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PRÓXIMO PASSO É A CONTRATAÇÃO

Estive hoje em Canoas. Junto com a Secretária de Desenvolvimento Social e com o Sine local, reunimos os formados pelo Programa Próximo Passo com empresas do setor da Construção Civil, com o objetivo destas contratar os beneficiários do Bolsa Família que já passaram pelos cursos. Antes das empresas realizarem as entrevistas para contratação tivemos a oportunidade de conversar tanto com os formados, que são na verdade em sua maioria formadas, pois são mulheres. E todas muito dispostas a atuar no setor. A seguir matéria publicada hoje no Sitio da Prefeitura de Canoas e também link para mais explicações sobre o programa Próximo Passo. A contratação desta primeiras formadas será um incentivo a mais para que mais bebeficiários do Bolsa Família se integrem ao programa.

Luiz Müller

Beneficiários capacitados do Bolsa Família são encaminhados à empresas

15:50 – sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A Secretaria de Desenvolvimento Social e a Suerintendência Regional do Trabalho do MTE no RS intermediaram na tarde dessa sexta-feira, 08, no Sistema Nacional de Emprego (SINE), um encontro entre beneficiários do Programa Bolsa Família, e quatro empresas de Construção Civil de Canoas (Bolognesi, Labore Engenharia, Construtora Tedesco e Lottici Ltda). A idéia foi facilitar uma mediação entre empresas e beneficiários, que foram capacitados profissionalmente para inclusão no mercado de trabalho. Foram capacitadas 38 pessoas do Programa Bolsa Família, em duas turmas no Senai, a partir de um curso com duração de dois meses e ênfase para pedreiro, pintor e azulejista, disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e Prefeitura de Canoas.

Conforme a Secretária de Desenvolvimento Social, Márcia Falcão, esta foi uma mobilização junto a empresários para absorver uma mão de obra qualificada. “A partir desse Programa essas pessoas terão chance como nunca tiveram antes nessa cidade, e é nosso papel facilitar essa mediação,” pondera.

O Programa Bolsa Família foi criado para apoiar as famílias mais pobres e garantir a elas o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde. Ele visa a inclusão social dessa faixa da população, por meio da transferência de renda e da garantia de acesso a serviços essenciais. Em todo o Brasil, mais de 11 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família. Em Canoas, são em torno de 9800 beneficiários.

Segundo Luis Muller, chefe da Divisão de Atendimento ao Trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul, hoje se começou a olhar o povo mais pobre, não com pena, mas como pessoas capazes que merecem oportunidades. “A qualificação profissional é muito importante, mas como essa gente vai estudar, se muitas vezes não tem nem o que comer? Por isso foi criado o Bolsa Família”, ressalta. Ele explica que esse Programa não sustenta uma família por si só, então se pensou em algo que colocasse essas pessoas no mercado de trabalho, com carteira assinada. “Foi então que surgiu o Programa Próximo Passo. Uma iniciativa do Governo Federal para gerar oportunidades de inserção profissional para a população baixa renda”, pondera. Os formandos são beneficiários do Bolsa Família que participaram de cursos de qualificação profissional nas áreas da construção civil.

Para a beneficiária Maria Lindamir, 46 anos, a idade de entrada direta no mercado de trabalho tem vindo a ser cada vez mais avançada dada a importância que se atribui ao processo de escolarização. “Participei do curso de capacitação e estou apta para trabalhar. Essa é uma oportunidade maravilhosa, por que até hoje, só trabalhei em casa. Não vejo a hora de sentar tijolo”, conclui sorridente.

PEDRO FOSS

Lê também o que é o Programa Próximo Passo para Qualificação Profisisonal de Beneficiários do Bolsa Família Clica no Link

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O presidente e o palavrão que incomoda

Gilson Caroni Filho*

Se tratar da língua é tratar de um tema político, a fala sem rodeios do presidente Lula, durante cerimônia de assinatura dos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão, vai encher a seção de cartas de jornais e revistas, além de dar o tom do moralismo seletivo dos grandes articulistas. Fingirão não saber que palavras tidas como chulas são formas lingüísticas ímpares para expressar emoções que permeiam o corpo e os amplos campos das relações sociais. Não está em questão se o emprego se deu em contexto adequado, mas o que move o coro dos “indignados”.

Ao afirmar que “eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto”, Lula tem consciência de que os opositores dirão que desrespeitou a postura pública que deveria manter em face de majestade do cargo que ocupa. Tanto que se antecipa à crítica anunciada: “Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre desse país”.

Como tem sido colonizada para ter vergonha de ser o que é, uma boa parcela da classe média urbana se apresenta como defensora intransigente da propriedade, da família e do Estado Patrimonial. Confunde governo e salvação, ignora a representação, desconhece direitos sociais e políticos, menosprezando a exploração econômica, embora seja “mobilizável” por campanhas de caridades que reforcem a sua imagem de privilegiadas. Em busca de ilusões perdidas, está disponível para aventuras que realçam a ferocidade dos seus recalques. E qualquer enunciado que apresente um padrão variante é o suficiente para açular o seu ódio de classe.

Pouco lhe importa se campeia a violência, a truculência e a miséria. Em seu ilusório casulo, o que merece relevo é o destempero verbal de um presidente que não segue os padrões dos antigos donos do poder. É de pouca importância se o governo anterior reduziu a zero os empréstimos da Caixa Econômica Federal às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Também não lhe tira o sono se a decisão política do tucanato provocou, além da dengue, surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. Ora, doenças resultantes da falta de saneamento não lhe incomodam. A merda que lhe aflige é aquela que aparece no improviso presidencial como dado concreto.

Para Lula, o descalabro no saneamento é uma tragédia, e, de fato, o é. Por sua história, o presidente faz parte de uma legião de sobreviventes. De um exército que resistiu a séculos de dificuldades imensas, naturais e humanas. Tem orgulho saudável de sua força. Da força desse povo que come mandacaru e capulho verde de algodão e ainda tem a esperança desesperada de querer viver. Isso é coragem, é grandeza. Essa é a merda que causa engulhos na grande imprensa e nos seus leitores indignados. Mas indignados com o quê, afinal?

