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Manipulação da opinião pública

 

O filósofo americano Noam Chomsky fala, em uma de suas obras (“Visões Alternativas”) nas estratégias que o sistema (as elites sociais, políticas, econômicas e até religiosas) utiliza para manipular o pensamento das pessoas e assim conformar a opinião geral às suas ideologias.

1. A estratégia da distração – O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites sociais, políticas e econômicas. É o que Chomsky chama de “armas silenciosas para guerras tranquilas”.

2. Criar os problemas e depois oferecer as soluções -Este método também é chamado de problema→reação→solução Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este se torne “suplicante” (clamor) das medidas que se deseja implantar.

3. A estratégia da gradualidade – Para fazer que se aceite uma medida inadmissível, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, num prazo alargado.

4. A estratégia do adiamento – Outra maneira de provocar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la com “dolorosa e necessária” (o “cortar na carne”), obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.

5. Dirigir-se ao público com se ele fosse uma criança -A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos e imagens particularmente infantis, muitas vezes a roçar a debilidade (com desenhos, animaizinhos, criancinhas), como se o expectador fosse uma criança ou um deficiente mental. Um conhecido “âncora” da Rede Globo disse em off, que o brasileiro tem mentalidade de Homer Simpson.

6. Utilizar a emoção acima da reflexão – Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para injetar ideias, e mensagens. Isto acontece em comerciais de tevê, programas políticos, campanhas sociais, aulas e encontros de igreja, etc.

7. Manter o povo na ignorância, alimentando ideais medíocres -A qualidade da educação dada às classes socialmente inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância entre estas e as classes altas permaneça inalterada no tempo, e seja impossível alcançar uma autêntica igualdade de oportunidade para todos.

8. Estimular uma complacência com a mediocridade -A vulgaridade, incultura, e o ser mal-falado ou admirar personagens sem talento, estão na moda.

9. Reforçar o sentimento de culpa pessoal – Fazer crer ao indivíduo que ele é o maior (ou único) culpado por sua própria desgraça, por insuficiência de inteligência, de capacidade de preparo ou de esforço.

10. Afirmar que conhecem as pessoas melhor do que elas próprias – Os sistemas de informática “espionam” a vida das pessoas, usuários desses programas. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce controle e poder sobre os indivíduos, superior ao que eles pensam que realmente tem.

Antônio Mesquita Galvão
No Site da ADITAL

“Robôs” põem #VejaTemMedo em 1º lugar no Twitter – de novo (Por eduguim)

Desde que eclodiu o escândalo do Cachoeira e vieram à tona as relações escabrosas entre os mafiosos de Goiânia e a máfia midiática paulista, a revista Veja tem freqüentado os Trending Topics do Twitter de forma pouco honrosa.

No sábado retrasado, a hashtag #VejaVaiPraCPI subiu por pelo menos duas horas ao primeiro lugar entre os dez assuntos mais comentados naquela rede social no Brasil. No sábado passado não foi diferente, ou melhor, foi diferente, mas porque os tuiteiros foram com muito mais sede ao pote.

Como muitos já devem saber, a edição desta semana da revista Veja publicou uma matéria maluca e com chamada na capa dizendo que a hashtag que a criticou e acusou no sábado retrasado se tornou a mais tuitada graças a uma farsa praticada, é claro, por “petralhas”.

O exotismo da teoria foi ainda mais longe. A revista afirma, agora, que não há uma massa imensa de cidadãos exigindo explicações para as relações dela com o crime organizado, ou seja, entre o “Poli” e o “Cachu”. Os que Tuitaram #VejaVaiPraCPI seriam… ROBÔS!!

De resto, tratou de insultar aqueles que diz “poucos” e que estariam por trás da tal “farsa” que teria sido criada por um grupo de petistas que se intitula Movimento de Ambientes Virtuais (MAV), que, posso garantir, nada teve que ver com os tuitaços recentes contra a revista, apesar de alguns membros desse movimento terem participado.

Posso dizer isso com certeza porque fui o principal fomentador do tuitaço no sábado retrasado, pois obtive informações antecipadas sobre a reportagem sobre a Veja que a Record veicularia no domingo passado e desde sexta-feira retrasada comecei a lançar insinuações, no Twitter, de que a reportagem seria apresentada no programa Domingo Espetacular, sob a batuta de Paulo Henrique Amorim.

Através de frases sugestivas como esta, abaixo, ocorreu o primeiro tuitaço vitorioso:

Para que o meu Domingo seja Espetacular, um verdadeiro Record, assistirei TV por volta das 21 horas #VejaVaiPraCPI

As insinuações surtiram efeito e em pouco tempo, no domingo retrasado, a hashtag subiu ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro. É MENTIRA da Veja, portanto, que o tuitaço retrasado contra ela tenha sido organizado por qualquer grupo do PT.

Sábado passado à tarde, os blogueiros Altamiro Borges e Luiz Carlos Azenha publicaram posts sugerindo outro tuitaço em resposta à matéria mentirosa da Veja sobre “robôs petralhas” que teriam colocado #VejaVaiPraCPI nos TTs no fim de semana anterior. Vi os posts e comprei a idéia de novo e comecei a fazer o mesmo que já fizera.

Miro e Azenha sugeriram #VejaComMedo para ser “bombada” no Twitter às 18 horas, mas este blogueiro, tão ou mais ansioso do que Paulo Henrique Amorim, não agüentou esperar e começou a agitar e a tag foi de novo ao topo dos Trending Topics às 14 horas, onde permaneceu por cerca de uma hora.

