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Mobilidade Urbana: a democracia participativa para definir os caminhos de Porto Alegre para o futuro

Que futuro queremos para Porto Alegre e para o nosso Centro Histórico? Será o futuro determinado pelo capital financeiro internacional, com carros atravancando os caminhos, enervando motoristas e atropelando pessoas? Ou Porto Alegre será a capital capaz de ver e ouvir o conjunto da população, planejando a cidade de acordo com as necessidades e anseios de TODA a sua população? Publico um texto do Jaime Rodrigues, Urbanista e Historiador, como contribuição ao debate sobre a mobilidade urbana.

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Planejamento Progressista para a População de Porto Alegre

Jaime Rodrigues*
Nos anos mais recentes as cidades brasileiras sofrem alterações fortes em suas dinâmicas urbanas a partir de investimentos diretos de construções civis e aumento de automóveis. É bastante conhecido o crescimento econômico do país que consegue aumento da renda das pessoas e igualmente dos empresários, com retorno ao uso do solo das cidades. Existe porem um setor financeiro internacional que acrescenta uma quantidade enorme de valores financeiros afetando as construções de diversos tipos, organiza o mercado mobiliário e inclusive determina a sua tecnologia de como construir. Neste sentido prejudica o planejamento participativo,  acrescenta a discriminação social nos espaços das cidades e rebaixa a qualidade técnica e construtiva. Por fim alcança um lucro muito grande e retorna com parte do mesmo para o exterior. É necessário deixarmos bem claro que o importante é sabermos como atuar e aproveitar este grande capital, organizando com todos os demais aspectos do desenvolvimento em nossa cidade e benefício à população. Definir o que queremos é fundamental, caso contrario nunca encontraremos soluções efetivas para a atual dinâmica urbana. Alcançar esta orientação na evolução das cidades é preciso desenvolver a força política com planejamento e de alto poder de
atuação e capacidade de decisão populacional e estabelecer de um amplo relacionamento com a sociedade toda.  Atualmente estamos comemorando dez anos da lei Estatutos das Cidades e inclusive devemos acrescentar os mais quinze anos de tramitação no Congresso Nacional e muita elaboração teórica e atividade prática. É uma nova concepção e junto devemos acrescentar o Ministério das Cidades e o projeto Minha Casa Minha Vida, o que determina um investimento do Governo Federal bastante significativo. Estes fatores são fundamentais e relativamente inovadores, mas enfrentam fortes dificuldades para enfrentar as necessidades de nossas cidades e  de nossa população. Ocorre que muitos obstáculos decorrentes dos interesses que aparecem no desenvolvimento da sociedade em geral e também nas condições locais limitam de maneira acentuada a sua ação. As barreiras são variadas embora estejam organizadas na prática pelo mercado imobiliário. Esta nova correlação de forças econômicas iniciou desde muitos anos atrás como  conseqüência de alterações decorrentes de profundas mudanças nas relações de trabalho e as próprias relações de produção através de modificações, em sua tecnologia e objetivos, muito transformados e em alteração contínua. O domínio financeiro era sempre predominante. Só estes
fatores já desenvolveram efeitos urbanos consideráveis no mundo todo. Nos EUA cidades como Detroit diminuiu e se modificaram em muito, por deixar de ser industrial. Usamos como exemplo este caso por ter sido de resultado muito evidente, mas ocorreu em vários lugares. Uma característica bastante significativa, principalmente nos países emergentes, é a concentração  populacional em grandes cidades e suas graves conseqüências sociais. No Brasil correspondem hoje a sessenta e cinco por cento da população brasileira nas cidades maiores e em todas correspondem a oitenta e cinco por cento do país. Esta forte influencia do capital internacional no mercado imobiliário brasileiro ocorre  porque com a crise existente e o esgotamento acentuado do neoliberalismo tendo sua  concentração econômica no setor financeiro gera uma concorrência também maior. Para este enorme capital financeiro sem direção nós somos catalisadores com uma forte capacidade de  atração. O grande capital financeiro precisa aproveitar a sua “sobra” para enfrentar a dificuldade  de uso nos países que aplicavam anteriormente e tem o desejo de aplicar em economias como o  do Brasil, mas exigem lucro imediato. Esta opção de investimento tem sido feito com estas imposições das multinacionais. A construção civil é um dos casos prioritários e tem como característica básica o investimento para moradias diversas. Desde os novos setores de classe média, até outras relações  sociais que desejam melhorar seus locais de habitação e aqueles que desejam ampliar o seu
patrimônio de capital. Os prédios de maior qualidade ou “luxo” ocupam os melhores espaços das  cidades implicando por vezes soluções que muitos casos prejudicam o meio ambiente. Mesmo  assim é muito grave por acentuarem a discriminação social em função do distanciamento dos setores da população. Para os setores de menor renda as construções são em grandes áreas
vazias, mais fáceis para construção e eventualmente mais baratas em custo, embora nem sempre  represente o fator mais importante. A conseqüência é a colocação na periferia cada vez mais  distante e sem serviços públicos, além da má qualidade da produção de obras e o afastamento de  área urbana consolidada. Para mostrar com um exemplo recente de Porto Alegre o uso do solo com deslocamento
de amplos setores sociais para a periferia com difícil transporte é o da Restinga. Ha pouco tempo  foram aprovados no Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente – CMDUA três  conjuntos habitacionais que, cada um, deverá permitir a população aproximada de quinze mil  pessoas, combinando algo como quarenta e cinco mil em seu todo. Isto sem falarmos dos outros  conjuntos que não conhecemos e os crescimentos naturais que deverão ocorrer com esta própria concentração desenvolvida. Acredito que hoje já devemos ter mais de 10% da população de Porto  Alegre morando depois da Restinga. Uma área muito criticada no passado como solução na época  da ditadura pela sua distancia e maus serviços. É importante observarmos que é altamente negativo na  eterminação da qualidade das  construções o afastamento das empresas locais (gaúchas) do mercado de construção. Hoje temos  dificuldades   técnicas e financeiras determinadas pelo tamanho das empresas o que prejudica a  produção sem o planejamento participativo, que é necessário. Antes era determinado por lei que  as construções populares seriam feitas onde moravam os cidadãos ou pelo menos próximo a estas  áreas. Agora estas soluções muito distantes prejudicam os moradores e à cidade, que fica com o resultado de  enormes vazios urbanos, distorções em suas funções o que impõe deslocamento dos moradores de um lado para outro a toda hora. A cidade fica sem um rumo claro de evolução. Ocorre que a possibilidade de conseguir simplesmente a casa própria pode iludir ou
