem comprou o quê durante o processo de privatização do governo FHC.

Como se vê, a mídia tem todas as razões do mundo para temer uma investigação que, para ser totalmente franco, deveria ter sido aberta pelo governo Lula no primeiro dia de 2003, tão logo o poder finalmente mudou de mãos no Brasil. Mas a grande maioria do governo do PT achou que evitaria uma guerra com a mídia e a oposição se prevaricasse e não investigasse nada.

Deu no que deu.

Como ficarão a Globo e a Veja depois das eleições?

Pescado Do Blog Passe Livre

23 10 2010

Não é de hoje que o sistema Globo, mas de modo mais incisivo a TV Globo, resolveu partir para uma de ação e de atuação típicas de um grupo político. O grupo – famiglia Globo – pode até fazer acordos pontuais, mas tem uma clara definição de qual universo que ela ocupa e dentro do qual procura se mover. Por não ser brasileiro, em verdade a postura pública do grupo é sempre um reflexo das determinações de fora – onde os ventriluquos que supostamente a administram em terras tupiniquins… Resgatando, por não ser brasileiro, o grupo não se sente comprometido com as aspirações do conjunto da sociedade. Construiu, conslidou e solidificou uma liderança que vai ruindo lentamente – mas enquanto não se esvai, continua disseminando a defesa de seus postulados como se eles fossem paradigmas de liberdade, igualdade e democracia.
A TV Globo está apostando alto na eleição de Serra. Sabe que a vitória de Dilma será um probelma a mais, pois como foi bem posto pelo Paulo Henrique Amorim, a Globo (ou seja, a extrema direita) perdeu o controle que tinha no Senado. A aposta da Globo envolve mentiras, montagens, edições e todo um arsenal de crimes que, tivéssemos uma Lei dos Meios de Comunicação, já a teriam tirado do ar tal a reiterada opção pela mentira.
Cabe lembrar, neste sentido, que a tag #globomente é, faz dias, líder mundial entre as mais citadas pelo twitter. A TV Globo, que vai perdendo audiência e com isso recursos privados e públicos (responsáveis pela saúde financeira), sabe que não terá como se recompor com Dilma. Por isso, chafurda cada vez mais no anti-jornalismo, abrindo espaço e dando notoriedade a figuras como Jabor, Molina, Miriam Leitão, Merval, Waack e outros que não passam de entes totêmicos a repetir o que lhes é mandado.
Talvez o ponto alto tenha sido a edição do ‘atentado’ sofrido por Serra. Amparado pela falta de credibilidade do perito Molina – que virou uma espécie de boca-de-aluguel – a Globo materializou umas das mais estapafúrdias criações do seu anti-jornalismo. A reação dos profisisonais de São Paulo após a exibição da matéria talvez tenha sido a mais clara demonstração de que a farsa era grotesca demais. Houve vaias e o assunto logo estourou na rede.
Resta mais uma semana.
Ainda há tempo para a Globo se superar.
Mas que a história da bolinha de papel mostrou o quão ridícula a ex-vênus platinada pode ser na defesa dos seus interesses.
Depois das eleições, restará o desafio de convencer alguns petistas do tipo do Suplicy, do Pallocci, do Rui Falcão, da Helena Chagas (que subitamente abandonou sua paixão pelos tucanos e virou porta-voz da Dilma), do Zé Dutra e outros inomináveis, de que, como disse o Lula, é possível viver sem a Globo. E que isto também chegue até ao pessoal de comunicação/marketing/publicidade da Secom e das empresas como BB, CEF, Eletrobrás, etc.

Veja – por que o governo ainda anuncia?

