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Dilma, uma presidente que não esconde as emoções

Dilma, uma presidente que não esconde as emoções 

Aos poucos, os brasileiros descobrem uma mulher surpreendente; a fria ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula se transformou numa presidente que reage quando vaiada e não reluta em chorar em público; a julgar pela aprovação popular, o Brasil está gostando

Como era de se esperar, a presidente Dilma Rousseff não gostou das vaias que recebeu durante a Marcha dos Prefeitos, organizada na última terça-feira 15, em Brasília. Tanto não gostou que cobrou, de dedo em riste, o organizador do evento, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, após a cerimônia que desagradou os prefeitos no que diz respeito à posição do governo em relação à redistribuição dos royalties do petróleo. Um dia depois da indisposição, a mesma Dilma que partiu para cima depois das vaias, voltou a chorar em público durante a instalação da Comissão da Verdade. Era essa a Dilma que você esperava?

Nada naquela rígida ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula levava a crer que Dilma Rousseff poderia se permitir chorar em público. Com as lágrimas contidas a custo nesta quarta-feira, já são seis as vezes em que a presidente chorou diante das câmeras desde sua posse – quando ela também se emocionou –, em janeiro de 2011. E é assim, indo de um extremo a outro e, mais do que isso, impondo agenda própria, que a presidente vai consolidando sua popularidade.

É difícil dizer exatamente o quanto do comportamento de Dilma é responsável pela aprovação de 64% de seu governo – a aprovação pessoal chega a quase 80%, ambos recordes desde a redemocratização –, mas é certo que ele não desagrada à população. Dilma instalou nesta quarta-feira, em meio a uma CPI capaz de desestabilizar qualquer governo, uma comissão para apurar os crimes da ditadura. Impôs sua agenda, assim como vem fazendo em relação às quedas sucessivas nas taxas de juros, e não demonstra dar qualquer bola para o jogo político da CPI do Cachoeira – se dá bola, é outra história.

A mulher forte, que conduz as reuniões fechadas com pulso firme e não tem paciência para a política rasa, atinge seu equilíbrio ao se permitir emoções quando os assuntos de lhe afetam pessoalmente, como no caso desta quarta-feira, quando a antiga militante se defrontou com o próprio passado. Dilma é uma presidente que se mostra autêntica. Pelo menos por enquanto o brasileiro parece satisfeito.

Pescado do Original no Brasil 247

“O trabalhador tem o direito de usufruir tudo que o seu país produz”, diz Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (30), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, que todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz. Na véspera do feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador, a presidenta Dilma disse que não quer ser apenas a presidenta que cuida do desenvolvimento do país, mas ser a que cuida, especialmente, do desenvolvimento das pessoas.

“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas. Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar por uma saúde melhor para os brasileiros pobres e de classe média; significa prover educação de qualidade em todos os níveis. (…) Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar incessantemente para acabar a pobreza extrema em todas as regiões do país; significa enxergar o trabalhador como cidadão e, por isso, pleno de direitos civis; enxergá-lo também como consumidor, com condição de comprar todos os bens e serviços que sua família precise para viver de maneira cômoda e feliz”.


Dilma Rousseff iniciou o pronunciamento oficial enfatizando que 1º de Maio “é um bom dia para refletirmos sobre uma verdade nem sempre lembrada”, disse ela. E completou: “tudo que um país produz é fruto do esforço do trabalhador e, por isso, todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz”.

“Para usufruir cada vez mais da riqueza do Brasil, o trabalhador brasileiro precisa de melhores empregos, de salário digno, educação de qualidade e formação profissional adequada às necessidades do mundo moderno. Para garantir esses direitos do trabalhador, o país necessita consolidar seu crescimento, equilibrar sua economia, diminuir as desigualdades, proteger sua indústria e sua agricultura, desenvolver novas tecnologias e ser, cada vez mais, competitivo e soberano no mundo”.

 

A presidenta, durante o pronunciamento, lembrou que o esforço do governo em reduzir os juros faz parte da luta de proporcionar às famílias brasileiras condições dignas de consumo.

“A economia brasileira só será plenamente competitiva quando nossas taxas de juros, seja para o produtor, seja para o consumidor, se igualarem às taxas praticadas no mercado internacional. Quando atingirmos este patamar, nossos produtores vão poder produzir e vender melhor, e nossos consumidores vão poder comprar mais e pagar com mais tranquilidade”.