colocar como a única alternativa existente. A verdadeira integração da cidade é reconstruir os  valores de acumulo do passado com as novidades do presente. Caso contrário muitos moradores  só terão a cidade de Porto Alegre para algumas atividades. Neste sentido devemos considerar que  a moradia popular não pode ser entendida simplesmente como a casa, mas de maneira  combinada a assistência social, integração, serviços públicos, transporte, trabalho e a própria  beleza da construção, que estimula a confiança e supera as barreiras culturais de um passado  discriminador que foi nossa sociedade. Neste sentido é necessário o Planejamento  Participativo.  Aparentemente o valor desta política é muito alto, mas podemos dizer que considerando a  diminuição da violência, a melhora do deslocamento e a diminuição dos serviços públicos (no  governo estadual anterior houve até o fechamento de escolas porque diminuíam os alunos em  determinadas áreas e ampliava em outras) se acrescentarmos ainda outros fatores podemos dizer
que a soma final do valor é bem outra. Além desta dinâmica urbana estabelecida principalmente com a produção de moradias
temos também os famosos “projetos especiais” que não são poucos e alteram profundamente a  cidade e a relação social das pessoas. Para apresentarmos, como exemplo, temos a aprovação  recente no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental da construção de um  supermercado por parte da maior empresa do mundo no setor dentro do bairro Cavalhada, definido pelo Plano Diretor como exclusivo de moradia. A área não tem nem via de circulação  adequada para esta atividade. Esta empresa deverá alterar a vida dos moradores locais. Mas  também temos os investimentos em outros prédios em decorrência de mudanças da sistemática
dos hábitos da população ocorrendo no país em comercio ou então em outras variações, como  Shoppings, vendas de clubes  esportivos, investimentos de edifícios para arquiteturas que não  estão caracterizadas por estilo, mas antes de tudo por serem voltados para o Guaíba ou outras  circunstancias “fantásticas”.  O estádio do Grêmio é um caso, está sendo construído visando o seu novo desenho  arquitetônico, mas sem observar que estará em área sem um acesso de proporções para grandes  jogos ou igualmente para os moradores das mais de trinta torres de moradias a serem construídas  juntas, o que anuncia igualmente fortes  congestionamentos. Também podemos considerar a  construção de uma quantidade enorme de Shoppings na cidade o que modifica totalmente as  relações sociais entre os cidadãos. Os estabelecimentos são enormes, voltados para seu interior,  com horários impostos da mesma forma que a decoração e relação urbana que são frias. Antes de  tudo uma perda do humanismo das cidades.
O cais do porto, em sua área atualmente paralisada, é proposto para ser recuperado com  grandes empreendimentos pelo capital estrangeiro. O projeto aprovado até agora determina  construções de hotéis, restaurantes, comércios de alta qualidade, espaços para grandes eventos como exposições, seminários de caráter internacional, Shopping. Todos sem dimensões, mas  simplesmente citados, o que levanta dúvidas e permite soluções sem previsão no futuro. Uma  área urbana com estas características evidentemente afetará todo o centro histórico de Porto  Alegre. Teremos uma enorme atração de automóveis e alteração profunda no mercado imobiliário
local, como ocorreram em Buenos Aires, Nova York e Barcelona. A conseqüência verdadeira é o  afastamento dos moradores atuais, que não são poucos, de classe média, grande parte são idosos  sem uma alternativa concreta para se deslocarem. Outro tema levantado como significativo é o  domínio que haverá como geradores por muito tempo de empresas particulares da área específica
do cais do porto. É possível considerarmos ao contrário cidades que optaram por alternativas que não  correram riscos como estes e tiveram sucesso muito grande. Um caso é o cais do porto de Belém  do Pará, muito freqüentado pela população em geral e os turistas. Outra experiência, em áreas  semelhantes, é o Armazém Público Municipal de Porto Alegre que foi realizada uma reforma é  bastante aceito pela população e turistas. Casos de dimensões muito maiores como o de  Barcelona devemos dizer que foi elaborado com alternativas urbanas completas e não só solução  de construções para alguns prédios específicos, como é o caso de nosso cais ou em outras áreas  separadas. Lá tivemos duas grandes avenidas, áreas verdes entre elas e muitos outros espaços  verdes até o mar e até as calçadas. Devemos acrescentar que não existe aproximação nenhuma  com o centro da cidade local. Mesmo assim a proposta  apresentada corre por discussão. Não  queremos perder este investimento. O Guaiba tem a costa muito grande e pode ser aproveitada
de diversas maneiras. É necessário estabelecer a negociação.  Na época dos governos da ditadura a questão econômica e as soluções urbanas eram  impostas com forte determinação do autoritarismo. Era muito difícil reclamar, mesmo assim o  ”problema social” existia e a solução encontrada foi o deslocamento de grandes glebas  populacionais nas mais distantes periferias das cidades. Assim foi a Cidade de Deus no Rio de  Janeiro ou a Restinga em Porto Alegre, que apresentamos como exemplos ilustrativos. “Soluções”  como estas aconteceram por todo o Brasil. Hoje a expulsão de amplos setores sociais para mais  longe do que no passado, que já era  considerada a distante periferia, deve ser compreendida  como um fator novo, não é somente uma questão maior e mais extensa. Na verdade é um novo  movimento de alteração urbana. Os novos vazios urbanos são enormes e os serviços públicos  ficam mais caros, assim como difícil para a utilização pela população.  Esta dinâmica urbana atual das moradias discriminadoras e dos prédios especiais não  pode ser garantida com o autoritarismo dos governos ditatoriais antigos. Novos elementos entram  em jogo. O fator principal sem dúvida é ideológico. A “pastagem” do pensamento das pessoas que  tem suas recentes condições de vida e de trabalho da sociedade absorvida por muito  individualismo imposto pela grande concorrência e por todos os lados dominados por um terrível  medo  permanente. A esta condição de vida esta acrescentada também as soluções de lazer  televisivas que não permitem pensar. Esta “pastagem” do pensamento afasta o convívio dos  moradores que perdem sua condição de cidadania. Na verdade este fenômeno é estendido a toda a população em características sociais diferentes. Aqui temos o forte individualismo e como  conseqüência o novo urbanismo com a nova e forte violência. Esta situação surgiu em grande parte com o fracasso do neoliberalismo e sua falta de
alternativas para as cidades. Frente a esta carência apareceu uma experiência estranha, mas que se afirmou em termos ideológicos e tornou-se um mito usado para efeito de argumento  econômico e político, a experiência de Dubai. Na ocasião eu escrevi um texto denominado “Porto  Alegre sim Dubai não”. Quis valorizar a capital gaúcha por ser uma cidade com sua cultura,  história, meio ambiente e com importante economia. Ao mesmo tempo mostrei que a cidade do oriente era desumana, aliás, para aqueles que ainda insistem na sua solução ideológica e  econômica pelo eventual turismo é fundamental ressaltarmos que Dubai faliu. Hoje se mantém
por medidas de um estranho futebol promovido pela da mesma forma estranha da FIFA,  congressos internacional diversos, jogo de azar e prostituição. É grave expor uma concepção com  um ícone humilhante como este. Frente a esta realidade surgem as enormes ”soluções” urbanas como os condomínios  muito distantes, para os mais pobres e quando a classe média adere a alternativas  semelhantes  são fechados ou então surge outro caminho, a dos edifícios em que a entrada é de carro por  garagens elétricas, sobe-se de elevadores, até atingir apartamentos todos eletrificados. O contato  com outras pessoas tornasse difícil. Da mesma forma os valores culturais da história da cidade  ficam limitados. É difícil falarmos em estilo atual, o que aparece e reforça-se são as modificações

