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O Programa Bolsa Família, a Inclusão Produtiva e as portas do outro mundo possível

Muitos tem falado sobre a necessidade  do que chama de uma “porta de saída” para os beneficiários do Bolsa Família. Se referem a necessidade destas pessoas terem uma inserção produtiva na sociedade. Há que se considerar porém, que o valor pago pelo Bolsa Família (R$ 38,00 por filho, até o limite de 5) não sustenta famílias. Então, parcela significativa destes(as) beneficiários(as) está inserido em um mercado informal, fazendo bicos. Estes bicos, por incertos e sem horário fixo, acabam impedindo estas pessoas de acessarem cursos de capacitação, que poderiam lhes dar uma empregabilidade formal com todos os direitos que a legislação garante para os “formais”, seja os de Carteira assinada, seja os que se registram como autônomos ou MEI. Há ainda que se

considerar que parcela significativa dos beneficiários do Bolsa Família são mulheres e que na maioria dos casos são também ”chefes de família”. Além dos “bicos” que tem que fazer como provedoras da sua família, estas mulheres tem filhos para cuidar. A Sociedade e a opinião pública os querem se dirigindo para a “porta de saída”. Esta porta, aliás, esta bem próxima, já que em muitos setores da economia, como na Construção Civil, asseio e conservação, supermercados e outras, há possibilidade de empregabilidade imediata para esta população que invariavelmente tem baixa escolaridade. O que separa estas pessoas da porta, muitas vezes parece ser apenas um curso de capacitação profissional que pode ser ministrado em 200 horas aula. Parece simples, mas temos que levar em conta a necessidade imediata que estas pessoas tem (prover a família e cuidar dos filhos). Assim a solução não passa só pelo oferecimento de cursos através do Sistema S, como é o caso do PRONATEC, ou outras possibilidades de qualificação oferecidas através de cursos do MTE. Há que se construir uma rede de acompanhamento para estes

beneficiários dos programas sociais do governo. Assim, além da oferta do Curso em si, é preciso que as prefeituras, através da Assistência Social, façam um processo de sensibilização dos beneficiários, sobre a vantagem desta “alteração de status” entre o mundo da sobrevivência e do imediato,  e o mundo do trabalho organizado, formal  e da acumulação.  Esta sensibilização pode ser feita durante a aferição das condicionalidades, por exemplo do Bolsa Família. E é melhor que seja coletiva e rápida, já que a sensibilização individual leva tempo e o período necessário para constituir turmas para a qualificação e capacitação faz com que muitos acabem desistindo já neste período, em razão dos bicos destinados a subsistência. Garantida a adesão ao processo de capacitação e qualificação, há que garantir também junto ao empresariado a contratação destes que vão se capacitar. Para tanto, é necessário que os cursos oferecidos dialoguem com as demandas do mercado de trabalho, seja aquele da Carteira Assinada, seja a demanda por serviços que podem ser oferecidas através de trabalho autônomo, individual ou coletivo. O empresariado também precisa estar cônscio de que exigir escolaridade maior do que aquela que de fato determinada profissão demanda, pode ser impeditivo da contratação destes trabalhadores e, em muitos casos, inclusive o não preenchimento de vagas de emprego abertas e imprescindíveis a continuidade do trabalho da empresa.  O período entre a inscrição e início do curso, pelas razões já citadas tem que ser o mais curto possível. Iniciado o curso, há que ter acompanhamento direto da rede de Assistência Social do Município, dentro e fora da instituição de qualificação profissional, para constatar possíveis soluções para problemas que surjam, como creche ou brinquedoteca para os filhos das mulheres que frequentam os cursos,  pressão de maridos com cultura machista que não querem “suas” esposas trabalhando, alimentação (cesta básica) para não haver  a necessidade de no período do curso a pessoa ter que abandonar o curso para fazer “bicos” e outras pressões sociais que este público sofre. A pressão da mídia e de parcela da sociedade influenciada pela opinião midiática ou cultural, é pela pronta inserção na formalidade. No entanto os obstáculos que existem entre o curto espaço existente entre o Bolsa Família e a sua “porta de saída” é constituído de obstáculos interpostos pela cultura vigente. Para removê-los há que se ter instrumentos adequados, mas principalmente cabeça aberta para recebê-las. Não basta abrir a porta. É necessário mostrar o mundo que há por trás desta porta, e que não é conhecido para a maioria dos beneficiários do Bolsa Família e do público em situação de extrema pobreza. Para que isto ocorra, só a ação de qualificação, ministrada pelo Sistema S, que tem a experiência  para tanto, não é o suficiente. Ensinar as coisas do mundo do trabalho e da acumulação para quem vive em outro mundo, o da subsistência e da sobrevivência imediata, não é o suficiente. É preciso montar a rede de acompanhamento citada, com a área da assistência social, qualificação profissional, trabalho e desenvolvimento econômico, para podermos chegar ao bom termo da