A presidenta Dilma enfatizou que é inadmissível que o Brasil, “que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo”. Segundo destacou, “o Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra, com presteza e honestidade, os seus compromissos”.
Durante o pronunciamento, a presidenta Dilma disse também que é preciso encontrar mecanismos que permitam diminuição dos impostos para produtores e para consumidores, além de uma taxa de câmbio que possibilite a defenda da indústria e da agricultura brasileiras.

“Para que o nosso país tenha uma economia mais forte é preciso, ainda, que encontremos mecanismos que permitam uma diminuição equilibrada dos impostos para produtores e para consumidores. E também que tenhamos uma taxa de câmbio que defenda nossa indústria e nossa agricultura, em suma, os nossos empregos, e que o governo utilize os recursos públicos, sempre de forma eficiente e honesta, para que a população sinta, da forma mais efetiva possível, o bom retorno do imposto que paga”.

Dilma Rousseff enfatizou ainda que seu governo não deixará de cobrar que todos façam sua parte para o crescimento do Brasil e de todos os brasileiros. “Garanto às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros que vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores e, cada vez mais, estimular as coisas bem-feitas e as pessoas honestas de nosso país”, disse.

Militares ignoram Dilma e anunciam festa para celebrar golpe de 1964

Pescado do Blog Pragmatismo Político

A festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, promete ter potencial explosivo

Dilma Golpe Militar Ditadura

Dilma agora tem de lidar com insubordinação de ex-torturadores

Se não bastasse a rebelião da base aliada no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff agora tem mais um abacaxi para descascar. Desta vez, entre os militares, que já vinham dando sinais de insubordinação assinando um manifesto contra a Comissão da Verdade. Desta vez, o que os militares preparam jápode ser considerado provocação. Dilma havia proibido comemorações, entre os representas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em relação ao aniversário do golpe de 31 de março de 1964, que os militares chamam de “Revolução”. Pois o Clube Militar antecipou a festa para o dia 29, daqui a 12 dias, e começou a distribuir os convites para a comemoração, que exige traje esporte fino.

A informação foi publicada neste sábado na coluna Panorama Político, assinada pelo jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo. Desde a demissão de Nelson Jobim, que praticamente pediu para sair, com comentários agressivos em relação a Dilma e algumas de suas ministras, o governo vem administrando focos de crise entre os militares, que ainda não engoliram completamente a escolha de Celso Amorim. Formado nos quadros mais à esquerda do Itamaraty, Amorim imaginava que conquistaria a confiança dos militares, renovando a compra de equipamentos – por isso mesmo, anunciou a retomada da compra dos caças Rafale, da França.

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No entanto, não conseguiu conter a insatisfação dos militares da reserva, que prepararam um manifesto contra a Comissão da Verdade e recolheram mais de 500 assinaturas. Os militares também demonstram preocupação com a tentativa de alguns promotores de rever a Lei de Anistia. Nesta semana, houve a tentativa, frustrada, de reabrir o julgamento de Sebastião Curió, que foi responsável pelo massacre dos guerrilheiros do Araguaia.

Agora, uma festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, tem potencial explosivo.