Viva Gasòmetro - Cultura na praça

urbanas e de arquitetura correspondentes ao individualismo. O estilo é nihilista, quebrado,  fechado, tudo que aproxima fica  bloqueado. O cidadão perde em suas possibilidades de se  afirmar. O espaço e o município mostram a sua nova importância na política.
Em países como a Alemanha, no pós-guerra foram construídas moradias muito distantes  e, embora contasse com todos os serviços públicos, o que se viu foi o maior índice de suicídio de  Berlim. Esta rejeição, em um tempo posterior, apareceu em Madrid. As visões dos franceses com  relação às famosas Villes Nouvelles de Paris talvez possam ser consideradas como mais acentuada  embora houvesse até trem ultra-rápido. No Brasil as regiões de bairros pobres, distantes e  discriminadas são analisadas hoje no cinema, na nova música e literatura.  Um efeito imediato a esta transformação das cidades é o serviço especifico de  deslocamento, hoje muito precário. É necessário recordarmos que em 1983 houve um forte  enfrentamento entre a Prefeitura e as empresas particulares do transporte público. A grande  vitória foi da população que alcançou uma enorme melhora no seu deslocamento diário. Ocorre
que foi o domínio da Prefeitura no gerenciamento o lado importante da conquista. No atual  momento muitas questões devem ser

Repensar a cidade, o seu transporte coletivo e também o individual, é fundamental

resolvidas. O primeiro aspecto é o grande caráter  metropolitano do tema. A outra questão é a necessidade de definir a autoridade, em grande parte perdida, por último a necessidade de apresentar propostas técnicas concretas e abandonar este  misticismo único como tem sido apresentado o Metro, embora também deva ser utilizado. O  deficiente é o aumento cada vez maior de ônibus e falta de uma política completa.Com relação à produção de alternativas de modais devemos recordar que as empresas  produtoras de transportes em Caxias do Sul podem colaborar muito, como naquela ocasião de  confronto. A introdução de carros de transporte de qualidade e fabricados nesta cidade serrana do  Rio Grande do Sul junto com um gerenciamento novo e um sistema de transporte mais qualificado
modificaram totalmente o que havia. Mais adiante tivemos um aumento de melhorias e  recentemente o que vemos é um retrocesso muito grande. Hoje são necessárias profundas  modificações do sistema de transporte público. Grande parte dele é direcionada ao centro e cria  um engarrafamento e situação urbana prejudicial. Mas também os modais de transporte são  fatores decisivos e podemos dizer que o utilizável para Porto Alegre e Região Metropolitana pode ser para várias grandes cidades brasileiras e Latino-americanas. Na Europa muitos países utilizam  os trens urbanos, nossos antigos bondes, agora modernos, que conseguem carregar mais pessoas,
menos tempo e em melhores condições de conforto e meio ambiente. Permanece a pergunta,  porque não utilizar nossas fábricas para elaborarmos grandes soluções, com tecnologia avançada  como os elétricos e inclusive posteriormente o Rio Grande do Sul voltar a estar qualificado para  atuar neste mercado de transporte, beneficiar a população e introduzir novamente a produção  das soluções de transporte público. O próprio mercado imobiliário procura soluções. Em uma sexta feira, ainda de abril, em  uma publicação de um jornal de Porto Alegre, era possível ler que muitas construções e alugueis  estão sendo solicitados dos bairros mais próximos do centro. Informações do SINDUSCON, que é o  sindicato dos empresários da construção. Não é correto ficarmos aguardando que o
mercado limpe o terreno. É urgente definirmos uma política de Porto Alegre para enfrentar este quadro. Neste sentido entendo uma ampla discussão entre Executivo, o Legislativo e uma forte  participação da Sociedade, que não pode ser só para opinar, mas com poder real de participação e  decisão.
*Jaime Rodrigues é Urbanista/Historiador.

