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Militares ignoram Dilma e anunciam festa para celebrar golpe de 1964

Pescado do Blog Pragmatismo Político

A festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, promete ter potencial explosivo

Dilma Golpe Militar Ditadura

Dilma agora tem de lidar com insubordinação de ex-torturadores

Se não bastasse a rebelião da base aliada no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff agora tem mais um abacaxi para descascar. Desta vez, entre os militares, que já vinham dando sinais de insubordinação assinando um manifesto contra a Comissão da Verdade. Desta vez, o que os militares preparam jápode ser considerado provocação. Dilma havia proibido comemorações, entre os representas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em relação ao aniversário do golpe de 31 de março de 1964, que os militares chamam de “Revolução”. Pois o Clube Militar antecipou a festa para o dia 29, daqui a 12 dias, e começou a distribuir os convites para a comemoração, que exige traje esporte fino.

A informação foi publicada neste sábado na coluna Panorama Político, assinada pelo jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo. Desde a demissão de Nelson Jobim, que praticamente pediu para sair, com comentários agressivos em relação a Dilma e algumas de suas ministras, o governo vem administrando focos de crise entre os militares, que ainda não engoliram completamente a escolha de Celso Amorim. Formado nos quadros mais à esquerda do Itamaraty, Amorim imaginava que conquistaria a confiança dos militares, renovando a compra de equipamentos – por isso mesmo, anunciou a retomada da compra dos caças Rafale, da França.

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No entanto, não conseguiu conter a insatisfação dos militares da reserva, que prepararam um manifesto contra a Comissão da Verdade e recolheram mais de 500 assinaturas. Os militares também demonstram preocupação com a tentativa de alguns promotores de rever a Lei de Anistia. Nesta semana, houve a tentativa, frustrada, de reabrir o julgamento de Sebastião Curió, que foi responsável pelo massacre dos guerrilheiros do Araguaia.

Agora, uma festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, tem potencial explosivo.

O PT, o governo e as relações com o PSD

A Presidenta Dilma no ato comemorativo dos 32 anos do PT

Quando o PT resolveu participar da política nacional, se dispôs a entrar num jogo onde as regras são desenhadas a partir de composições partidárias que nem sempre tem afinidades ideológicas muito grandes. Foi assim que chegamos a presidência da república e já repetimos mais duas vezes o feito. Em 2002  a “Carta aos Brasileiros” não só corroborou as regras do jogo, mas pela primeira vez, além da emoção que sempre moveu a esquerda, com a razão elaboramos o documento que selou um acordo com parcela da burguesia nacional e nos deu fôlego para desenhar o futuro que estava por vir e hoje se concretiza na maior movimentação econômica da base da pirâmide social brasileira: mais de 30 milhões saíram da extrema pobreza e acenderam patamares de classe média. Além disto, o Brasil, de devedor internacional passou a grande credor econômico, já é a 6ª economia do mundo e se encaminha para ser a quinta economia mundial em pouco tempo. São avanços significativos obtidos a partir de um processo democrático e de convencimento de parcela das elites brasileiras de que de fato construíamos o bom caminho e o provamos. Governar exige a capacidade de construir alianças. Foi assim que aplicamos um revés ao neo liberalismo no Brasil. É verdade que não o derrotamos. Ele está bem vivo em outra paragens do mundo e hoje impinge graves derrotas aos trabalhadores e aos povos europeus. Derrotas estas, muitas vezes capitaneadas por quem um dia se disse representante da classe trabalhadora, caso da Social Democracia Européia. Aqui, em terras latino americanas, pelas vitória retumbantes de governos nacionalistas e pela política nacional desenvolvimentista aplicada no Brasil, superamos a crise econômica e nos transformamos  em referência mundial. Tudo isto foi possível pela competente capacidade do PT em buscar aliados nos mais diferentes campos e que estivessem dispostos a construir conosco as mudanças previstas em nosso programa de governo. Não tenho grandes problemas em aliar com o Kassab e a turma dele. Afinal, já coligamos com  PMDB, PTB, PL, PP, que não diferem tanto assim deste mais novo partido surgido da diáspora da oposição sem discurso e sem projeto. Isto não nos impediu de fazer profundas mudanças, benéficas ao povo brasileiro, aos mais necessitados e a própria nação brasileira, que resgatou o orgulho pátrio. Não. Não me assusta fazer aliança como Kassab e com esta gente. O que me assusta é a incapacidade do PT elaborar políticas para além do governo. O governabilidade é um problema do governo e precisa de composições para gerar maioria. No caso do brasil, sabemos nós, estas alianças muitas vezes são fisiológicas, custam cargos, emendas parlamentares, quando não, nos submetem a vexaminosas denúncias de corrupção no seio do governo. É assim que é. Mas poderia ser diferente. Uma Reforma Política que acabe com o financiamento privado de campanhas, instituindo o financiamento público, que garanta o voto em lista, dando assim maior poder aos programas partidários e ideológicos, que impeça alianças locais, constituindo as nacionalmente e calçadas em programas de governo previamente estruturados de frentes partidárias que sejam julgados nas eleições, é um dos caminhos que temos para nos desvencilharmos das incômodas alianças que hoje fazem parte das regras do jogo. Ao PT cabe propor à sociedade o debate sobre a Constituinte Soberana e Exclusiva. Se a bandeira num primeiro momento não mobiliza as multidões, por não ter o apoio da grande mídia, a história nos mostra no entanto, que o PT já começou praticamente sozinho movimentos como o das diretas já, que acabaram ganhando as massas, num período onde isto poderia ainda significar prisão e perda de emprego para o povo que ia para a rua reivindicá-las. Outras Reformas também são necessárias. A tributária, a Agrária, a administrativa e também a da segurança pública, ainda militarizada e departamentalizada.  A Presidenta Dilma em seu pronunciamento nos 32 anos do PT convocou militantes, intelectuais, pensadores a ajudar na construção de um Brasil mais justo, com mudanças estruturais e também com movimentação de ideias. “Uma grande transformação está em curso no Brasil e deve ser acompanhada de um grande movimento de ideias”. De acordo com ela, não há mudança social sem mudança cultural.