Cuidado Dilma, chantagistas do Senado trazem consigo o DNA do golpismo

O Brasil e os coronéis
A campanha contra Juscelino Kubitschek feita pela classe média e os pseudomoralistas da burguesia brasileira elegeram o matogrossense-paulista Jânio Quadros como candidato da vassoura. Da oposição, Jânio só falava em sua campanha de corrupção.
Com comportamento que Freud teria dificuldade de analisar, renunciou falando em “forças ocultas”.
A eleição exigia chapa de candidato à presidente e à vice – o eleitor elegia também o vice. Não era como hoje, em que o único votado é o candidato à Presidência. O eleito foi João Goulart, da chapa de oposição a Jânio Quadros. Mas, na realidade, em vários estados do Brasil, Jânio, traindo seu partido, fazia a chapa Jan-Jan.
No momento da renúncia, João Goulart estava na China – quase um palavrão para os coronéis da época. Mao Tsé-Tung representava o que havia de pior na cabeça daqueles coronéis.
Os coronéis ameaçaram tudo para que Jango não assumisse, até uma tal Operação Mosquito, na qual o avião que traria o já presidente João Goulart poderia ser abatido no ar.
Quase todos os coronéis da época se rebelariam se Jango assumisse.
Jango teve de ceder ao parlamentarismo, teve de ceder na indicação de seu primeiro primeiro-ministro, teve de ceder o Ministério da Fazenda, teve de ceder na reforma agrária.
Jango tinha relações amistosas com seus ministros militares, que o odiavam, e alguns trabalharam para derrubá-lo.
Jango cedeu e caiu.
Naquele momento, até o conhecido Adhemar de Barros, que tinha o slogan “rouba, mas faz”, rezando o terço, envolveu a Igreja na conspiração do golpe de estado que depôs João Goulart.
Hoje, novamente os “coronéis”, só que sem farda, mas ricos, latifundiários e grandes empresários – fundamentalmente do setor de comunicação do Norte e do Nordeste – se entrincheiram para fazer exigências à presidenta Dilma Rousseff. Ela também tem o apoio popular em algumas intervenções que faz para moralizar a administração pública, e não pode ceder.
Dilma cede para os “coronéis” da soja, fazendo com que um partido inteiro receba o transporte para viabilizar o escoamento da safra, reduzindo o custo e favorecendo o preço no momento da exportação. Cede na reforma do Código Florestal. Por uma observação feita sobre o comportamento de um parlamentar, cede mais uma vez, e nomeia um pescador de homens que, em nome de Deus, diz que resolve problemas espirituais e materiais. Cede à Fifa, que quer fazer o que bem entender com o País; cede para os “coronéis” do futebol o direito à entrada gratuita em estádios de idosos e estudantes, tirando também o lugar de proprietários de cadeiras cativas. Cede ainda para “coronéis” do etanol e do álcool.
Enfim, Dilma resolve não ceder mais, pois a soberania nacional não lhe permite ceder, senão para o interesse de todo o País, e não para grupos privilegiados.
A presidenta sabe que, mesmo tendo uma oposição forte nos segmentos midiáticos, o povo estará a seu lado nesse confronto.
Com o respeito que mantém ao processo democrático, não vai falar em “forças ocultas” nem temer qualquer força de “coronéis”.
Dilma sabe que conta com o apoio do povo e do maior líder da história do Brasil dos últimos tempos: Luiz Inácio Lula da Silva.

Olívio Dutra “Partido dos Trabalhadores: o partido que ajudei a fundar”

O ex-governador e presidente de Honra do PT gaúcho faz uma análise dos caminhos tomados pelo Partido dos Trabalhadores, desde sua fundação que teve como impulso a ideia de que o povo devia ser o sujeito de sua história, até a chegada de Dilma Rousseff a presidência da República.

Por Olívio Dutra Sempre fui desvinculado organicamente de estruturas políticas antes e, depois, dentro do PT. Não reivindico isso como virtude, mas não é tampouco um defeito, talvez uma limitação. Venho da vertente sindicalista que ajudou a fundar o partido.