Ainda nos cursos as pessoas já foram contratadas pelas empresas pela qualidade dos cursos disponibilizados pelo SENAI

inclusão destes que hoje estão “incluídos fora” do nosso mundo. Acompanhei a implementação do Programa Próximo Passo – Costrução Civil, destinado a qualificar beneficiários(as) do Bolsa Família. Das formandas (por que a grande maioria foram mulheres), a empregabilidade foi de 90%. Mas o que narro nestas linhas foi um aprendizado prático. Até compreendermos que havia a necessidade de um acompanhamento das redes de assistência, de envolvimento de outros setores da sociedade, muitos dos inicialmente inscritos evadiram das salas de aula ou nem sequer começaram os cursos. O fato é que empresários que se envolveram no processo ficaram satisfeitos e estão dispostos a continuar. é preciso pois, que todos nos engajemos para que as portas não sejam só abertas, mas que se diga para que mesmo elas servem a quem até agora não passou por elas.

 

Luiz Müller

Diretor de Inclusão Produtiva

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

 

O Programa Bolsa Família, a Inclusão Produtiva e as portas do outro mundo possível

Muitos tem falado sobre a necessidade  do que chama de uma “porta de saída” para os beneficiários do Bolsa Família. Se referem a necessidade destas pessoas terem uma inserção produtiva na sociedade. Há que se considerar porém, que o valor pago pelo Bolsa Família (R$ 38,00 por filho, até o limite de 5) não sustenta famílias. Então, parcela significativa destes(as) beneficiários(as) está inserido em um mercado informal, fazendo bicos. Estes bicos, por incertos e sem horário fixo, acabam impedindo estas pessoas de acessarem cursos de capacitação, que poderiam lhes dar uma empregabilidade formal com todos os direitos que a legislação garante para os “formais”, seja os de Carteira assinada, seja os que se registram como autônomos ou MEI. Há ainda que se

Formatura do Programa Próximo Passo em Sapucaia do Sul

considerar que parcela significativa dos beneficiários do Bolsa Família são mulheres e que na maioria dos casos são também ”chefes de família”. Além dos “bicos” que tem que fazer como provedoras da sua família, estas mulheres tem filhos para cuidar. A Sociedade e a opinião pública os querem se dirigindo para a “porta de saída”. Esta porta, aliás, esta bem próxima, já que em muitos setores da economia, como na Construção Civil, asseio e conservação, supermercados e outras, há possibilidade de empregabilidade imediata para esta população que invariavelmente tem baixa escolaridade. O que separa estas pessoas da porta, muitas vezes parece ser apenas um curso de capacitação profissional que pode ser ministrado em 200 horas aula. Parece simples, mas temos que levar em conta a necessidade imediata que estas pessoas tem (prover a família e cuidar dos filhos). Assim a solução não passa só pelo oferecimento de cursos através do Sistema S, como é o caso do PRONATEC, ou outras possibilidades de qualificação oferecidas através de cursos do MTE. Há que se construir uma rede de acompanhamento para estes

Formandas do Programa Mulheres Mil em Pernambuco

beneficiários dos programas sociais do governo. Assim, além da oferta do Curso em si, é preciso que as prefeituras, através da Assistência Social, façam um processo de sensibilização dos beneficiários, sobre a vantagem desta “alteração de status” entre o mundo da sobrevivência e do imediato,  e o mundo do trabalho organizado, formal  e da acumulação.  Esta sensibilização pode ser feita durante a aferição das condicionalidades, por exemplo do Bolsa Família. E é melhor que seja coletiva e rápida, já que a sensibilização individual leva tempo e o período necessário para constituir turmas para a qualificação e capacitação faz com que muitos acabem desistindo já neste período, em razão dos bicos destinados a subsistência. Garantida a adesão ao processo de capacitação e qualificação, há que garantir também junto ao empresariado a contratação destes que vão se capacitar. Para tanto, é necessário que os cursos oferecidos dialoguem com as demandas do mercado de trabalho, seja aquele da Carteira Assinada, seja a demanda por serviços que podem ser oferecidas através de trabalho autônomo, individual ou coletivo. O empresariado também precisa estar cônscio de que exigir escolaridade maior do que aquela que de fato determinada profissão demanda, pode ser impeditivo da contratação destes trabalhadores e, em muitos casos, inclusive o não preenchimento de vagas de emprego abertas e imprescindíveis a continuidade do trabalho da empresa.  O período entre a inscrição e início do curso, pelas razões já citadas tem que ser o mais curto possível. Iniciado o curso, há que ter acompanhamento direto da rede de Assistência Social do Município, dentro e fora da instituição de qualificação profissional, para constatar possíveis soluções para problemas que surjam, como creche ou brinquedoteca para os filhos das mulheres que frequentam os cursos,  pressão de maridos com cultura machista que não querem “suas” esposas trabalhando, alimentação (cesta básica) para não haver  a necessidade de no período do curso a pessoa ter que abandonar o curso para fazer “bicos” e outras pressões sociais que este público sofre. A pressão da mídia e de parcela da sociedade influenciada pela opinião midiática ou cultural, é pela pronta inserção na formalidade. No entanto os obstáculos que existem entre o curto espaço existente entre o Bolsa Família e a sua “porta de saída” é constituído de obstáculos interpostos pela cultura vigente. Para removê-los há que se ter instrumentos adequados, mas principalmente cabeça aberta para recebê-las. Não basta abrir a porta. É necessário mostrar o mundo que há por trás desta porta, e que não é conhecido para a maioria dos beneficiários do Bolsa Família e do público em situação de extrema pobreza. Para que isto ocorra, só a ação de qualificação, ministrada pelo Sistema S, que tem a experiência  para tanto, não é o suficiente. Ensinar as coisas do mundo do trabalho e da acumulação para quem vive em outro mundo, o da subsistência e da sobrevivência imediata, não é o suficiente. É preciso montar a rede de acompanhamento citada, com a área da assistência social, qualificação profissional, trabalho e desenvolvimento econômico, para podermos chegar ao bom termo da

