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Um trabalhador negro inglês fala sobre a rebelião da juventude inglesa!! Um vídeo Forte e contundente!!
Publicado agosto 18, 2011 r Uncategorized 2 ComentáriosTags:Classe Dominante, Classe Trabalhadora, juventude, rebelião, Revolução
Inglaterra: sem novidade, é a luta de classes!
Publicado agosto 10, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:artigo, Classe Trabalhadora, Inglaterra, juventude, Reino Unido
[*Alessandro Dai Lago, Liberazione. Tradução do Diário Liberdade] – Inglaterra antecipa o que acontecerá no Estado espanhol, Itália e provavelmente na França quando
a sociedade tenha que pagar a conta da política neoliberal e as guerras que estão a esgotar os recursos.
Não admira que as revoltas que explodiram em quase todas as grandes cidades inglesas sejam recebidas pelo governo, pelos tabloides e os meios principais, ao menos inicialmente, com os habituais lugares comuns: além do óbvio “gangues”, a instrumentalização criminosa, os grupos juvenis, a habitual gente de fora e assim adiante. É o exorcismo de sempre perante aquilo que mais ou menos se podia prever e que tem notabilíssimos precedentes nas metrópoles ocidentais, dos “riots” de Los Ángeles do 1992 à explosão dos “balieues” de Paris no 2005.
Uma vista de olhos nos vídeos transmitidos pela BBC, pelo site do The Guardian, Al Jazeera, etc, esclarece imediatamente que a realidade é completamente diferente. A revolta é capital, largamente espontânea, por mais que foi facilitada pela disponibilidade de tecnologias de informação de baixo custo, e sobretudo transversal. Nas ruas vêem-se jovens encarapuzados, adolescentes que se enfrentam à polícia e gente de todas as idades que saqueiam os comércios. De toda origem e proveniência, mas acomunados pelo viver nos distritos mais pobres que circundam o centro privilegiado e de moda de uma das capitais da finança mundial.
Nada de surpreendente no facto de que, para além da polícia, muito detestada, sejam alvo os comércios como Sony, Foot Locker e MacDonald, as lojas de joias e os grandes armazéns. Ou seja, os símbolos tangíveis de uma opulência alta ou média da que, evidentemente, uma grande parte da população londrina está excluída. Exatamente como em Los Ángeles em 1992 a população do South Central ocupou os bairros ocidentais e abastados da metrópole e em Paris, em 2005, os habitantes dos “banlieues” atacaram a ferro e fogo os Campos Elísios.
Na forma elementar e pré-política do saque, trata-se de luta de classes. Exatamente isso que o “establishment” inglês exorciza falando de mero vandalismo e as primeiras e tímidas vozes de especialistas das várias comunidades locais ou ativistas sociais começam a definir por aquilo que é, reação aos cortes impostos pelo governo conservador.
Por outra parte, as manifestações do passado inverno contra o aumento das taxas universitárias eram um sinal clamoroso do mal-estar juvenil pela proletarização dos membros mais débeis das camadas médias. O bem-estar de uma das sociedades consideradas mais estáveis do Ocidente foi sempre aparente. Ou melhor, é um bem-estar limitado aos que vivem de finanças e dos seus desenvolvimentos (o comércio, a informação, os serviços, o luxo, etc.), mas que não atinge ao resto da sociedade, largamente desindustrializada e empobrecida.
Que hoje sejam proibidos até os jogos de futebol na Inglaterra, um desporto tradicionalmente considerado capaz de absorver os conflitos sociais e geracionais, diz bastante. Não se trata somente de uma medida de ordem público. É o sinal de que a sociedade inglesa, sob a aparência dos seus rituais de massas, está profundamente em crise.
O que surpreende mais é que ninguém relacione as revoltas inglesas com a crise financeira que faz anos está a se incubar no Ocidente e hoje parece que se dirige a uma catástrofe. Londres designadamente, como terceira praça financeira no mundo, é a expressão do domínio das finanças sobre a economia real.