Um balanço do PT, como partido de esquerda, socialista e democrático, tem de vê-lo como parte da luta histórica do povo brasileiro, em especial dos trabalhadores, na busca de ferramentas capazes não só de mexer mas de alterar a estrutura de poder do Estado e sociedade brasileiros marcada por privilégios baseados no enorme poder político, econômico, cultural de uma minoria. O PT nasceu para lutar por uma sociedade sem explorados e sem exploradores e radicalmente democrática.
Antes do PT, ainda no século XIX, surge o PSB, o primeiro partido de esquerda do Brasil republicano. O movimento operário anarquista das primeiras décadas do século xx era avesso à idéia de um partido. O PC surge em 1922. O PT aparece numa conjuntura de enorme agitação política reprimida por uma ditadura militar, fruto do golpe de 1964 que recompôs as elites contra um populismo que já não controlava mais as lutas sociais.
Este populismo, iniciado por Vargas e que inspira Jango e Brizola, era dirigido por gente ligada ao latifúndio “esclarecido”, um pouco na tradição dos republicanos gaúchos- Julio de Castilhos, Borges de Medeiros – que compartilhavam a idéia de que política não é para qualquer um, que o povo precisa de alguém que o cuide.
O PT nasceu com a idéia de que o povo devia ser o sujeito de sua história, o que marcou os seus primeiros passos. Mas, à medida em que conquistou mandatos em vários níveis, a coisa foi ficando“osca”, suas convicções e perspectivas foram perdendo nitidez. Houve uma acomodação na ocupação das máquinas institucionais (inclusive no Judiciário).
Diante desse processo o PT não se rediscutiu, não discutiu os efeitos dessa adaptação à institucionalidade de um Estado e de uma sociedade que, para serem democráticos, precisam ser radicalmente transformados.
Assim, o PT cresce quantitativamente – em 2011 temos três vezes mais diretórios municipais, passamos de mil a 3 mil, em função de eleições e do fato de o partido estar no governo federal e em governos estaduais, municipais, além de ter eleito centenas de parlamentares nos três níveis de representação.
E, bem mais que as idéias ou mesmo o programa, o que mobiliza o partido, ultimamente, são as eleições internas e externas. Somos todos responsáveis por isso: a política como um “toma lá, dá cá”, confundindo-se com negócios, esperteza,e a idéia de tirar proveito pessoal dos cargos públicos conquistados. E tem gente chegando no partido para isso, favorecidos pelo discurso da governabilidade mínima com o máximo de pragmatismo político.
Mesmo com os dois mandatos de Lula, demarcatórios na história de nosso país,o Estado brasileiro não foi mexido na sua essência. O 1º mandato foi de grande pragmatismo, onde a habilidade de Lula suplantou o protagonismo do Partido e garantiu, para um governo de composição, uma direção, ainda que com limites, transformadora da política. A política de partilhar espaços do Estado com aliados políticos de primeira e última hora de certa forma já vinha de experiências de governos municipais e estaduais mas ali atingiu a sua quinta essência. No 2º mandato, ao invés de o PT recuperar o protagonismo, diluiu-se mais um pouco, disputando miríades de cargos em todos os escalões da máquina pública.
Quanto à Dilma, ela é um quadro político da esquerda. Seu ingresso no PT, honroso para nós, não foi uma decisão fácil para ela, militante socialista do PDT e sua fundadora.
O PDT estava no governo da Frente Popular(PT, PDT, PSB, PC, PC do B) no RS. Veio conosco no 2º turno. No 1º turno sua candidata tinha sido a ex-senadora Emilia Fernandes. A relação do Brizola com o PT e com nosso governo nunca foi tranqüila. Tive de contornar demandas descabidas para criar secretarias para abrigar pessoas de sua indicação. Lembro o quanto lutamos pela anistia e volta dos exilados ainda durante a ditadura. Ocorre que em 1979, quando Brizola voltava do exílio, nós, os bancários de Porto Alegre – eu era presidente do sindicato da categoria – estávamos em greve. Caiu a repressão sobre nós com intervenção no sindicato e prisão de lideranças. Brizola permaneceu em São Borja no aguardo de que, com a prisão dos dirigentes, a greve acabasse. Veio até Carazinho, mas como a greve, apesar da repressão, não terminara, voltou para São Borja. A categoria tinha a expectativa que ele, pelo menos, desse uma declaração contra a repressão ao movimento. Não se manifestou.
Quando do governo da Frente Popular, em decorrência de o PT e PDT terem candidaturas opostas à Prefeitura de POA(nosso candidato, eleito, foi o Tarso Genro), Brizola, como presidente nacional do PDT, fez pressão para que trocássemos os secretários pedetistas ligados ao “trabalhismo social”: Dilma, Sereno, Pedro Ruas e Milton Zuanazzi, caso contrário o PDT deixaria o governo. Não concordamos. Eles foram mantidos nos cargos e com plena liberdade para se decidirem sobre sua vinculação partidária. Todos eles travaram uma discussão intensa nas instâncias do PDT e deliberaram desfiliarem-se e, posteriormente, após nova discussão interna, desta vez nas instâncias do PT, filiarem-se ao nosso partido. A Dilma, à época em que reabrimos a negociação sobre os subsídios, favores tributários e renúncia fiscal para a Ford, estava ainda no PDT e, como Secretária de Minas e Energia do nosso governo, participou da construção da decisão que, séria, responsável e republicanamente tomamos. Sua postura determinada nessas e em outras circunstâncias teem o nosso reconhecimento, respeito e admiração.
