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Superávit ou investimentos?

Pescado do Blog do Zé

ImageAo apresentar, ontem, as contas do governo central, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, informou o superávit primário em janeiro, de R$ 20,8 bilhões. Trata-se do maior para o mês de janeiro e o segundo maior da história para todos os meses.

Motivo? O resultado positivo do mês passado deu-se em função do bom desempenho da arrecadação e de uma expansão menor das despesas. Augustin também explicou que as transferências para Estados e municípios, tradicionalmente, em janeiro, são menores, o que contribuiu para o resultado.

Augustin comentou também sobre a queda de 17,4% do investimento do governo federal em janeiro deste ano ante o mesmo mês do ano passado. O valor investido caiu de R$ 7,9 bilhões, em janeiro do ano passado, para R$ 6,5 bilhões no primeiro mês deste ano, mesmo com a inclusão do programa Minha Casa, Minha Vida na conta dos investimentos do PAC. Contudo, fez questão de frisar, haverá, sim, em 2012, um crescimento significativo dos investimentos.

Torcida por investimentos

 

Vamos torcer para que o prognóstico do secretário do Tesouro se concretize e que 2012 seja, de fato, um ano de investimentos maiores, apesar da sua queda momentânea em janeiro, frente a janeiro de 2011.

Por outro lado, o superávit de R$ 101 bi nos últimos 12 meses, “sem o contingenciamento” previsto neste ano, como bem lembrou o secretário, dá uma boa ideia do que custa ao país o serviço da dívida interna. E qual é a urgência da redução da taxa Selic e dos juros médios da economia, hoje em 38% para uma inflação de 5,5%.
A propósito, ao lado desta notícia, temos outra que aponta para um aumento dos juros reais na economia, dado o crescimento da inadimplência.

Preferimos ficar com a promessa do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Segundo ele, a redução dos spreads bancários e da taxa Selic são prioridades do governo e da própria presidente Dilma Rousseff. Aliás, o presidente do BC na audiência que compareceu no Senado da República, ontem, destacou a reativação da indústria e defendeu as medidas de defesa comercial que o país tem adotado. Ele ressaltou que não somos os mais ativos nessa área. Mas devíamos sê-lo, acrescento.

Programas de qualificação da STDS garantem inserção no mercado de trabalho

Pescado do Sítio da Secretaria do Trabalho e Desenvlvimento Social do RS

Uma das iniciativas presentes no planejamento estratégico da Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), é a formulação de políticas públicas para o trabalho e geração de renda. O secretário Luís Augusto Lara destaca que a pasta está trabalhando para promover a inclusão produtiva dos cidadãos, por meio de programas que oferecem cursos de qualificação profissional como, por exemplo, o Próximo Passo, destinado a jovens e mulheres beneficiários do Programa Bolsa Família, e o Plano Territorial de Qualificação (Planteq).

De acordo com o secretário, em muitas áreas do mercado de trabalho sobram vagas, porém, o que falta é mão de obra qualificada. “Nos últimos anos, o governo proporcionou qualificação muito aquém do que era necessário. A qualificação é um grande desafio para o Estado e para todo o Brasil, mas com a reestruturação da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão responsável por executar as políticas de trabalho formuladas pela STDS, iremos ofertar cursos de qualificação gratuitos, proporcionando melhorias nas condições de vida das pessoas,” pondera. O gestor enfatiza, ainda, que a meta da pasta, em um ano e meio de governo, é qualificar cerca de 20 mil pessoas, em especial, as que fazem parte do Cadastro Único, que dá acesso aos programas sociais do governo Federal.

“O governador Tarso Genro refez a Secretaria do Trabalho. Temos 444 mil famílias nos programas sociais do governo Federal e estamos aplicando a tecnologia social, dando um incentivo, um estímulo financeiro para quem quiser se qualificar e evoluir,’ aponta Lara. Segundo o presidente da FGTAS, Heitor Gularte, no primeiro semestre deste ano, “com os recursos de um milhão e cem mil reais, mais a contrapartida do Estado, cerca de 3 mil educandos foram capacitados pelos cursos do Planteq. Nossa expectativa, para atingir a meta de 20 mil pessoas, é trabalhar com recursos da ordem em torno de 25 milhões de reais.”

Os cursos de qualificação oferecidos nos municípios serão determinados por meio de audiências públicas por Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), identificando as prioridades de qualificação regionais, além de debates nos maiores municípios do Estado. A primeira audiência acontecerá no dia 16 de agosto, em Ijuí, envolvendo os municípios do Corede Noroeste Regional, empresários, comissões de emprego, prefeituras e comunidade em geral. “O debate público nas regiões será uma forma de fazer com que a empregabilidade, após a conclusão dos cursos, seja garantida, já que haverá a participação dos empresários nos debates, onde indicarão as principais demandas”, afirma o diretor do Departamento do Trabalho da STDS, Luiz Müller.