No mundo, o volume da prima é hoje seis vezes o do seu valor real. O ataque à dívida pública, ou seja à soberania do estado, por parte da especulação internacional, encontra somente as respostas habituais de uma política económica recessiva e submetida aos ditados das sociedades de “rating”, ou seja aos bancos estado-unidenses e ingleses. Mas, a onde podem levar os cortes às pensões, à alta formação, à segurança social e a assistência médica? Exatamente ao que está a acontecer na Inglaterra.
Neste senso, Londres e Birmingham, Bristol e Manchester antecipam o que inevitavelmente acontecerá no Estado espanhol, Itália e provavelmente França quando a sociedade tenha que pagar a conta de uma política obtusamente liberal e das guerras insensatas que estão a esgotar os recursos dos estados ocidentais. Certamente, as sublevações não se podem prever, mas uma crise social sem precedentes está nas portas, e até, já começou.
*Alessandro dal Lago, sociólogo, conta entre as suas obras: La produzione della devianza, Feltrinelli, Milano, 1981; Etnometodologia (con p. p. giglioli), Il Mulino, Bologna, 1983; L’ordine infranto. Max Weber e i limiti del razionalismo, Unicopli, Milano, 1983; Il politeismo moderno, Unicopli, Milano, 1985; Oltre il metodo. Interpretazione e scienze sociali, Unicopli, Milano, 1989; Il paradosso dell’agire, Liguori, Napoli, 1990; Descrizione di una battaglia. I rituali del calcio, Il Mulino, Bologna, 1990; (con p. a. rovatti) Elogio del pudore, Feltrinelli, Milano, 1990; (con r. moscati) Regalateci un sogno. Miti e realtà del tifo calcistico in Italia, Bompiani, Milano, 1992; Per gioco. Piccolo manuale dell’esperienza ludica, R. Cortina, Milano, 1993; (con g. barile, p. galeazzo e a. marchetti) Tra due rive. La nuova immigrazione a Milano, Franco Angeli, Milano, 1994; Il conflitto della modernità. Il pensiero di Georg Simmel, Il Mulino, Bologna, 1994; I nostri riti quotidiani. Prospettive nell’ analisi della cultura, Genova, Costa & Nolan, 1995.
Uma cortina de silêncio caiu sobre o Oriente Médio
Publicado agosto 9, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:juventude, reformas, Revolução, Zé Dirceu
Nos últimos dias ninguém sabe mais o que aconteceu no Oriente Médio, no Golfo Árabe e na Líbia. Não se tem mais notícias sobre como estão as revoltas populares no Qatar, no Bahrein e no Iêmen. A Síria tomou conta do noticiário. Seu ditador, Bashar al Assad, mantém uma repressão que mata, sistematicamente, dezenas e dezenas de pessoas por semana.
Mas, nem a Liga Árabe nem a Europa falam em intervenção na Síria. Talvez pelo fracasso da aventura na Líbia, que já vai para seis meses de destruição massiva e indiscriminada do país sem saída. Não conseguiram o que as potências ocidentais queriam: derrubar o presidente Muamar Kaddhafi.
O que os aventureiros conseguiram foi montar um simulacro de poder com um Conselho Nacional de Transição (a chamada oposição), que mais parece uma reunião de ex-auxiliares do presidente Muamar Kaddhafi e um bando, as chamadas tropas rebeldes, semelhante a um exército de Brancaleone.
Enquanto isso, a Europa pega fogo. Já não são mais os “Indignados” (movimento que surgiu na Espanha, a partir de mobilização via Internet) de Madrid e Paris. Já não são mais as centrais sindicais em Lisboa e em Roma. É a juventude desempregada e humilhada da Grã-Bretanha que se rebela.
Mídia minimiza extensão social dos protestos
Mas, o governo e parte da mídia europeia (que a nossa simplesmente reproduz) fala em baderneiros e vândalos. Mas, o que assistimos – como no Chile, aqui próximo – é a irrupção, qual um vulcão, da insatisfação social e política da juventude contra as medidas tomadas pelos governos para salvar os bancos e as empresas que arruinaram seus países.
É a insatisfação social e política que ganhou as ruas em manifestações de protesto contra os cortes dos gastos sociais, dos salários, contra o aumento dos impostos, do desemprego, contra a recessão, a humilhação e o abandono dos idosos e dos jovens, dos desempregados, contra a hipocrisia e a arrogância das elites politicas e do poder econômico.