A Revista Veja é uma história a parte, mesmo sendo parte do mesmo sistema que foi estruturado para atacar o governo, atacar o PT e atacar o Brasil. De escola para bons jornalistas, a Veja transformou-se em depósito da escória do jornalismo. Profisisonais que, em troca do salário, aviltam a própria biografia – esmeram-se em desrespeitar as biografias alheias.
A edição desta semana volta a utilizar uma ferramenta fundamental: a acusação sem provas, o grampo sem áudio. Antes foi aquela palhaçada envolvendo Demóstenes Torres – uma das figuras mais patéticas do Senado – e o Gilmar Mendes (a quem muitos chamam de Gilmar Dantas) num grampo nunca provado, numa interceptação que nunca existiu. Foi uma ação criminosa envolvendo os três – Veja, Gilmar e Demóstenes – com o intuito claro de brecar a ação da Polícia Federal no cerco às ações criminosas que, de uma forma ou de outra, têm guarida em altas esferas…
A Veja, a despeito desta postura reiterada, ainda assim merece anúncios do Governo Federal. Qual a lógica desta insanidade? Já escrevi várias vezes que a Secom do Governo Federal é um depósito tucano, um entulho. Lá, o que não falta é a hipocrisia de quem assume um discurso ético – mas que não sobrevive a um lampejo de seriedade. Se a Dilma quiser mudar o Brasil, deve começar a mudar a perspectiva de um governo que injeta milhões numa publicação – e não é só a Veja, pois o mesmo acontece com o grupo RBS, a Folha, famiglia Marinho, Estadão (que inclusive conseguiu um financiamento privilegiado) – que pratica um jornalismo de esgoto.
Reitero aqui, inclusive, a estranheza de ver que o ‘Núcleo de Mídia’ é coordenado por alguém que num passado não muito distante, se vangloriava de ser anti-petista. Dizem que o Núcleo não manda nada, então a situação é ainda mais ridícula na medida em que mantêm uma estrutura (salas, telefones, funcionários, etc) que não possui valor e nem tem importância. Pior: pagam para alguém anti-petista e que tem ódio por comunicação comunitária e alternativa.
Já propus inclusive que se fizesse algo simples: que se veiculasse em cada anúncio na Veja o valor que o Governo pagou por aquele espaço. Desta maneira, o contribuinte poderia ver como um governo que tanto fez como o do Lula/PT às vezes gasta mal o seu dinheiro. Na verdade o meu dinheiro. O nosso dinheiro.

Centrais denunciam mentiras de Serra

As cinco maiores e mais poderosas centrais do país…

Independente das eventuais disputas que travam e das pequenas nuances em suas formas de atuação as cinco maiores centrais sindicais do país se uniram e divulgaram manifesto unitário conjunto contra o que consideram mentiras do candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS). Elas só se atém às mentiras relacionadas à sua área.

No manifesto a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Nova Central advertem que Serra se apresenta em campanha eleitoral como “Benemérito dos trabalhadores”. Ele se diz responsável pela criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego.

“Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores” afirmam as maiores centrais sindicais brasileiras. No manifesto, elas relacionam mais nove (09 !!!) outros projetos de altíssimo interesse dos trabalhadores que tramitaram na Assembléia Nacional Constituinte (1987/1988), ou tramitaram ou ainda estão no Congresso Nacional que Serra votou contra.

Imaginem se o manifesto se ativesse também a outras áreas e eles tivessem lembrado, ainda, os genéricos que Serra diz ter sido o criador e que não foi. Os remédios foram instituídos no país por projeto do falecido senador Jamil Haddad (PSB-RJ)…

Leia a íntegra do manifesto contra Serra.

Pescado do Blog do Ze Dirceu.com.br

TUCANOS DEPENADOS PELO DONO DO AVIÁRIO

Depois de “fritar” o DEMos, Serra “frita” Alvaro Dias

José Serra (PSDB/SP) “desconvocou” Alvaro Dias (PSDB/PR) para vice, na tarde de hoje:

“Tem muitos (nomes), está mais difícil do que convocação da Seleção. Mas estou convencido de que vai ter uma boa solução, como sempre estive”, disse Serra durante entrevista à Miriam Leitão, para a Globonews.

Questionado se a indicação do senador poderia significar o comprometimento da vitória nas eleições, como declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), Serra desconversou:

“Não ouvi a declaração, que me parece não estar bem clara. Às vezes, você faz um encaminhamento e, na prática, é outro resultado. Houve algum problema de desinformação, de aceleração das coisas, mas isso é normal na política… A ideia é agregar votos e a sugestão feita é uma que agregaria votos.”