Ainda nos cursos as pessoas já foram contratadas pelas empresas pela qualidade dos cursos disponibilizados pelo SENAI

inclusão destes que hoje estão “incluídos fora” do nosso mundo. Acompanhei a implementação do Programa Próximo Passo – Costrução Civil, destinado a qualificar beneficiários(as) do Bolsa Família. Das formandas (por que a grande maioria foram mulheres), a empregabilidade foi de 90%. Mas o que narro nestas linhas foi um aprendizado prático. Até compreendermos que havia a necessidade de um acompanhamento das redes de assistência, de envolvimento de outros setores da sociedade, muitos dos inicialmente inscritos evadiram das salas de aula ou nem sequer começaram os cursos. O fato é que empresários que se envolveram no processo ficaram satisfeitos e estão dispostos a continuar. é preciso pois, que todos nos engajemos para que as portas não sejam só abertas, mas que se diga para que mesmo elas servem a quem até agora não passou por elas.

Luiz Müller

Diretor de Inclusão Produtiva

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Luiz Muller: Programa Crescer estimula a formalização de empreendedores e sua bancarização

O diretor de Inclusão de Produção Urbana, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, fala ao InvestNordeste sobre benefícios e atuação do Programa Crescer

luiz_muller2A formalização de microempreendedores no Brasil é atualmente um dos desafios do Governo Federal. Diante da tarefa de transformar milhares de pessoas em empreendedores, o Programa Crescer tem o objetivo de elevar o padrão de vida e gerar empregos nesta camada da população. Segundo Luiz Muller, diretor de Inclusão de Produção Urbana, da Secretaria Extraordinária de Erradicação da Extrema Pobreza, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, todos os empreendedores formais ou informais atendidos pelo Bolsa Família  e/ou  inscritos no Cadastro Único dos programas sociais do governo podem se beneficiar do programa.