Olívio prega aos novos filiados que sejam sujeitos e não objetos da política

O Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre realizou ontem à noite mais uma Plenária de Filiação e Formação Política. Na presença do ex-governador e presidente de honra do PT Olívio Dutra, e da Executiva Municipal, cerca de 70 pessoas compareceram à sede metropolitana para participar da atividade. A grande maioria novata no partido. Outros tantos vindos do interior e transferindo sua filiação para a Capital dos gaúchos. Mas juntos, manifestavam o mesmo desejo: ajudar o PT a reconquistar o seu protagonismo na cidade.

“Sempre mantive contato de forma não oficializada. Decidi me filiar por que o momento é agora. O PT está numa encruzilhada: ou se mantém fiel às suas origens e programas ou se perde, por conta do poder que tem hoje. É hora da gente se colocar a serviço do partido. Quero ajudar nesta construção socialista e garantir espaços já conquistados”, resumiu Ana Carolina Martins da Silva, professora da UERGS.

O ex-vereador e delegado de polícia Cyro Martini, que havia se afastado do PT por alguns anos, contou que estava retornando devido a sua identificação partidária. “Tenho algumas figuras que prezo muito aqui no partido, com as quais mantenho um carinho todo especial. É por eles que retorno”, disse ele.

Rumo a 2012

O ato marcou o início de um novo ciclo de mobilizações internas do PT, visando, segundo informou o presidente municipal, Adeli Sell, as eleições de 2012. “Queremos além de filiar, debater com os novos militantes e simpatizantes para criar uma estrutura de campanha vigorosa”, disse o dirigente, acrescentando que cada novo filiado irá encontrar na legenda um partido com forte atuação, onde terão espaço para opinar e participar. “Juntos vamos enfrentar dilemas, mas vamos também levar a diante os grandes ideais do PT: solidariedade, respeito ao próximo e defesa de uma vida digna para todos”.

De forma emocionante, Olívio falou por cerca de 15 minutos e arrancou suspiros de alguns presentes. Nos dizeres do presidente de honra, “o PT tem um papel de instigar que cada um de nós seja sujeito e não objeto da política”, palavra esta definida por ele como sendo a construção do bem comum com o protagonismo das pessoas.

Olívio também deixou um recado a todos os presentes: o de que não podemos jamais perder a capacidade de indignação contra as injustiças sociais e a corrupção.

Na oportunidade, o secretário de Organização do PT Ubiratan de Souza apresentou o Manifesto, Programa e Estatuto do PT. Os secretários Geral e de Formação Política, José Reis e José Conceição, respectivamente, também estiveram presentes.
Pescado do Blog do Adeli

Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA

Sobre a cidadania, bicicletas e economia

Pesquei este texto do Blog da Dilma. O texto é do Jornalista Alberto Perdigão – jornalista, mestre em Políticas Públicas e Sociedade.Já falei muito sobre transporte em Porto Alegre. Quando a gente fala, parece que é coisa do outro mundo. Mas vários países estão adotando integração de modais de transporte, transporte coletivo como ônibus, lotações, etc. Mas principalmente no centro das cidades, há cada vez mais o incentivo ao iso da bicicleta. E não é para o lazer. É para o trabalho mesmo. Mas para não ser só este humilde blogueiro a falar ou escrever, aqui vai o texto de quem se utilizou deste moderno sistema de transporte que as cidades européias estão utilizando e o poder público esta incentivando. Enquanto isto, aqui na capital de todos os gaúchos, transformam até o histórico Largo Glênio Peres em estacionamento. Falam até em construir caríssimos estacionamentos subterrâneos no centro da cidade. Tudo para incentivar…o uso do automóvel e engarrafar cada vez mais o nosso Centro Histórico e adjacências. Uma barbaridade.

Coisas espantosas que vi na Europa

A cada nova crise que atinge a União Europeia-27, a Economia e a política globais ficam se perguntando: pode o PIB da Alemanha seguir sustentando a Grécia? É possível a Portugal existir como projeto autônomo e sustentável? Que Espanha é essa que hoje gera menos empregos que antes da unificação? As questões são muitas, as dúvidas parecem eternas. Mas uma coisa é certa: o velho mundo, que é primeiro mundo, pensa primeiro na vida como maior valor e na cidadania como maior bem da sociedade.
É neste contexto que se insere a comunicação pública, aquela que os governos oferecem aos governados, a centrada no interesse público, a dialógica e inclusiva. Independentemente da pujança econômica ou da estabilidade política dos estados membros da União Europeia, é lá que se encontram, como em nenhum lugar do mundo, as ferramentas comunicacionais que asseguram à cidadania – e por extensão aos visitantes – o direito de ser informado e de também se expressar quanto aos seus desejos e opiniões.
Chega a ser espantoso, para nós da América Latina que convivemos passivamente com a cidadania muda e, coniventes, legitimamos o Estado solitário. No Brasil, não diferente da Argentina, Chile ou daVenezuela, a comunicação pública ainda é um devir até teorizado em alguns livros, mas pouquíssimo praticado – não obstante as ondas democráticas e o avanço tecnológico que nos chegam quase simultaneamente, em relação à Portugal ou Espanha, a Alemanha, França ou Inglaterra.