Como sempre na história, esse despertar da juventude e seu alerta nas manifestações de rua constituem um sopro de esperança na incerteza em que vive o mundo.
Educação Profissionalizante foi tema de debate na AL/RS
Publicado julho 11, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:Capacitação, Ensino Técnico, juventude, Qualificação profissional
Pescado do Blog da Deputada Marisa Formolo
Com o Plenário 20 de Setembro da Assembleia Legislativa lotado por representações de vários municípios, deputados federais e estaduais e representantes de importantes setores da educação, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, participou da audiência pública Expansão da Rede de Educação Profissional e Tecnológica no Rio Grande do Sul, de mais uma edição dos Grandes Debates, promovidos pelo Parlamento gaúcho, em parceria com a Câmara dos Deputados, pelo programa Destinos e Ações para o Rio Grande.
Eliezer fez uma exposição do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), apresentando as ações que visam ampliar a oferta de vagas na educação profissional brasileira, e do atual panorama do país. “O grande mérito do presidente Lula não foi apenas a expansão, mas, principalmente, ter colocado a educação profissional na pauta do país, pois sempre tivemos um preconceito muito grande com o assunto. Víamos a educação profissional unicamente sob a ótica da formação da mão-de-obra para o capital e não levávamos em consideração a importância da qualificação do trabalhador”, enfatizou.
Dados
Criado em 1990, o Pronatec – cujo projeto de reformulação encontra-se para ser votado pelo Congresso Nacional -, atualmente beneficia estudantes do Ensino Médio da rede pública e trabalhadores, de forma gratuita, a partir de cursos técnicos e da formação inicial e continuada. Segundo Eliezer Pacheco, para o desenvolvimento do programa são usados quatro meios: a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, o Brasil Profissionalizado, Escola Técnica Aberta do Brasil (e-TEC) e Sistema S. “A rede federal conta hoje com 402 unidades em funcionamento, sendo 39 no Rio Grande do Sul. A meta até 2014 é de 555 no Brasil e mais oito no Estado. Cabe dizer que em 2002 tínhamos apenas oito no RS”, ressaltou.
Conforme o secretário, o Brasil Profissionalizado, constituído de convênios para construções, reformas e ampliação de infraestrutura e recursos pedagógicos, atinge 154 escolas técnicas ou de ensino médio de 99 municípios gaúchos, totalizando R$ 54 milhões em investimentos, e o e-TEC abrange 13 municípios do Estado. Já em relação ao Sistema S, o secretário do MEC garantiu que o Senai e o Senac devem aplicar 2/3 (dois terços) da receita na oferta de educação profissional e o SESI e o SESC, 1/3 (um terço).
Entre as iniciativas do Programa, Eliezer Pacheco destacou as bolsas de formação do estudante e do trabalhador. “A bolsa de formação do estudante, por exemplo, pretende ofertar vagas em cursos técnicos concomitantes aos alunos do ensino médio público. Neste ano, temos capacidade para ofertar 125 mil vagas e, até 2014, serão 140 mil”, disse. Ele ainda acrescentou informações sobre o FIES Técnico. “Como tínhamos apenas o FIES para os cursos superiores privados, abrimos uma linha de crédito para facilitar o acesso de estudantes e trabalhadores empregados ao ensino técnico e profissional.”
Subcomissão para tratar da Educação Profissional no RS
A deputada Marisa apresentou durante o debate o relatório da Subcomissão sobre o tema, que presidiu em 2010, bem como o Guia da Educação Profissional elaborado a partir dos encaminhamentos daquele órgão técnico. A parlamentar destacou que hoje está instalada a Subcomissão para tratar da Educação Profissional no RS, que vai encaminhar as deliberações do trabalho de 2010. “Vamos apresentar ao governo uma proposta de Conselho de Formação, Empregabilidade e Desenvolvimento para o Estado, bem como de um Sistema Nacional de Capacitação Profissional.
Ao final do encontro ficou encaminhado a constituição de um grupo de trabalho com representações diversas e que terá a participação da deputada Marisa pelo acúmulo já obtido neste tema.