InvestNordeste – Quais os principais objetivos do programa Crescer?
Luiz Muller
– No âmbito do Brasil Sem Miséria, o objetivo do programa Crescer – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado – é elevar o padrão de vida e a geração de empregos, além de dar oportunidade de novos negócios, estimular a formalização de empreendedores informais e a sua bancarização.
IN – Quais as principais metas do programa Crescer para o Brasil e para a região Nordeste?
LM
– Só no caso do Banco do Nordeste do Brasil a meta é conquistar mais 1,35 milhão de clientes entre os beneficiários do Programa Bolsa Família e os inscritos no cadastro único dos programas sociais do Governo Federal.
IN – Quem pode se beneficiar do programa?
LM
– Todos os empreendedores formais ou informais beneficiários do Bolsa Família  e/ou  inscritos no Cadastro Único dos programas sociais do Governo Federal.
IN – Como o programa Crescer pretende incentivar a geração de trabalho e renda para microempreendedores?
LM
– Parcela significativa dos beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais atua também em alguma atividade informal. São empreendedores, mas não têm acesso às formas tradicionais de crédito que os bancos oferecem. Com esta possibilidade de acesso ao microcrédito produtivo orientado, do Programa Crescer, a intenção é também incentivar a formalização destes pequenos negócios através da constituição dos beneficiários em microempreendedores individuais devidamente registrados, podendo inclusive contratar um empregado. O acesso ao crédito possibilita a expansão do pequeno negócio.
IN – Quais as condições do crédito oferecido aos microempreendedores?
LM
– O valor das operações varia de R$ 100,00 a R$ 15 mil. O juro é de 0,64% ao mês, bem abaixo de outras operações de crédito. O crédito pode ser utilizado para capital de giro. A Taxa de Abertura de Crédito (TAC), que era de 3% sobre o valor financiado, passa para 1%.
IN – Existe alguma ação de acompanhamento para os microempreendedores após a aquisição do crédito?
LM
– Sim. O acompanhamento é feito por pessoas treinadas – os agentes de microcrédito – que mantêm contato permanente para orientação do tomador do microcrédito, avaliando, juntamente com esse, a sua capacidade de endividamento.
IN – Como convencer as pessoas a empreender, principalmente, aquelas que não têm informação suficiente?
LM
– As pessoas que vivem em situação de pobreza muitas vezes já empreendem, mas não tem consciência disto. Para elas, criar alternativas de trabalho, os chamados bicos, na verdade está associado à sobrevivência e não ao conceito de trabalho como nós o conhecemos. Então, trata-se de informar a estas pessoas as oportunidades que o mundo do trabalho formal abre como a previdência, por exemplo. O acesso ao crédito é também um instrumento de ampliação da autoestima do beneficiário, que passa a acreditar mais no sistema e no mundo do trabalho.
IN – O senhor disse que a população que está inserida em programas de transferência de renda precisa ser empreendedora e não apenas trabalhar para sobreviver. De que forma o MDS trabalha para reverter esta situação?
LM
– Além da oferta de microcrédito produtivo orientado, através do Crescer, o MDS fechou uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para acompanhar empreendedores informais, identificados no cadastro dos beneficiários do Bolsa Família, para que se formalizem. Esta parceria prevê que os técnicos do Sebrae façam de 3 a 6 visitas a estes beneficiários identificados como potenciais empreendedores, no âmbito do programa negócio a negócio. Este tipo de ação dos técnicos do Sebrae, assim como a ação dos agentes de microcrédito, é instrumento de sensibilização para que este trabalhador se compreenda como empreendedor e, para além disto, se formalize, garantindo para si e também para quem vive e trabalha com ele, melhores condições de trabalho e renda.

O Bolsa Família, as portas e o outro mundo possível

Muitos tem falado sobre a necessidade  do que chama de uma “porta de saída” para os beneficiários do Bolsa Família. Se referem a necessidade destas pessoas terem uma inserção produtiva na sociedade. Há que se considerar porém, que o valor pago pelo Bolsa Família (R$ 32,00 por filho, até o limite de 5) não sustenta famílias. Então, parcela significativa destes(as) beneficiários(as) está inserido em um mercado informal, fazendo bicos. Estes bicos, por incertos e sem horário fixo, acabam impedindo estas pessoas de acessarem cursos de capacitação, que poderiam lhes dar uma empregabilidade formal com todos os direitos que a legislação garante para os “formais”, seja os de Carteira assinada, seja os que se registram como autônomos ou MEI. Há ainda que se considerar que parcela significativa dos beneficiários do Bolsa Família são mulheres e que na maioria dos casos são também c”chefes de família”. Além dos “bicos” que tem que fazer como provedoras da sua família,estas mulheres tem filhos para cuidar. A Sociedade e a opinião pública os querem se dirigindo para a “porta de saída”. Esta porta aliás, esta bem próxima, já que em muitos setores da economia, como na Construção Civil, asseio e conservação e outras, há possibilidade de empregabilidade imediata para esta população que invariavelmente tem baixa escolaridade. O que separa estas pessoas da porta, mnuitas vezes parece ser apenas um cuyrso de capacitação profissional que pode ser ministrado em 200 horas aula. Parece simples, mas temos que levar em conta a necessidade imediata (prover a família e cuidar dos filhos). Assim a solução não passa só pelo oferecimento de cursos através do Sistema S, como é o caso do PRONATEC, ou outras possibilidades de qualificação oferecidas através de cursos do MTE. Há que se construir uma rede de acompanhamento para estes beneficiários dos programas sociais d o governo. Assim, além da oferta do Curso em si, é preciso que as prefeituras, através da Assistência Social, façam um processo de sensibilização dos beneficiários, sobre a vantagem desta “alteração de status” entre o mundo da sobrevivência e do imediato,  e o mundo do trabalho organizado, formal  e da acumulação.  Esta sensibilização pode ser feita durante a aferição das condicionailidades, por exemplo do Bolsa Família. E é melhor que seja coletiva e rápida, já que a sensibilização individual leva tempo e o período necessário para constituir turmas para a qualificação e capacitação faz com que muitos acabem desistindo já neste período, em razão dos bicos destinados a subsistência. Garantida a adesão ao processo de capcitação e qualificação, há que garantir também junto ao empresariado a contratação destes que vão se capacitar. Para tanto, é necessário que os cursos oferecidos dialoguem com as demandas do mercado de trabalho, seja aquele da Carteira Assinada, seja a demanda por serviços que podem ser oferecidas através de trabalho autônomo, individual ou coletivo. O período entre a inscrição e início do curso, pelas razões já citadas tem que ser o mais curto possível. Iniciado o curso, há que ter acompanhamento direto da rede de Assistência Social do Município, dentro e fora da instituição de qualificação profissional, para constatar possíveis soluções para problemas que surjam, como creche ou brinquedoteca para os filhos das mulheres que freqüentam os cursos,  pressão de maridos com cultura machista que não querem “suas” esposas trabalhando, alimentação (cesta básica) para não haver  a necessidade de no período do curso a pessoa ter que abandonar o curso para fazer “bicos” e outras pressões sociais que este público sofre. A pressão da mídia e de parcela da sociedade influenciada pela opinião midiática ou cutural, é pela pronta inserção na formalidade. No entanto os obstáculos que existem entre o curto espaço existente entre o Bolsa Família e a sua “porta de saída” é cosntituido de obstáculos interpostos pela cultura vigente. Para removê-los há que se ter instrumentos adequados, mas principalmente cabeça aberta para recebê-las. Não basta abrir a porta. É necessário mostrar o mundo que há por trás desta porta, e que não é conhecido para a maioria dos beneficiários do Bolsa Família. Para que isto ocorra, só a ação de qualificação, ministrada pelo Sistema S, que tem a experiência  para tanto, não é o suficiente. Ensinar as coisas do mundo do trabalho e da acumulação para quem vive em outro mundo, o da subsistência e da sobrevivência imediata, não é o suficiente. É preciso montar a rede de acompanhamento citada, com a área da assistência social, qualificação profissional, trabalho e desenvolvimento econômico, para podermos chegar ao bom termo da inclusão destes que hoje estão “incluídos fora” do nosso mundo. Acompanhei a implementação do Programa Próximo Passo – Costrução Civil, destinado a qualificar beneficiários(as) do Bolsa Família. Das formandas (por que a grande maioria foram mulheres), a empregabilidade foi de 90%. Mas o que narro nestas linhas foi um aprendizado prático. Até compreendermos que havia a necessidade de um acompanhamento das redes de assistência, de envolvimento de outros setores da sociedade, muitos dos inicialmente inscritos evadiram das salas de aula ou nem sequer começaram os cursos. O fato é que empresários que se envolveram no processo ficaram satisfeitos e estão dispostos a continuar. é preciso pois, que todos nos engajemos para que as portas não sejam só abertas, mas que se diga para que mesmo elas servem a quem até agora não passou por elas.