Ou o PT propõe e elabora o novo, alterando democraticamente as regras do jogo, com a participação popular em uma Constituinte, como a Presidenta pediu , ao falar das mudanças estruturais e culturais que precisam de novas idéias para se concretizarem, ou sucumbirão os direitos e avanços obtidos até aqui, por que as regras do jogo já não permitirão ir além. Não são portanto as alianças, sejam elas quais forem, que prejudicam a luta e nos fazem avançar menos do que poderíamos. O que nos faz andar mais lentos do que poderíamos, é a ainda pouca elaboração do PT para além do bom governo que ousamos construir.

Aliás, participei do ato de aniversário do PT. Foi emocionante ouvir “A Internacional” ser cantada na abertura do evento. Vi muitos dos presentes se emocionando também. Que esta emoção, que fez o PT construir os caminhos para o Brasil orgulhoso de si que temos hoje, ilumine nossa direção para, com esta emoção, mediada pela necessária razão que nos norteou até aqui, conduza as Reformas necessárias e ilumine o caminho para a construção do Socialismo democrático que todos almejamos para a humanidade inteira.

Lula pede constituinte exclusiva para reforma política

O título deste Post é similar a outro, publicado em 27 de maio de 2011 no Ultimo Segundo, do IG (Para a matéria do IG, clica aqui). Fiz de propósito. Na época a matéria também foi repercutida em alguns órgãos da mídia e do PIG. Desta matéria reproduzo pequeno trecho: “…

“…Lula sugeriu duas formas para contornar os impasses (sobre a Reforma) no Congresso. A primeira delas seria uma grande plenária reunindo as centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos. Com isso, o ex-presidente espera incluir a sociedade nos debates e tirar a reforma política do escopo exclusivo do Congresso e da classe política.  Caso a pressão social não funcione, Lula defendeu a realização de uma constituinte exclusiva. Além disso o ex-presidente elencou pontos de uma plataforma básica para a reforma. Entre eles, o financiamento público de campanhas, regulamentação do artigo 14 da Constituição –que facilita os mecanismos de participação popular como referendos, plebiscitos e projetos de iniciativa popular…” (IG, 27/05/11)

O Presidente Lula, ao fazer estas afirmações, corrobora as Resoluções aprovadas no 3º Congresso Nacional do PT sobre o tema :

“ A reforma política não pode ser um debate restrito ao Congresso Nacional, que já demonstrou incapaz de aprovar medidas que prejudiquem os interesses estabelecidos dos seus integrantes. Ademais, setores conservadores do Congresso pretendem introduzir medidas como o voto distrital e o voto facultativo, de sentido claramente conservador. O Partido dos Trabalhadores defende que a reforma política deve ser feita por uma Constituinte exclusiva, livre, soberana e democrática. Para que isso seja possível, a reforma política deve assumir um estatuto de movimento e luta social, ganhando as ruas com um sentido de conquista e ampliação de direitos políticos e democráticos. Dentre as propostas do PT para a reforma política, ganham destaque duas medidas: a que proíbe o financiamento privado nas campanhas eleitorais e a que estabelece o voto em lista pré-ordenada…”(Caderno de Resoluções do 3º Congresso Nacional do PT)