Diante da insistência da jornalista em saber sobre a definição de um nome, Serra dissimulou:

“Estamos conversando e não estou levando isso (a escolha do vice) diretamente. Não estou junto das pessoas agora e nem tenho informações mais recentes”.

Na reunião do DEMos com os tucanos, também na tarde desta terça-feira, até o senador José Agripino Maia (DEMos/RN), que vinha adotando o tom mais moderado entre os DEMos, saiu desenganando a candidatura de Alvaro Dias:

– É preciso zerar o jogo. Recomeçar as conversas como se nada houvesse sido decidido ou discutido antes. (Do R7 e UltimoSegundo)

Pescado doBlog  osamigosdopresidentelula.blogspot.com

Além de duras criticas ao PT, Serra diz que “Deus Morreu”

Desesperado por que o resultado da pesquisa do DataFolha, um instituto totalmente comprometido com a campanha de Serra não conseguiu manter a fraude que tentou esboçar na ultima pesquisa, Serra lascou

“Se aquele que era o guardião da moral, da ética, do antipatrimonialismo toma outro rumo, o rumo oposto, para muita gente Deus morreu”.

Leia artigo publicado no Blog Balaio do Kotscho

Dilma-Lula já faz Serra mudar discurso

Mais do que o empate (37 a 37), com a subida de Dilma e a queda de Serra, agora finalmente admitido também pelo Datafolha,  foi a imediata mudança no discurso do candidato tucano que mais me chamou a atenção no noticiário político deste sábado.

Ao mesmo tempo em que se consolida a imagem de Dilma-Lula, acaba a versão “Serrinha Paz e Amor”, com elogios a Lula e ao governo, adotada pelo PSDB desde a largada para as Eleições 2010. Ontem à noite mesmo, certamente já sabendo dos números do Datafolha, Serra voltou ao figurino original.

Atacou duramente o PT e até colocou em dúvida a existência de Deus: “Se aquele que era o guardião da moral, da ética, do antipatrimonialismo toma outro rumo, o rumo oposto, para muita gente Deus morreu”. Se falar em “momento mais patrimonialista da nossa história” vai ou não lhe render votos, não se sabe, mas é certo que daqui para a frente o tom será outro.

Em encontro com seus aliados do PPS de Roberto Freire, na noite de sexta-feira, Serra saiu dos cuidados recomendados por seus marqueteiros e criticou duramente a política econômica, um dos esteios da popularidade do presidente Lula, que bateu novo recorde no Datafolha (foi a 76%):

“Nós estamos voltando rapidamente a um modelo (voltado exclusivamente para o setor agrícola para exportação) que não atende à demanda de emprego que o país possui. Nós precisamos de uma economia que desenvolva não apenas o setor primário”.

O que aconteceu, afinal, para justificar esta guinada dos resultados do Datafolha e, em consequência, do discurso do candidato da oposição? Segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, foi a televisão:

“O principal fato que pode ser apontado como responsável por essa alta da candidata é o programa partidário de TV que o PT apresentou recentemente”.

Sem tirar o mérito do competente programa do PT criado por João Santana na semana passada, em que o presidente Lula apresentou Dilma Rousseff como a sua candidata para dar continuidade às políticas do governo, o fato é que esta identificação por parte do eleitorado era só uma questão de tempo, como já vinha sendo mostrado pelas pesquisas Vox Populi e Sensus, divulgadas anteriormente. O programa serviu para apressar este tempo, antecipar uma tendência.

Na minha recente viagem pelo Nordeste, deu para perceber nas conversas com eleitores, principalmente nas cidades mais pobres do sertão, que muita gente ainda não sabe nem que teremos eleições presidenciais em outubro, muito menos quem são os candidatos. Alguns chegaram a falar vagamente que votariam na “mulher do Lula”, sem saber de quem se trata.

Se na pesquisa estimulada do Datafolha os dois principais candidatos chegam ao final de maio em situação de empate, abriu-se para cinco pontos a diferença na espontânea, agora fora da margem de erro: Dilma foi de 13 para 19, enquanto Serra subia de 12 para 14. Acrescente-se a isso o fato de 5% dos eleitores ainda terem intenção de votar em Lula, mais 3% que querem votar no “candidato de Lula” e mais 1% no “candidato do PT”.