Ela tem clareza sobre como funciona o Estado e como deveria funcionar, sob controle público, para ser justo, desenvolvido e democrático mas, a composição do governo é um limitador e ela não vai poder alterar as estruturas arcaicas e injustas do Estado brasileiro, coisa que o próprio Lula, com toda sua historia vinculada às lutas sociais da s últimas décadas, não conseguiu fazer. Para mexer nisso, tem que ser debaixo para cima!
Então aí está o papel do partido que não pode se acomodar. Nós, os petistas, nos vangloriamos de feitos em prefeituras, governos estaduais e federal. Mas, criamos mais consciência no povo para que se assuma como sujeito e não objeto da política?
Nas eleições fala-se em “obras” e não se discute a estrutura do Estado, como e quem exerce o poder na sociedade e no estado brasileiros, os impostos regressivos para os ricos e progressivos para os pobres, as isenções, os favores tributários, a enorme renúncia fiscal. Tem prefeitura do PT que privatiza a água, aceitando o jogo do capital privado e a redução do papel do estado numa questão estratégica como essa.
O PT não se esgotou no seu projeto estratégico,mas corre o risco de se tornar mais um partido no jogo de cena em que as elites decidem o quinhão dos de baixo preservando os privilégios dos de cima. Nosso partido tem de desbloquear a discussão de questões estruturais do estado e da sociedade brasileira da disputa imediata por cargos. Essa discussão deve ser feita não apenas internamente mas com o povo brasileiro.
Realizar Seminários onde se discuta até mesmo o papel e o estatuto das correntes internas. Seminários com os lutadores sociais para discutir como um o partido com nossa origem e compromisso pode governar transformadoramente sem se apequenar no pragmatismo político.
A lógica predominante, diante das eleições do ano que vem, é de governarmos mais cidades, mas qual a cidade que queremos? A imposta pela indústria automobilística, desde os tempos de JK, com ferrovias privatizadas e sucateadas e o rodoviarismo exigindo que o espaço urbano se esgarce e se desumanize para dar espaço para o automóvel particular? Onde as multinacionais se instalam com as maiores vantagens do mundo e as cidades viram garagens para carros, onde túneis, viadutos e passarelas, cuja capacidade se esgota em menos de 10 anos, tecem teias de concreto que mais aprisionam do que libertam o ser humano?
O PT deve refletir sobre suas experiências de governar as cidades . São muitas e nenhuma definitiva. O Orçamento Participativo não foi radicalizado ao ponto de ser apropriado pela cidadania como ferramenta sua para controle não só de receitas e despesas, verbas para obras e serviços, no curto prazo,mas sobre a renda da cidade, sua geração e o papel do governo na sua emulação e correta distribuição social, cultural, espacial, econômica e política. O Orçamento Participativo tem que ser pensado não como uma justificativa para a distribuição compartilhada de poucos recursos mas como gerador de cidadania capaz de, num processo de radicalidade democrática crescente, encontrar formas de erradicar o contraste miséria/riqueza do panorama de nossas cidades.
A crise econômica mundial está longe de ser debelada e os países ricos teem enorme capacidade de “socializar” o pagamento dela com os países pobres. No chamado Estado de Direito Democrático o ato de governar é resultado de uma ação articulada e interdependente entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ocorre que na sociedade capitalista o Poder Econômico, que não está definido na Constituição, é tão poderoso e influente quanto todos aqueles juntos. Portanto, a confusão entre governo e esse poder “invisível” privatiza o Estado e é caldo de cultura para a corrupção.
Como presidente de honra do PT-RS tenho cumprido agenda partidária, fazendo roteiros, visitando cidades, participando de atos de filiações, ouvindo as lideranças de base e discutindo o PT. Sinto-me provocado positivamente com esta tarefa.
Mas na estrutura que existe hoje o Partido é cada vez mais dependente, inclusive financeiramente, dos cargos executivos e mandatos legislativos que vem conquistando. É difícil, pois, uma guinada, sem que haja pressão debaixo para cima sobre as direções , correntes, cargos e mandatos. Assim como está o PT vai crescer “inchando”, acomodando interesses. A inquietação na base quanto à isso ainda é pequena mas é sinalizadora de que a luta para que o PT seja um partido da transformação e não da acomodação vale a pena.
(*) titulo criado a partir das afirmações do presidente de Honra do PT/RS
Pescado do Blog Aldeia Gaulesa