O Brasil já é a 6ª economia do mundo. Se encaminha célere para a ser a 5ª. No entanto a estrutura política que temos ainda é aquela que as oligarquias conseguiram impor quando da constituinte de 1988. O financiamento privado das campanhas eleitorais estabelece a promiscuidade da tal “caixa 2″, que vira e mexe, descobre-se que tem também a “caixa 3″ ou até outras, não numeráveis. Pela falta de uma legislação contundente, a Justiça, que deveria apenas julgar, acaba “legislando”. E como o STF é constituído por “nomeados”, e não por eleitos, prevalece novamente o interesse de quem os nomeou. A Constituinte de 1988 teve o seu papel no processo de construção da democracia brasileira. Mas o tempo nos fez ver que nem tudo foi construído aquela época. Na verdade, os processos eleitorais como estão constituídos, com acordos esdrúxulos, que levam em conta apenas os interesses fisiológicos, sem nenhum compromisso ideológico, pois este não é quesito para que alguém seja candidato, colocam o executivo como refém destes interesses. As tais “emendas parlamentares” são instrumento de barganha eleitoral que hora garantem uma maioria no congresso, mas em outras não. O Financiamento Público das campanhas eleitorais, voto em lista e o fim das alianças não justificáveis ideologicamente são quesitos da democracia e garantem soberania popular.

Este é o tempo, já atrasado, do PT propor de fato a Constituinte Exclusiva. Há reformas a serem feitas. O país e a sociedade precisam disto. Se parcela da sociedade está inebriada pelos grandes avanços que já conquistamos no Governo Lula e o Governo Dilma, não é razão para que um partido dirigente como o PT deixe de pensar e propor o futuro e o discuta com a sociedade. Afinal, foi assim, indo para as ruas em momentos muito mais difíceis do que o de hoje, que ajudamos o povo a romper com a ditadura, depois derrotar o neo-liberalismo e iniciar a construção de um “estado do bem estar social”.  Se o PT não o fizer, talvez só repitamos o que aconteceu na Europa. A Social-Democracia Européia construiu o Estado do Bem Estar Social, mas para contruí-lo, fez concessões ao liberalismo, que agora cobra a conta do povo. O Governo está cumprindo o seu papel, com os instrumentos existentes. Não há como ser diferente na esfera do executivo. Mas o PT, como partido dirigente da Classe Trabalhadora tem o dever de desenhar para além desta sociedade que, para além deste mundo que tem nos números e não nas pessoas o seu principal objetivo. Ou usamos o bom presente que temos para construir um novo futuro, ou vamos repetir os erros que já foram cometidos em outras paragens. Parafraseando Raul Seixas ” O presente é um furo no futuro, por onde o passado começa a entrar”. Se o partido dirigente esquecer o seu papel e também se “inebriar” com o presente de bonança, o furo estará aberto para que o passado de derrotas da classe trabalhadora volte e o mundo continue a mercê dos que exploram a classe e a humanidade para se locupletarem. Que o PT implemente as resoluções do Congresso é fundamental não só para o PT, mas para o Brasil e cada vez mais para o mundo todo.

A Constituinte não é tema que se resolva através de publicidade midiática. É preciso preparar a militância para debater o tema com o povo. O PIG, como representante político dos interesses das elites, só divulgará o tema dentro daquilo que melhor lhe aprouver. As redes de militantes que o PT tem hoje, lhe permitem construir um amplo debate que forjará o avanço da democracia no país.

CONSTITUINTE EXCLUSIVA JÁ!!

POR QUE A REFORMA POLÍTICA É NECESSÁRIA E POR QUE ELA DEVE SER FEITA POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
Por Luiz Müller