Na União Europeia, a relação entre o Estado e o cidadão é um compromisso praticado exaustivamente pelos governos, sejam eles mais democratas ou mais trabalhistas, estejam eles mais à esquerda ou mais à direita do Greenwich político. O melhor exemplo talvez venha da Inglaterra, onde a Monarquia se curva ao Parlamento, pela preservação devalores republicanos, como Estado democrático de direito e dos canais de comunicação que asseguram à cidadania a plena e livre expressão para muito além do simples voto.

Um turista em rápida passagem pelo país vai ver que nos órgãos públicos são garantidas e facilitadas a informação e a comunicação direta, gratuita e no local, com um gerente ou ouvidor, mesmo quando há um atendimento físico de guichê ou balcão – inclusive ao visitante. Nas estações do mais antigo sistema de metrô do mundo, ao lado da bilheteria que arrecada, há uma cabine para prestar contas e esclarecimentos. Na plataforma de embarque, um telefone está disponível para falar com o gerente da estação. Isso é comunicação pública.
Enquanto no Brasil ainda se vê no sistema público de transporte coletivo a advertência “Fale com o motorista somente o indispensável”, o ônibus londrino tem dois “andares” de comunicação: um canal de voz com a cabine do condutor e outro com a central do serviço. Nos pontos, as informações sobre linhas e horários estão expostas em braile. Embarcados, cegos e surdos são informados por display eletrônico e canal de voz sobre a sequência de paradas do trajeto. Isso é comunicação pública.
O dia em que um (não) cidadão francês (não) foi suspeito de furtar uma bicicleta
Em Paris, na França, o que é espantosa é a relação de confiança que sustenta o sistema público que estimula a utilização de bicicletas, inclusive entre turistas. O Velib’ (uma referência a vélo libre, bicicleta livre) oferece bikes que podem ser apanhadas, e deixadas, em dezenas de estações espalhadas pela cidade, na conveniência do usuário.  Para trajetos de até meia hora não se paga nada, o que mantém a alta rotatividade no uso. Basta se inscrever, deixar uma caução no cartão de crédito e pedalar.
O exemplo de sistema público de transporte politicamente correto e ecologicamente seguro é também um modelo de comunicação pública. Além do site de fácil navegação www.velib.paris.fr, que pode ser acessado do telefone, em cada estação há um totem comum terminal de acesso e interatividade com a central, parecido com um caixa eletrônico, mas que é um espetáculo de usabilidade. Achou pouco? Pois em caso de dificuldade, basta acessar um canal de diálogo, e o atendimento é prestado na hora. Isso é comunicação pública.

Eu mesmo precisei do canal. Ao não conseguir desengatar a bicicleta que acabara de pedir ao terminal, o sistema entendeu que eu a estava utilizando, não permitindo uma nova retirada. Irritado por não ter uma bicicleta para mais um passeio, e por estar sob o risco de perder a caução pela não devolução do que não usara, chamei o canal de voz. Falei em péssimo inglês que tinha problemas e, em tom abusado, confesso, exigi que a conversa fosse na língua espanhola. E fui atendido prontamente.

Comecei dizendo que estava prejudicado por um problema mecânico do sistema, que não aceitaria ser tratado como suspeito de não devolver bicicleta nem admitiria perder o dinheiro da garantia. O senhor tem toda razão, pedimos nossas desculpas, disse uma moça, para meu espanto, em tom cordial e atencioso, como quereria qualquer turista em situação embaraçosa. Dando prova de confiar no que eu relatava, simplificou: basta o senhor dizer o número do posto e o número do engate da bicicleta 613, que o senhor não usou.
Chamei o Velib’ horas depois, passei as informações. Como bom brasileiro, pedi o número do protocolo. Não precisa de protocolo, não há processo aberto, nem pendências, o caso está encerrado. Insisti, pedindo que me enviassem um comprovante de que não devia nada, de que nada me seria cobrado. Não precisa informar o que o senhor está me afirmando; não sendo necessária a devolução nada lhe será cobrado, disse. E muito obrigado pela informação, o engate já está sendo consertado, finalizou. Isso é comunicação pública.
Moral da história. Na União Europeia, a relação entre o Estado eo cidadão (incluídos os visitantes) é forjada na confiança. A cidadania na União Europeia se fortalece com a na comunicação pública. A abrangência e o rigor com que esta comunicação pública é praticada ainda são um espanto para nós, de países ditos republicanos, ditos democráticos, onde governos e eleitores não se relacionam, não se reconhecem como interlocutores em temas de interesse comum e estão sempre dispostos a assaltar um ao outro.

Debate sobre o Coojornal está disponível na web

Pescado do coletiva.net

Vídeo integra o projeto de resgate da memória do mensário da década de 1970

Ampliar Vieira, Elmar, Polydoro, Centeno e Guimaraens Crédito: Marco Nedeff

O debate sobre o Coojornal, realizado em junho, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, foi reproduzido em vídeo, que já está disponível na web. O evento contou com a presença dos ex-coojornalistas Ayrton Centeno, Elmar Bones, Jorge Polydoro, José Antonio Vieira da Cunha e Rafael Guimaraens. Durante o encontro, os debatedores traçaram um paralelo entre o Jornalismo praticado hoje e o da época do Coojornal.

 

A iniciativa, realizada pela editora Libretos, integrou o projeto de recuperação da memória do mensário editado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. O jornal circulou entre 1974 e 1982 e se caracterizou pela valorização da reportagem e a coragem de retratar a realidade brasileira no momento em que o País vivia sob uma ditadura militar.

 

Clique aqui para assistir, na íntegra, o registro do encontro, ou na Seção Imprensa do site do projeto.

PT lança carta a Porto Alegre e reafirma protagonismo partidário e militante na cidade

PT lança carta a Porto Alegre e reafirma protagonismo partidário e militante na cidade (Pescado do Sitio do PT/POA)
O auditório do PT de Porto Alegre ficou lotado nesta quarta-feira (13) para o lançamento da carta destinada a todos os porto-alegrenses. O documento tem como objetivo abrir o debate sobre as eleições municipais de Porto Alegre com as bases do PT e a sociedade.