Indignados pela existência de erros que se repetem há tempos? Indignados pela impotência de um saber divorciado da dimensão histórica e da responsabilidade social que deveria caber aos centros de ensino que freqüentaram? Indignados pela ameaça, concreta e imediata, da morte, pela fome endêmica e, até bem pouco tempo epidêmica, dos mais miseráveis? Não. O que os ruborizados pelo emprego da palavra “merda” não suportam é a ausência do promotor da “paz social”, do garantidor de uma ordem política que lhes oferecia, através do conservadorismo autoritário, uma institucionalidade que muito apreciavam ética e esteticamente. Um simulacro de república feito sob medida.

O problema é que a vestimenta institucional brasileira parece calça curta, fazendo o país caminhar desajeitado, com medo do ridículo. A reforma mais urgente requer produção crescente de cidadania, a criação incessante de sujeitos portadores de direitos e deveres. Em uma sociedade fracionada, essa é a merda que ameaça e choca os estamentos mais reacionários: a realidade que não deveria ter emergido com modelagem tão nítida.

Original em http://www.pt.org.br/portalpt/opinioes/o-presidente-e-o-palavrao-que-incomoda-2305.html

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro

O LULA ESTA TIRANDO O POVO DA MERDA

…”então, nós temos consciência de que nós estamos fazendo no Brasil o maior investimento da história deste país em saneamento básico, em todas as cidades brasileiras. Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB, eu não quero saber se o outro é do PFL, eu não quero saber se é do PT. Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto.

Para falar… É lógico que eu falei um palavrão aqui. Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todos os dias e tenho consciência de como é que vive o povo pobre deste país. E é por isso que nós queremos mudar a história deste país. Mudar a história deste país não é escrever um novo livro. É escrever, na verdade, uma nova história deste país, incluindo os pobres como cidadãos brasileiros. Então, essa é uma coisa extraordinária…”

Leiam o discurso do Lula ontem no Maranhão na integra. Parte da mídia caiu de pau nele por que falou “palavrão”. É longo, mas fala da história do nosso país com a visão dos que estão lá embaixo na pirâmide social.

“Meus queridos companheiros e companheiras do estado do Maranhão,

Eu estou indo um pouco rápido, aqui, porque eu estou com um problema crônico de horário. Eu tenho um jantar ainda hoje, com o Presidente do Peru, em Lima e, daqui para lá são cinco horas de viagem. Se fosse olhar o horário do Peru seria fácil, porque lá está duas horas a menos do que o horário nosso. Mas, se eu chegar lá nove horas da noite do meu horário, já são 11 horas da noite… Ou seja, se eu chegar às 9 do horário de lá já serão 11 horas da noite do meu horário.

Então, eu vou ser muito breve, porque também seria repetitivo, depois do que falaram as pessoas que me antecederam, e também porque o ato principal foram as assinaturas feitas entre o governo federal, estadual, prefeitos e empresários sobre os contratos que nós estamos firmando aqui.

Eu queria apenas dizer para o povo do Maranhão que nós ainda temos um outro programa para lançar. E queria lembrar aos prefeitos das cidades com menos de 50 mil habitantes que, talvez, ainda este ano, vai depender da minha agenda, ou no começo do próximo ano, a gente vai ter que juntar, lá em Brasília, pelo menos 1.500 prefeitos, para discutir o início do programa habitacional nessas cidades, e vamos começar com R$ 1 bilhão, para construir casas nas cidades com menos de 50 mil habitantes. Portanto, não terminou ainda todo o processo de firmar acordo com prefeitos.

A segunda coisa que eu queria dizer para vocês é que o Brasil, depois de tanto tempo mal gerenciado, o Brasil, depois de tanto tempo privilegiando, cada vez mais, as regiões mais ricas do País, o Brasil encontrou o seu caminho e o melhor jeito de governar o País. Não era possível a gente continuar vendo o Brasil tendo uma parte do Brasil cada vez mais rica e outra parte do Brasil cada vez mais pobre.

Se a gente pegar os dados da área da saúde, do IBGE, do Ministério da Saúde, da Unicef, das Nações Unidas, a gente vai constatar uma coisa muito grave no Brasil: você pega a região Sul e Sudeste, é a região que tem mais doutores, é a região que tem mais mestres, é a região que tem mais pesquisadores, é a região que tem mais dentistas, é a região que tem mais médicos, é a região que tem mais tudo. E se você pega a parte do Nordeste e do Norte, você vai constatar que é exatamente o contrário. Era no Nordeste e no Norte que a gente tinha menos pesquisadores, menos mestres, menos doutores, menos hospitais, menos médicos… O que a gente tinha mais? Mais analfabetos, mais desnutrição infantil, mais desemprego, mais mortalidade infantil. É nesse paradoxo que vivia o Brasil.

Uma outra coisa grave é que, se você pegar o grosso do dinheiro orçamentário da União, a maioria do dinheiro já ia para quem já tinha, e a minoria vinha para quem não tinha. Era uma inversão de valores total e absoluta. E aqui tem senadores do Maranhão, e tem deputados do Maranhão. Muitas vezes, a classe política do Nordeste contribuía para que isso acontecesse. Muitas vezes. Muitas vezes, nas votações, e eu lembro na Constituinte, a gente perdia votações importantes porque algumas bancadas de companheiros do Nordeste votava contra o Nordeste, para atender à pressão do Centro-Sul do país.

Bem, nós, agora, resolvemos inverter esse quadro. Não é uma tarefa fácil, não é uma coisa simples, como um passe de mágica. É um trabalho, que tem que ter um tempo, leva… tem um processo, e tem que ir subindo degrau por degrau. Qual é o prazer que eu tenho? Eu vi os números que o ministro das Cidades falou de saneamento básico aqui no estado do Maranhão. Ele falou, me parece, que quase R$ 1 bilhão. Começou com 400, depois foi para 800, e depois chegou a 800.