STDS e Comissão Municipal de Emprego de Guaíba debatem qualificação profissional

Diretor destacou preocupação da STDS em oferecer cursos que dialoguem com as necessidades dos empresários

Diretor destacou preocupação da STDS em oferecer cursos que dialoguem com as necessidades dos empresários

Nesta quinta-feira (04), o diretor do Departamento do Trabalho da Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), Luiz Müller, esteve reunido com representantes da Comissão Municipal de Emprego de Guaíba, no gabinete da STDS, em Porto Alegre. Na ocasião, a Comissão apresentou as principais demandas no que se refere à qualificação profissional no município, em função da vinda de empresas novas para a zona mista industrial de Guaíba, bem como com a perspectiva de ampliação de empresas já existentes.

O diretor Luiz Müller anunciou que, na próxima quarta-feira (10), haverá a aula inaugural dos cursos de Recepcionista e Organizador de Eventos, que fazem parte do Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Turismo. “A STDS está preocupada em oferecer cursos de qualificação que dialoguem com as necessidades das empresas. Desse modo, os cursos do Planseq Turismo são uma oportunidade para fazer com que as demandas dos empresários do setor em contratar gente qualificada sejam atendidas, pois muitos jovens, às vezes, não são contratados, porque não têm experiência ou qualificação.”

A STDS comprometeu-se com o presidente da Comissão Municipal de Emprego, Ricardo Jardim, que irá participar de reuniões com algumas empresas para ampliar o número de aprendizes contratados na cidade. Na ocasião, foi salientada a necessidade de uma mobilização da Comissão para angariar votos necessários com a finalidade de incluir recursos de qualificação como uma das quatro prioridades da região na consulta popular, que acontecerá dia 10. Também estiveram presentes no encontro, o Coordenador da Agência FGTAS/Sine local, Graciano Brum Pereira, e a delegada Regional de Guaíba, Stela Machado.

Pescado do Sitio da STDS/RS

O DISCURSO DE DESPEDIDA DO PRESIDENTE LULA – ORGULHO DE SER BRASILEIRO


O Sonho está se transformando em realidade. Não há melhores palavras do que as do Companheiro Presidente Lula para desejar Boas Festas, Feliz Ano novo e Viva ao Brasil novo que estamos vivendo, grande potente e referência para o mundo todo. Vai o discurso de despedida do Nosso Presidente de todos os brasileiros.

ÍNTEGRA DO DISCURSO DA PRESIDENTE DILMA

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

  • Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
  • Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
  • Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
  • Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
  • Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem  e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos  gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos  para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é  difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

PIB CAMPEÃO: PREVISÃO DE CRESCIMENTO É DE 7,3% NESTE ANO

Pescado Do Blog TIJOLAÇO do Brizola Neto
quarta-feira, 30 junho, 2010 às 16:02

O crescimento da economia brasileira pode chegar a 7,3% este ano, segundo previsão do Banco Central, publicada em O Globo. E antes que os defensores do Brasil da roda presa, aqueles que afirmavam que o potencial de nosso PIB não passava de 3%, arregalem os olhos com o número, o próprio BC não mostra preocupação excessiva com a inflação.

O índice de 7,3%, o maior do país desde os anos 70, quando a economia chegou a crescer mais de 10%, é uma confirmação do que vinha sendo sinalizado com o crescimento de 9% do PIB no primeiro trimestre. A indústria teve uma expansão de 14,6% no primeiro tri, a maior desde o início da série histórica, em 1996, recuperando o patamar pós-crise.

E junto com a indústria estão os investimentos, o consumo e o crédito. O BC subiu ligeiramente a estimativa de inflação, de 5,2% para 5,4%, não muito acima da meta oficial, o que não assusta uma economia do tamanho da brasileira.

O Brasil prova a cada estimativa revista para cima que superou a crise que abalou o mundo em 2008 e cresce sem medo de ser feliz. O país da roda presa é cada vez mais parte do passado e vem sendo atropelado por outra roda, maior e inevitável, a roda da história.

Desemprego tem a menor taxa desde 2002, aponta pesquisa do IBGE

A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país foi de 7,5% em maio deste ano. Trata-se da menor taxa para os meses de maio registrada desde 2002, conforme divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o desemprego atingiu 7,3% da população economicamente ativa e, em relação a maio do ano passado, houve recuo de 1,3 ponto percentual.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o contingente de desocupados em maio, de 1,8 milhão de pessoas, se manteve praticamente estável em relação a abril, mas recuou 13,4% na comparação com maio de 2009. A população ocupada, de 21,9 milhões de pessoas, aumentou 4,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o acréscimo de 894 mil postos de trabalho. Em relação a abril, não houve variação significativa.