Jovens se afastam dos partidos e fazem política por conta própria
Publicado junho 25, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:Jovens, juventude, Movimentos sociais, Partidos, política
Mesmo “apartidários”, eles tomam as ruas e puxam para si a responsabilidade social
Amanda Polato e Marina Novaes, do R7

Grupo protesta contra a violência sexual na Marcha das Vadias em Recife: evento mundial organizado pela web
Uma pesquisa divulgada na última semana revelou que 59% dos jovens (com idades entre 18 e 24 anos) não têm preferência por um partido político, mas, por outro lado, 92% consideram que pequenas ações podem mudar a sociedade. A partir daí, a tendência é que, cada vez mais, aumente o número de brasileiros puxando para si a responsabilidade de fazer algo por conta própria e tomar as ruas – ou a internet – por uma causa na qual acredita, seja ela qual for.
São os chamados “jovens transformadores”, ou “jovens-ponte”, segundo a classificação da agência Box1824, que realizou o estudo em parceria com o Datafolha, e estima que eles representem 8% da população nessa faixa etária – ou cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa feita com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mas qual é a cara desses jovens e o que os motiva a abrir mão de algumas horas do dia a dia para tentar, de alguma forma, transformar o Brasil? O R7 conversou com pessoas que se encaixam nesse perfil, algumas com pouco mais de 24 anos, pra entender por que decidiram arregaçar as mangas” por conta própria.
É o caso de Pedro Markun, 25, um dos criadores do Transparência Hack Day, que atua na divulgação online periódica de dados de interesse público, como de governos e prefeituras. Ele também é um dos fundadores da Casa de Cultura Digital, espaço em São Paulo que reúne projetos, organizações, empresas e pessoas que atuam com a cultura digital.
Confira também
Quase 60% não se identifica com partidos; Diferentes causas levam jovens às ruas; 89% dos jovens têm orgulho do Brasil; Jovens sonham e acreditam no Brasil
Segundo Markun, entrar para um partido nunca foi uma opção, mas isso não o impediria de “fazer política” de outra forma.
- Se eu acredito que internet e o [meio] digital são ferramentas de transformação, por que não me envolver com a política e usar essas ferramentas para fazer política? [...] É um novo jeito de resolver problemas e de fazer política. Não preciso mais puxar o saco dos meus políticos locais ou da subprefeitura. Isso não passa pela ideia da representatividade [política], não que a gente ache que ela é desnecessária, mas a função de atuar sobre os problemas sem pedir licença ou permissão.
Criado em 2005, o MPL (Movimento Passe Livre), que defende a criação de um novo projeto de transporte público, também estabelece como um dos seus princípios o apartidarismo, embora permita a participação de pessoas ligadas a siglas. De acordo com a estudante de direito Nina Capello Marcondes, 21, que integra o grupo em São Paulo desde 2007, a ausência de partidos na organização não se deve à “desilusão” com a política, mas à vontade de agir de forma “independente”.
- Não é porque somos “desiludidos”, não é nada disso. É para evitar que ocorram interferências dos partidos, porque vemos que, algumas vezes, eles estão mais interessados em atrair militantes, que em debater as causas do problema. Mas somos apartidários, não antipartidários.
Nina decidiu aderir ao movimento – que existe em diversas cidades do país e já protagonizou uma série de protestos contra o preço da tarifa de ônibus na capital paulista – porque se “cansou de reclamar dos problemas do transporte público, mas não fazer nada para mudar”. De acordo com a jovem, o grupo prepara agora um projeto de lei, de iniciativa popular, para defender a proposta de “tarifa zero” para o país.
Internet como ferramenta
Camila Cortielha, 28, compartilha da ideia de que o fazer política não precisa passar, necessariamente, por um partido. No caso dela, a atuação se concentra na área cultural – ela é gestora de comunicação do Fora do Eixo, uma rede nacional que reúne mais de 70 grupos produtores de cultura. Diretamente, 2.000 pessoas participam do grupo.
Movimentos culturais como esse, explica Camila, surgiram em um momento de queda da indústria fonográfica e de fortalecimento da internet. Com a diminuição de recursos, jovens tiveram que buscar alternativas para continuar fazendo o que gostam: produzindo cultura. De acordo com a gestora, a web foi uma ferramenta essencial para reunir as pessoas que tinham os mesmos objetivos.