Eu vou contar porque aqui tem o Lobão, que é senador, tem o João Castelo, que já esteve lá por Brasília, tem mais um senador e tem deputado. O que nós estamos investindo no Maranhão este ano e até 2010 em saneamento básico é mais do que tudo que o governo antes de mim investiu no Brasil inteiro. Sabe, por que, gente? Você pega uma cidade maravilhosa como Florianópolis, que tem praias exuberantes, parece uma cidade milionária e não tinha um metro de esgoto, porque a classe política brasileira, historicamente, não gostava de fazer saneamento básico. Tem muita gente que fala que é enterrar dinheiro. Por que o que é saneamento básico? Cavar um buraco, colocar umas manilhas, pegar os dejetos humanos que nós fazemos, canalizar para um lugar, tratar e devolver parte deles, bem-tratados, para não poluir os rios e o mar.

Mas isso custa caro, e isso ninguém vê. Não dá para ninguém colocar o nome da mãe, do pai, do avô, em uma manilha embaixo da terra, ninguém vê. Então, as pessoas preferiam fazer uma ponte, mesmo que não soubessem para onde ela vai, para aonde ela vem. Eu lembro que na minha cidade, em São Bernardo do Campo, onde era o prédio do meu sindicato, em 1974, desapropriaram o prédio, fizeram uma ponte e passaram 15 anos depois da ponte pronta discutindo o que essa ponte ia ligar a que rua. Até que inventaram uma rua para poder dar razão à ponte.

Ora, o que eu acho que está mudando no Brasil? É que as pessoas estão percebendo que em vez de a gente colocar uma placa em uma ponte, homenageando um parente da gente, é muito melhor a gente colocar uma fotografia de uma criança bebendo água decente e não pisando em esgoto a céu aberto, é muito mais digno e muito mais decente porque significa que a gente está tratando da saúde daquela pessoa. Quem é médico sabe que cada vez que a gente investe em saneamento básico, a gente está investindo, na verdade, em saúde, que a gente está evitando que as pessoas fiquem doentes como deveriam ficar se não tivesse o tratamento de esgoto.

Então, nós temos consciência de que nós estamos fazendo no Brasil o maior investimento da história deste país em saneamento básico, em todas as cidades brasileiras. Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB, eu não quero saber se o outro é do PFL, eu não quero saber se é do PT. Eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto.

Para falar… É lógico que eu falei um palavrão aqui. Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todos os dias e tenho consciência de como é que vive o povo pobre deste país. E é por isso que nós queremos mudar a história deste país. Mudar a história deste país não é escrever um novo livro. É escrever, na verdade, uma nova história deste país, incluindo os pobres como cidadãos brasileiros. Então, essa é uma coisa extraordinária.

A outra coisa extraordinária que está mudando no País é que – vejam que coincidência, minha querida Governadora, meu prefeito e meus ministros – exatamente eu – é ironia do destino -, exatamente eu, que não tenho diploma universitário, vou passar para a história do Brasil como o presidente que mais investiu em universidades neste país. É uma ironia, porque eu conheço gente que era da “fina flor” e que não fez uma, não fez uma, exatamente porque ele já tinha estudado e já tinha aprendido. Para que pobre aprender? Pobre? Pobre tem mais é que capinar. Pobre, se arrumar emprego de pedreiro já está bom. Isso é o que eles pensavam, mas nós não queremos que pobre seja apenas pedreiro. Queremos que ele seja engenheiro, queremos que ele seja médico, queremos que ele seja dentista. E é essa coisa que está mudando no Brasil.

É por isso que nós vamos entregar 14 universidades novas e 104 campi avançados neste país, levando extensões universitárias para o interior, porque essa meninada que está aí vai ser mais qualificada do que os pais deles, e os filhos deles vão ser mais qualificados do que eles. E aí, quando isso acontecer, o Brasil entrará no rol dos países de primeiro mundo porque não estará exportando soja ou minério de ferro estará exportando conhecimento, inteligência, tecnologia, valor agregado. É isso que está mudando no Brasil.

Ora, vocês acham que se não fosse eu na Presidência, se não fosse o Lobão, que é do Nordeste, alguém ia lembrar de levar uma refinaria para Pernambuco, para o Rio Grande do Norte, para Natal, para São Luís, para Fortaleza? Acham? Nem a Petrobras queria fazer, porque a Petrobras acha que as que ela tem já atendem aos interesses da Petrobras. Ora, mas os interesses da Petrobras são importantes, mas não são maiores do que o interesse do Estado brasileiro e do povo brasileiro.

Agora, que nós encontramos muito petróleo, nós não queremos vender petróleo cru, nós não queremos entrar na OPEP. Não. Nós não queremos entrar na OPEP, não. Nós queremos é exportar derivados de petróleo, é fazer gasolina premium. É tão chique, que nós vamos exportar a gasolina premium para os Estados Unidos, para a Europa, para o Japão. Porque, se eles fossem mais espertos, eles fariam como nós, colocariam 25% do nosso álcool na gasolina, a gente produziria álcool à vontade para eles, eles iriam despoluir o Planeta e não estariam tão preocupados com a reunião de Copenhague que nós vamos ter agora, para discutir a questão do clima.

Então, esta é uma coisa. O Nordeste entrou numa fase de desenvolvimento que não tem mais retorno. Uma refinaria aqui vai trazer uma quantidade de empresas, uma quantidade de empregos que eu penso que o Maranhão não viu, em toda a sua história. Porque, se a gente não cuida disso, quem leva esses investimentos são os estados mais ricos, que têm melhor mão de obra formada, que têm mais engenheiros, que têm mais estradas, que têm mais ferrovias, que têm mais pontes, que têm os portos perto da produção, e nós, aqui, vamos ficando esquecidos.

Ora, não é porque eu fui para São Paulo e aprendi tudo o que eu sei na vida em São Paulo, que eu vou esquecer de onde eu vim, que é o Nordeste brasileiro, e esquecer o que nós passamos quando eu era pequeno, no Nordeste.