A pesquisa também mostra que em relação a maio de 2009, houve aumento de 7,4% no emprego formal, com mais 698 mil trabalhadores com carteira assinada.

Na comparação com maio do ano passado, os trabalhadores tiveram um ganho de 2,5% no rendimento médio mensal, com o salário passando de R$ 1.383,36 para R$ 1.417,30. Em relação a abril deste ano, a pesquisa registrou queda de 0,9% no rendimento.

A Pesquisa Mensal de Emprego é feita nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Do Sitio do PT ABr

MAIS EMPREGOS COM DIREITOS GARANTIDOS

O Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – CAGED- é o registro das admissões e demissões no mercado formal de trabalho e é alimentado pelas empresas responsáveis pelas contratações. Em verdade, o CAGED é o registro de contrato de trabalho que o trabalhador tem registrado em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social  (CTPS).  Neste ano, em apenas 5 meses já batemos todos os recordes históricos de Contratação Formal desde a criação do CAGED. Bom para a economia por termos mais trabalhadores recebendo salários e portanto mais gente com poder de consumo. Se temos mais consumo, mais empregos são nescessários para produzir isto que estes novos contratados consomem. Por outro lado, também ganha o Sistema de Seguridade Social, pois muitos destes que agora se somam aos contratados formais, antes estavam na informalidade, não contribuiam para o sistema e portanto não estavam protegidos pelo mesmo. Ganham todos. A nação esta se desenvolvendo com distribuição de renda e inclusão, o que é fundamental para uma nação que busca o desenvolvimento permanente. É esta a marca principal do governo Lula: Desenvolvimento com distribuição de renda. E não há melhor forma de distribuição de renda que a geração de postos de trabalho com todas as garantias e direitos que um trabalhador deve ter. Reproduzo abaixo matéria do Sitio do Ministério do Trabalho e Emprego sobre o tema.

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Geração de empregos bate quinto recorde consecutivo

Com 298.041 novos empregos criados em maio, Brasil alcança o melhor período de geração de empregos em toda a sua história. No ano, cresce em mais de 1,2 milhão o número de novos postos de trabalho com carteira assinada

Ministro Lupi prevê novos recordes de emprego

Brasília, 21/06/2010 – Em maio, 298.041 brasileiros entraram para o mercado formal de trabalho em novos empregos com carteira assinada, número recorde para o período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego anunciados nesta segunda-feira (21) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Com o resultado, o Brasil chega à marca de 1.260.368 novos postos de trabalho em 2010, recorde absoluto alcançado com o registro de cinco recordes mensais consecutivos, entre janeiro e maio, fato inédito em toda a série histórica do emprego formal celetista no país. Assim, o número de trabalhadores brasileiros com carteira assinada chega a 34.261.387, marca jamais alcançada.

“Chegamos a 13.013.131 empregos gerados durante o Governo Lula. E o Brasil continuará crescendo e batendo recorde de empregos. Este ano temos dois fatores sazonais importantes para o crescimento do setor de Serviços, que são a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em junho podemos chegar a 320 mil empregos, superando o recorde histórico para todos os meses, que é de 309 mil. E no segundo semestre os resultados continuarão positivos, beirando sempre os recordes de cada mês e fechando o ano com PIB em cerca de 7,5%”, analisa Lupi.

Em maio, todos os 25 subsetores de atividade econômica expandiram o nível de emprego, com 14 deles revelando saldos recordes. Entre os setores, os destaques em números absolutos ficam com Serviços (86.104), Agricultura (62.247), Indústria de Transformação (62.220), Comércio (43.465) e Construção Civil (39.082).

“O Brasil não é só a indústria, que até vem crescendo bem e está com 82% da capacidade estabelecida, e pode crescer mais. Serviços, Comércio e Construção Civil foram os setores que mais cresceram nos últimos tempos. Em junho, julho e agosto haverá crescimento no setor agropecuário no Centro Oeste e em São Paulo; a Construção Civil cresce há 7 meses seguidos; e o varejo cresce, o que aponta crescimento no Comércio e em serviços”

Em termos geográficos, houve expansão do emprego em todas as regiões, com saldos recordes no Nordeste (45.827), Sul (34.080) e Norte (11.959), e os segundos melhores saldos no Sudeste (189.501) e Centro-Oeste (16.674). Entre as Unidades da Federação, 25 obtiveram expansão do nível de emprego, com 11 registrando saldos recordes, cinco das quais da região Nordeste. No conjunto das nove Áreas Metropolitanas consideradas, foram criados 100.071 novos postos, recorde decorrente da geração inédita em oito delas. No interior destas regiões foram registrados 147.806 postos.