Um fato interessante: centenas de tuiteiros trocaram suas fotos no perfil do Twitter por fotos de robôs como o de Perdidos No Espaço ou Transformers e outros do cinema, dos quadrinhos etc. Este blogueiro optou por um auto-retrato que fez junto com a frase I AM A ROBOT (Eu Sou Um Robô).

Todavia, houve um problema neste segundo sábado de tuitaço. Como após uma tag subir um grupo de tuiteiros simpatizantes da Veja começa a publicar spams com ela para que o Twitter a bloqueie, para o tuitaço de fato, que ocorreria às 18 horas, criaram-se duas tags substitutas: #VejaComMuitoMedo e #VejaTemMedo.

Vários tuiteiros sugeriram outras, mas essas duas começaram a bombar e #VejaTemMedo venceu, sendo adotada por todos. A indignação dos cidadãos que fizeram o protesto anterior, então, atraiu outros que não participaram do tuitaço de sábado retrasado e o de sábado passado acabou sendo muito mais forte.

#VejaTemMedo permaneceu em primeiro nos Trending Topics por mais de CINCO HORAS. Programas que medem volume de perfis do Twitter que citam hashtags apontaram que quase DEZ MIL tuiteiros participaram.

 

Pescado do BLOG DA CIDADANIA

Tarso Genro desanca a Globo. Prefere os blogs

Tarso Genro: “passei a responder através dos blogs”

De RS Urgente

“Passei a responder através dos blogs e das redes porque esta forma de colunismo é uma armadilha”

Por Marco Aurélio Weissheimer.

Em nota publicada neste domingo no site PTSul, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, respondeu à colunista política Rosane de Oliveira, do jornal Zero Hora, que neste domingo afirmou que o governador será “incoerente ou irresponsável” na solução para o tema do piso nacional do magistério. A nota afirma:

Pela segunda vez neste mês, um articulista de ZH utiliza o espaço do jornal para fazer ataques diretos a políticos do governo do Estado, reportando-se diretamente à pessoa do governador. Neste domingo, foi a vez da jornalista Rosane de Oliveira “sentenciar” que Tarso Genro será “incoerente ou irresponsável”, na solução para o pagamento do piso nacional do magistério. A colunista desconsidera o fato de que o governo da Unidade Popular Pelo Rio Grande adotou uma outra posição para retirar o estado da crise, que não a do governo anterior de criação do “déficit zero”, que diminuiu as funções do Estado, sucateou a administração pública e congelou salários.

p>Neste sábado, ao ler a coluna, quando voltava de mais uma edição da Interiorização de Governo, em Rio Grande, o governador fez algumas considerações sobre o novo episódio de ideologização da notícia, através do falseamento da verdade.

1- Sobre o Colunismo Político predominante

“É um certo tipo de colunismo político que ainda não se esgotou no país, mas que tende rapidamente a esgotar-se pela falta de credibilidade, pois ele vem perdendo a sua capacidade de transmitir informações e críticas fundadas. Ele perdeu a “fala” universal, que caracterizou os grandes colunistas políticos do país, com capacidade de informar e criticar com seriedade e passou a defender posições ideológicas dissimuladas, “adaptando” ou inventando os fatos, para contentar um público determinado –aquele que este tipo de jornalismo cativa, com seus malabarismos factuais e lugares comuns: os que adoraram as ideias do neoliberalismo que está levando a Europa à ruína e que, aqui, foram retratados no famoso “déficit” zero. Aliás, não é de graça que a colunista de política da Zero Hora é a mais saudosa do “déficit zero”, que não só paralisou o estado, mas aplicou um brutal arrocho salarial nos servidores, situação que agora estamos começando a reverter”.

2- As constantes criações de factóides e inverdades

“O mesmo estilo de jornalismo político que “define” que o governador será incoerente ou irresponsável, é o mesmo que inventou, por exemplo, que eu defendi uma posição contrária aos sistema de PPPs no caso da RS 10, quando, na verdade, defendi e defendo a PPP e tenho negociado com os prefeitos a adaptação para baratear a proposta. Nunca fui contrário a PPPs. O que sou contrário é que elas sejam apenas um negócio bom para as empresas e não atendam o interesse público. Sou, inclusive, um dos elaboradores da atual lei que rege as parcerias público-privadas no país, cuja redação foi comandada pelo Fernando Haddadd quando ele era Secretário do Ministério do Planejamento e eu era ministro do CDES, no primeiro governo Lula. Este tipo de jornalismo inventa, por exemplo, que prometi “mundos e fundos” para os servidores e que prometi pagar o piso dos professores imediatamente. Isso é uma deslavada inverdade, pois está gravado nos debates e está escrito numa carta remetida ao CPERS que nós criaríamos as condições para pagar o piso e que isto ocorreria de forma processual. Esta foi e é a minha posição.

Nunca prometi “mundos e fundos”, mas uma política de recuperação salarial que está sendo implementada, e que, aliás, está sendo criticada pela oposição, representada na coluna de ZH de domingo pelo presidente do PP e ex-secretário de Relações Institucionais do governo anterior, Celso Bernardi. Este jornalismo, recentemente, também inventou que a nossa proposta de aumento para uma parte da categoria dos professores era a mesma da governadora Yeda. E o fez rapidamente, sem ter a mínima noção do que é uma transação judicial. Omitiu deliberadamente que a posição do governo não exigiu nenhuma renúncia de direito pelos servidores do magistério; que a nossa posição não retira a proposta de alcançar o piso até 2014; que ela não exigiu a alteração do “quadro de carreira” e que o aumento atual constituiu-se, apenas, em mais um aumento -um adiantamento de aumento ao magistério. Ao dizer isso -que a nossa proposta era igual a da governadora Yeda- a colunista revela duas coisas: primeiro, que não se informou sobre o que estava acontecendo e, segundo, que se apressou a forjar uma suposta informação que confirmaria a nossa “incoerência”. Na verdade, quando ela fala em incoerência, quer é lembrar que o bom era o “déficit zero”. Por isso sua análise das nossas medidas salariais envolve dois extremos: critica os aumentos excessivos aos servidores e diz, ao mesmo tempo, que os aumentos -no caso dos professores- são insatisfatórios”.