Nas eleições eu votei em candidatos majoritários, Governador, Presidente e Senador. Neste caso, os mais votados se elegem. E votei também em candidatos à Deputado Estadual e Federal. Estes candidatos faziam parte da lista de candidatos de um partido, neste caso, o PT. O PT, assim como os demais partidos, tem um projeto político de poder. Durante as eleições eles apresentam (ou deveriam apresentar) este projeto, para que a população escolha entre um e outro. Não são (ou não deveriam ser) projetos pessoais e sim coletivos. Até por que, se uma pessoa quisesse governar a partir de seus projetos pessoais, isto de alguma forma seria ditadura. Por isto são os partidos (partes da sociedade) que agregam os vários militantes que concordam com o programa deste ou daquele partido. Quem vota em deputados individualmente, fazendo inclusive um voto sem nenhuma unidade programática com o argumento de que “vota nas pessoas que fazem” e não nos partidos, está enganando a si mesmo, pois o para ser candidato, é necessário o indivíduo assumir compromisso com o programa do partido (qualquer partido). Assim esta “pessoa que faz”, pode até atender demanda específica e individual, mas quando se tratar dos interesses da comunidade, este mesmo indivíduo votará com as posições da “sua bancada” e do seu partido. Meu candidato a Deputado Estadual se elegeu, o Federal não. Mas os votos de ambos contaram para eleger outros, pois os votos são na Legenda. A “legenda” é a chapa do Partido nas eleições. O problema desta forma de eleição é que ela não é precedida de nenhuma discussão prévia sobre o projeto. As pessoas se inscrevem como candidatos e quem tem mais dinheiro tem mais possibilidade de se eleger. E é assim que acontece no geral, fora raras exceções. E os eleitores acham que estão representados ou não, por que o fulano que recebeu seu voto se elegeu ou não. Pura ilusão. Quem apresenta e defende os projetos é o Partido Político e a bancada deste partido (ou deveria ser). Ocorre que a forma de votação no Brasil, aparentemente democrática, pois garante voto até nos indivíduos, é uma forma de perpetuação de determinadas pessoas no poder em detrimento de verdadeiros projetos de nação, que é o que precisamos. Este sistema faz com que a corrupção e o clientelismo “corram solto”, contaminando até mesmo a índole honesta do cidadão comum, que muitas vezes vota num candidato, por que este lhe garante algum benefício individual para si ou para sua família. A Reforma Política tem que contemplar o que é comum em outros países: O Voto em Lista. O Voto em Lista significa que o eleitor não vota mais no indivíduo, mas sim no Partido Político. E é no debate dentro do Partido Político que Serão definidos os indivíduos que terão a cada eleição o compromisso de representar aquele projeto de sociedade no período seguinte. Ao invés de se digladiarem milhares de candidatos nas ruas, disputando eleitor a eleitor e gastando rios de dinheiro, os custos se reduzem e o voto e os representantes tem mais consistência ideológica e compromisso com o projeto coletivo e não com interesses individuais e de financiadores destas mesmas caras campanhas. Isto também obrigará os partidos a assumirem posturas diferentes das que vem assumindo hoje, ao se submeterem aos interesses de meia dúzia de indivíduos que fizeram da política não um espaço de representação coletiva, mas um espaço de “troca de favores” e de enriquecimento econômico pessoal.
A REFORMA POLÍTICA É URGENTE E FUNDAMENTAL. Mas será que estes deputados e senadores, eleitos neste processo político viciado e que privilegia interesses de alguns, farão uma reforma que de fato mude e dignifique o fazer político extirpando a corrupção e acabando com as falcatruas? Por isto, para que haja uma REFORMA POLÍTICA DE VERDADE, é preciso que haja uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA para esta reforma. A CONSTITUINTE EXCLUSIVA é composta de deputados constituintes eleitos a partir de um debate na sociedade e que só votarão a Reforma, dentro de um tempo pré estabelecido, extinguindo-se depois a constituinte. Isto impediria que os mesmos que estão lá, façam leis novas, mas que beneficiem os mesmos velhos políticos que sempre se locupletaram desta forma de fazer política, aumentando por exemplo os seus salários em 67% quando a inflação no ano não passou de 6%. O velho jargão “mas sempre foi assim”, não pode mais prevalecer num país como o nosso, que se prtetende um dos grandes do mundo. Se “sempre foi assim”, também “sempre é tempo de mudar”. E o tempo da mudança, do sentimento de orgulho dos brasileiros e brasileiras, que o Presidente Lula nos legou, nos permite imaginar que é possível construir uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA para fazer a REFORMA POLÍTICA e também a REFORMA TRIBUTÁRIA, tão necessárias ao país.

Outros Posts sobre o tema:

Constituinte Exclusiva!!

Basta! Constituinte Exclusiva Já!

Frente Nacional pela Reforma Política (Zé Dirceu)

 

O Futuro está Presente: Pronunciamento de fim de ano da Presidenta Dilma

O ano bom que fechamos, sinaliza para um ótimo ano que teremos em 2012. A colheita dos frutos da semeadura feita durante os 8 anos do Governo Lula já possibilitam dizer que as safras do desenvolvimento e da distribuição da riqueza serão cada vez maiores nos anos que virão. Descrevo abaixo, logo após o vídeo do Pronunciamento da nossa Presidenta, o email que recebi de um colega de trabalho, O Sergio Lima de Oliveira, o Serginho,  e que traduz o que a grande maioria dos brasileiros, estes que acreditam e participam desta semeadura permanente, continuam a construir no presente e no futuro. No Brasil, finalmente o futuro está presente. A mensagem de fim de ano da Presidenta Dilma reafirma o compromisso e a certeza dos bons frutos para 2012 e também para os muitos anos que virão.