Somados estes votos, que fatalmente irão para Dilma, quando todos forem informados de que ela é a candidata de Lula, a ex-ministra já poderia estar com 28% na espontânea neste momento.

Pela primeira vez, o Datafolha só trouxe notícias boas para Dilma e péssimas para Serra. Na rejeição, o índice de Dilma caiu de 24 para 20%, enquanto Serra subia de 24 para 27%. Na projeção de segundo turno, em que a pesquisa anterior, de abril, apontava uma diferença de 10 pontos a favor de Serra (50 a 40), agora Dilma aparece um ponto à frente (46 a 45).

Mais à vontade no papel de candidata, com menos gente dando palpite e falando em nome dela no comando da campanha, como eu já havia constatado no post anterior (“Virou de novo vento da campanha eleitoral”), tanto nos números das pesquisas como na sua atitude diante das platéias, Dilma inverteu os papéis com Serra, que começou melhor na largada, mas agora vai ter que rever toda sua estratégia.

É disto que falaremos nos próximos dias. Agora, será a vez de Serra e seus aliados ocuparem a televisão. Se o programa do PT se preocupou apenas em fazer de Lula o grande cabo eleitoral de Dilma, o que poderá dizer o programa do DEM na próxima semana?

Que Serra é o candidato de Rodrigo e Cesar Maia? Ou o PPS dirá que Serra é o candidato de Roberto Freire? E o do PSDB? Dirá que Serra é candidato de quem? Do próprio Serra, já que não é recomendável lembrar de FHC?

A campanha do candidato da oposição, que parecia caminhar tão bem, segundo o noticiário político, chega a uma encruzilhada. Já que não convém bater em Lula e no governo, que são rejeitados por apenas 5% da população, segundo o Datafolha, a única esperança de apresentar um fato novo na campanha para reverter a “onda Dilma”,  que já começa a se formar, será convencer Aécio Neves a aceitar o papel de vice. Mesmo que ele aceite, o que parece improvável, já pode ser tarde demais.

Em campanhas presidencias, quando se começa a formar uma onda, como aconteceu com Fernando Henrique Cardoso e seu Plano Real, em 1994, ou com Lula e seu grito de mudança, em 2002, fica muito difícil detê-la. Os números das últimas pesquisas, confirmados agora pelo Datafolha, mostram um quadro que pode se tornar irreversível à medida em que o eleitorado tomar conhecimento de quem é candidato de quem e o que cada um representa.

Autor: Ricardo Kotscho – Categoria(s): Blog

Nem Pesquisa Feita Sob Encomenda Feita pelo PIG Consegue Salvar Mais o Zé Chirico!

Do Blog Vendedor de Bananas

O Blog do Nassif denunciou como a pesquisa do Data-da-Folha foi feita de encomenda para favorecer o Serra. Todos já sabem das mentiras e da falta de ética do grupo do Otavinho. Se suas duas últimas pesquisas dissessem a verdade, bem como se a análise do presidente do Data-da-Folha fosse plausível, então cerca de 15,6 mihões de eleitores mudaram o voto de Serra para Dilma, da noite para o dia, apenas porque viram Lula falar bem dela em rede nacional em um único dia. E Lula nem pediu voto ainda! Ao acreditar nessa análise, entretanto, um colonista do PiG chegou a conclusão óbvia que lhes atormenta: quando Lula começar a pedir voto de verdade, nas propagandas diárias, Dilma vai disparar cada vez mais.
Obviamente, para o Data-da-Folha reconhecer que há um empate, Dilma já deve estar pelo menos uns 7 pontos na frente. Na verdade, eles ficaram com medo de manter uma fraude tão grande como a da pesquisa anterior diante da intesificação da vigilância da sociedade e da promessa de investigação da PF. Mas ela continua escondendo os votos de Dilma. O Blog do OniPresente mostra como o Data-da-Folha infla em 76% os votos da Marina em relação às outras pesquisas.
É bom nos prepararmos, porque o jogo sujo da Coligação PSDB/PiG/DEM/pps vai se intensificar. Eles estão desesperados.
Blogueiros defensores da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação de todo o mundo: uni-vos!