De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, 71% dos jovens concordam que a internet é um forte instrumento para fazer política.
É também por meio da rede de computadores que Vanessa Guedes Garcia, 21, levanta as bandeiras do feminismo. Ela faz parte do grupo virtual blogueirasfeministas.com, que reúne diversos blogs sobre o tema, escritos por mulheres de “todas as idades e profissões”. A página tem como objetivo principal servir como fórum de discussão sobre as lutas das mulheres, como igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, equiparação de salários, combate à violência doméstica, fim do sexismo, entre outros.
Mas além da troca de ideias, o blog – que também é apartidário – ajuda a promover mobilizações sociais, como a Marcha das Vadias, realizada no início do mês em São Paulo. Embora não tenham organizado a passeata, Vanessa e suas amigas blogueiras participaram em peso da iniciativa, que surgiu no Canadá como um protesto contra um policial que disse que as mulheres deveriam evitar se vestir como “vagabundas” para não serem vítimas de estupro. A partir daí, a Slut Walk (em inglês) foi reproduzida em diversas cidades do mundo graças às
mobilizações nas redes sociais.
Mas embora a internet seja uma das principais ferramentas adotadas pelos jovens hoje, muitos ainda defendem suas causas à moda “antiga”. É o caso de estudante Bruna Garbin, 21, de Porto Alegre (RS), membro da Pastoral da Juventude, movimento que discute alternativas para a permanência dos jovens no campo e reivindica a melhoria em serviços públicos, como saúde, educação e cultura.
Assim como os colegas, ela não tem preferência por um partido, mas também admite que sua atuação no movimento é, de certa forma, uma maneira de fazer política – embora não seja só isso.
- Não acredito que eles [partidos] tenham um grande poder de mudança na questão social, até porque muitos estão engessados dentro um modelo de economia e um modelo de sociedade. Mas a gente não se reúne levando em conta apenas questões políticas, mas por questões de mundo, de sonhos e ideias de mudança da sociedade.
Partidos, juventude e os movimentos sociais da internet
Publicado junho 21, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:democracia, Jovens, juventude, Partidos, Redes Sociais, Revolução
Texto “pescado” da http://www.revistaforum.com.br/
Jovens estão exigindo muito mais participação e democracia do que os partidos políticos e a democracia representativa os oferecem. Eles querem mais participação. Estão errados?
Por Marcelo D’Elia Branco [17.06.2011 12h00]
Os jovens nativos digitais da sociedade em rede têm orgulho de ser brasileir@s, acreditam que o Brasil é o país do presente e concordam que têm um papel de transformar a sociedade. Se conectam mais com discursos coletivos do que individualistas e querem menos consumismo. Apenas 5% tem como objetivo ficar rico e sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais ao mesmo tempo. Estes mesmos jovens, cada vez mais, vêem a internet como ferramenta de mobilização e engajamento político e menos os partidos. [1]
“Quantos jovens não votaram no Chile, na Espanha? Não achem que estes jovens não acreditam na democracia. Eles não crêem na democracia que oferecem a eles (…).” Eduardo Galeano na Praça Catalunya[2]
Quando eu divulguei esta pesquisa na rede, surgiram muitos questionamentos e diálogos vindos, principalmente, de militantes partidários: isso é positivo ou negativo? Acho isso tremendamente positivo e tentarei sucintamente colocar a minha opinião, já tuitada de forma pulverizada.
Acontece que os jovens estão exigindo muito mais participação e democracia do que os partidos políticos e a democracia representativa os oferecem. Eles querem mais participação. Estão errados?
Os partidos e os sindicatos são organizações construídas com base na revolução tecnológica industrial. Foram, por longos anos, a única e a melhor forma de catalizar de forma coletiva os pensamentos e ideologias para uma ação política efetiva. Sozinho, ninguém chega a lugar algum, e isso continua valendo. Estas organizações mediam e intermediam a relação entre os diversos interesses individuais e coletivos, através do “programa”, e representam estes interesses junto à sociedade.