 

 

O mais importante ainda está por vir

  O enfrentamento à crise

  as políticas públicas

Reverter os impactos da crise internacional que têm feito a economia empacar será a questão número um da agenda de 2012. Os riscos advindos dessa crise abrem uma oportunidade para a atual presidência: há condições objetivas para uma transição da eterna agenda de estabilização para uma nova agenda de mudanças e desenvolvimento.  Os países europeus que vão se curvar ao FMI e que desejam conhecer o seu futuro não precisam de “bola de cristal”; basta conhecer a história econômica desastrosa da América Latina dos anos 1990.  Lembra-nos em muito a liberdade e a desfaçatez dos executivos do FMI no Brasil nos anos do neoliberalismo. Tal qual no Brasil, as exigências do FMI são as mesmas: austeridade e sacrifícios (por parte da população).  Concretamente, no primeiro trimestre se deve ver um aprofundamento da inflexão da política macroeconômica, para livrar o país de uma recessão. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o “Minha Casa, Minha Vida” são apostas líquidas e certas. Significam injeção na veia da economia, com uma estrutura de implementação já organizada.  O Brasil Sem Miséria, que mostrou avanços substantivos em 2011, trará dados ainda mais palpáveis e em maior volume, consolidando também quase uma década de Bolsa Família na estrutura de políticas públicas do Estado.  Basta que se perceba que as condições objetivas estão dadas e que se aguente com paciência a gritaria de setores rentistas e seus agregados, minoritários, elitistas, mas muito barulhentos. É fácil identificá-los. São os que acham que investimento em assistência social é clientelismo; que mais dinheiro para a saúde é gastança; que prioridade para a educação deve ser na base de muito discurso e pouco recurso. Esse pessoal tem ultimamente patrocinado editoriais dizendo que a desaceleração da economia é algo benéfico.  A diminuição dos encargos com a dívida, requisito para a travessia da crise, pode levar a uma mudança de peso: a transição de uma agenda de estabilização para uma agenda de mudanças orientadas por um novo padrão de desenvolvimento.

Que venha 2012, um ano difícil, mas que bem poderia entrar para a história como aquele que encerrou uma década de transição e virou definitivamente a página do Brasil do Real, que vivia em função de sua moeda, para o Brasil de todos, que passou a viver em função dos brasileiros.

 

“Não descansaremos até atingir nossa meta de tirar 16 milhões de pessoas da miséria”, diz presidenta

Nos primeiros seis meses do Plano Brasil Sem Miséria o governo federal superou a meta para 2011 e localizou 407 mil famílias que tinham direito ao Bolsa Família mas que ainda não estavam no programa. Destas, 325 mil já estão recebendo o benefício, informou a presidenta Dilma Rousseff hoje (26) no programa Café com a Presidenta.

Para identificar essas famílias, explicou a presidenta, foi fundamental a chamada Busca Ativa, estratégia pela qual o governo localiza as pessoas extremamente pobres, ou seja, com renda de até R$ 70 mensais. Dilma Rousseff ressaltou a parceria dos estados e do Distrito Federal, que aderiram ao Plano, e lembrou que os estados do Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Distrito Federal decidiram complementar o dinheiro que as famílias mais pobres recebem do programa Bolsa Família.

“Até 2013, nós vamos, com certeza, encontrar todos que ainda não estão no Bolsa Família e dar a eles o direito e as condições para que deixem de ser extremamente pobres.”

Ela disse, ainda, que medidas de reforço ao Bolsa Família, como a ampliação do número de benefícios por família, de três para cinco filhos de até 15 anos, resultaram na inclusão de mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes no programa.

“Fizemos também mudanças para proteger mais as mães e as futuras mamães – criamos o Bolsa Gestante e o Bolsa Nutriz. As duas bolsas já começaram a ser pagas para 92 mil mulheres que estão amamentando e 25 mil gestantes”, destacou.

Ao falar sobre a inclusão produtiva, um dos eixos do Brasil Sem Miséria, a presidenta frisou que no campo foi iniciada a distribuição de 375 mil toneladas de sementes e destacou avanços no programa Água para Todos, com a construção de 315 mil cisternas. Já nas cidades, a presidenta lembrou que por meio do Pronatec foram destinadas 61 mil vagas de qualificação em 161 municípios para os beneficiários do Plano, em áreas como construção civil, serviços, hotelaria, comércio, indústria, bares, restaurantes e cuidado com os idosos.

“Em todo lugar que vou, chego à mesma conclusão: o povo não quer favor, quer oportunidade. O Brasil está cheio de oportunidades para quem quer melhorar seu negócio e para quem quer emprego. Com certeza estamos no caminho certo. Não descansaremos até atingir nossa meta, de tirar 16 milhões de pessoas da miséria. O Brasil que estamos construindo não é apenas para alguns, mas, sim, ele só é grande e forte se for para os 190 milhões de brasileiros e de brasileiras.”