Estiveram presentes os dirigentes municipais do PT, representados pelo seu presidente, vereador Adeli Sell, e seu vice, Rodrigo Oliveira, os ex-prefeitos de Porto Alegre Olívio Dutra, Raul Pont e João Verle, os presidentes da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de Porto Alegre, Adão Villaverde e Sofia Cavedon, respectivamente, além de vereadores e demais autoridades.

Na carta, o PT defende as conquistas obtidas pelo partido durante os 16 anos em que esteve à frente da prefeitura da Capital. Ressalta que a vitória do PT em Porto Alegre passa por um amplo debate com a militância partidária e com a população na construção de um programa de governo democrático e popular, buscando a constituição de uma política de alianças no campo popular e com os movimentos sociais.

“Queremos retomar na cidade um ambiente com desenvolvimento econômico e social ambientalmente sustentável e de democracia participativa e popular. Conceitos esses, que estiveram expressos e foram vitoriosos em lutas recentes ocorridas na cidade, que combinaram a luta por direito à moradia digna com a preservação da natureza”, diz o texto.

O documento também critica a presença de personalidades conservadoras no governo de José Fortunati, herdadas do período José Fogaça. A crise na saúde, o sucateamento da máquina pública e o abandono da cidade são alguns aspectos criticados na atual administração.

Os vereadores Mauro Pinheiro e Maria Celeste também compareceram ao lançamento, assim como os demais integrantes da Executiva Municipal: José Reis, Secretário Geral, Ubiratan de Souza, Secretário de Organização, Michele Sandri, Secretária de Comunicação, Gladimiro Machado, Secretário de Finanças, Danilo Toigo Caçapava, Secretário de Movimentos Sociais, José Conceição, Secretário de Formação Política, Rose Hoffman, Secretária de Assuntos Institucionais, além dos membros da Executiva, Reginete Bispo, Isabel Torres, Leila Matos e Alberto Terres. O ex-prefeito, governador Tarso Genro, não compareceu devido a agenda de governo.

Veja carta na íntegra

CARTA A PORTO ALEGRE

Porto Alegre enche de orgulho quem aqui nasceu, ou a escolheu para morar, e encanta os visitantes. Sua beleza natural, o charme de suas ruas e esquinas tradicionais, a alegria e a inteligência de sua gente compõem as cores de uma cidade multifacetada pela diversidade. A capital dos gaúchos teve um quê de vanguarda, protagonizou momentos importantes da história brasileira com muitas contribuições à democracia e à cidadania deste país. A edição do Fórum Social Mundial, em Porto alegre, é um exemplo emblemático da importância da nossa gestão na cidade para o mundo. Infelizmente, seus avanços foram paralisados pela inércia das últimas gestões.

Com a participação da população e da Frente Popular, o PT de Porto Alegre teve a honra de ajudar a escrever algumas páginas da trajetória de nossa querida cidade. O PT acumulou, nos 16 anos em que esteve à frente do Paço Municipal, ricas e variadas experiências de gestão e planejamento participativo, além de apostar no controle social sobre o Estado. Num processo de co-gestão da cidade através do Orçamento Participativo, conselhos, movimentos sociais e quatro congressos da cidade foram construídos resultados importantes na melhoria da qualidade de vida e cidadania.

Tivemos a ousadia de inverter prioridades e de formular políticas públicas capazes de enfrentar grandes temas, como a necessidade de reforma urbana à sustentabilidade ambiental, do crescimento econômico às soluções em mobilidade. Tudo isto com a firme decisão de enfrentar o passivo social existente, combatendo de forma corajosa as desigualdades, promovendo a justiça fiscal, o saneamento ambiental, a infraestrutura, a saúde, a educação e a cultura. Fizemos nossas gestões perseguindo o sentido de que só vale a pena governar se for para transformar.

Neste momento, estamos trabalhando para fazer dar certo nossos governos Dilma e Tarso, além de acompanhar e construir as pautas dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil que justamente perseguem uma vida digna e plena de direitos. No entanto, o debate eleitoral de 2012 tem sido antecipado. Na imprensa, existem cogitações sobre a posição do PT no próximo ano, quase sempre sem ouvir o ator principal das especulações: o próprio PT, querendo decidir por nós. Por isso, reiteramos que não abriremos mão do nosso protagonismo nas eleições 2012. Através desta carta à cidade, afirmamos que nossa preocupação inicial é com a cidade, sua perspectiva de futuro, com a falta de desenvolvimento da nossa capital e com os problemas que só se agravam.

O governo municipal, desde abril do ano passado dirigido por Fortunati, não só manteve a mesma composição dos partidos de centro e direita e personalidades conservadoras do período Fogaça, como optou pela continuidade de toda a herança das crises na saúde, burocratização e clientelismo do OP, sucateamento da máquina pública e descaso com os servidores públicos, serviços prestados e abandono da cidade.

Queremos retomar na cidade um ambiente com desenvolvimento econômico e social ambientalmente sustentável e de democracia participativa e popular. Conceitos esses, que estiveram expressos e foram vitoriosos em lutas recentes ocorridas na cidade, que combinaram a luta por direito à moradia digna com a preservação da natureza.

O PT e as organizações sindicais, comunitárias, populares e ambientalistas devem trabalhar na constituição de um forte movimento em busca de uma reforma urbana adequada às características de nossa cidade, especialmente prevendo a adequação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) ao Estatuto da Cidade, e a regularização fundiária, com as demandas dos setores médios pela qualidade ambiental e cultural. Com esta aliança entre o movimento popular e os setores médios é que poderemos recolocar Porto Alegre no patamar de referência internacional de políticas públicas.