E, veja que engraçado, eu estava conversando com a companheira Roseana, e estava lembrando o seguinte: só o estado do Maranhão, só o estado do Maranhão… O Maranhão tinha, historicamente, quatro escolas técnicas. Tinha uma em Imperatriz, tinha uma em Maracanã – é a de São Luís? -, tinha uma em Codó e tinha uma em Monte Castelo, historicamente, historicamente. Ou seja, de 1909, quando Nilo Peçanha era Presidente, que fez a primeira escola técnica, até 2003, em todo o Brasil, em cem anos, foram construídas 140 escolas técnicas. Nós, em oito anos, vamos construir um uma vez e meia o que foi construído em cem anos, em oito anos. E aqui no Maranhão nós já temos funcionando, nova, Buriticupu, já temos aqui no centro histórico de São Luiz, já temos (incompreensível) funcionando, está funcionando, mas ainda está quase pronta a (incompreensível) de Santa Inês. E até dezembro de 2010 nós vamos inaugurar Timon, Alcântara, Bacabal, São Raimundo das Mangabeiras, Pinheiro, São João dos Patos, Barra do Corda, Barreirinhas e Caxias. Até o final do ano estarão todas entregues – não deste ano, do ano que vem -, estarão todas prontas.

Dia 15 de dezembro agora eu vou participar de um ato com o Ministério da Educação, em que, no ano de 2010 [2009], nós fizemos 100 escolas técnicas profissionais neste país. E por que nós estamos fazendo isso e por que, coincidentemente, isso acontece em um governo de um presidente que não tem diploma universitário, mas que tem um curso técnico? É porque eu vivi na pele coisas que eu não quero que vocês vivam. E eu acho que o grande papel de um governante é fazer para o seu povo mais do que ele recebeu da sua nação. E fazer, sabe, não como se fosse um favor, mas como se fosse obrigação.

Afinal de contas, quando nós criamos o ProUni, nós tínhamos um problema sério de fazer o ProUni. A UNE teve um papel extraordinário de contribuição. O que era o ProUni? A gente não tinha prédio; era preciso colocar os pobres na escola. Então, o que nós fizemos? Fizemos um convênio com as universidades privadas. Fizemos uma isenção de impostos e transformamos o equivalente ao imposto em bolsas de estudos. E nós colocamos as pessoas das escolas públicas da periferia. Hoje nós temos 695 mil jovens no ProUni, ou seja, pobre da periferia deste país fazendo universidade. E aqui no Maranhão, Roseana, aqui no Maranhão, só para ter ideia, o ProUni, aqui em São Luís, são praticamente quase 8 mil jovens, e no estado do Maranhão o ProUni são praticamente 70 mil jovens. Em uma demonstração…vocês estão lembrados quando nós criamos o ProUni? Teve muita gente que escreveu nos jornais que eu estava nivelando a educação por baixo. Era preconceito. Porque eles achavam que, colocar pobre na escola, a gente ia baixar o nível da escola. O que aconteceu três anos depois? Quando o Ministério da Educação fez o senso, os melhores alunos eram exatamente os do ProUni, dos quais, dos 695 mil alunos, 40% são meninos e meninas negros deste país, que antes não entravam na universidade.

Criamos o Reuni, vocês estão lembrados. O que era o Reuni? Eu não me conformava de que, dentro de uma sala de aula, a gente tivesse, em média, 12 alunos por professores, nas universidades federais. A média era 12 alunos por professor. E eu achava que era preciso colocar mais alunos. Fizemos um acordo com reitores, para colocar, em média, 18 alunos. Houve muita briga, teve gente que não queria, quebraram reitoria, porque os “filhos de papai” que já estavam na universidade não queriam que os pobres entrassem na universidade. Eles já estavam lá. Para que pobre ir lá? Para atrapalhar? O dado concreto é que em apenas um ano e meio nós dobramos as vagas ofertadas pelas universidades federais. Nós saímos de 113 mil alunos por ano, que era a renovação, para 227 mil alunos este ano, nas universidades federais brasileiras.

Ora, o que isso vai fazer? Isso vai fazer com que daqui a dez anos a gente tenha uma nova geração de jovens, de mestres e de doutores neste país. E que a gente tenha a ofertar, a quem queira vir investir no Maranhão, não apenas uma ferrovia, ou um porto, que a gente tenha mão de obra qualificada, para que as nossas meninas e os nossos meninos não ganhem apenas um salário mínimo, mas que possam ganhar dez mínimos, oito mínimos, 15 mínimos, porque é assim que a gente vai melhorar a vida das pessoas.

Por isso, eu quero me despedir de vocês dizendo para vocês o seguinte: falta apenas um ano para eu terminar o meu mandato, falta apenas um ano para terminar o mandato. Para mim, falta muito pouco, para quem está concorrendo falta muito ainda. Ou seja, o dado concreto que eu quero dizer para vocês é o seguinte: eu penso que vai ganhar as eleições quem eu penso que vai ganhar. Eu não posso falar nome, eu não posso. Agora, eu quero dizer uma coisa para vocês, podem escrever e anotar: não tem volta. Quem quer que ganhe as eleições, neste país, está comprometido, por uma simples razão: nenhum doutor que ganhar vai poder fazer menos do que eu fiz, ele vai ter que fazer muito mais, ele vai ter que fazer muito mais. E eu sei quem é que vai fazer muito mais. Eu sei quem é que tem competência e, no momento certo, eu vou dizer para vocês.

Um abraço e até outro dia, de Deus quiser.”

PLANSEQ BOLSA FAMÍLIA

Reproduzo abaixo matéria do Sitio da Prefeitura de Sapcaia do Sul sobre visita que fizemos a turmas do PLANSEQ-BOLSA FAMÍLIA- O Plano Setorial de Qualificação/ Construção Civil é formatado para qualificar beneficiários do Bolsa Família para atuarem na Cosntrução Civil.