Blog do Planalto

Pescado do Sitio Brasil Sem Miséria

Dilma entrega a Lula presente de Natal de catadores de material reciclável

Não tem presente melhor que este que o Lula deixou aos brasileiros e brasileiras: resgatamos nosso orgulho da pátria e marchamos céleres para ser uma das maiores economias do mundo. Mas com a necessária distribuição da riqueza. O Carinho que os ca Vamo que vatadores tem pelo Presidente lUla e pela presidenta Dilma, mostra que a distribuição da riqueza esta acontecendo. E só vai melhorar durante os próximos anos do Governo Dilma. O Brasil vai erradicar a Pobreza extrema do solo pátrio, enquanto parte da humanidade é jogada para a fome e a miséria por causa da insâna ganância dos poderosos do sistema financeiro mundial. “Vamo que vamo”, deste presente fazer o futuro cada vez melhor. Boas e merecidas festas e um ótimo ano novo a todos os meus amigos, amigas, leitores do Blog. Fica para todos a matéria do Correio do Brasil . E a bela foto serve como tradicional cartão. Abraços a todos.

Luiz Müller

Pescado do Correio do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou a passagem pela capital paulista para o encontro de Natal com catadores de material reciclável e a população de rua para visitar seu antecessor e padrinho político. Nesta quinta-feira, ela foi a São Bernardo do Campo, na região do ABC, onde se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passa por tratamento de um câncer na garganta. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, Dilma entregou ao ex-presidente um presente dos catadores. A presença de Lula chegou a ser cogitada na celebração anual. Foi durante os últimos oito anos que o evento tornou-se obrigatório na agenda presidencial de fim de ano.

LulaLula recebe presente de Dilma, em São Bernardo do Campo

Lula acostumou-se a frequentar o encontro e se emocionar diante das transformações na vida dos trabalhadores que recolhem e separam materiais recicláveis. Em 2010, mesmo depois da eleição de Dilma, ambos garantiram que o evento seria preservado e o ex-presidente prometeu que faria de tudo para participar. Em função do tratamento, ele não compareceu.

O instituto ainda divulgou uma mensagem de Natal de Lula, em que ele agradece “de coração” pelo “carinho que recebi em 2011″, depois de descoberto o tumor na laringe, no fim de outubro. “A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento”, escreveu.

“Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário”, conclui a nota.

Leia a mensagem, na íntegra:

São Paulo, 22 de dezembro de 2011

“Minhas amigas e meus amigos

O ano de 2011 vai terminando e este momento especial do Natal, de confraternização com a família e os amigos, permite reforçar os laços de afeto e união para começarmos um novo ciclo com muita energia e amor.

Neste final de ano, quero agradecer de coração todo o carinho que recebi em 2011. A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento.

Desejo que todos tenham muita saúde, paz e prosperidade neste ano que vai começar. Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário.

Um forte abraço,

Luiz Inácio Lula da Silva

Lula agradece internautas pelos parabéns aos seus 66 anos completados

Europa em crise pode contar com Brasil, diz Dilma

Quem te viu, que te vê! Quem, como eu, viveu no período da ditadura militar no Brasil e no período pós ditadura viu o neo liberalismo dilapidar o país, não poderia imaginar que chegassemos agora a oferecer ajuda à Europa em mais uma crise financeira mundial. Mas nós e o povo acreditamos ser possível mudar. E em outubro de 2002 elegemos um metalúrgico para a presidência do país. E em 2010 elegemos a 1ª mulher presidente do país. Personalidades que expressam um projeto de nação. Uma nação chamada Brasil, que desponta no cenário político e econômico como potência e ainda dá a receita para que as demais nações não sucumbam diante de mais uma crise do capitalismo. Reproduzo uma das várias notícias estampadas hoje no  Correio do Brasil

A presidente Dilma Rousseff ofereceu segunda-feira a ajuda do Brasil para combater a crise na União Europeia (UE). “O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades com espírito cooperativo. Somos parceiros da União Europeia. Ela pode contar com o Brasil”, afirmou em entrevista coletiva depois de se reunir em Bruxelas com os presidentes do do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, durante a quinta cúpula UE-Brasil.

DilmaA presidenta Dilma com com os presidentes do do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em Bruxelas

-Queremos afirmar aqui que o êxito da União Europeia é extremamente importante não só para os europeus, mas para toda a humanidade, e que o Brasil será sempre uma voz solidária com a UE-, disse a presidente.

Dilma afirmou que a solidez da economia brasileira e de outros países emergentes “mostraram nos últimos meses que crescimento e geração de empregos são compatíveis com responsabilidade fiscal e equilíbrio”.