 

Luiz Müller

STDS enfatiza interface entre as áreas do Trabalho e Assistência Social para a inclusão produtiva

Fotógrafo: Silvio Williams

O Edital prevê o desenvolvimento de cursos de qualificação profissional para os beneficiários do CadÚnico.

O Edital prevê o desenvolvimento de cursos de qualificação profissional para os beneficiários do CadÚnico.

Uma das prioridades da Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS) é promover a inclusão produtiva dos cidadãos, preferencialmente, àqueles que fazem parte do Cadastro Único, que dá acesso aos programas sociais do governo Federal. Esta iniciativa também está presente no Edital de Convocação Pública para Adesão ao Programa Brasil Sem Miséria – Qualificação e Emprego, que foi tratado na tarde desta segunda-feira (12), entre a STDS e representantes de 18 municípios com mais de 100 mil habitantes, para quem o Edital é destinado.

O Edital prevê o desenvolvimento de cursos de qualificação profissional e ações de intermediação de mão de obra para os beneficiários do CadÚnico desses municípios, que têm o maior índice em números absolutos de pobreza. De acordo com o diretor do Departamento do Trabalho da STDS, Luiz Müller, a STDS está trabalhando para que também exista nos municípios o diálogo entre o Trabalho e a Assistência Social. “Neste Edital, será muito importante a atuação dos gestores da Assistência Social, uma vez que irão trabalhar a cultura do público do CadÚnico, incentivando-os a concluírem os cursos, além de ressaltar a relevância dos mesmos para promover a geração de renda e melhorias nas condições de vida.”

A diretora do Departamento de Assistência Social da pasta, Carla Capitanio, apontou a preocupação da Secretaria, desde a elaboração de seu Planejamento Estratégico, com o público que a área atende. “Antes, a área do Trabalho dava atenção apenas para públicos com perfis diferentes dos que a gente atende. Hoje, esta realidade está mudando, por meio de iniciativas como o RS Mais Igual.” Ao expor suas dúvidas e sugestões, os gestores evidenciaram que seria fundamental como contrapartida dos municípios o investimento na escolaridade do público a ser qualificado. Além disso, eles afirmaram que deve haver uma preparação dos instrutores dos cursos, para que tenham uma metodologia diferenciada, reduzindo, assim, os índices de evasão.