Luiz Müller

 

Prefeito Ballin visita projeto de qualificação profissional
A dignidade e o orgulho de ter uma profissão está sendo retomada pelos cerca de 50 alunos do curso de pedreiro e azulejista, do Plano Setorial de Qualificação Profissional (Planseq), que beneficia pessoas integrantes do Bolsa Família, programa desenvolvido pelo Governo Federal no município. Na tarde de terça-feira, 10 de novembro, o prefeito, Vilmar Ballin e o Chefe da Divisão de Atendimento do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Luiz Muller, visitaram os alunos na Paróquia São Miguel, onde as aulas teóricas são ministradas.

Além de conhecer os alunos e o que eles já aprenderam durante o curso, Ballin e Müller apresentaram o projeto e os futuros profissionais para empresários da construção civil. O prefeito ressaltou aos empresários a geração de mão-de-obra qualificada que está sendo formada em Sapucaia do Sul. “Tenho certeza que estes homens e mulheres terão plenas condições de ingressarem no mercado de trabalho logo que concluírem o curso. Além de estarem se tornando excelentes profissionais, são cidadãos que estão aos poucos, retomando sua dignidade e saindo da dependência de programas sociais, para entrarem no mercado de trabalho”, disse Ballin.

Emocionado, Müller falou do orgulho que tem da turma de Sapucaia do Sul, que no Estado, é a cidade que mais está capacitando profissionais pelo Planseq. Reforçou ainda a participação das mulheres, que são maioria nas turmas que serão formadas em Sapucaia. “Vocês estão vivendo um momento histórico. O prefeito Ballin vai poder dizer com muito orgulho que aqui em Sapucaia existem profissionais de qualidade, formados por professores do Senai, em um curso do Governo Federal, que tem total apoio da administração municipal.”

A secretária Madalena, que juntamente com a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social organizou o encontro, elogiou o desempenho dos alunos, que estão se dedicando ao máximo em aprender esta profissão. Reforçou que ao concluírem o curso todos partirão para uma nova vida, com boas perspectivas de ingressarem no mercado de trabalho, e mudarem a história de suas vidas.


Laira Souza – Jornalista Diplomada – MTB 11610

Ministério do Trabalho e empresários da região Noroeste do RS debatem a Lei da Aprendizagem

Semana passada estive na Cidade de Tres de Maio. Discutimos a Lei 10097 do Jovem Aprendiz. Reproduzo abaixo matéria Do Sitio da SETREM Sociedade Educacional Tres de Maio – (Original no Link http://www.setrem.com.br/noticias/veja_not.php?id=1372)

Presentes na mesa oficial: o Procurador do Trabalho, Veloir Dirceu Fürst; o Chefe de Fiscalização do Ministério do Trabalho de Santo Ângelo, Carlos Augusto Krieger; o Diretor Geral da SETREM, Flávio Magedanz;  a Auditora Fiscal da Superintendência Regional do Trabalho do Estado, Denise Gonzalez Brambilla e o chefe da Divisão de Atendimento ao Trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho do RS, Luis Muller.

Segundo a legislação, todas as empresas, não optantes do SIMPLES, devem manter em seu quadro funcional pelo menos 5% de jovens aprendizes.
Nesta quarta-feira, dia 28, a SETREM foi palco da audiência pública realizada por representantes do Ministério do Trabalho e dirigida a empresários da região. O objetivo foi reafirmar a importância da Lei Federal nº 10.097, regulamentada por decreto. Esta determina que estabelecimentos de qualquer natureza, de médio e grande porte, tenham em seu quadro funcional de 5% a 15% de jovens entre 14 e 24 anos, matriculados em um curso de aprendizagem no Ensino Fundamental ou Médio.
O índice é fixado com base no número de funcionários. Já as micros e pequenas empresas não precisam cumprir as cotas, mas devem colaborar. Segundo Luis Muller, chefe da Divisão de Atendimento ao Trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul (SRTE/RS), a qualificação destes jovens podem ser efetuadas não só pelos Serviços Nacionais de Aprendizagem (SENAI, SENAT, SENAC, SENAR e SESCOOP), mas também por Escolas Técnicas de Educação e por Organizações Sem Fins lucrativos, como a SETREM, que solicitou credenciamento e está devidamente habilitada e regularizada no Ministério Trabalho e Emprego. “A meta é inserir neste programa, até dezembro de 2010, 800 mil jovens em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul serão 86 mil. Atualmente, no Estado, 32 mil jovens já participam do projeto.”, revela.
Na região noroeste, destaca Muller, se todas as empresas se adequarem a legislação e cumprirem com pelo menos a exigência de 5%, 2.069 estudantes poderão ser contratados. Em Três de Maio, 120. “A responsabilidade da matrícula do contratado no curso de aprendizagem é do empregador. Ao aprendiz é garantido piso regional-hora e registro na Carteira de Trabalho. Deverá atuar 4 horas diárias na empresa e no turno inverso, realizar as atividades letivas.”
O percentual do FGTS a ser recolhido é de 2% e a contratação pode ser feita pela empresa ou pela instituição formadora. No último caso, a empresa repassa à instituição os valores referentes aos pagamentos e aos impostos e essa se compromete em efetuar o procedimento, constando na carteira de trabalho o nome da empresa na qual o estudante encontra-se contratado.
Conforme a auditora fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do RS, Denise Gonzalez Brambilla, também está assegurado o vale-transporte e todos os direitos trabalhistas e previdenciários. A contratação é de no mínimo um ano e no máximo dois. “Concluído o curso de aprendizagem, será concedido, obrigatoriamente, certificado de qualificação profissional. As empresas que não atenderem a legislação ficam sujeitas à multa.”
A coordenadora do Curso Técnico em Informática da SETREM, Maidi Terezinha Dalri, representante de todas as instituições da Rede Sinodal de Educação do RS no Fórum Gaúcho de Aprendizagem Profissional, enfatiza a importância deste processo de aprendizagem na preparação de profissionais a médio prazo. “Ao contratar, a empresa garantirá ao estudante oportunidade de aprender uma profissão e colocá-la em prática. Estará investindo nos seus futuros profissionais, além de atuar como uma empresa socialmente responsável”, conclui.
Maiores informações no site:
http://www.mte.gov.br/politicas_juventude/aprendizagem_pub_manual_aprendiz_2009.pdf