Também voltou a ressaltar a experiência do Brasil em crises semelhantes à que enfrenta a zona do euro atualmente e repetiu que “a história mostra que só seremos capazes de sair da crise com medidas de estímulo ao crescimento econômico somadas a políticas de estabilidade macroeconômicas, assim como políticas sociais, de criação de empregos e de crescimento”.

Durante a cúpula, Brasil e a UE assinaram acordos de cooperação nas áreas de transportes aéreos, desenvolvimento tecnológico, políticas espaciais, cooperação cultural e turismo.

O Brasil é o quarto principal destino dos investimentos europeus, tendo recebido US$ 8 bilhões em 2010, e se situa como o sexto principal investidor na UE, com um aporte de US$ 5 bilhões nesse mesmo ano.

Copa do Mundo

No primeiro dia de sua visita a Bruxelas, a presidente defendeu o aumento de investimentos e incentivos ao consumo como arma para enfrentar a crise durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro belga interino, Yves Leterme.

Também se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, a quem prometeu rever alguns pontos da Lei Geral da Copa para chegar a um acordo com a entidade a respeito de pontos polêmicos, como a concessão de meia-entrada a estudantes e idosos, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios e o combate à pirataria envolvendo produtos do Mundial.

Depois de encerrar a cúpula UE-Brasil, a presidente foi recebida pelo rei belga, Alberto II, para um almoço no castelo real de Laeken.

Ainda na terça-feira, ela pronunciará um discurso em uma cúpula bilateral empresarial e participará da inauguração da bienal Europalia Brasil, antes de seguir viagem à Bulgária.

Na sexta-feira, a presidente viaja à Turquia, onde se reunirá com o presidente, Abdullah Gul, e o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.

Reforma política contra a degradação, por Tarso Genro

Pescado do Sitio do PT

…”O Brasil precisa de um choque político contra essa degradação que vai, paulatinamente, corroendo a dignidade da política aqui praticada: pelas alianças incoerentes, pela desvinculação dos líderes de partidos dos seus programas originários, pelos compromissos assumidos com os financiadores de campanhas (nem sempre lícitos) e, finalmente, pelo ativismo agressivo do Poder Judiciário e do Ministério Público.“…

O sistema político atual do Brasil é um reprodutor de lideranças artificiais, vocações para a corrupção e regionalismos alienados

O ambiente democrático no país está se degradando num crescente assustador. O que segura o prestígio da democracia atualmente é, no plano da subjetividade política, a solidez que ela adquiriu em meio às elites e a boa parte do povo durante os governos FHC e o potencial de amplo apreço popular por ela nos governos Lula, face às grandes mudanças de rumo na economia e na distribuição de renda.

Os governos Lula proporcionaram extraordinária mudança na estrutura de classes da sociedade, criando novos sujeitos sociais e econômicos, não somente na burguesia mas também em extensas camadas populares, que “ganharam” e cresceram com a democracia e com ao processo de expansão da economia.

A questão da corrupção, que nunca foi tão atacada como nos últimos anos e continuará sendo porque já temos instituições sólidas para isso, não é responsável pela degradação do ambiente democrático. Tampouco o são a mediocridade de certa parte das elites, a crise mundial ou a manipulação da informação por uma parte poderosa da mídia.

Tudo isso pode colaborar um pouco, mas o centro da degradação é o sistema político no seu sentido mais largo -envolvendo o processo eleitoral, que também está esgotado. O sistema atual é um reprodutor de lideranças artificiais, de vocações para a corrupção, de regionalismos alienados e de corporativismos geográficos, que se opõem à ideia de nação.

O Brasil precisa de um choque político contra essa degradação que vai, paulatinamente, corroendo a dignidade da política aqui praticada: pelas alianças incoerentes, pela desvinculação dos líderes de partidos dos seus programas originários, pelos compromissos assumidos com os financiadores de campanhas (nem sempre lícitos) e, finalmente, pelo ativismo agressivo do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Esses, no vácuo de uma legalidade superada e por conta da apatia do Congresso, atuam com seus termos de ajustamento ou suas súmulas sem precedentes, usurpando prerrogativas dos Executivos e Legislativos, talvez abrigados numa “inexigibilidade de outra conduta”, para que a situação não piore.

Defendo que três mísseis contidos na proposta do deputado Henrique Fontana, relator da reforma política, podem alterar para melhor essa letargia da decadência.