Participaram do encontro, o chefe de Gabinete da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Rodrigo Ribas, o representante da Central de Projetos da STDS, Rudnei Alves Pinto, a assessora, Leila Chiden, além de representantes dos municípios de Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Uruguaiana, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Viamão, Bagé, Porto Alegre, Bento Gonçalves, Gravataí, Alvorada, Canoas, que têm até o dia 19 de setembro para assinar o Termo de Adesão ao Edital, além de encaminhar toda a documentação solicitada à Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Do Site da STDS/RS

Governo do Estado abre mais 150 vagas para cursos profissionalizantes em Sapucaia do Sul

O Governo do Estado anunciou a abertura de mais 150 vagas para cursos profissionalizantes do Programa Próximo Passo em Sapucaia do Sul, durante o Encontro dos Beneficiários do Programa Bolsa Família. A iniciativa é uma ação da Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS) e irá capacitar na Região Metropolitana, neste primeiro semestre, 1962 pessoas. O evento ocorreu nesta terça-feira (12), no Centro de Cultura do município, e teve como objetivo sensibilizar a população quanto à importância da atualização dos cadastros sociais, como o Cadastro Único e a atualização na documentação do Bolsa Família.

Na ocasião, o diretor do Departamento do Trabalho da STDS, Luiz Müller, destacou que todas as pessoas que participaram do Programa Próximo Passo concluíram o curso empregadas. “Estes profissionais saíram ganhando em torno de R$ 700, mais benefícios, como rancho e vale-transporte”. O diretor ainda explicou que a família não perde o benefício, recebendo por mais dois anos.

Mulheres qualificadas pelo Próximo Passo, contratadas pela empresa KF e a Chefe de RH da empresa deram depoimento

Formada no curso de pedreira, Elizabete Silva Torquato, relatou a experiência de participar da iniciativa. “Eu acredito que todas tem condições de se profissionalizar, é só acreditar. Não podemos ficar dependendo do marido, ou do cartão do Bolsa Família”, afirmou a pedreira, que nos horários de folga está construindo sua nova casa.

O prefeito de Sapucaia do Sul, Vilmar Ballin, destacou que é papel do poder público articular políticas com o Governo do Estado, como no caso do Próximo Passo: “Foi emocionante a formatura da primeira turma de mulheres pedreiras, ainda mais ao ver que todas estavam empregadas. Neste ano já formamos 80″. A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria Aparecida Alves Soares, salientou a importância do Cadastro Único, que é a base para todas as políticas sociais. “Precisamos que todas vocês mantenham seus cadastros atualizados para garantir que vocês recebam os benefícios”.

Participaram também do evento, o vice-prefeito de Sapucaia do Sul, Ibanor Catto, o secretário Municipal de Saúde, José Eloir Wimck, Adilpio Antônio Zandonai, representante do Senac de Sapucaia do Sul, Paulo Pires, lideranças locais, e mais de 400 pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família.

Programa Próximo Passo
A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS) por meio do Departamento do Trabalho (Detrab), visa capacitar profissionalmente na área da construção civil beneficiários do Programa Bolsa Família. Neste primeiro semestre, estão sendo disponibilizadas 1962 vagas na Região Metropolitana de Porto Alegre para maiores de 18 anos com, no mínimo, a 4ª série do Ensino Fundamental. No segundo semestre a ação será implantada no interior do Estado.

As inscrições podem ser feitas nos Centros de Referência Assistência Social (CRAS) de cada cidade. As aulas iniciam no dia 20 de maio e a carga horária dos cursos de qualificação é de 200h. Além disso, os estudantes ganharão o material didático, lanche e vale-transporte. Cada curso terá 50 dias úteis, cerca de dois meses e meio, com aulas cinco dias por semana em turno de uma a quatro horas. As turmas devem ser formadas por no mínimo 25 alunos, podendo chegar a 30.

Texto:  STDS
Redação: Redação Palácio Piratini, 51 3210.4305

Pescado do Portal do Governo do RS  Fotos do Sivio, da STDS

O Rio Grande junto com o Brasil para erradicar a pobreza

Reunião com Secretários Municipais na Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social Foto: Sílvio Wiliams