Vídeo: Pronunciamento da Presidenta Dilma por ocasião do dia internacional da mulher

O PT, o governo e as relações com o PSD

A Presidenta Dilma no ato comemorativo dos 32 anos do PT

Quando o PT resolveu participar da política nacional, se dispôs a entrar num jogo onde as regras são desenhadas a partir de composições partidárias que nem sempre tem afinidades ideológicas muito grandes. Foi assim que chegamos a presidência da república e já repetimos mais duas vezes o feito. Em 2002  a “Carta aos Brasileiros” não só corroborou as regras do jogo, mas pela primeira vez, além da emoção que sempre moveu a esquerda, com a razão elaboramos o documento que selou um acordo com parcela da burguesia nacional e nos deu fôlego para desenhar o futuro que estava por vir e hoje se concretiza na maior movimentação econômica da base da pirâmide social brasileira: mais de 30 milhões saíram da extrema pobreza e acenderam patamares de classe média. Além disto, o Brasil, de devedor internacional passou a grande credor econômico, já é a 6ª economia do mundo e se encaminha para ser a quinta economia mundial em pouco tempo. São avanços significativos obtidos a partir de um processo democrático e de convencimento de parcela das elites brasileiras de que de fato construíamos o bom caminho e o provamos. Governar exige a capacidade de construir alianças. Foi assim que aplicamos um revés ao neo liberalismo no Brasil. É verdade que não o derrotamos. Ele está bem vivo em outra paragens do mundo e hoje impinge graves derrotas aos trabalhadores e aos povos europeus. Derrotas estas, muitas vezes capitaneadas por quem um dia se disse representante da classe trabalhadora, caso da Social Democracia Européia. Aqui, em terras latino americanas, pelas vitória retumbantes de governos nacionalistas e pela política nacional desenvolvimentista aplicada no Brasil, superamos a crise econômica e nos transformamos  em referência mundial. Tudo isto foi possível pela competente capacidade do PT em buscar aliados nos mais diferentes campos e que estivessem dispostos a construir conosco as mudanças previstas em nosso programa de governo. Não tenho grandes problemas em aliar com o Kassab e a turma dele. Afinal, já coligamos com  PMDB, PTB, PL, PP, que não diferem tanto assim deste mais novo partido surgido da diáspora da oposição sem discurso e sem projeto. Isto não nos impediu de fazer profundas mudanças, benéficas ao povo brasileiro, aos mais necessitados e a própria nação brasileira, que resgatou o orgulho pátrio. Não. Não me assusta fazer aliança como Kassab e com esta gente. O que me assusta é a incapacidade do PT elaborar políticas para além do governo. O governabilidade é um problema do governo e precisa de composições para gerar maioria. No caso do brasil, sabemos nós, estas alianças muitas vezes são fisiológicas, custam cargos, emendas parlamentares, quando não, nos submetem a vexaminosas denúncias de corrupção no seio do governo. É assim que é. Mas poderia ser diferente. Uma Reforma Política que acabe com o financiamento privado de campanhas, instituindo o financiamento público, que garanta o voto em lista, dando assim maior poder aos programas partidários e ideológicos, que impeça alianças locais, constituindo as nacionalmente e calçadas em programas de governo previamente estruturados de frentes partidárias que sejam julgados nas eleições, é um dos caminhos que temos para nos desvencilharmos das incômodas alianças que hoje fazem parte das regras do jogo. Ao PT cabe propor à sociedade o debate sobre a Constituinte Soberana e Exclusiva. Se a bandeira num primeiro momento não mobiliza as multidões, por não ter o apoio da grande mídia, a história nos mostra no entanto, que o PT já começou praticamente sozinho movimentos como o das diretas já, que acabaram ganhando as massas, num período onde isto poderia ainda significar prisão e perda de emprego para o povo que ia para a rua reivindicá-las. Outras Reformas também são necessárias. A tributária, a Agrária, a administrativa e também a da segurança pública, ainda militarizada e departamentalizada.  A Presidenta Dilma em seu pronunciamento nos 32 anos do PT convocou militantes, intelectuais, pensadores a ajudar na construção de um Brasil mais justo, com mudanças estruturais e também com movimentação de ideias. “Uma grande transformação está em curso no Brasil e deve ser acompanhada de um grande movimento de ideias”. De acordo com ela, não há mudança social sem mudança cultural.

Ou o PT propõe e elabora o novo, alterando democraticamente as regras do jogo, com a participação popular em uma Constituinte, como a Presidenta pediu , ao falar das mudanças estruturais e culturais que precisam de novas idéias para se concretizarem, ou sucumbirão os direitos e avanços obtidos até aqui, por que as regras do jogo já não permitirão ir além. Não são portanto as alianças, sejam elas quais forem, que prejudicam a luta e nos fazem avançar menos do que poderíamos. O que nos faz andar mais lentos do que poderíamos, é a ainda pouca elaboração do PT para além do bom governo que ousamos construir.

Aliás, participei do ato de aniversário do PT. Foi emocionante ouvir “A Internacional” ser cantada na abertura do evento. Vi muitos dos presentes se emocionando também. Que esta emoção, que fez o PT construir os caminhos para o Brasil orgulhoso de si que temos hoje, ilumine nossa direção para, com esta emoção, mediada pela necessária razão que nos norteou até aqui, conduza as Reformas necessárias e ilumine o caminho para a construção do Socialismo democrático que todos almejamos para a humanidade inteira.