Os movimentos sociais em rede, pós-internet, são formados por indivíduos conectados que manifestam suas opiniões e movem suas ações na perspectiva do engajamento coletivo, sem a intermediação de qualquer organização. Aliás, a Internet veio para questionar o papel de todas as organizações intermediárias. A indústria fonográfica que o diga.
Acredito que as formas de organizações da era industrial e as organizações de indivíduos conectados em rede, típicas da sociedade em rede, conviverão. Uma não substitui a outra.
Mas é #fato que nos últimos anos, em todo mundo, os partidos políticos e os sindicatos têm tido menos capacidade de mobilização coletiva do que os movimentos sociais em rede. E isso não é somente porque os programas dessas organizações estão defasados ou que não contemplam os interesses dos coletivos. Atualizar os programas dos partidos é importante, mas não será o suficiente para engajar a geração atual na forma de organização hierárquica dos partidos. Estes jovens estão, cada vez mais, experimentando novas formas para organizar suas ações políticas coletivas, utilizando a plataforma da Internet como base. E isso tem dado resultado.
Há quase 12 anos, na manifestação chamada de N30, mais conhecida como a “batalha de Seattle” [3], através da Direct Action Network (ação direta em rede) possivelmente tenhamos inaugurado a era das mobilizaçoẽs 2.0.
Desde Seattle, passando pelas mobilizações do Fórum Social Mundial aqui em Porto Alegre, nas marchas contra as guerras do Bush-pai, nas manifestações anti-globalização neoliberal, com destaque para Gênova e Barcelona, até as recentes revoltas árabes e agora a #globalrevolution partindo da Espanha para toda Europa [4], comprovam a força das redes da internet para organização de grandes ações coletivas.
Não acredito que os partidos ou sindicatos estão descartados como forma de organização política. Acontece que agora existem NOVAS formas de organização política. As novas formas de organização social (indivíduos conectados em rede) e as velhas (partidos e sindicatos) vão conviver, mas como organizações distintas.
As velhas organizações não podem ter a pretensão de englobar ou cooptar as novas. Terão que conviver, lado a lado, mas cada uma com a sua dinâmica própria. As dinâmicas das redes são distintas das dinâmicas partidárias. Não há como enquadrar as dinâmicas em rede nas hierarquias partidárias. Nem é possível que um partido funcione com as dinâmicas horizontais e sem hierarquias como nas redes.
O sucesso das organizações da era industrial (partidos e sindicatos) foi justamente o de organizar as pautas e as lutas de forma hierárquica e aprovadas por maioria.
Nas dinâmicas em redes, raramente há votações para hierarquizar as ações. Funciona por adesão voluntária. A proposta com maior adesão avança na prática e mobiliza. Assim tem sido as experiências da última década.
No entanto, as dinâmicas dos movimentos em rede ainda tem sido incapazes de estabelecer uma nova ordem. Pelo menos por enquanto. Os partidos sim, estabelecem uma nova ordem, assumem o poder e governam. Creio que no futuro teremos experiências de uma nova ordem a partir de dinâmicas sociais em rede.
Vivemos uma transição da era industrial para a era das sociedades em redes. As velhas formas e as novas conviverão, mas são distintas formas de organizações. Aliadas? Antagônicas? Complementares?
O certo é que existe, neste momento, uma tendência e um potencial global democratizante, que questiona os limites da democracia representativa e que aponta para uma nova democracia participativa, tendo a internet como plataforma de mobilização e viabilização desta nova relação direta dos cidadãos com a democracia.
Acredito que a recente pesquisa, “o sonho brasileiro”, realizada entre jovens de 18 a 24 anos e que ouviu mais de três mil pessoas de 173 cidades do país, aponta dados extremamente positivos na perspectiva de transformação social.
Fontes:
[1]- Pesquisa “O sonho brasileiro”
Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), e Instituto Datafolha.
- Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros, revela pesquisa
Geração “sonhadora” quer “oportunidade para todos” e menos consumismo
By Marina Novaes, do R7
- Jovens sonham e acreditam no Brasil
By Ricardo Kotscho, do R7
- Pesquisa mostra que enquanto 59% dos jovens não têm preferência partidária, 71% consideram a internet uma ferramenta política
By Naira Alves IG
[2] – Eduardo Galeano no acampamento de Barcelona
[3]- Seattle: uma década de ativismo 2.0
By #comunidadedigital das turmas e ex-alunos de comunicação digital da ESPM-RJ Turma 7A – 2009.2
[4]-Da #democraciarealya à #WorldRevolution
By Marcelo Branco
Publicado originalmente em Software Livre Brasil. Foto por http://www.flickr.com/photos/jordi_ferrer-beltran/.
Zé Dirceu aos jovens e aos Blogueiros no #2blogprog: “Tomem o Poder na sociedade, nos partidos, nas organizações…” #BlogProgRS
Publicado junho 19, 2011 r Uncategorized 1 ComentárioTags:#2blogprog, Blog, blogosfera, Blogs, juventude, Zé Dirceu
Tem certas coisas que é melhor ouvir de quem disse. O Zé Dirceu falando no 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas disse tudo. Uma curta entrevista, mas que resume o que disse na sua fala ao Encontro. Imperdível.
Boas surpresas vem do Rio Grande do Sul (via Blog do Zé Dirceu)
Publicado junho 11, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:juventude, PT, Rio Grande do Sul, Zé Dirceu
O Zé Dirceu esteve no RS . Muitas novidades e inclusive o formato diferente de um evento promovido pela juventude. Novos ares sopram nas redes sociais e entre os jovens desta terra. Muito bom. Definitivamente a revolução é permanente e nem sempretodos os lances parecem assim tão visíveis. Compete a nós enxergá-los e mostrá-los. Eles simplesmente acontecem. Mas acontecem para além da conjuntura fatual, quando tem a organização necessária para sinalizar o futuro.
Vai o texto do Blog do Zé Para o Original clica aqui
Estou no Rio Grande do Sul e logo mais, às 19h, participo do Encontro Estadual de Formação Política do PT-RS, em um debate sobre a conjuntura internacional. Ao todo, serão dois dias (10 e 11) de discussões sobre a política nacional de formação do PT e a conjuntura nacional e internacional, entre outros temas.
Ontem, por sinal, participei de um evento da juventude petista com um formato absolutamente original. Fui convidado a falar sobre minha militância e sobre o papel da juventude em um espaço alternativos, conhecida por suas bandas de punk-rock, a Garagem Hermética. Ali estavam cerca de 200 jovens, de várias correntes do partido, e de várias origens. Naquele espaço fora do circuito tradicional das reuniões partidárias se encontravam desde integrantes de grupo da agricultura familiar a estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Entre uma pergunta e outra, música e da boa. Grupos da juventude tocaram rock dos anos 80 e até Elvis Presley. O bom humor e a homenagem animaram a conversa. Esse modelo de atividade – em que se mistura cultura com discussão política – tem uma grande vitalidade e pode ser uma referência para outros eventos no país.
Conjuntura e muita conversa
Após o rock de ontem, mais conversas sobre a conjuntura nacional e internacional. Desta vez, no encontro da CUT Estadual, ao lado de lideranças e dirigentes sindicais de várias regiões e categorias do Estado, e representantes do poder público.
Nesta tarde, estive na sede da Revista Voto, da qual sou articulista desde 2009, em debate sobre o Brasil, com executivos de várias empresas e conselheiros da Revista. Como vocês vêem, a agenda gaúcha é repleta de boas surpresas.
Mais de 100 pessoas se inscreveram em cursos de qualificação profissional em São Leopoldo
Publicado junho 10, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:Inclusão Produtiva, juventude, trabalho
O diretor do Departamento do Trabalho da STDS, Luiz Müller, destacou a preocupação da secretaria em oferecer cursos de qualificação que dialoguem com as necessidades das empresas. “Estes cursos do Planseq Turismo serão uma oportunidade de fazer com que as demandas dos empresários do setor em contratar gente qualificada sejam atendidas, pois muitos jovens, às vezes, não são contratados, porque não têm experiência ou qualificação”.