3- Sobre a estratégia, pouco compreendida ou não aceita pela oposição ao nosso governo, de consolidar o Estado como indutor do desenvolvimento ecônomico e social

“A nossa estratégia, até agora, está dando certo: usar os recursos próprios para reorganizar a máquina pública que estava destruída e melhorar os salários dos servidores; buscar recursos do Governo Federal para investimentos -inclusive através do recebimento da dívida da União com a CEEE; buscar financiamentos no BID, no Banco Mundial e no BNDES; aumentar, com meios técnicos adequados, as receitas sem aumentar impostos; estabelecer uma política de relações internacionais para atrair investimentos produtivos; retomar o crescimento no estado tendo como ponto de partida a base produtiva local, voltados para a renovação da nossa base tecnológica; fazer um “déficit” responsável sem cair na armadilha neoliberal de reduzir políticas de proteção e promoção social, deixando os pobres a ver navios”.

4- A utilização das redes socias e dos blogs para responder à grande mídia

“Eu passei a responder através dos “blogs” e das redes, porque esta forma de colunismo que estamos falando é, também, uma armadilha: constrói fatos para promover a sua visão de mundo, de Estado e de política, e também quer monopolizar o debate, frequentemente só publicando parte das respostas daqueles que são alvos da suas invenções. Quando se tratam de matérias que contam fatos verdadeiros e que pendem, sobre ela, uma interpretação política, ideológica ou econômica, acho adequado que se responda pelo próprio jornal, quando ele permite a resposta, como, aliás, é o caso da Zero Hora”.

5- Direito de resposta também em tom crítico

Tenho respeito pela colunista Rosane de Oliveira. Acho que ela cumpre rigorosamente o seu papel crítico, que é esperado pelo jornal a que serve, que, como sabemos, não pode ser considerado simpatizante do projeto que nós, do PT e da esquerda, representamos. Mas ela merece, da nossa parte, a atenção e respeito que temos com todas as forças políticas democráticas do estado. Nem acho que se trata de má-fé, mas de miopia ideológica: se os fatos não tem confirmado que o Tarso é incoerente, mas, ao contrário, tem confirmado que temos aplicado o nosso programa de governo de forma coerente, é preciso “adaptar” os fatos e repetir a acusação de incoerência para, ao final, consolidar uma “verdade” pela repetição. E também, imediatamente, para salvaguardar a defesa do “déficit zero”, que sempre foi apresentado pela colunista como um exemplo de boa gestão pública”.

6- Sugestão

“Assim como fui cobrado como governador, também defendo que a colunista seja mais responsável e não crie falsas incoerências ou irresponsabilidades. Recomendo à ela, por exemplo, que leia todas as colunas do falecido Carlos Castello Branco, do Márcio Moreira Alvez e do grande Newton Carlos, paradigmas da seriedade no jornalismo político”.

Pescado do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim

PARA ALÉM DO JORNALISMO, A COMUNICAÇÃO NOS BLOGUES E REDES SOCIAIS

Por Luiz Müller

Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, idéias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado.
Partindo desta premissa, não podemos considerar “comunicação” apenas uma tarefa de jornalistas e comunicadores dos vários meios midiáticos existentes.
Comunicar é tornar comum, divulgar, externar opinião, podendo ser um ato de mão única, como TRANSMITIR (um emissor transmite uma informação a um receptor), ou de mão dupla, como COMPARTILHAR (emissores e receptores constroem o saber, a informação, e a transmitem). Comunicação é a representação de uma realidade. Serve para partilhar emoção, sentimento, informação. A realidade pode ser vista de vários ângulos, com olhares e concepções diferentes. Se a “realidade” é comunicada, sem a possibilidade da critica, ela conterá sempre o viés de quem a comunicou. Assim são os tradicionais meios de comunicação. Rádio, jornal e televisão transmitem, mas não recebem a crítica direta da sua visão de “realidade”. Assim, quem vê jornal, ouve rádio ou vê TV sem um olhar crítico, estará assimilando a visão parcial da realidade comunicada. As novas mídias, em especial a Internet possibilitaram que a crítica, antes restrita as rodas de amigos ou pequenos grupos de pessoas, agora possibilitam uma visão critica coletiva e ampla, pois além da “versão” da realidade exposta, ela pode ser debatida por pessoas de qualquer canto do mundo, “descobrindo” então a realidade antes comunicada a partir de um único olhar. Mudam os papéis. Jornalistas e radialistas, antes todo-poderosos “comunicadores” tem que construir a versão mais real possível dos fatos, quando os noticiam, para que não sejam contestados, não só por opiniões divergentes, mas também por versões diferenciadas do mesmo fato. Árdua profissão de jornalista, radialista e afins, sujeita agora ao crivo crítico do receptor. Receptor que antes só se fazia número, na audiência deste ou daquele jornalista ou comunicador, para julgar a possível “veracidade” contida no fato relatado e comentado. Agora é possível já não ser mais só receptor. É possível ser crítico, externar a crítica em forma de opinião e publicizá-la. É dada a possibilidade de a comunicação de cada um, antes comunicada apenas em grupo, ganhe agora o espaço massivo das redes sociais e dos Blogs. Não é afinal jornalismo, mas sem dúvida é comunicação. A insistente repetição da mentira que por isto acaba se transformando em verdade no senso comum, como pregava Goebels, já não é mais tão fácil de ser vendida. A “unanimidade” em torno da realidade vendida pelos grandes meios de comunicação já não é mais tão unânime assim. A consensualidade em torno de uma determinada realidade, construída por um grupo ou mais de pessoas parece ser a nova forma de interpretar a realidade fática. Assim, cabe aos Jornalistas mostrar o fato com a menor interpretação possível da realidade na narração do mesmo. Ao órgão midiático caberá também possibilitar que o Jornalista relate o fato sem contaminá-lo com sua visão da realidade. Não significa no entanto que o órgão midiático não possa expressar sua opinião sobre o fato. Até é dever, para não escondê-la na entrelinha do relato, na editoria do mesmo.