 

 

MTE vai qualificar 10 mil catadores de recicláveis

 

Foto: Divulgaçao PR

Ministro Carlos Lupi ao lado pres luiz inacio lula da silva durante abertura da 1 expocatador

Lupi e Lula durante abertura de feira voltada ao setor de recicláveis

 

Brasília, 29/10/2009 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, lançaram nesta quinta-feira (29), em São Paulo, um programa de qualificação profissional para mais de 10 mil catadores de materiais recicláveis em 18 estados do país. O curso terá início no próximo mês e vai ensinar desde técnicas para recolher o lixo com segurança até dicas para a criação de cooperativas e o manejo de máquinas de reciclagem.

Os projeto será implementado em Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Em seu discurso, Lupi destacou que o programa é um reconhecimento da contribuição desses trabalhadores para a sociedade. “Vocês ajudam a limpar as cidades e a transformar o lixo em matéria-prima para a indústria, movimentando a economia e gerando mais empregos para o país. Queremos retribuir dando mais cidadania a cada um de vocês”, disse o ministro, durante a abertura de uma feira de exposição do segmento.

O programa terá investimento de R$ 16,8 milhões, sendo R$ 15 milhões custeados pelo Ministério do Trabalho e os restante pela Fundação Banco do Brasil. Durante a cerimônia, Lupi fez questão de ressaltar o esforço do Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, para a criação de linhas de microcrédito e de programas que hoje estimulam a criação de centenas de cooperativas. “Seu trabalho foi pioneiro e merece ser reconhecido”, afirmou.

Investimento – Em seu discurso, o presidente prometeu investir R$ 225 milhões através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) às cooperativas do setor. Lula também defendeu a aprovação do Projeto de Lei 203/91, em tramitação no Congresso Nacional, que cria uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. O projeto propõe que a coleta seletiva seja licitada e remunerada pelas prefeituras. O presidente também fez um apelo aos prefeitos para que os catadores não sejam alijados deste processo.

“As pessoas que até agora trabalharam na reciclagem podem ser jogadas para fora, para atender aos interesses de um grande empresário”, alertou o presidente. “Quero pedir a todos os prefeitos deste País para que levem em conta que é muito melhor para a cidade, para o Brasil e para a cidadania termos muitos ganhando pouco, do que ter apenas um ganhando muito”.

Lula também criticou o tratamento “humilhante” que muitos catadores recebem, afirmando que os trabalhadores eram tratados como “gente de segunda categoria”. “Vocês estão fazendo hoje muito mais do que catar material. Vocês estão ensinando a essa gente pedante, a essa gente arrogante, que o ser humano não pode ser discriminado pela sua profissão ou pelo trabalho que faz. Essa é a maior conquista de vocês”.

Assessoria de Imprensa do MTE

ATAQUES DA GRANDE MÍDIA AO BOLSA FAMÍLIA SÃO ATAQUES AO BRASIL

Por Luiz Müller

No ultimo Domingo, 25/10, O jornal O Globo publicou mais uma das muitas matérias que procuram atacar os programas sociais instituídos no governo Lula. Desta vez o ataque foi ao Bolsa Família (mais um ataque). Segundo a matéria, que foi repercutida hoje, Segunda-feira por vários jornais, inclusive aqui no RS, o Bolsa Família nas cidades menores estaria diminuindo o número de empregos. Ou por outro lado, os beneficiários do Bolsa Família estariam deixando de trabalhar para receberem o Bolsa Família. Será? então vejamos: O máximo valor possível no Bolsa Família são R$ 200,00. Já o Salário Mínimo Nacional vale R$ 465,00. Por que alguém trocaria R$ 465,00 por R$ 200,00? Isto sem falar que qualquer categoria de trabalhadores razoavelmente organizada, inclusive no meio rural, acaba ganhando mais que o mínimo, além de agregar outros direitos como vale transporte e vale refeição entre outros.

A verdade é outra

Na verdade a classe empresarial brasileira, acostada na máxima exploração da mais valia do trabalhador brasileiro, faz questão de manter muitos e muitos trabalhadores na informalidade, evitando assim pagar direitos trabalhistas e a previdência social deste trabalhador. Pelos dados da PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, 1/3 (um terço) dos trabalhadores urbanos esta na informalidade. Muitos deles, em especial nas cidades mais afastadas dos grandes centros e no meio rural, tem seu trabalho vinculado a algum proprietário de empresa ou de terras, mas este vínculo só é estabelecido quando aparece algum fiscal do trabalho. Não são então os programas socias do governo que geram a informalidade, mas sim a burla da legislação patrocinada pelo empresariado urbano e rural. E esta burla é de responsabilidade do conjunto do empresariado e não deste ou daquele, visto que os empresários se organizam enquanto classe, em sindicatos, federações e confederações e a estes cabe a responsabilidade por esta parcela da informalidade excludente e exploradora. Mas há ainda uma outra parcela significativa da informalidade que deve ser debitada ao andar de cima do edifício de classes do Brasil. Embora reconhecidas e exercidas por trabalhadores brasileiros, centenas de profissões carecem de regulamentação que garantiria um espaço na formalidade para muitos que hoje acabam batendo as portas dos programas sociais, justamente por que esta informalidade não lhes garante os mínimos direitos.

O governo Lula avançou significativamente ao propor a MEI – Micro Empresa Individual, mas há profissões, que até pela sua forma, são coletivas, como catadores, recicladores, produtores artesanais, etc… que seja pelo número de envolvidos no processo, seja pelo faturamento, seja pela necessidade de organização coletiva para enfrentar o grande capital, não tem como se formalizar através da MEI.