“Chegaremos ao fim do governo Lula com 15 milhões de novos empregos gerados, entre celetistas e estatutários civis e militares. E o Brasil será campeão da Copa do Mundo”, prevê o ministro Carlos Lupi, sempre otimista.

Confira todos os dados do Caged.

RECEITA PARA O BRASIL CONTINUAR AVANÇANDO

DISCURSO DA DILMA NA CONVENÇAÕ DO PT

Queridas companheiras e queridos companheiros,

Minha emoção é muito grande. Minha alegria também. Por esta festa tão cheia de energia, de confiança e esperança.

Sei que esta festa não é para homenagear uma candidata. Aqui se celebra, em primeiro lugar, a mulher brasileira! Aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser – e de fazer – da mulher.

É em nome de todas as mulheres do Brasil – em especial de minha mãe e de minha filha – que recebo esta homenagem.

É também em nome delas que abraço esta missão conferida por meu querido partido, o PT, e pelos importantes partidos da nossa coligação.

A energia que move esta grande festa brasileira é a força do trabalho – e do sonho – de um povo que nunca se dobrou, sempre lutou e jamais perdeu a esperança. E que levou à Presidência um trabalhador, que provou que um novo Brasil é possível.

Um Brasil justo, forte, democrático e independente. Cheio de oportunidades para todas as brasileiras e todos os brasileiros.

Não é por acaso que depois deste grande homem, o nosso Brasil possa ser governado por uma mulher.

Por uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula – mas que fará um Brasil de Lula com alma e coração de mulher.

Lula mudou o Brasil e o Brasil quer seguir mudando.

A continuidade que o Brasil deseja é a continuidade da mudança.

É seguir mudando, para melhor, o emprego, a saúde, a segurança, a educação.

É seguir mudando com mais crescimento e inclusão social para que outros milhões de brasileiros saiam da pobreza e entrem na classe média.

É seguir mudando para diminuir ainda mais a desigualdade entre pessoas, regiões, gêneros e etnias.

Queridas companheiras e queridos companheiros,

A distância entre o sonhar e o fazer pode ser bem mais curta do que se imagina, desde que a gente tenha coragem, competência e determinação.

Foi o que ocorreu neste governo, quando alcançamos conquistas que tantos julgavam impossíveis.

Vimos se confirmar o que o presidente Lula dissera no início do primeiro governo

“Vamos começar fazendo apenas o necessário. Depois, vamos fazer o possível e, quando menos se esperar, nós estaremos realizando o impossível”.

Quando me perguntam como isso aconteceu, respondo: foi porque trabalhamos com a cabeça e com o coração.

Foi porque trabalhamos primeiro, para as pessoas. E ao trabalharmos primeiro para as pessoas, produzimos resultados surpreendentes.

Quando perguntam como isto aconteceu, eu também respondo: foi porque soubemos abrir novos caminhos, quebrando antigos tabus.

O tabu mais importante que derrubamos foi o de que era impossível governar para todos os brasileiros.

Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram para um terço da população. Para muitos deles, o resto era peso, estorvo e carga.

Falavam que tinham que arrumar a casa primeiro. Falavam e nunca arrumavam. Porque é impossível arrumar uma casa deixando dois terços dos filhos ao relento, à margem do progresso e da civilização.

Resultado: o Brasil era uma casa dividida, marcada pela injustiça e pelo ressentimento, que desperdiçava suas melhores energias.

Nós, do governo do presidente Lula, fizemos o contrário. Chegamos à conclusão de que só fazia sentido governar se fosse para todos. E provamos que aquilo que era considerado estorvo era, na verdade, força e impulso para crescer.

Quebramos o tabu e provamos que incluir os mais fracos e os mais necessitados ao processo de desenvolvimento do país é um caminho socialmente correto, politicamente indispensável e economicamente estimulador.

Companheiras e companheiros,

Nós queremos e podemos fazer mais e melhor.

Para realizar esta grande tarefa não basta apenas querer. Ou dizer que vai fazer.

É preciso conhecer bem o Brasil, o governo e ter projetos que ampliem e acelerem o que está sendo feito.

É preciso, ainda, estar do lado certo e com a postura correta.

Dar prioridade e apoio aos que mais precisam, porém governando para todos os brasileiros e brasileiras.

É preciso acreditar no Brasil. Acreditar que podemos erradicar a miséria e nos tornar um país com uma das maiores e mais vigorosas classes médias do mundo.

Podemos alcançar isso porque somos um povo criativo e empreendedor; temos uma democracia sólida; um vibrante mercado interno; a maior reserva florestal e a mais limpa matriz energética do planeta; um parque industrial diversificado; uma agricultura forte; e desfrutamos de estabilidade econômica, agora com grandes reservas internacionais superiores a nossos compromissos externos.