A BLOGOSFERA É ESPAÇO DE COMUNICAÇÃO

Outro dia fui surpreendido pela opinião de um Jornalista, de que a Blogosfera e as redes sociais seriam o novo e grande “espaço da fofoca” , como teriam sido antes os comentários nas “rodas de turma”. Os comentários nas rodas de amigos, ou discussão em grupo, eram na verdade possibilidade de aceitação ou não de uma determinada realidade fática oferecida pela grande mídia. Agora esta roda ficou maior. E comentamos com muito mais gente e muito mais gente lê e opina sobre as opiniões do outro. A Blogosfera pode e deve também ser espaço para o Jornalismo de qualidade, mas muito mais do que isto, é espaço de comunicação de todos com todos. O espaço das opiniões não é o mesmo espaço da realidade fática. O espaço das opiniões é o espaço da comunicação da minha compreensão sobre esta realidade fática, que só pode ser relatada de fato pelo jornalista competente e comprometido com a informação real, presente e verdadeira. Assim, preservam-se os espaços de cada um e cada um assume o seu papel na sociedade agora capaz de se comunicar de mil diferentes maneiras e não só mais a comunicação unilateral do Jornal, do Rádio e da Televisão. Bom pra humanidade, bom pra cidadania e muito bom para quem luta por igualdade para todos e todas, ou melhor, luta para que todas as diferenças possam ter seu espaço reconhecido.

O PIG com “os nervos a flor da pele” faz representantes atacarem o CQC

Esta CPI do Cachoeira esta deixando a mídia tupiniquim muito nervosa. O CQC, que não é nem uma maravilha de programa, e no geral atende aos interesses do PIG, foi fazer uma estrepolia no evento da emissária do império. A emissária não falou nada, Mas os jornalistas, militantes de aluguel do PIG, não tiveram dúvidas e mais realistas que o rei, ou no caso, a imperatriz, saíram batendo no CQC, inclusive falando a tal frase “o que o mundo vai pensar de nós”. Isto é uma vergonha. Vergonha ter uma mídia como esta nossa, que insiste em lamber as botas do império, mesmo agora, quando o Brasil passa a ser a grande referência para o mundo ocidental. Vergonha mesmo é jornalistas e orgãos da imprensa como a Veja e a Globo se venderem para canalhas como o Cachoeira e sua turma e produzirem aberrações jornalisticas, transformando versões estapafúrdias em ‘verdades”. Aprendizes de Goebels, esta gente não consegue conviver com a diferença e saem até “pra porrada”. E pra não deixar dúvidas, reproduzo matéria de que saiu no Yahoo.

‘CQC’ causa confusão em encontro com Hillary Clinton em Brasília, segundo blog

 O repórter do “CQC” Mauricio Meireles provocou uma confusão no encontro entre a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, no Itamaraty, em Brasília, nessa segunda-feira (16). Meireles causou revolta dos jornalistas quando ofereceu uma máscara de Carnaval a Hillary. A informação é do blog de Mauricio Stycer, do portal “UOL”.

Segundo o blog, os jornalistas se indignaram com a postura do repórter e houve até quem gritasse: “Isto não é palhaçada! O que a imprensa do resto do mundo vai dizer do Brasil?”. Os jornalistas trocaram ofensas com Meireles e com a equipe do “CQC”.

A Globo News estava transmitindo ao vivo o evento com a presença de mais de 100 jornalistas. Claudia Bomtempo, da Rede Globo, comentou com outros jornalistas que fez “uma reclamação formal” contra Meirelles e o ”CQC” junto à assessoria do Itamaraty, segundo informações do repórter Mauricio Savarese, do “UOL”.

No Twitter, Meirelles disse: “Um dos jornalistas me chamou pra porrada e ameaçou meu produtor. Foi onde tudo começou”. Segundo o blog de Stycer, quem estava perto ouviu o repórter do “CQC” responder: “Vamos lá fora então”.

A confusão teria começado quando Meireles gritou ‘I Love you, Hillary’, logo na chegada ao local da secretária de Estado. De acordo com a reportagem do “UOL”, Hillary não se incomodou com a oferta de máscara. Ela teria até pedido para alguém recolher o objeto e entregar a ela.

Meireles provocou ainda mais Hillary, oferecendo-lhe um charuto e gritando: “Vingança ao Bill Clinton”, se referindo à traição do marido dela com a estagiária Monica Levinsky.