Atualmente tramitam no Congresso nacional projetos de regulamentação de mais de 100 profissões. Artesãos, catadores e recicladores, cabeleireiros, entre outros buscam uma regulamentação. No entanto, nem a grande mídia, nem as representações do empresariado, eivadas da sanha neo liberal ainda vigente no  empresariado nacional, orientam seus pares no Congresso Nacional a votar estes projetos. Na verrdade esta orientação de não regulamentação de profissões remonta ao governo de FHC, segundo o qual, qualquer regulamentação deveria ser esabelecida pelo mercado. Mas que mercado regulamentaria as profissões dos de baixo, se a lógica do mercado liberal é ganhar o máximo no mínimo de tempo possível?

Ao garantir o Bolsa Família para milhões de brasileiros, o governo de Lula, do PT, garante que a ecoomia dos pequenos municípios tenha uma injeção de recursos que acabam gerando mais empregos, pois se alguém tem recursos para comprar, alguém tem produzir os produtos, e assim a economia se movimenta e se fortalece, gerando cada vez mais riqueza, conforme mostram os números.

A expansão do Bolsa Família do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper. (veja matéria a respeito – http://luizmullerpt.wordpress.com/2009/10/16/bolsa-familia-gerando-desenvolvimento/ )

Assim, ataques como os de domingo, do Jornal o Globo, e repetidos pelos ppagaios midiáticos do Brasil, tem um único objetivo: tentar impedir o avanço do projeto que fez milhões saírem dos edegraus debaixo e subirem para degraus mais altos na sociedade de classes do Brasil. A grande mídia, parcial e interesseira só será vencida com a ação conjunta de muitos pequenos, através da internet, de rádios e jornais comunitários e outros instrumentos de comunicação alternativa.

BOLSA FAMILIA AMPLIA ESCOLARIDADE DOS BRASILEIROS

Meio milhão de jovens e adultos beneficiários do Programa Bolsa Família – do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) – ou que estão no Cadastro Único foram alfabetizados em 2006 e 2007. O percentual de pessoas cadastradas atendidas por programas de alfabetização aumentou de 21,9%, em 2006, para 33,8% em 2007. A articulação do MDS com o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), do Ministério da Educação, possibilitou que essas pessoas iniciassem os estudos ou voltassem às salas de aula, uma ação fundamental para aumentar as oportunidades de inclusão social, produtiva e cidadã da população pobre. Os dados evidenciam a contribuição do Bolsa Família para o crescimento da escolaridade no Brasil.

Dos 536.289 alfabetizados no período, 379.465 são atendidos pelo programa de transferência de renda do governo federal. A parceria entre os ministérios e os municípios está reduzindo o analfabetismo entre a parcela mais pobre da população. Em Belo Horizonte (MG), a beneficiária Renata Rodrigues da Silva, de 26 anos, está no grupo que voltou à escola neste ano. Pressionada pelo pai, ela parou de estudar aos 10 anos, ainda quando morava no município de Santa Maria do Suaçuí (MG). Mudou-se para BH, teve uma filha e acabou indo morar na rua. Foi acolhida por uma família que ofereceu o barraco dos fundos para Renata morar – já então com três filhos.

Atualmente, a renda da família de Renata é o Bolsa Família. Às vezes, ela trabalha como diarista, mas não tem com quem deixar os filhos. Ela cursa a 2ª série do Ensino Fundamental. “É muito bom voltar a estudar. Não sabia escrever o nome da minha filha”, diz. Renata quer ter uma profissão no futuro. “Se a gente não tiver estudo não é nada. Não posso fazer os cursos que estão dando aí, porque não sei ler”, reconhece.

Além de transferir renda a 11,9 milhões de famílias, o Bolsa Família promove a inclusão dos beneficiários em ações complementares a fim de desenvolver suas capacidades. Dentre elas, está o programa de microcrédito do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) que emprestou, entre janeiro e maio deste ano, R$ 215 milhões a 225 mil beneficiários. Há também a qualificação profissional, com o programa Próximo Passo, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Essas iniciativas abrem novas perspectivas de vida para milhares de brasileiros que viviam à margem das políticas públicas.

Compromisso com a educação - A ligação do Bolsa Família com a educação está no desenho do programa. Os beneficiários precisam manter os filhos na escola e cumprir a agenda de saúde. O objetivo é estimular o acesso da população pobre aos serviços básicos de educação e saúde para melhorar as condições de vida desse público. Análise do Bolsa Família, da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, aponta que o Nordeste – região com os maiores índices de analfabetismo (24% dos beneficiários) – está investindo mais na educação de seus habitantes. A região responde por 88% dos beneficiários alfabetizados nos dois anos.

Programa inclui novos beneficiários – Outubro vai ser um mês especial para 500 mil famílias pobres de todo o País. A partir desta segunda-feira (19/10), elas começam a receber os benefícios do Bolsa Família, programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A inclusão dos novos beneficiários faz parte da expansão do Programa, que cumpre a última etapa prevista para 2009. A ampliação foi planejada para atender a estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Mapa de Pobreza.

A expansão começou em maio, quando foram beneficiadas 300 mil novas famílias. Em agosto, outras 500 mil passaram a fazer parte do Programa. No total, 1,3 milhão de novos domicílios foram incluídos no Bolsa Família que já atende atualmente a 11,9 milhões de lares. A expectativa do MDS é chegar 12,9 milhões de famílias em 2010.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Nº 912 – Brasília, 16 de Outubro de 2009

A conexão Projovem

Bom para a juventude, visto que trabalha a ampliação da escolaridade e a qualificação profissional, o Projovem no RS acabou caindo nas garras da maior quadrilha de assalto aos cofres públicos já constituída no RS. Não satisfeitos em desviar o dinheiro do Detran, da Merenda Escolar(Operação Solidária), a corja parece que colocou as mãos também no dinheiro do Projovem de Porto Alegre. Reproduzo texto do Marco Aurelio no Blog RS URGENTE.
http://rsurgente.opsblog.org/ (Aqui tu acessas o Original)

A Operação Rodin, que investigou a existência de uma fraude milionária no Detran gaúcho, continua rendendo frutos. Na sexta-feira, a Polícia Federal confirmou o indiciamento de nove pessoas (cujos nomes não foram divulgados) por envolvimento em irregularidades no contrato de execução do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) em Porto Alegre. O inquérito da Polícia Federal foi instaurado no dia 20 de novembro de 2007, a partir de informações e documentos apreendidos na Rodin. Segundo as investigações, o contrato do Projovem, que deveria ser executado pela Fundae (também envolvida na fraude no Detran), foi repassado a uma empresa privada, caracterizando fraude em licitação. O valor do contrato foi de 10,3 milhões de reais entre os anos de 2005 e 2007.