A saber: o financiamento público das campanhas, acompanhado de controles eficazes e duras sanções para partidos e pessoas que violem as normas de financiamento; a votação em lista preordenada (mesmo com a atenuação do voto duplo); e a criação de controles legais para a elaboração da lista, no âmbito interno dos partidos.
Os ecos de indignação ouvidos na Argentina (que se “vayan todos”) e a intermitência de “rebeldia” nos países da Europa ocidental -que buscam seus lugares “dentro do sistema” através das redes- são meras comprovações do profundo mal-estar com a democracia e também sintomas de um “novo” sem projeto e sem propostas para superar crises.

Só o risco calculado de uma reforma no sistema político, para oxigenar a República e organizar as disputas na democracia de alta intensidade, pode ressignificar a esfera da política e da militância nos partidos. O niilismo esquerdista ou direitista -ou meramente oportunista dos udenistas de ocasião- pode comprometer o futuro do essencial que nos une: a preservação e o avanço da democracia e da República.

Tarso Genro é governador do Rio Grande do Sul; foi ministro da Justiça (2007-2010), ministro da Educação (2004-2005) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002).

Que pacto é este, que faz FHC pedir “apoio” de tucanos à Presidenta Dilma?

“O grande pacto republicano e pluripartidário é um pacto capaz de transformar a realidade social em que vivemos. Quero agradecer a presença do presidente Fernando Henrique por esse gesto”.

A frase acima foi dita pela Presidenta Dilma para afirmar o Pacto Brasil sem Miséria.  Sou a favor de pactos de toda a sociedade. Sou a favor e participo diretamente, como dirigente, e como militante desta árdua tarefa de erradicar a miséria no Brasil. Mas um pacto não pode esconder o passado. E o passado mostra um sistema gerador das misérias atuais, mas que continua persistindo com todas as suas mazelas. Aliás, foi no período do Governo FHC que se agravou a miséria e se desconstituiu parte do estado, vendendo estruturas e empresas esdtatais que poderiam estar agora a serviço da erradicação definitiva da pobreza em nosso país.  Foi também neste período que houve a compra de deputados para que votassem uma reforma na constituição que permitiu a reeleição de FHC. Se forem parceiros nesta tarefa, muito bem. Mas a erradicação da pobreza extrema não pode ser cortina de fumaça para aquilo que a tempos é o óbvio e cuja bandeira a mídia golpista só levanta de acordo com a sua prória necessidade ou da necessidade da retrógrada classe dominante brasileira. Para aprovar qualquer projeto em Brasília, é necessário sacar as tais “emandas parlamentares”, instrumento legal de um sistema viciado e deturpado, que só interessa aos mesmos que há tempo e em todos os governos se instalam nos ministérios da esplanada.  Emendas parlamentares são só uma das várias “legalidades” inscritas na lei magna brasileira, que na verdade são formas legais de corrupção e de lucupletação pessoal da elite que se se assenta nas cadeiras do Parlamento. A imoralidade da corrupção não é deste ou daquele ministro ou deste ou daquele servidor, como tenta fazer crer a mídia golpista. E nem tampouco uma faxineira teria condições de varrê-la de dentro da cultura nacional. Há que se fazer uma nova discussão com a sociedade, para que de fato mudemos a política do país. E esta discussão só é possível se houver a Convocação de uma Constituinte Exclusiva, Soberana, para fazer a Reforma Política, e se assim aprouver a estes que correm a estabelecer “pactos”, que ela faça também a Reforma Administrativa e a Reforma tributaria. Uma Constituinte que seja eleita com este fim específico, e que ao seu término, os eleitos voltem para seus normais afazeres, sem poderem se candidatar imediatamente aos cargos eletivos definidos na Reforma. Este seria o verdadeiro Pacto das elites com a Sociedade, que em eventos como este onde a Presidenta pronunciou suas ´sabias palavras, só pode mesmo é aplaudir, como a aplaudiu, ou vaiar , como vaiou as autoridades tucanas paulistas em evento na cidade de S.J. do Rio preto.  Espero que este outro PACTO, o de mudar a política nacional,  seja com o povo e não só pelo povo. Constituinte Exclusiva e Soberana Já!! E espero sinceramente, que o Partido dos Trabalhadores, apesar do “arremedo de Reforma política” que tramita no congresso, saia imediatamente as ruas e coloque ao povo as mudanças que devem ser feitas na Constituição Brasileira, para que os velhos ardís das velhas elites corruptas que povoam a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional desde antes da criação de Brasília, sejam definitivaente inscritos na história como passado, e não como passado que de tempos em tempos se revigora, derruba presidentes e então volta a mandar, nos trazendo sempre e de novo o velho time, capitaneado nacionalmente por Sarney e com suas ramificações por todos os lados. Entre os Partidos políticos, só o PT tem condições de defender e propor a Convocação da Constituinte Exclusiva e Soberana, pois das hostes petistas que vem a nossa Presidenta.

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Luiz Müller

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