Regulação da mídia passará antes por consulta pública, diz ministro

Em boa hora o PT retomou a discussão sobre a “lei de medios” brasileira. Países como a Argentina já tem uma lei que estabelece limites para o poder midiático. É um absurdo que empresas que detem concessões públicas mintam, criem constrangimentos e levantem falsos testemunhos sem ter nenhum tipo de regra a controlá-los. Quantos casos de pré julgamentos e vidas destruidas por notícias veiculadas e depois constatadas como inverdades já aconteceram neste país?  A mídia, repetindo mentiras, acaba construindo verdades, pois ao estar livre, sem amarras legais, leva a efeito os ensinamentos de Goebels, Ministro da Propaganda de Hitler (Repita muitas vezes uma menitra nos meios de comunicação, e ela se transformará em verdade para a “opinião pública”). Não se trata de censurar. A liberdade de expressão tem que haver, mas ela não pode ferir a verdade e nem macular a democracia que é justamente quem garante a livre expressão. Reproduzo matéria publicada hoje no Correio do Brasil, mostrando que o governo já se movimenta em função da resolução do PT sobre o tema. Que bom. A democracia precisa do PT elaborando políticas e sinalizando caminhos para a sociedade brasileira.

Luiz Müller

 

Pescado do Jornal Correio do Brasil

6/9/2011 13:54,  Por Redação, com André Barrocal, Carta Maior – de Brasília

BernardoPaulo Bernardo é o atual ministro das Comunicações

A proposta de um novo regulatório para rádios e TVs vai passar por consulta pública, antes de ser concluída e submetida à presidenta Dilma Rousseff. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Ele participou do IV Congresso do PT, no qual o plenário concordou que “é urgente abrir o debate no Congresso Nacional sobre o marco regulador da comunicação social”. Bernardo é filiado ao PT.

Segundo fontes do governo, a consulta pública deverá ter como ponto de partida conceitos genéricos, e não textos com redação de lei. Por ora, não há previsão de quando a consulta começará. É provável que seja ainda este ano.

O ministério das Comunicações recebeu em janeiro proposta de novo marco regulatório elaborada – mas não fechada – no ano passado pelo ex-ministro Franklin Martins. O texto atualizava o Código Brasileiro de Telecomunicações, que é de 1962.

A principal razão de ainda não estar pronto nem ter ido à consulta pública, de acordo com relatos feitos à reportagem, é que o governo decidiu incluir, no mesmo projeto, uma proposta de atualização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que é de 1997. O trabalho de Franklin Martins não mexia na LGT, uma lei extensa, de 216 artigos.

Segundo relatos feitos à reportagem, o governo considera estrategicamente importante juntar o debate de um novo marco regulatório da radiodifusão com a revisão da LGT. Seria uma forma de contar com um aliado de peso (as teles) para tentar fazer o projeto avançar no Congresso.

A avaliação é que as empresas de radiodifusão são contra um novo marco regulatório e vão pressionar os parlamentares para que não votem. Ao modernizar a LGT, o governo poderia atender pleitos das teles. Assim, induziria as operadoras a fazer, no Congresso, lobby no sentido oposto ao da radiodifusão. O primeiro setor fatura quase dez vezes mais do que o segundo e, com poder econômico, poderia se contrapor à força política de rádios e TVs.

No dia 31 de agosto, Bernardo participou de audiência pública no Senado e, ao falar sobre o controle de rádio e TV por políticos, mostrou que não ignora a atuação dos grupos de mídia como agentes políticos.

– É uma área empresarial que influencia a opinião pública, essa que é a verdade. Nós nunca vamos ter meios de comunicação absolutamente neutros. Isso não existe, nós teríamos que ser muito ingênuos para achar isso – afirmou.

Documento petista

A proibição de político controlar rádio ou TV é uma das teses defendidas pelo PT em documento específico sobre comunicação social aprovado no Congresso do partido. Bernardo disse que é a favor da proibição, para que não haja “desequilíbrio democrático”.

A “democratização da comunicação” é o conceito geral usado no documento petista em defesa de uma série de propostas. A carta cobra, por exemplo, que o Congresso e o marco regulatório possam “impedir a existência de oligopólios” nos meios de comunicação. Na prática, isso significa criar condições para que novas empresas entrem e sobrevivam no setor.

O veto a oligopólios nos meios de comunicação está previsto no artigo 220 da Constituição. Mas nunca foi regulamentado – não há uma lei que defina oligopólio nem o que deve ser feito, caso algum seja identificado.

O PT acha que deve se vetar a propriedade cruzada dos meios de comunicação, ou seja, impedir que um mesmo grupo tenha mais um de tipo de mídia (jornal, rádio, TV). Essa proibição existe em outros países, como os Estados Unidos.

Os petistas também cobram a regulamentação do artigo 221 da Constituição, que lista os princípios que a programação de rádio e TV deve seguir. O dispositivo impõe cotas de regionalização da produção cultural, artística e jornalística, mas a definição do tamanho das cotas também depende de lei.

Recentemente, o governo teve uma espécie de experiência piloto sobre a dificuldades de debater cotas de programação. Isso aconteceu na votação, pelo Congresso, de projeto que muda a regulamentação do mercado de TV por assinatura e, entre outras coisas, abre o setor à participação de operadoras de telefonia.

O projeto estebelece cotas de conteúdo regional e nacional para os canais. As empresas brasileiras que operam TV a cabo fizeram lobby contra o projeto no Congresso e agora pressionam o governo para que vete o dispositivo, quando a presidenta Dilma Rousseff for sancionar a lei.

O documento defende ainda mais investimento em duas empresas públicas, a Empresa Brasil e Comunicação (EBC) e a Telebrás, a criação de conselhos de comunicação social em todos os estados (só existe um em nível federal) e a realização da segunda Conferência Nacional de Comunicação.

A primeira Conferência aconteceu em dezembro de 2009 e deu início do projeto de novo marco regulatório da mídia que hoje está em debate no governo. A maioria das empresas de radiodifusão boicotou o encontro.