A vitória do PT em Porto Alegre passa por um amplo debate com a militância partidária e com a população na construção de um programa de governo democrático e popular, buscando a constituição de uma política de alianças no campo popular e com os movimentos sociais. Este é um convite às organizações sociais para tratar de alternativas ao desenvolvimento da cidade, que privilegiem as dimensões social e ambiental, além de encontrar caminhos para enfrentar o colapso da mobilidade (vias estruturais e transporte coletivo), recuperar a qualidade dos serviços públicos e das políticas de saúde, educação, segurança, cultura e infraestrutura urbana.

Portanto, a representação política e social do PT leva a afirmação legítima do seu protagonismo nas eleições 2012. A democracia que queremos não se encerra nas eleições, mas vai além, com processos de participação popular, oportunizando o encontro de opiniões, ideias, sonhos de uma vida melhor. E é por aí que começamos o debate com a sociedade. Vamos a ele!

Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre – Julho de 2011

Por Tatiana Feldens, Asscom PT-POA

Eleições 2012: PT lança carta a Porto Alegre

É hora de começar a decidir o futuro de Porto Alegre

TRANSITO: PORTO ALEGRE NA CONTRAMÃO 2

Outro dia  escreví aqui um artigo sobre um vereador da base do Governo Fortunatti que quer mais carros privados no Centro de Porto Alegre (http://luizmullerpt.wordpress.com/2011/02/08/transito-porto-alegre-na-contramao/). Alguns meses atrás, escreví outro artigo sobre a barbaridade de uma rua que a prefeitura fez, rasgando ao meio o Parque Marinha do Brasil, com aa justificativa de que seria a duplicação da Av. Beira Rio. No entanto esta rua, ao contrário do que se poderia imaginar, não é paralela à outra faixa da mesma avenida, mas perpendicular a mesma (http://luizmullerpt.wordpress.com/2010/10/12/prefeitura-de-porto-alegre-destroi-parque-marinha-do-brasil-para-abrir-rua-inutil/). Agora acontece este crime de trânsito, onde dezenas de ciclistas são atropelados por um automóvel na Cidade Baixa. A reação de perplexidade não foi só das pessoas que viram o covarde e intencional atropelamento. A perplexidade maior é pela forma como se expressaram autoridades do trânsito da cidade, policiais e a mídia tupiniquim. Par a mídia, até a manhã de sábado era só um acidente. Para as autoridades do trânsito, ciclistas não deveriam trafegar assim pelas ruas. Segundo a tal autoridade, “ciclistas só deveriam andar com batedores” pelas ruas da cidade. Ou seja, ciclistas só podem andar se for acompanhado de alguma autoridade. Um absurdo. Mas pior absurdo veio da polícia. Um delegado ou escrivão, não sei bem, deu uma declaração referindo-se aos ciclistas como se estes estivessem “atrapalhando o direito de ir e vir” de automóveis e pedestres. Duplo absurdo. E o poder público não faz ciclovias. e nem abre faixas específicas na ruas para que ciclistas possam trânsitar. É a cultura do automóvel. Quem tem carro pode tudo. Qurm tem bicicleta pode ser atropelado. O título deste artigo vai em busca do 1º artigo com o mesmo titulo. Na verdade não se trata apenas de uma ou outra pessoa fazendo pouco caso das bicicletas. É a sociedade que ainda não se deu conta da realidade no mundo. Na maioria das grandes capitais do mundo o mais difícil é transitar de carro pelas ruas dos bairros centrais. Em Londres há caros pedágios para se acessar o centro e não há locais de estacionamento. Em Florença é probido andar no centro histórico de carro. Em todos os cantos das grandes cidades há bicicletários para esteacionar as bicicletas. Aluga-se bicicletas em cada esquina. Mas em Porto Alegre querem promover mais ainda o automóvel. O resultado é stress, mas pode também ser tentativa de assassinato como esta deste motorista que jogou se automóvel sobre as bicicletas. Este incidente tem que ser o motivo definitivo para que Porto Alegre faça ciclovias. Se não tem dinheiro, que sinalize faixas nas ruas atuais. Havia uma ciclovia que ligava os parques da cidade. Não era grande coisa. Nas ruas estava sinalizada por “tartatarugas” e faixas pintadas. Pois esta gestão acabou com este pouco que tinhamos. E há quem pensa em bicicletas só para o lazer. Não. Estamos falando de ir ao trabalho de bicicleta. Muitos até iriam de bicicleta ao trabalho, pois é saudavel e poupa a passagem ou a gasolina. Mas ninguém vais se dispor a ir ao trabalho de bicicleta e ser assassinado por algum motorista louco. Mas mesmo ests “loucos” por automóvel, respeitam sinais, pistas exclusivas, etc… O poder público tem a obrigação de ajudar e não de atrapalhar. Foi graças a uma ação de muitos ciclistas e do pessoal do “Massa Crítica”, este mesmo que foi atropelado por este marginal agora, que a prefeitura instalou bicicletários no Mercado Público.  Deixo minha bicicleta lá quando vou ao Mercado. Mas aquilo deveria ter sido o sinal verde para a implementação de outras políticas incentivadoras do uso da bicicleta. Não foi. E logo depois veio o vereador e propõe estacionamentos “subterrâneos” na região central. Porto Alegre continuou na contramão até ontem a noite, quando dezenas de ciclistas foram atropelados de uma vez só. Quando uma capital como Porto Alegre anda na Contramão, é por que esta com problema de direção. Se ainda não entendeu Prefeito, entenda: muda o rumo e sai da contramão ou também pode ser atropelado, por que na contramão qualquer um pode ser atropelado. Já os ciclistas, estes estavam e estão na mão certa. Estou com eles. E vou pedalando também.

TRANSITO: PORTO ALEGRE NA CONTRAMÃO

 Por Luiz Müller

Vereador de Porto Alegre quer mais carros no centro...