No dia 15 de maio deste ano, o Ministério Público informou que as investigações sobre a fraude no Detran tinham produzido dois filhotes: uma investigação sobre os contratos da Fatec com a Anatel e outra sobre o Projovem, em Porto Alegre. Segundo o MPF anunciou na época, dos mais de R$$ 11 milhões que a prefeitura da capital recebeu do governo federal, cerca de R$ 10 milhões teriam sido repassados a Fundae, contratada sem licitação para operá-lo. A Fundae, por sua vez, teria contratado a Pensant Consultoria, de modo similar ao que ocorreu no Detran.

Na época, o responsável pela aplicação dos recursos do Projovem em Porto Alegre era Mauro Zacher, secretário da Juventude na prefeitura da capital. Após as denúncias de irregularidades na execução do programa, Zacher deixou a Secretaria da Juventude e reassumiu sua cadeira na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Imprensa estrangeira e brasileira, dois olhares sobre um mesmo país

O jornal espanhol “El País” deu neste domingo uma série com editorial, artigos e reportagens. Entre os enunciados, “América Latina recobra o alento” com “A pujança do Brasil e a alta das matérias primas”; “Rio 2016, uma oportunidade para as empresas espanholas”; e “Eldorado carioca”, sobre a “centena e meia” de empresas que já “falam brasileiro”.

Jornais espanhóis, do país basco à Catalunha, foram na mesma linha do madrilenho “El País” e publicaram longos textos com enunciados como “O poderio do Sul” e “Lula, el conseguidor”, de louvor ao presidente brasileiro.
E ontem foi o argentino “La Nación” que fez editorial,  sob o título “Brasil nas grandes ligas”, afirmou que o presidente Lula projeta o país a “líder regional e ator global de primeira ordem”.
O “New York Times” de domingo publicou em longa reportagem que os “Emergentes realizam retorno”, com destaque para a recuperação no preço das commodities e a reação do Brasil. Com imagem de colheita de soja, sublinhou aposta na Petrobras
Vamos ver agora, as manchetes dos jornais brasileiros?

Folha:Governo [Lula] patrocina uniforme em ano eleitoral

O Globo: Em um ano, governo [Lula] cria 26 mil cargos

Imprensa estrangeira e brasileira, dois olhares sobre um mesmo país
Um artigo que eu recebi por email.ilustra as notícias de hoje. O artigo, fala que, desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, a imprensa brasileira, em geral, tem procurado esconder os avanços sociais e econômicos do Brasil. Em contrapartida, nos Estados Unidos e na Europa, não se cansa de assinalar os êxitos do governo do PT e aliados.
No exterior, dá-se ênfase ao novo papel do País no mundo, à redução da pobreza e a outras conquistas. Lula foi chamado pela revista americana Newsweek de “o político mais popular do mundo”, mas o tratamento que recebe no Brasil é o oposto.
“Enquanto Lula e seu governo são celebrados em todo o mundo, quem lê a imprensa brasileira vai achar que existem dois ‘brasis’ diferentes”. Até o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, percebeu a existência de duas “realidades” bem distintas, a do Brasil real e a mostrada pelos grupos de comunicação. Dois “países” que não se comunicam e se estranham.
O fenômeno da partidarização da mídia ocorre há décadas e coincide com mandatos de governos de caráter popular como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e, agora, Lula. “Hoje não se observam mais os manuais de redação que preconizam ouvir todas as partes envolvidas numa mesma matéria”, sublinha Emiliano, que é jornalista e professor universitário aposentado de Comunicação Social.
Não falta má vontade. Na Suíça, em evento na Organização Internacional do Trabalho, Lula foi aplaudido de pé, numa consagração reservada a poucos na história da entidade. No Brasil, porém, os jornais e emissoras de TV ignoraram o fato. “O Brasil e seu presidente estão ‘bombando’, mas quem quiser se informar tem que procurar fontes externas de informação, com raras exceções”, disse o parlamentar.
Outro caso é a superação, pelo Brasil, da turbulência econômica iniciada há um ano. O fato foi noticiado e comemorado por órgãos estrangeiros como o Le Monde, BBC, El País, Financial Times e The Economist, mas a mídia nacional relatou o fato tardiamente. “Sob o comando de Lula, ficamos praticamente blindados à crise, mas nossa imprensa tentou aterrorizar a população de que estaríamos no pior dos mundos”.
Procura-se, sempre, criar notícias que levem ao pânico ou à distorção da imagem de um governo ligado aos interesses do povo”A imprensa brasileira é conservadora e, com sua abordagem distorcida, torna-se uma verdadeira ameaça à democracia. As oligarquias que detêm o controle dos meios de comunicação não toleram um governo popular”, comenta.
O mau jornalismo brasileiro a cobertura sobre o abrigo dado pelo Itamaraty, na embaixada em Honduras, ao presidente deposto daquele país, Manuel Zelaya. “Enquanto o Brasil tinha a solidariedade da comunidade internacional, de instituições como a ONU e OEA e até do presidente dos EUA, Barack Obama, a mídia brasileira tratou a diplomacia do governo Lula como adepta de uma suposta atitude ilegal.”

Para os deputados do PT, as distorções atuais devem ser um dos eixos centrais da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro. “A democratização do Brasil supõe a democratização da comunicação, com informações confiáveis e a superação da concentração da propriedade no setor”

Do Blog Amigos do Presidente Lula http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

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