SÃO PAULO /SAÚDE QUE MATA

Seria Cômico se não fosse trágico. As mortes por Dengue tem aumentado ano a ano em São Paulo, durante o governo Serra, que diz ter nas ações de saúde o seu forte. Imaginem o que seria da saúde se tivesse um governante que trata a saúde assim. E a matéia abaixo não é de nenhum Blog afinado com a esquerda. É do Sitio do Estadão e do Yahoo.

Dengue causa maior número de mortes da história de SPTer, 11 Mai, 10h00

A epidemia de dengue que ocorre neste ano no Estado de São Paulo já causou o maior número de mortes da história da doença no Estado – pelo menos 55 – e é a segunda em total de casos – 69.148 -, perdendo só para a registrada em 2007. O total de doentes em 2010 já corresponde a 74,8% do computado em 2007, ano em que foram notificados 92.345 casos da doença. As cidades de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Guarujá e Santos lideram.

A Secretaria de Estado da Saúde deixou de divulgar no site para acompanhamento da doença dados oficiais sobre as mortes, apesar de a dengue ser de notificação compulsória, de acordo com a legislação brasileira. Também tem se recusado a conceder entrevistas sobre o tema. Ontem, a pasta só forneceu os dados sobre óbitos depois de questionada, mesmo assim apenas o número deste ano.

Em janeiro de 2010, o Ministério da Saúde alertou que a reemergência do vírus tipo 1 da dengue poderia causar epidemias em São Paulo, Rio, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí, em razão de a população desses locais não ter contato com esse sorotipo desde o início da década passada.

No entanto, dados do próprio governo do Estado de São Paulo apontam que, em 2008, foram realizadas apenas pouco mais de um terço das visitas de apoio programadas nas residências paulistas para controle de focos do mosquito e orientações de prevenção. A principal ação preventiva contra a dengue é evitar o acúmulo de água, usada pelo mosquito da doença para reprodução.

Troca de prefeitos

Em nota, o governo estadual destacou que as visitas são atividades de apoio e que, como em 2008 houve baixa transmissão, não houve necessidade de ações como nebulização para combater o mosquito. Além de responsabilizar as chuvas e as altas temperaturas dos últimos meses pela epidemia, o governo informou que as trocas dos prefeitos pode ter provocado a epidemia e que “a participação da população é fator primordial no controle”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Serra subverte a ética Cristã

“Não faças aos outros o que não queres que os outros te façam”.
O demotucanato acusa as Centrais Sindicais de organizarem o 1º de maio com dinheiro público. O 1º de maio é um símbolo da Classe Trabalhadora brasileira. É data de comemoração e luta. É dia dos trabalhadores poderem ouvirem lideranças e também, por que não, assistir Shows gratuitos aos quais muitos não tem acesso, a não ser justamente nos atos de 1º de maio organizados pelas centrais sindicais. Lula e Dilma vem do movimento e da organizações operárias. Nada mais normal do que falarem em atos destas organizações. Diga-se aliás, o que disse o Paulinho da Força Sindical. Há treze anos, portanto, muito antes de Lula chegar a presidência e bem no meio do governo FHC as estatais e empresas privadas já bancavam atos de 1º de maio. Milhões de pessoas reunidas em um único dia é muito mais do que vários campeonatos de futebol conseguem juntar em todas as partidas. Mercadológicamente é interessante para as empresas investirem num evento destes, e investem.  Assim como não seria de estranhar que as empresas patrocinem eventos religiosos de monta, como foi o caso do evento de Santa Catarina, onde o Candidato Serra, que até ontem se dizia ateu, virou carola e passou a rezar pela cartilha cristã da Igreja Assembléia de Deus. Mas não foram as empresas, públicas ou privadas, interessadas em vender produtos e serviços aos 80 mil cristãos presentes, que patrocinaram a “conversão cristã” de Serra, foi o dinheiro do povo de Santa Catarina e de Camboriú que pagou a festa dos pastores da Assembléia de Deus que fizeram 80 mil “rezar”(Sic) para a vitória de Serra. Os cristãos, sejam eles de que Igreja forem,  tem todo o direito de fazerem suas atividades. Tem inclusive o direito de se posicionarem a favor de um candidato, como o fizeram. O que não pode é um candidato se utilizar de recursos do tesouro público de um estado para fazer proselitismo e ainda querer acusar as representações da Classe Trabalhadora de fazerem isto, quando na realidade não há similaridade entre as duas ações. Uma deles foi a busca de clientes, através do patrocinio de um evento, no caso as festas de 1º de maio,  como em muitos tipos de eventos por parte de empresas públicas ou privadas que vendem produtos e serviços. Tal ação das empresas não poderia ser motivo de ação de apoiadores de Serra, já que este utilizou a boa fé dos cristãos da Assembléia de Deus para fazer o seu proselitismo usando justamente verba pública. E pior, o mandalete para tal ação foi o DEM, do corrupto Arruda e de toda a corja que naufragou Brasília na corrupção e no apadrinhamento do roubo (com direito a oração a Deus, de agradecimento pelo dinheiro obtido através das maracutais, conforme vimos enojados na televisão.