Mas para ampliar o que conquistamos, precisamos reforçar o planejamento e a integração entre Estado e setor produtivo; governo e sociedade; União, estados e municípios.

Este trabalho conjunto terá como prioridades:

Educação de qualidade, dando seqüência à transformação educacional em curso – da creche a pós-graduação.

Isso significa:

Dar especial atenção à formação continuada de professores para o ensino fundamental e médio;

Fazer com que os professores tenham, pelo menos, o curso universitário e uma remuneração condizente com a sua importância;

Avaliar o aluno e as nossas escolas para garantir a qualidade do ensino fundamental e médio;

Espalhar a educação profissionalizante por todo o país, interiorizando o ensino técnico;

Garantir a qualificação do ensino universitário, com ênfase na pós-graduação;

Equipar as escolas com banda larga gratuita e assegurar bolsas de estudo e apoio aos alunos;

Enfim, formar jovens preparados para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Se eleita presidente, vou liderar, sem descanso, este processo.

Para o Brasil seguir mudando, para melhor, é fundamental promover um salto de qualidade na assistência universal promovida pelo SUS.

Nossas prioridades na saúde estarão baseadas em três pilares: financiamento adequado e estável para o Sistema; valorização das práticas preventivas; e organização dos vários níveis de atendimento, garantindo atendimento básico, ambulatorial e hospitalar de alta resolutividade em todos os estados brasileiros.

Também daremos prioridade ao desenvolvimento de fármacos, mobilizando para isso institutos de pesquisa, universidades e empresas do setor.

Para o Brasil seguir mudando para melhor, precisamos investir, ainda mais, em PESQUISA, INOVAÇÃO E POLÍTICA INDUSTRIAL.

O governo Lula foi o que mais investiu em pesquisa e inovação na história recente. Nossa meta é ampliar este esforço, focando os setores portadores de futuro – biotecnologia, nanotecnologia, agroenergia e fármacos, entre outros – e fortalecendo o tripé empresas privadas, institutos tecnológicos e redes universitárias de pesquisas.

Isso vai favorecer nosso parque industrial, nossa competitividade agrícola e nossas exportações.

Tudo que pode ser produzido de forma competitiva no Brasil, vai ser produzido no Brasil, gerando mais emprego e renda.

Para o Brasil seguir mudando, é preciso continuar investindo em INCLUSÃO DIGITAL.

A economia e a cultura contemporâneas exigem que toda a sociedade tenha acesso aos bens digitais.

Isso é fundamental para a construção de uma sociedade baseada no CONHECIMENTO.

Como Lula, quero continuar sendo a presidente da inclusão social, mas quero ser, também, a presidente da inclusão digital.

Para o Brasil seguir mudando, e a vida de seu povo ficar cada vez melhor, é preciso investir em SEGURANÇA PÚBLICA.

Isso exige uma ação planejada e concentrada de segurança nas áreas urbanas, a exemplo do que vem acontecendo com o Pronasci, e maior capacitação federal nas áreas de fronteira e de inteligência.

É preciso lutar contra o crime organizado. Contra o roubo de cargas. Contra o tráfico de armas e de drogas. Contra a praga destruidora do crack.

O crack avança sobre a população de forma devastadora.

É um crime contra a juventude, contra a família, contra a sociedade e contra a nação.

Mas vamos vencer essa guerra. E vamos vencer, como venho dizendo, com apoio, carinho e autoridade.

Para o Brasil seguir mudando, é preciso priorizar o PLANEJAMENTO URBANO, revigorando a meta de prover ACESSO UNIVERSAL AOS SERVIÇOS BÁSICOS e aumentar a PAZ SOCIAL.

Melhorar o ambiente das cidades é uma ação urgente e necessária, já iniciada com o PAC.

É hora de avançar ainda mais, ampliando o acesso ao esporte, ao lazer e a cultura; ao saneamento básico; a serviços de saúde de qualidade e a um transporte eficiente.

Para o Brasil seguir mudando, é preciso continuar investindo, maciçamente, EM INFRAESTRUTURA.

Vamos seguir estimulando, por meio do PAC, a parceria entre os setores público e privado e, assim, garantir investimentos que ampliem a competitividade de nossa economia.

Vamos construir e melhorar os portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Ampliar e garantir maior eficiência ao nosso sistema elétrico e aos nossos meios de transporte, incluindo o trem de alta velocidade e o transporte de carga.

Quero ser a presidente da consolidação da infraestrutura brasileira, completando o grande trabalho do presidente Lula.