Ainda vivemos o mundo do trabalho. O acesso a cidadania se dá em primeiro lugar pelo acesso ao mínimo necessário para a sobrevivência. E este foi o papel e é papel do Bolsa Família, implantado no Brasil pel0 governo Lula. Milhões já o recebem. E ele possibilitou o desenvolvimento econômico, pois possibilitou as pessoas comprarem. É verdade que cada um compra muito pouco com a média de R$ 77,00 por família aqui no RS por exemplo. Mas eles não compravam nem este pouco. Viviam da caridade alheia. Agora já compram este pouco. No geral, são alimentos e material escolar. Alguns compram roupas. Mas se compram, alguém tem que produzir o que compram. E se alguém tem que produzir o que compram, empregos são gerados e a economia anda. E se a economia anda, o Brasil cresce. E deve ampliar a distribuição de renda. E a distribuição de renda no mundo do trabalho, se faz através da inclusão produtiva, seja através de empregos com Carteira Assinada, seja através do micro empreendedorismo ou da economia solidária. O Program Próximo Passo do Governo Federal tem o objetivo primordial de incluir cada vez mais Beneficiários do Bolsa Família no mundo do trabalho, oferecendo qualificação profissional e garantia de emprego. Agora é o caso da Construção Civil. Mais 1962 vagas do Programa Próximo Passo foram disponibilizados para as Prefeituras da Região Metropolitana para a qualificação em diferentes funções na área da Construção Civil. Por uma parceria com o empresariado, todos os que se formarem nestes cursos serão prontamente contratados. Foi para definir as formas de mobilização dos beneficiários, que a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social reuniu na ultima 5ª feira com 18 Secretários de Assistência e Desenvolvimento Social das Prefeituras da Região Metropolitana. O Secretário Luiz Augusto Lara pode ouvir um pouco da experiência de várias cidades com o Programa Próximo Passo. Novo Hamburgo, Canoas e Sapucaia relataram a sua experiência positiva com o Programa e o SENAI, executor da qualificação, destacou turmas da cidade de Canoas, que não tiveram nenhumna evasão e tiveram 100% de contratação por parte das empresas. O Depto. do Trabalho da Secretaria, do qual sou Diretor, nesta gestão do Governador Tarso Genro e do Secretario Lara, terá o papel de articular os vários entes governamentais e da sociedade civil para que este e os demais programas destinados à erradicação da miséria e da pobreza possam ter efetividade para com a sociedade. Assim, desta reunião tivemos a participação não só

O Secretário Lara participou da Reunião e afirmou a disposição de vincular programas sociais e qualificação profissional para erradicar a pobreza e a pobreza extrema

dos secreta´rios e secretárias municipais, mas também do DAS – Depto. de Assistência Social da nossa Secretaria. Já há atividades de mobilização  marcadas, como em Sapucaia do Sul, no dia 14 de abril, com uma grande assembléia de beneficiárias do Bolsa Família para a inscrição no Programa. Também já estão previstas para a próxima semana o início das aulas para duas turmas em Canoas. Outras cidades que não haviam aderido ao programa, passam a aderir. Bom para os municípios, bom para o povo que precisa, bom para os empresários que precisam de trabalhadores qualificados para ocupar postos de trabalho em aberto e melhor ainda pra toda a sociedade,  que vai avançando para sermos um estado de ponta neste país de ponta que é o Brasil. Com este pequeno artigo, pretendo começar uma série de artigos que postarei aqui, dando conta das ações do Depto do Trabalho da Secretaria do trabalho e Desenvolvimento Social, do qual estou incumbido de ser o Diretor neste governo capitaneado pelo Governador Tarso Genro e cuja Secretaria do Trabalho é gerida por Luiz Augusto Lara. Eu e Lara somos de partidos diferentes. Mas a possibilidade construir projetos capazes de alavancar a sociedade gaúcha para superar os anos de estagnação e atraso, é o caminho que buscamos juntos, num processo de políticas transversais a todas as secreatrias do governo, construindo políticas de governo sim, mas políticas capazes de se transformarem em políticas de estado, assim como já o são programas como o Bolsa Famíla e outros. Tenho orgulho de estar participando deste novo governo do Rio Grande, um Rio grande de todos, do brasil e do Mundo.

Mais informações aqui no sítio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social  http://www.stds.rs.gov.br/conteudo.php?cod_conteudo=2120 e aqui http://luizmullerpt.wordpress.com/2011/03/10/proximo-passo-para-beneficiariosas-do-bolsa-familia-na-grande-poa/

O DISCURSO DE DESPEDIDA DO PRESIDENTE LULA – ORGULHO DE SER BRASILEIRO


O Sonho está se transformando em realidade. Não há melhores palavras do que as do Companheiro Presidente Lula para desejar Boas Festas, Feliz Ano novo e Viva ao Brasil novo que estamos vivendo, grande potente e referência para o mundo todo. Vai o discurso de despedida do Nosso Presidente de todos os brasileiros.