VEJA passou recibo do crime

Postado por LEN publicado no Blog Ponto e Contraponto

Antes de publicar a edição dessa semana, a revista VEJA já tinha se complicado com a  denúncia de José Dirceu. Foi aberto boletim de ocorrência no 5º distrito policial de Brasília, que conta com o depoimento da camareira e do chefe de segurança do hotel. Na edição dessa semana, por burrice ou amadorismo, a revista produz prova robusta contra si mesma.

Com a denúncia de tentativa de invasão e falsidade ideológica pesava contra a revista apenas o fato do jornalista estar a seu serviço, o que poderia ser justificado com a alegação que o seu contratado agiu por conta própria, sem o aval da direção, mas ao usar as imagens obtidas pelo repórter, a VEJA assume cumplicidade e beneficiamento com os crimes conhecidos.

Na reportagem que fez com acusações contra José Dirceu, a VEJA afirma que “obteve” imagens de circulação do hotel, dando a entender que se tratava de imagens da câmera de segurança, só não admitiu que obteve imagens ilegalmente através de equipamento instalado pelo seu jornalista.

Vamos aos fatos: quando me deparei com as imagens, vi na hora que não se tratava de imagem de câmera de segurança interna, pois estas não apresentam data e horário, tem resolução baixa para câmeras normalmente usadas para esse fim e o posicionamento e foco que não privilegiam a tomada de todo o corredor, mas apenas de quem passava por ela.

A câmera que foi usada pelo repórter da Veja provavelmente é uma mini-câmera espiã wi-fi ( imagem abaixo) que pode ser instalada facilmente pois não precisa de fios ligando ao monitor que recebe as imagens. Ela tem uma fonte que pode ser facilmente instalada na fiação de um suporte de luz por algum funcionário da manutenção do hotel, regiamente pago para a função.

A câmera infravermelho acima ( à esquerda), por ter tamanho reduzido, é específica para espionagem e não possui leds IV, e diferente de câmeras usadas em segurança ( acima à direita) que tem uma quantidade desses leds para fornecer a iluminação que vai ser usada para captar as imagens, ela não “enxerga” no escuro como as câmeras comuns e precisam de alguma luz branca para captação de imagens.

Analisando as imagens da VEJA, percebe-se com facilidade se tratar de uma mini-câmera para espionagem. Câmeras de segurança, por ter fonte de luz IV própria, não são instaladas próximas à anteparos de iluminação, pois o reflexo da luz branca atrapalha. As imagens divulgadas pela VEJA identificam que a câmera usada para captá-las estava instalada junto ao anteparo de luz. Eles usam normalmente esse artifício para ocultar o equipamento, ter uma fonte de luz e energia para ligar a câmera. Perceba na imagem abaixo, os reflexos nas cabeças de José Dirceu e Fernando Pimentel que estão mais próximos a câmera, demonstrando que foi ocultada em um anteparo de luz.

As provas que a VEJA produziu contra si mesma agravaram a sua situação, agora além de tentativa de invasão de domicílio e falsidade ideológica, existe a confissão de invasão de privacidade, não só de José Dirceu e os políticos mostrados, mas de todos os hóspedes desse andar e dos funcionários do hotel.

Apesar da vergonhosa operação abafa ( Omertá tupiniquim) movida pelos principais veículos de comunicação, que demonstra um corporativismo criminoso ( se não for rabo preso por culpa no cartório), ainda restam aos atingidos, como o PT, acionar a Polícia Federal e o Procurador Geral da República por se tratar de um crime ainda mais grave quando atinge ministros de estado e põe em risco o estado democrático de direito.

Não sei quanto a vocês amigos, mas esse que vos escreve já está cheio desses abusos, é hora de dar um basta. A minha esperança se renova quando presencio manifestação do deputado Paulo Pimenta no twitter, que apesar de não ser do grupo do ex-ministro José Dirceu, exigiu do presidente José Eduardo Dutra, que o partido tome providências drásticas. Nem tudo está perdido, o deputado mostra que ainda restou algo da velha combatividade do PT.

O que há por trás dos tais “princípios editoriais” das Organizações Globo

Por conta do excesso de trabalho, apesar de ter acompanhado as peripécias verborrágicas do ex-ministro “Jonhbin” , atacando o governo e seus pares, ministros de estado e de ter acompanhado a sua correta substituição pelo Ministro Celso Amorim, acabei não lendo muito a respeito e nem ví ou ouví mate´rias da mídia a respeito. Mas quando, assistindo o Jornal Nacional no sábado a noite, ví os âncoras do Jornal lerem os tais “principios editoriais” que passam a orientar as organizações Globo, meu primeiro pensamento foi: aí tem!!Depois de apoiar desde o “princípio” a ditadura militar, depois de apoiar desde o “princípio” a candidatura Collor em 1989, depois adotar “por princípio” uma atitude golpista contra Lula, mesmo antes da 1ª eleição deste, ajudando a propagar a idéia de que a eleição do metalúrgico geraria o caos no país, depois de passar o tempo todo, durante os 8 anos do governo Lula, jogando contra este governo, é mesm oestranho que agora, finalmente, arrependidos, eles venham a público dizer que serão diferentes. Fui então a blogosfera ver o que estava acontecendo de fato. Não demorou muito pra achar este texto do Francisco Bicudo pescado do Bog Aldeia Gaulesa. A Globo, parcela da mídia tupiniquim e a elite “bem cheirosa” deste país nunca suportaram o fato de que um operário governou o brasil e o colocou nos trilhos. Mais humilhante ainda pra esta gente foi este mesmo operário eleger uma ex-guerrilheira como sua sucessora. Divulgaram mentiras, fichas falsas, manchetes escabrosas…Transformaram até bolinhas de papel em petardos não identificados capazes de estraçalhar o cérebro do candidato da oposição. Mas a Blogosfera os desmentiu. E agora a Globo, mesmo ainda liderando, já perdeu mais de 10% do seu público, diz que quer mudar. Não eles querem é preparar as condições para dar o novo golpe, como aquele que, junto com os militares, cozinharam nas casernas e nas editorias da mídia entre 1961 e 1964 e que veio a tona no dia 1º de abril daquele ano. Os tempos são outros. Mas estejamos atentos todos nós. Não há manual de ética editorial que possa apagar as sandices e mentiras que estas organizações aliadas a outras como o Grupo Folha fizeram ao Brasil e aos Brasileiros. Só vou acreditar nesta pirotecnia da “etica global” se eles mostrarem tudo que esconderam no passado e disserem sobre tudo o que mentiram até agora. Podim começar pelo apoio que deram ao golpe militar e o golpe da “proconsult” contra o Governador Leonel Brizola  no Rio de Janeiro.