O Futuro está Presente: Pronunciamento de fim de ano da Presidenta Dilma

O ano bom que fechamos, sinaliza para um ótimo ano que teremos em 2012. A colheita dos frutos da semeadura feita durante os 8 anos do Governo Lula já possibilitam dizer que as safras do desenvolvimento e da distribuição da riqueza serão cada vez maiores nos anos que virão. Descrevo abaixo, logo após o vídeo do Pronunciamento da nossa Presidenta, o email que recebi de um colega de trabalho, O Sergio Lima de Oliveira, o Serginho,  e que traduz o que a grande maioria dos brasileiros, estes que acreditam e participam desta semeadura permanente, continuam a construir no presente e no futuro. No Brasil, finalmente o futuro está presente. A mensagem de fim de ano da Presidenta Dilma reafirma o compromisso e a certeza dos bons frutos para 2012 e também para os muitos anos que virão.

 

 

O mais importante ainda está por vir

  O enfrentamento à crise

  as políticas públicas

Reverter os impactos da crise internacional que têm feito a economia empacar será a questão número um da agenda de 2012. Os riscos advindos dessa crise abrem uma oportunidade para a atual presidência: há condições objetivas para uma transição da eterna agenda de estabilização para uma nova agenda de mudanças e desenvolvimento.  Os países europeus que vão se curvar ao FMI e que desejam conhecer o seu futuro não precisam de “bola de cristal”; basta conhecer a história econômica desastrosa da América Latina dos anos 1990.  Lembra-nos em muito a liberdade e a desfaçatez dos executivos do FMI no Brasil nos anos do neoliberalismo. Tal qual no Brasil, as exigências do FMI são as mesmas: austeridade e sacrifícios (por parte da população).  Concretamente, no primeiro trimestre se deve ver um aprofundamento da inflexão da política macroeconômica, para livrar o país de uma recessão. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o “Minha Casa, Minha Vida” são apostas líquidas e certas. Significam injeção na veia da economia, com uma estrutura de implementação já organizada.  O Brasil Sem Miséria, que mostrou avanços substantivos em 2011, trará dados ainda mais palpáveis e em maior volume, consolidando também quase uma década de Bolsa Família na estrutura de políticas públicas do Estado.  Basta que se perceba que as condições objetivas estão dadas e que se aguente com paciência a gritaria de setores rentistas e seus agregados, minoritários, elitistas, mas muito barulhentos. É fácil identificá-los. São os que acham que investimento em assistência social é clientelismo; que mais dinheiro para a saúde é gastança; que prioridade para a educação deve ser na base de muito discurso e pouco recurso. Esse pessoal tem ultimamente patrocinado editoriais dizendo que a desaceleração da economia é algo benéfico.  A diminuição dos encargos com a dívida, requisito para a travessia da crise, pode levar a uma mudança de peso: a transição de uma agenda de estabilização para uma agenda de mudanças orientadas por um novo padrão de desenvolvimento.

Que venha 2012, um ano difícil, mas que bem poderia entrar para a história como aquele que encerrou uma década de transição e virou definitivamente a página do Brasil do Real, que vivia em função de sua moeda, para o Brasil de todos, que passou a viver em função dos brasileiros.

 

“Não descansaremos até atingir nossa meta de tirar 16 milhões de pessoas da miséria”, diz presidenta

Nos primeiros seis meses do Plano Brasil Sem Miséria o governo federal superou a meta para 2011 e localizou 407 mil famílias que tinham direito ao Bolsa Família mas que ainda não estavam no programa. Destas, 325 mil já estão recebendo o benefício, informou a presidenta Dilma Rousseff hoje (26) no programa Café com a Presidenta.

Para identificar essas famílias, explicou a presidenta, foi fundamental a chamada Busca Ativa, estratégia pela qual o governo localiza as pessoas extremamente pobres, ou seja, com renda de até R$ 70 mensais. Dilma Rousseff ressaltou a parceria dos estados e do Distrito Federal, que aderiram ao Plano, e lembrou que os estados do Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Distrito Federal decidiram complementar o dinheiro que as famílias mais pobres recebem do programa Bolsa Família.

“Até 2013, nós vamos, com certeza, encontrar todos que ainda não estão no Bolsa Família e dar a eles o direito e as condições para que deixem de ser extremamente pobres.”