Para o Brasil seguir mudando, precisamos vencer o DEFICIT HABITACIONAL já na década que se inicia.

Com o Minha Casa, Minha Vida abrimos um vigoroso caminho nesta direção. Garantimos subsídios que evitam o peso de financiamentos insuportáveis para os mais pobres. Mobilizamos o setor privado e simplificamos a burocracia do sistema.

Concebi e coordenei, a pedido do presidente Lula, este programa – portanto sei como avançar mais. E já temos pronto o projeto para mais 2 milhões de moradias.

Para o Brasil seguir mudando, temos que priorizar a ECONOMIA DE BAIXO CARBONO, consolidando o modelo de energia renovável que conquistamos.

É preciso incentivar projetos de reflorestamento em áreas degradadas e cumprir as metas que levamos à COP 15, em especial a de redução do desmatamento.

Ao mesmo tempo, incentivaremos a pesquisa e inovação de materiais e produtos de baixo carbono e de baixo consumo de energia.

Para o Brasil seguir mudando, temos que continuar modernizando a política de DESENVOLVIMENTO REGIONAL, reconhecendo as particularidades de cada região.

Quero ser, depois de Lula, a presidente da moderna integração regional do país, porque vejo em nossas regiões imensos celeiros de oportunidades.

Para o Brasil seguir mudando é preciso assegurar a estabilidade e continuar as reformas que melhoram o ambiente econômico, em particular a REFORMA TRIBUTÁRIA.

A nossa estrutura tributária é caótica, apesar de áreas de excelência na administração – e se não tivermos coragem de reconhecer isso, jamais faremos esta reforma tão urgente e necessária.

Entre outras coisas, investir na informatização de todo sistema de tributos para alargar a base da arrecadação e diminuir a alíquota dos impostos.

Outra grande meta é completar a desoneração do investimento, por seu forte efeito sobre as taxas de crescimento.

Para o Brasil seguir mudando, precisamos valorizar cada vez mais a nossa CULTURA.

Vamos ampliar a produção e o consumo de bens culturais com base em nossa diversidade e dar meios e oportunidades à criatividade popular.

Assim, alargaremos caminhos para que aflore a diversidade cultural brasileira, cuja riqueza e significado podem ser comparados ao da nossa biodiversidade.

A cultura é o espaço por excelência da alma e da identidade de um povo. É essencial para a construção de um sentido de nação.

Para o Brasil seguir mudando, precisamos aproveitar em benefício de todo o país as extraordinárias riquezas do PRÉ SAL, descobertas pela nossa querida Petrobrás.

Não podemos nos transformar num exportador de óleo cru. Ao contrário, devemos agregar valor ao petróleo aqui dentro, construindo refinarias e exportando derivados de maior valor.

O PRÉ SAL, como já disse o presidente Lula, é o nosso passaporte para o futuro. Seus recursos não devem ser gastos apenas para a geração presente. Devem formar uma robusta poupança para servir, a todas brasileiras e brasileiros, com investimentos em educação, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia e combate à pobreza.

Para o Brasil seguir mudando, precisamos APROFUNDAR A DEMOCRACIA, aperfeiçoando e valorizando nossas instituições.

Unir o melhor das nossas energias para fazer a REFORMA POLÍTICA.

Quero dizer com todas as letras aos partidos políticos e ao país: não dá mais para adiar esta reforma.

Ela é uma necessidade vital para corrigir equívocos, vícios e distorções. Para dar eficácia ao voto do eleitor e credibilidade à representação parlamentar. Para dar transparência às instituições e garantir mecanismos reais de controle ao cidadão. Para fortalecer os partidos, estimular o debate público e a participação popular.

A consolidação do estado democrático de direito passa, igualmente, pela garantia e manutenção de AMPLA LIBERDADE DE IMPRENSA e da livre circulação e difusão de idéias.

Exige, cada vez mais, a ampliação do direito à informação da população, com a multiplicação dos meios de comunicação. E que sejamos capazes de dar respostas abrangentes e inclusivas aos imensos desafios e às fantásticas possibilidades abertas pelo mundo digital, pela internet e pelo processo de convergência de mídias.

Para o Brasil seguir mudando, devemos AMPLIAR NOSSA PRESENÇA INTERNACIONAL, oferecendo ao mundo contribuições valiosas nas áreas ECONÔMICA, de MUDANÇAS CLIMÁTICAS e da PAZ MUNDIAL.

Seguiremos defendendo, de forma intransigente, a paz mundial, a convivência harmônica dos povos, a redução de armamentos e a valorização dos espaços multilaterais.

Em especial, precisamos seguir estreitando as relações com os nossos vizinhos e promovendo a integração da América do Sul e da América Latina, sem hegemonismos, sem querer abafar ninguém, mas com ênfase na solidariedade e no desenvolvimento de todos.