Reproduzo matéria Do Blog blogoleone.blogspot

sobre os fiéis recursos públicos que o Governo do PSDB de Santa Catarina passou aos pastores da Assembléia de Deus para montar o espetáculo do proselitismo político de Serra, agora travestido de cristão evangélico.

Fiéis receberam R$ 540 mil em verba pública para orar para José Serra

PSDB paga R$ 540 mil para fieis orar para José Serra
Durante encontro sábado, pastores trataram o tucano como “futuro presidente” e disseram que fiéis da igreja “não só oram como votam”
O encontro religioso em que pastores da Assembleia de Deus pediram orações pela eleição de José Serra (PSDB) e o saudaram como “futuro presidente”, no sábado, em Santa Catarina, recebeu dinheiro dos cofres públicos.
Juntos, o governo de Santa Catarina e a Prefeitura de Camboriú (84 km de Florianópolis), ambos administrados por correligionários de Serra, destinaram R$ 540 mil para a realização do 28º Congresso Internacional de Missões.

O patrocínio das administrações do PSDB representou dois terços dos R$ 800 mil orçados para o encontro -que, segundo os organizadores, reuniu 160 mil pessoas em dez dias.

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Vox Populi exibe a grande mentira da Datafolha e a ultrapassagem de Dilma

Pescado do Blog fatosnovosnovasideias

Nada como uma pesquisa após a outra. A Vox Populi de sábado (3-4) exibe com todo a nitidez, a manipulação  descarada realizada pela Datafolha da semana passada que apresentava José Serra nove pontos na frente de Dilma. Tudo foi  armado para que o tucano “crescesse” simultaneamente com  o lançamento de sua candidatura pelo impagável José Luiz Datena.
Como  insisto sempre aqui deste blog, os dois quesitos  essenciais  (não únicos evidentemente) para a  boa leitura de qualquer pesquisa são: tendência e dinâmica. Então se analisarmos a  tendência de Serra tanto nos últimos 24 meses como nas últimas oito semanas, veremos que sua tendência é de estagnação com leve queda. Em novembro ele tinha 38%, em janeiro 36% e agora aparece com 34%.  Há dois anos ele tinha 37%.
Dilma , por seu lado, apresenta tendência de crescimento  com forte aceleração (dinâmica). Ela tinha 19% em novembro,  27% em janeiro  agora, 31%. É natural, por circunstâncias  matemáticas,  que o crescimento da candidata, muito forte no início, tenda a  evoluir mais moderadamente.  É fácil entender que passamos de  um para dois num piscar de olhos. Mas podemos levar semanas para avançar de dez para vinte.
Com tudo isto, fica claro que mantida a atual tendência (e não há razão para supor  mudanças substanciais),  na  próxima pesquisa Dilma já deverá aparecer na dianteira. Neste exato momento, ela esta realizando a ultrapassagem, Il sorpasso.
E não custa lembrar que, como sempre dissemos neste blog, Ciro  Gomes subtrai mais votos de  Serra do que de Dilma. Num  panorama sem Ciro como candidato, Serra sobe de 34% para 38 %.

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Luiz Müller

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