Vai o escalerecedor texto do Blog do Chico

E a Globo rendeu-se à blogosfera

Quem diria… a vênus platinada acusou o golpe, teve de render-se aos ventos dos novos tempos e apressou-se em dar resposta a um texto que nasceu, cresceu, multiplicou-se e ganhou corpo e repercussão… na blogosfera! Claro, sem ufanismos, alcances e audiências continuam a ser gritantemente distintos, sem termos de comparação, com vantagem ainda enorme para a TV Globo. Mas foi-se o tempo do monopólio da verdade – e a gigante ardilosa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro já não pode mais simplesmente ignorar o que se passa no andar de baixo, nesse mundinho virtual.

Para resgatar a linha do tempo: na sexta-feira, 05 de agosto, no blog “O Escrevinhador”, o jornalista Rodrigo Vianna, que conhece as entranhas do dito jornalismo global, publicou um texto que citava uma fonte anônima da Globo que dizia ser cada vez mais insuportável trabalhar na emissora, por conta dos desmandos e das pressões, e revelava ainda que a ordem era bater firme no novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que a vênus não suporta, para criar clima de instabilidade nas esferas militares.

Alertava Vianna: “O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: ‘é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui’. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar ‘turbulência’ no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as ‘reportagens’ devem comprovar as teses que partem da direção”.

Pois eis que, coincidência, 24 horas depois da circulação do texto (que se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais), a Globo veio a público, na edição do Jornal Nacional deste sábado, 06 de agosto, para cantar em verso e prosa um documento que estabelece “os princípios editoriais que norteiam o trabalho das redações das Organizações Globo”. A tal carta de intenções fala em “independência, isenção, correção, lealdade com a notícia e não sensacionalismo, garantia de contraponto” e reafirma que “para a Globo, não há assunto tabu”; faz questão também de reforçar o “espírito pluralista e apartidário”.

Logo na Introdução do documento, texto assinado pela santíssima trindade Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho diz que “com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade”. O apelo parece claro, não? Só faltou dar nome aos bois e implorar “por favor, não acreditem no que andam por aí escrevendo o senhor Rodrigo Vianna e seus asseclas”. Como escreveu o cineasta, jornalista e blogueiro Mauricio Caleiro no twitter, “declaração de princípios da Globo é vitória incontestável da blogosfera. Está na cara que é reação ao post do Rodrigo Vianna”.

Aliás, agora que a Globo resolveu mesmo fazer jornalismo, poderia estabelecer um mea culpa público a respeito do apoio irrestrito dado à ditadura militar e repudiar as versões históricas levianas que ajudou a construir e consolidar, usando seus pressupostos críticos e cidadãos para destacar a importância da Comissão da Verdade, certo? E, já que não existem mais assuntos tabus, poderia veicular algumas reportagens a respeito das negociações que resultaram nas assinaturas de contratos com os clubes brasileiros para garantir transmissões do Campeonato Brasileiro, não é mesmo? E que tal produzir uma série especial dedicada exclusivamente a debater as falcatruas na CBF e na FIFA? Ajudaria a começar essa “nova era”.

Tudo discurso vazio, jogo de cena. Sim, porque a mesma edição do JN silenciou sobre pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e divulgada neste sábado que mostra que a aprovação do governo da presidenta Dilma Rousseff continua elevadíssima (48% de ótimo e bom, 39% de regular e apenas 11% de ruim ou péssimo), mesmo depois das turbulências e recentes denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. É, talvez tenha sido apenas um lapso… a Globo faz jornalismo “apartidário”…

Para além dos desvios jornalísticos globais, a mensagem que o episódio deixa é que a Globo não nada mais de braçada, não fala mais sozinha, não tem mais o poder que ousou acumular em décadas passadas. Entre 2000 e 2010, a audiência média do Jornal Nacional caiu mais de dez pontos percentuais (de 39,2% para 28,9%). Penso que um momento marcante recente e emblemático desse processo de decadência foi o episódio do “atentado com bolinha de papel” cometido contra José Serra na campanha presidencial do ano passado. A farsa tucana já tinha sido desmontada e desmentida na blogosfera. Mas, para tentar mantê-la, o Jornal Nacional usou cerca de nove minutos de uma de suas edições, recorrendo a depoimentos de “legistas especialistas”.

Ora, se a web fosse mesmo tão irrelevante, pouco importante, sem capacidade de irradiação e repercussão, sem impacto e condições de dialogar com a opinião pública de forma ampla, por que raios o telejornal de maior audiência da principal emissora do país precisaria ter usado quase dez minutos para contestar o que nas esferas virtuais se dizia? Por que gastar um tempo tão precioso e prestar atenção ao que inofensivos tuiteiros e blogueiros escreviam? Sinal evidente, me parece, de que havia algo de podre no reino do (superado) monopólio da verdade.