Além disso, precisamos manter nosso olhar especial para a África, continente que tanto contribuiu para a nossa formação.

Companheiras e companheiros,

Para o Brasil seguir mudando é preciso, acima de tudo, manter e aprofundar o olhar social do governo do nosso grande presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É mais que simbólico que, nesse momento, o PT e os partidos aliados estejam dizendo: chegou a hora de uma mulher comandar o país.

Estejam dizendo: para ampliar e aprofundar o olhar de Lula, ninguém melhor que uma mulher na presidência da República.

Creio que eles têm toda razão.

Nós, mulheres, nascemos com o sentimento de cuidar, amparar e proteger.

Somos imbatíveis na defesa de nossos filhos e de nossa família.

Milhões e milhões de heroínas que homenageio nas figuras maravilhosas de Ilza de Nazaré, dona Raimunda dos Cocos, Giovana Abramovicz, Maria da Penha, Ivanete Pereira, Hildelene Lobato Bahia, Janaina Oliveira, Rose Marie Muraro e Maria da Conceição Tavares, que não pode comparecer, nossas convidadas especiais, exemplos vivos de luta e sensibilidade social.

E quando falamos de cuidado e amparo, estamos falando de saúde, educação, segurança e emprego.

De cuidar melhor dos mais velhos e dos mais jovens.

Estamos falando de construir, no mínimo, mais 500 unidades de pronto atendimento – as UPAs 24 horas. E mais 8.600 novas unidades básicas de saúde – as UBSs, em todo o país.

Estamos falando de construir seis mil creches e pré-escolas. De expandir e consolidar a rede de escolas técnicas, de centros de excelência do ensino médio e de nível superior, de centros de inovação científica e tecnológica. E de ampliar o ProUni.

Estamos falando de fortalecer todos os programas sociais, com carinho especial para o Bolsa Família.

Estamos falando de ampliar o emprego e melhorar o salário.

De continuar o grande trabalho que o presidente Lula está fazendo.

Estou convencida, minhas companheiras e meus companheiros, que os próximos anos serão decisivos.

Se seguirmos mudando, se seguirmos incluindo, se seguirmos crescendo – e temos tudo para atingir esses objetivos -, o Brasil vai mudar definitivamente de patamar.

Vamos erradicar a miséria nos próximos anos. Vamos transitar de país emergente para país desenvolvido no qual a população desfruta de serviços públicos adequados, educação de qualidade e bons empregos.

Creio que, se trabalharmos direito e fizermos as opções acertadas, podemos construir e legar para nossos filhos e netos o melhor lugar do mundo para se viver.

Companheiras e companheiros,

Durante o governo do presidente Lula, começamos a construir um novo Brasil. Esta é a obra que quero continuar.

Com a clara consciência de que continuar não é repetir.

É avançar.

Esta é a missão que o PT e os partidos aliados colocam em minhas mãos.

É este compromisso de fazer o Brasil seguir mudando que assumo, no fundo de minha alma e do meu coração.

Este é o compromisso que vamos cumprir, com coragem e determinação, eu e meu companheiro de chapa, Michel Temer, futuro vice-presidente da república.

Temer: vamos fazer uma bela caminhada juntos, com nossos partidos e todos os partidos da coalizão – a coalizão dos que sabem que, da mesma forma que foi preciso somar forças para conquistar a democracia no passado, é preciso somar forças hoje para alargar ainda mais o caminho aberto pelo presidente Lula. Estamos juntos para seguir mudando. Não há e não haverá retornos.

Nesta campanha nós vamos debater em alto nível, vamos confrontar projetos e programas. Vamos esclarecer ao povo que somos diferentes dos outros candidatos.

Mas depois de eleitos, governaremos para todos, como fez Lula, o presidente que mais uniu os brasileiros.

Sei como buscar a união de forças e não a divisão estéril. Sei como estimular o debate político sério e não o envenenamento que não serve a ninguém.

Para concluir, quero lembrar uma cena que vivi há poucos dias e me comoveu fortemente.

Eu estava num aeroporto, quando um jovem casal, com uma filhinha linda, se aproximou. E a mãe falou assim: “eu trouxe minha filha aqui pra que você diga a ela que mulher pode”.

Eu perguntei para a guria: “mulher pode o quê?”. E ela: “ser presidente”. Eu disse: “pode sim, não tenha dúvida que pode”.

Sabem como é o nome desta menininha? Vitória!

Pois é para ela, e para as milhões e milhões de pequenas Vitórias e Marias, meninas deste Brasil que não sabem ainda que uma mulher pode ser presidente, é para elas que eu quero dedicar a minha luta.