Programa Próximo Passo é porta de saída para Bolsa Família, diz Lula

Neste Blog tenho mostrado a nossa participação nas ações do Programa Bolsa Família. Tenho participado de ações de sensibilização dos beneficiários para que participem do Próximo Passo e tenho também participado de Formaturas nas Prefeituras da Região Metropolitana de POA. Quem se forma, difilmente não será contratado pelas empresas, que precisam de mão de obra qualificada. Hoje no   sul21 saiu esta notícia que reproduzo abaixo, por ter a ver com os temas que trato neste Blog.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (7) que o Programa Próximo Passo do governo federal funciona como uma porta de saída para beneficiários do Bolsa Família. “Estamos formando as pessoas do Bolsa Família e arrumando emprego para elas”, disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.

Na semana passada, Lula participou da cerimônia de formatura de 1.200 alunos do Próximo Passo na área de construção civil. O objetivo, segundo ele, é que esses trabalhadores sejam empregados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com o presidente, o país soma 146.574 vagas em construção civil, sobretudo nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de Manaus, de Belém, de Fortaleza, de Recife, de Salvador, do Distrito Federal, de São Paulo, de Campinas, de Curitiba e de Porto Alegre

“Se nós conseguirmos formar toda essa gente nos próximos meses, eu penso que nós estaremos dando um passo extraordinário para a conquista da cidadania pelas mulheres e pelos homens deste país”.

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Programa Próximo Passo em Novo Hamburgo

Estive em Novo Hamburgo ontem para a Aula Inagural do Programa Próximo Passo. Este Programa do Governo Lula qualifica beneficiários do Bolsa Familia para atuarem na Construção Civil. Em NH começamos as primeiras turmas, depois da realização de plenárias de sensibilização nos bairros, onde compareceram mais de 800 pessoas. Tres turmas iniciaram ontem no SENAI de NH. As empresas tem nos procurado na SRTE, pois estão faltando trabalhadores qualificados na Construção Civil. E os cursos que estamos realizando em parceria com o SENAI, com recursos do FAT, dão conta da qualificação de trabalhadores para atuar neste setor que tem sido o responsável por milhares de novos postos de trabalho na região metropolitana de Porto Alegre. Graças aos fortes investimentos do governo Federal, através do PAC e através de programas como o Minha Casa Minha Vida, a economia e a geração de empregos esta cada vez mais aquecida. Por outro lado, fazer com que benefixiários do Bolsa Família possam sair de sua condição de pobreza e muitas vezes de trabalho informal e precário é meta do Programa Próximo Passo. Por esta razão, os cursos e seu conteúdo foram discutiso com os empresários, que garantem a contratação de todos os que terminarem os cursos do SENAI. Foi muito bom o empenho da equipe da Secretária Jurema na mobilização. Colo abaixo extrato da matéria do Site da Prefeitura de NH que pode ser localizada na íntegra no link vivanovohamburgo

Aula inaugural reúne primeiras turmas do Programa Próximo Passo
02/03/2010 – 11h05min

Beneficiários do Próximo Passo recebem as boas-vindas de Luiz Muller

Novo Hamburgo – Na tarde de segunda-feira, 1º, as três primeiras turmas hamburguenses do programa federal Próximo Passo participaram de sua Aula Inaugural, nas dependências do Centro Tecnológico do Calçado de Novo Hamburgo, uma das unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no Município. Na ocasião, os grupos inscritos para o curso de azulejista, que deve se estender pelos próximos 50 dias, receberam as boas-vindas.

Estiveram na cerimônia a secretária de Desenvolvimento Social, Jurema Guterres, o chefe da Divisão de Atendimento do Trabalhador da Superintendência do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul, Luiz Muller, o representante da Secretaria Estadual do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, Ademir Zang, o representante do SENAI, César Metz, a diretora de Qualificação da Associação de Desenvolvimento e Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (ALDEIA), Andréia Rodrigues, o coordenador municipal do Sistema Nacional de Emprego (SINE), Luis Henrique Brusius, o diretor do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia, Trabalho e Turismo de Novo Hamburgo (SEDETUR), Paulo Haubert, a coordenadora municipal do Programa Bolsa Família, Margarete Bobsin Costa, e a coordenadora local do Próximo Passo, Vera Rambo.

Jurema parabenizou as mulheres por representarem 73% das vagas preenchidas para o curso. “Este é um momento ímpar, por isso gostaria de saudar especialmente as mulheres corajosas que estão iniciando este novo desafio. Mostraremos que, além de ótimas mães e donas de casa, também temos garra para seguir num curso até o fim e conquistarmos nossa autonomia através do trabalho”, discursou.

Em seguida, os alunos foram conduzidos à primeira aula teórica, divididos entre as turmas que serão conduzidas pelo SENAI e pela ALDEIA. As aulas, que incluem módulos de atividades práticas, devem se estender até maio, com um total de 200 horas-aula.

De acordo com a coordenadora do programa em Novo Hamburgo, Vera Rambo, já na próxima semana devem estar disponíveis as inscrições para o próxima etapa, que oferecerá novas opções de curso para beneficiários do Bolsa Família. Todos eles, porém, na área da construção civil.





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