 O trânsito no centro de Porto Alegre esta ficando “intransitável”. Nos últimos 8 anos aumentou muito o número de automóveis. Apesar da crise internacional, uma competente política econômica possibilitou que muito mais pessoas tivessem acesso a carros e a outros bens de consumo. Bom para a economia e bom para geração de empregos. Mas é bom para a cidadania e a cidade? A julgar pelo trânsito lento no centro da cidade, pela dificuldade em estacionar, pelo custo do estacionamento, pelos acidentes e pelo stress gerado esta confusão, nem sempre a economia funciona de mãos dadas com as condições de vida da cidadania. Além de significar o acima descrito para os cidadãos e cidadãs, mais automóveis significam mais poluição. Mais poluição significa deterioramento das condições do ar e, ao longo do tempo, também prejuízo para prédios históricos, que se deterioram com os efeitos desta poluição. Na Europa muitas cidades tem tratado este tema de forma bem simples. Limitam a circulação de automóveis privados pelo centro das cidades. No centro histórico de Florença por exemplo, só é possível andar de bicicleta, ônibus, a pé ou de táxi. No mais, os carros privados podem circundar a cidade em avenidas “perimetrais” que circundam a cidade. Em Londres há cobrança de pedágio para circular no Centro e o estacionamento nas ruas é proibido. Circulam livremente táxis, ônibus, bicicletas, metrô e pessoas a pé. Em muitas cidades do mundo esta acontecendo a mesma coisa. Mas em Porto Alegre um Vereador resolveu propor o incentivo de mais automóveis no centro. Um projeto prevê a construção de Estacionamentos subterrâneos, incentivando mais ainda a vinda de carros ao centro da cidade, quando a lógica mundial, que busca diminuir o grau de poluição e melhorar o nível de vida das pessoas e cidadãos das cidades. As ciclovias, fora algumas raras exceções, não existem em Porto Alegre. Meritória a atitude da SMIC, que depois de pressão popular, resolveu instalar bicicletários no Mercado Público. Na verdade o vereador tenta resolver em Porto Alegre um problema que não é só da cidade, mas te toda a região metropolitana. Mais da metade dos carros que circulam aqui vem da região. Não se trata de gastar recursos públicos e privados para algo do que nos arrependeremos no futuro. Se trata de discutir um transporte coletivo de qualidade para a região metropolitana de Porto Alegre, que inclua ônibus com mais qualidade, transporte por barco, ampliação do metrô, etc… Não tem muita lógica um cidadão vir das cidades vizinhas e mesmo de bairros distantes de Porto Alegre para o centro dse carro, perder tempo, dinheiro e a paciência para circular e estacionar seu carro, que ficará estacionado lá o dia inteiro, se o transporte coletivo for de fato atrativo e os transportes alternativos, como bicicletas, por exemplo, sejam incentivados. Estamos chegando entre as principais economias do mundo. Bom pro Brasil e para os brasileiros. Mas se erros como estes, de valorização do fluxo de

...enquanto Europeus vão de bicicleta ao trabalho

 automóveis em pequenas áreas centrais, estão sendo revistos por países que já ocupam os primeiros lugares da economia mundial, vamos nós cometer o mesmo equívoco, mesmo sabendo que ele é prejudicial e que teremos que investir outros tantos bilhões para mudar, daqui a alguns poucos anos? Transporte Público de qualidade e ciclovias é o que porto Alegre precisa e não mais incentivo para automóveis.

A “GANGUE DA MATRIZ”,DO CROCCO, MOSTRA COMO A REFORMA POLÍTICA É NECESSÁRIA


A “gangue da matriz” do passado era composta por jovens da Classe Média alta de Porto Alegre da década de 80, que do alto do seu poder econômico se sentiam “acima da lei”. No caso desta “Gangue da Matriz” descrita pelo Tonho Crocco, o endereço das reuniões também é na Praça da Matriz. Mas esta “gangue” está respaldada por uma lei que lhes faculta aumentar seus ganhos, custeados por recursos púbicos. Estes, que são identficados como os 36 da Praça da Matriz, se apoiam em outros, do Brasil inteiro, que se reúnem alí, entre a esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto. Música pra marcar, mas principalmente para pensar. É tempo de termos uma Reforma Política no Brasil, feita por Constituinte Exclusiva, para que nenhuma “gangue” possa se postular legisladora. As leis não podem ser instrumento de negação e desmoralização dos instrumentos democráticos de representação. Uma lei que faculta aos que fazem as leis, criar leis que aumentam seus próprios salários e ganhos completamente dissoante da economia, precisa ser alterada. Uma das grandes conquistas da Classe Trabalhadora foi a política de reposição e aumentos para o Salário Mínimo. É um contrasenso que os mesmos, que se dizem representantes do povo, e que votaram tal política, que vincula o Salario Minimo ao crescimento do PIB, se autoconcedam um aumento que soma 10 vezes o mesmo PIB. A Reforma Política é urgente e nescessária. E que bom que é possível dizer isto com a criatividade de um artista. Felismente, os meus deputados estadais, os do PT, os 11 derrotados, que Crocco canta na sua música, votaram por uma política coerente, nos mesmos moldes da política do Salário Mínimo.

Luiz Müller

MOVIMENTO VIVA GASÔMETRO CONQUISTA ESPAÇO

Muitas já são as conquistas do Movimento Viva Gasometro. Algumas delas repercutí aqui no Blog, mas uma tem sido destaque da mídia há algum tempo: A criação do Parque do Gasômetro e do Largo do Gasômetro. Hoje novamante este tema,juntamente com o Viva Gasômetro ganha destaque. Bom para a comunidade que mora no entorno do Gasômetro, mas bom tambem para a cidade, que qualifica todo o Centro Histórico, tornando-o cada vez mais aprazível para Portoalegrenses e também para os turistas que por aqui circulam e circularão cada vez mais. Clica n matéria para ler ou no Link abaixo acessar o Blog do Movimento Viva Gasômetro.

http://vivagasometro.blogspot.com/

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