E a nossa vitória.

Para que, assim como depois de Lula, um operário brasileiro sabe que ele, seu filho, seu neto, podem ser presidente do Brasil, estas pequenas Vitórias e Marias também possam responder, quando perguntadas o que vão ser quando crescer; que elas possam responder, como fazem os meninos :

“Eu quero ser Presidente do Brasil!”

E que o Brasil seja cada vez mais feliz por causa desta resposta.

Muito Obrigada.

Viva o povo brasileiro!

E rumo à vitória para o Brasil seguir mudando!

No Brasil do Pré Sal, investimento também em Energia renovável

Ancorada em fortes incentivos à produção da agricultura familiar, a Petrobras Biocombustível tem uma estratégia agressiva para comprar participação acionária em diversas usinas de etanol e ampliar a sociedade com indústrias fabricantes de biodiesel.
A subsidiária integral da gigante brasileira de petróleo prevê ocupar uma fatia de 15% a 20% do mercado de etanol por meio da aquisição de até 40% das ações dessas empresas. Além disso, a Petrobras quer garantir a liderança em biodiesel com 25% da produção nacional, informa o presidente do Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível e ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. “Vamos comprar plantas boas, garantindo o controle da tecnologia e das finanças. Em breve, seremos a maior empresa de bioenergia do mundo”.
O estímulo à agricultura familiar foi ampliado para garantir aval a financiamentos operados pelo Banco do Brasil, facilitar a transferência de um pacote tecnológico integrado por insumos, além de assegurar a compra da matéria-prima. Em setembro, a empresa firmou um convênio com o BB para avalizar R$ 90 milhões a 60 mil produtores familiares de mamona, soja e girassol de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia e Sergipe. A produção, que deve ser ampliada por 120 mil hectares nessas áreas, abastecerá as usinas de Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG).
Em novembro, a Petrobras adquiriu metade das ações da usina de biodiesel BSBios, de Marialva (PR), por R$ 55 milhões. “No biodiesel, entramos para ser líder de mercado. E vamos comprar algumas empresas”, diz Cassel.
Os investimentos em etanol começaram com a compra de 40,4% da ações da usina Total, de Bambuí (MG), por R$ 150 milhões, na semana passada. Até então, a Petrobras negociava adquirir parte da usina Itarumã (GO) em parceria com a japonesa Mitsui. “Vamos ter uma participação relevante neste mercado, algo entre 15% e 20%”, diz o ministro. A opção pelo etanol também busca “equilibrar” o jogo com o forte interesse de grupos multinacionais no setor e evitar o domínio absoluto do capital estrangeiro em usinas brasileiras. Na quarta-feira, a empresa anunciou acordo com a estatal Petrochina para estudar possíveis projetos para produzir etanol conjuntamente no Brasil e exportá-lo para a China.
A subsidiária da Petrobras também investirá US$ 530 milhões em pesquisas de biocombustíveis nos próximos cinco anos. A empresa já dominou o processo tecnológico de biodiesel derivado de mamona e tem programas de pesquisa para adequar as características das diversas matérias-primas às exigências técnicas. “Já podemos rodar com 30% de mamona nas usinas de biodiesel, produzir bem e acabar com gargalos”, afirma Cassel. “Temos de impedir a agricultura familiar de entrar em aventuras”, diz, em referência à produção de pinhão-manso e outras matérias-primas ainda sem soluções tecnológicas seguras.
As diretrizes para a Petrobras Biocombustível, comandada pelo ex-ministro Miguel Rossetto, passam pela certeza do governo sobre o “papel relevante” do setor rural brasileiro no cenário internacional de energia, produção de alimentos e redução dos efeitos do aquecimento global. “Todas as principais discussões mundiais passam pelo Brasil”, diz Cassel. “Todas essas questões têm relação direta conosco. E podemos dar uma resposta incentivando a agricultura familiar de maneira sustentada”.
Antes, porém, o país deve superar o que ele considera “polarização cretina” entre os donos de latifúndio e os movimentos sem terra. “Precisamos de uma estratégia para isso. Quer ter gente lá na terra? Vamos continuar desmatando? De que forma vamos produzir?”, questiona o ministro.

Sob sua responsabilidade, está a diretriz nacional de desenvolvimento da agricultura familiar. “Mas não faz sentido discutir o setor rural, em pleno século XXI, com essa pauta de CPI e de oposição de ruralistas”, afirma. O Congresso instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os repasses de verbas federais a cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “É uma coisa da metade do século passado”, diz Cassel. “O mundo andou mais rápido que nós. Essa polêmica “ruralista contra sem terra” não resolve, não responde a essa equação”.Valor Econômico.

Do Blog Os Amigos do Lula

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Luiz Müller

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