Ela disse, ainda, que medidas de reforço ao Bolsa Família, como a ampliação do número de benefícios por família, de três para cinco filhos de até 15 anos, resultaram na inclusão de mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes no programa.

“Fizemos também mudanças para proteger mais as mães e as futuras mamães – criamos o Bolsa Gestante e o Bolsa Nutriz. As duas bolsas já começaram a ser pagas para 92 mil mulheres que estão amamentando e 25 mil gestantes”, destacou.

Ao falar sobre a inclusão produtiva, um dos eixos do Brasil Sem Miséria, a presidenta frisou que no campo foi iniciada a distribuição de 375 mil toneladas de sementes e destacou avanços no programa Água para Todos, com a construção de 315 mil cisternas. Já nas cidades, a presidenta lembrou que por meio do Pronatec foram destinadas 61 mil vagas de qualificação em 161 municípios para os beneficiários do Plano, em áreas como construção civil, serviços, hotelaria, comércio, indústria, bares, restaurantes e cuidado com os idosos.

“Em todo lugar que vou, chego à mesma conclusão: o povo não quer favor, quer oportunidade. O Brasil está cheio de oportunidades para quem quer melhorar seu negócio e para quem quer emprego. Com certeza estamos no caminho certo. Não descansaremos até atingir nossa meta, de tirar 16 milhões de pessoas da miséria. O Brasil que estamos construindo não é apenas para alguns, mas, sim, ele só é grande e forte se for para os 190 milhões de brasileiros e de brasileiras.”

Blog do Planalto

Pescado do Sitio Brasil Sem Miséria

Dilma entrega a Lula presente de Natal de catadores de material reciclável

Não tem presente melhor que este que o Lula deixou aos brasileiros e brasileiras: resgatamos nosso orgulho da pátria e marchamos céleres para ser uma das maiores economias do mundo. Mas com a necessária distribuição da riqueza. O Carinho que os ca Vamo que vatadores tem pelo Presidente lUla e pela presidenta Dilma, mostra que a distribuição da riqueza esta acontecendo. E só vai melhorar durante os próximos anos do Governo Dilma. O Brasil vai erradicar a Pobreza extrema do solo pátrio, enquanto parte da humanidade é jogada para a fome e a miséria por causa da insâna ganância dos poderosos do sistema financeiro mundial. “Vamo que vamo”, deste presente fazer o futuro cada vez melhor. Boas e merecidas festas e um ótimo ano novo a todos os meus amigos, amigas, leitores do Blog. Fica para todos a matéria do Correio do Brasil . E a bela foto serve como tradicional cartão. Abraços a todos.

Luiz Müller

Pescado do Correio do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou a passagem pela capital paulista para o encontro de Natal com catadores de material reciclável e a população de rua para visitar seu antecessor e padrinho político. Nesta quinta-feira, ela foi a São Bernardo do Campo, na região do ABC, onde se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passa por tratamento de um câncer na garganta. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, Dilma entregou ao ex-presidente um presente dos catadores. A presença de Lula chegou a ser cogitada na celebração anual. Foi durante os últimos oito anos que o evento tornou-se obrigatório na agenda presidencial de fim de ano.

LulaLula recebe presente de Dilma, em São Bernardo do Campo

Lula acostumou-se a frequentar o encontro e se emocionar diante das transformações na vida dos trabalhadores que recolhem e separam materiais recicláveis. Em 2010, mesmo depois da eleição de Dilma, ambos garantiram que o evento seria preservado e o ex-presidente prometeu que faria de tudo para participar. Em função do tratamento, ele não compareceu.

O instituto ainda divulgou uma mensagem de Natal de Lula, em que ele agradece “de coração” pelo “carinho que recebi em 2011″, depois de descoberto o tumor na laringe, no fim de outubro. “A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento”, escreveu.

“Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário”, conclui a nota.

Leia a mensagem, na íntegra:

São Paulo, 22 de dezembro de 2011

“Minhas amigas e meus amigos

O ano de 2011 vai terminando e este momento especial do Natal, de confraternização com a família e os amigos, permite reforçar os laços de afeto e união para começarmos um novo ciclo com muita energia e amor.

Neste final de ano, quero agradecer de coração todo o carinho que recebi em 2011. A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento.

Desejo que todos tenham muita saúde, paz e prosperidade neste ano que vai começar. Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário.

Um forte abraço,

Luiz Inácio Lula da Silva

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Luiz Müller

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