O diretor técnico da FGTAS, Ricardo Erig, informou que já foram realizados contatos com o setor hoteleiro da região para que as pessoas qualificadas pelo Plano sejam inseridas no mercado formal de trabalho. “Já estamos trabalhando nesta parceria para além de oportunizar a qualificação profissional, fazer com que ocorra a intermediação de mão-de-obra”.
O Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Turismo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), também faz parte da qualificação para a Copa 2014 e beneficiará, nesta primeira etapa, 12 cidades: Torres, São Leopoldo, Eldorado do Sul, Guaíba, Porto Alegre, Camaquã, São Lourenço do Sul, Pelotas, Rio Grande, Pedro Osório, Arroio Grande e Jaguarão.
Texto: Bruna Bueno
Foto: Silvio Williams
Terroristas Israelenses matam jovens palestinos
Publicado junho 6, 2011 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:artigo, Israel, juventude, Palestina, Palestina Livre, Terrorismo, Terrorismo de Estado
Dificilmente se ouvirá que um Palestino matou um israelense. Mas nas poucas vezes que isto acontece, não faltará na mídia a manchete de que um terrorista atacou. E quando soldados armados até os dentes atiram contra jovens desarmados que buscam se libertar dos grilhões e dos muros que os amordaçam, qual é o termo a ser usado? Não é terrorismo de estado?
Os Israelenses tem medo da juventude palestina. Os israelenses tem medo da revolução que move o mundo árabe. Os israelenses tem medo de perder o poder. Os israelenses tem medo que a juventude palestina retome as terras que o imperialismo e o capitalismo lhes tiraram. As terras que desde tempos imemoriais e bíblicos eram a palestina, da qual a judéia era só mais um estado membro, foi dilapidado e tomado pelo poder do dinheiro primeiro e depois pela sanha imperialista. Israel é o enclave americano no Oriente Médio. O que Israel teme é o mesmo que o império teme: que os povos compreendam o poder que os subjuga e o derrotem. Este é o tempo da rebeldia. É o tempo de semear o novo na humanidade. E talvez a juventude que vai as ruas e praças do mundo inteiro seja a semente do novo tempo necessário para que a humanidade possa sair das garras do império, mudar a correlação de forças e estabelecer novos padrões de vida para toda a humanidade.
A notícia é de ontem. Mas o Povo Palestino, que hoje chora mais entes assassinados pelas forças israelenses, há muito é esmagado, humilhado e trucidado pelas forças do alienígena estado de Israel. A ONU, que por pressão do império Yanque impôs Israel ao mundo em 1948 se cala diante do atroz assassinato de palestinos desarmados que protestavam por algo que até a ONU diz reconhecer: o Estado Palestino. A mesma ONU que autoriza o massacre de cidadãos líbios e que não diz nada frente ao assassinato contumaz de afegãos, praticados pelo império, silencia diante do óbvio. O melhor aliado do império continua espalhando o terror e a morte nas terras que roubou de outrem com autorização internacional. Publico artigo do Blog Tijolaço, do Brizola Neto. Curto, diz tudo. Até quando o mundo assistirá calado aos assassinatos praticados pelo Etsado Israelense?
ONU que dá na Líbia não dá em Israel
Em 1967 – há mais de 40 anos, portanto – o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução – a de número 242 - que determinava a retirada de Israel dos territórios tomados à Síria e ao Egito na Guerra dos Seis Dias, ocorrida em junho daquele ano.
Hoje, milhares de palestinos tentaram cruzar a fronteira de volta naquele território, ilegalmente ocupado por forças israelenses.
Não tiveram apoio aéreo da Otan, nem mísseis ocidentais para protegê-los, como outros áreabes, os rebeldes líbios, têm.
Não tinham nada, nem mesmo armas precárias.
Foram recebidos a bala pelos soldados israelenses, que dispararam rajadas de metralhadoras sobre a multidão.
23 palestinos morreram e 350 estão feridos.
Teremos alguns discursos na ONU, lamentando a perda de vidas. E o debate logo irá para como dividir o butim do petróleo líbio.
Lê também neste Blog chimarrao-narguile-e-defesa-da-palestina-livre. É um pouco da história da região, para quem não conhece, mas esta não é contada pelos “escribas” pagos pelo imperio.