Para Antonio Lassance, cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a “velha mídia está derretendo”. Exagero? Talvez. É certamente um processo complexo, longo, marcado por conflitos, idas e vindas, avanços e recuos. A Globo continua a ser extremamente poderosa, uma gigante da comunicação. Não vai deixar de sê-lo da noite para o dia, num passe de mágica. Por outro lado, parece evidente que já não é mais proprietária do samba de uma nota só. Há fraturas, diálogos e dissonâncias, contestações, resistências, outras versões – que em boa medida encontram-se na web (embora não residam apenas nela).

Sim, a blogosfera conversa o tempo inteiro com os descaminhos vividos pelo ser humano, de forma mais geral, e com os desvios de rota do jornalismo, mais especificamente. Não é o paraíso dos puros – nem o inferno dos demônios. Não estará equivocado assim quem disser que a internet abriga aventureiros, oportunistas, pilantras, gente que faz pseudo-jornalismo, e até mesmo criminosos. Mas acertará na mosca quem bancar que é possível encontrar na web matérias sérias e responsáveis, textos jornalísticos que levam à reflexão e que cumprem o papel de estabelecer contraponto e de prestar serviço público.

Na miscelânea chamada blogosfera, espaço democrático de contradições, há afinal bom exercício de jornalismo analítico sendo feito – que em alguns momentos, cada vez mais frequentes, consegue inclusive inverter a mão de direção. E pautar a agenda da velha mídia. Consegue incomodar a vênus platinada. Nessas horas, que falta faz o engenheiro Leonel Brizola…

Almoço temático do PT/POA sobre comunicação com a Secretária de Estado da Comunicação Vera Spolidoro e André Pereira

ALMOÇO TEMÁTICO
20/07/2011 | 17:25

Foto:

Partido vai tratar dos Desafios da Comunicação nos governos petistas
Na próxima sexta-feira, dia 05 de agosto, faremos nosso 3° almoço temático. Na pauta: Os Desafios da Comunicação nos governos petistas, com Vera Spolidoro, Secretária Estadual de Comunicação (Secom), e André Pereira, Superintendente de Comunicação da Assembleia Legislativa. O debate será mediado pela secretária de Comunicação do PT, Michele Sandri.

O evento será ao meio dia, no Centro de Eventos Iole Kunze, do PT-POA (João Pessoa, 785). A atividade ocorre por adesão. Aos interessados, favor confirmar presença através do telefone 3211-4888.

Asscom PT-POA

A mídia, a corrupção, os corruptos e…os corruptores

Segundo o dicionário a palavra corrupção tem vários significados:
Corrupção.
Do latim corruptione. 1. Ação ou efeito de corromper; podridão, putrefação, decomposição. 2. Devassidão, depravação, perversão. 3. Modificação, mudança, alteração, adulteração.

A mídia há muito tempo vem alardeando a existência de de superfaturamento em obras públicas. Como os agentes públicos acusados não podem receber o dinheiro supostamente “excedente” nos seus contracheques,  estes recursos são pagos a alguém. Este alguém obviamente são as empreiteiras. Estas empreiteiras utilizam os seus lucros com ou sem excedentes para financiar campanhas eleitorais, funcionários corruptos e…anúncios em jornais, revistas, rádios, tvs, etc… A palavra corrupção não cabe então, visto todos os seus significados, apenas para os funcionarios públicos que supostamente receberam um financiamento “não contabilizado”. Cabe também para a grande imprensa que acusa que há superfaturamento, há corrupção mas… não diz quem se locupleta com estes recursos e em que contas e empresas o dinheiro passou antes de parte dele, a propina, chegar as mãos de quem supostamente pemitiu o superfaturamento. A grande mídia esta portanto alterando e adulterando a verdade que só possível se for inteira. E ta alí, escrito no dicionário : corrupção é igual a “mudança,alteração, adulteração”. A grande mídia, que em muitos casos é concessão pública (rádio e tv) e instrumento de informação de massas,  age desta forma, decompondo a verdade e divulgando-a como “podridão” e “putrefação” da qual ela mesma se locupleta, pois quanto mais dinheiro em caixa nas empresas e corruptores, mais propaganda e anúncios ela paga na grande mídia, já que publicidade tem um percentual “x” do orçamento de uma empresa. Então, quanto mais alto o orçamento, maior é o valor gasto com mídia. Pronto: a mídia de tornou “devassa e “depravada”, pois acusa alguns de serem “corruptos” mas não diz quem são os que pagam a conta. A crise na mídia européia depravada e devassa, agora confessa, ainda não deu seus ares por aqui. Ou pelo menos ainda não é visível, já que o Instituto Verificador de Circulação e o IBOPE são instrumentos da própria mídia e evidentemente seus números sofrem também com esta “depravação” já há muito vista e sentida pelo povo brasileiro. A mídia pode não ter perdido assistência, mas perdeu credibilidade. Devia pedir perdão ao povo brasileiro. Mas para pedir perdão tem que dizer a verdade. Toda a verdade. Senão, será uma outra devassidão contada nas telinhas e nas rádios e descritas nos jornais só para vender um pouco mais. Se há corrupção, há corruptores e há corruptos. A mídia diz ser investigativa. Por que não encontra os corruptores? Simples: Ela é depravada e devassa e transforma até bolinha de papel em tijolo. A mídia é depravada, devassa e mentirosa. É portanto também corrupta. Devia confessar…como Murdoch confessou. E depois fechar todas estas joças propagadoras da putrefação que são boa parte das grandes redes de mídia no Brasil.

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Luiz Müller

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