Archive for the 'Uncategorized' Category

Petrobras assinala recordes em refinarias e de extração no pré-sal

Refinaria de Passadena, nos EUA, foi comprada na gestão da presidenta Dilma, quando ainda era ministra das Minas e Energia

A Petrobras atingiu recorde de processamento em suas refinarias no mês de março, informou a companhia em nota na noite de domingo. A carga média processada no mês passado foi de 2,151 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), superando em 12 mil barris diários o recorde de julho de 2013, de 2,139 milhões de barris diários.

A Petrobras também atingiu recorde na produção de diesel e gasolina com baixo teor de enxofre em suas refinarias. Foram produzidos 4 milhões de barris de diesel S-10 (com concentração de 10 partes por milhão (ppm) de enxofre), 20 milhões de barris de diesel S-500 (500 ppm de enxofre) e 14,8 milhões de barris de gasolina S-50 (50 ppm de enxofre).

 

Pré-sal

A Petrobras também registrou em março produção recorde na camada pré-sal. A produção média mensal de petróleo operada pela companhia no pré-Sal atingiu em março 387 mil bpd. A produção tende a crescer ainda mais, já que em 3 de abril entrou em operação o poço 7-SPH-04-SPS, no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos.

“Esse poço, que tem potencial de produção de 26 mil barris de petróleo por dia, está conectado à plataforma de produção de 120 mil barris por dia de capacidade, o FPSO Cidade de São Paulo”, informou a Petrobras.

A Petrobras destacou ainda a produção do poço SPS-77A, também ligado ao FPSO Cidade de São Paulo, que produz 36 mil bpd desde o 18 de fevereiro de 2014, fazendo dele o poço de maior produção atualmente no Brasil.

Gás natural

A Petrobras ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural entregues ao mercado consumidor, disse a empresa. No dia 26 de março, a companhia disponibilizou um total de 101,1 milhões de metros cúbicos

Destes, 45,1 milhões de metros cúbicos foram destinados ao mercado termelétrico e 42,5 milhões de metros cúbicos ao mercado não termelétrico, do qual fazem parte indústrias, residências, veículos, sistemas de cogeração e outros.

O restante foi entregue às unidades da Petrobras.

Em março deste ano a geração de energia elétrica nas usinas termelétricas da Petrobras foi de 5.000 MW. Considerando as usinas para as quais a Petrobras fornece gás natural, a geração chegou a 7.613 MW, representando cerca de 12 por cento da demanda de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em nota, a companhia atribuiu os recordes ao “aumento da produtividade de seu quadro de empregados”.

pescado do Correio do Brasil

Dilma: o acesso à internet é tão importante quanto acesso a renda #ArenaNetMundial

A presidenta sancionou o Marco Civil em evento sobre o futuro da rede. Sociedade civil reclama que empresas são obrigadas a guardar informações dos usuários

A presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura do Encontro Global Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet

A presidenta Dilma Rousseff sancionou o Marco Civil da Internet nesta quarta-feira 23 em um evento simbólico. O texto foi aprovado pelo Senado uma antes, a tempo de a presidenta apresentar a nova lei durante o NetMundial, evento que reuniu em São Paulo autoridades de 150 países para discutir o futuro da rede.

Em seu discurso, Dilma comparou o Marco Civil aos programas de redistribuição de renda do governo. “O Brasil deu um grande passo em um processo pelo qual nós incluímos e garantimos renda para boa parte da população. Tão importante quanto a renda é o acesso à internet. Tão importante quanto a renda, é importante uma sociedade onde cidadãos podem expressar as suas opiniões livremente.”

Durante a sua fala, Dilma reiterou diversas a importância da neutralidade da rede presente na nova legislação. A regra impede que provedores de conteúdo vendam pacotes separados e deem velocidades diferentes para diferentes serviços, como e-mail, download de arquivos e visualização de vídeos. De acordo com o Marco Civil, todo conteúdo deve trafegar da mesma forma e com a mesma qualidade.

Empresas serão obrigadas a manter dados de usuários. Ao sancionar a lei, Dilma manteve o artigo que obriga aplicativos a guardarem os registros das atividades dos seus usuários por seis meses. O artigo 15 do Marco Civil vinha sendo criticado por setores da sociedade civil. No evento, manifestantes seguravam uma faixa escrito “Marco Civil sim, vigilância não” e usavam máscaras de Edward Snowden, delator do escândalo de espionagem nos Estados Unidos.

Para Pedro Ekman, coordenador do coletivo Intervozes, o artigo é inconstitucional. Primeiro, explica ele, porque guardar todos os dados de usuários vai contra a presunção de inocência. Em segundo lugar, diz, a medida é desproporcional para a investigação de possíveis crimes. “Empresas pequenas, farmácias, todo mundo que vende algo na internet vai ter de guardar os dados. As empresas vão ter de investir mais e repassar esses custos para alguém,” diz Ekman. Para ele, o artigo “empurra” as empresas para venderem seus dados umas às outras.

Ekman disse que o Intervozes deve entrar como uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para suprimir este artigo da lei.

Controle descentralizado da internet. Em setembro de 2013, Dilma fez um discurso na Assembleia Geral da ONU criticando duramente a espionagem realizada pelo governo dos Estados Unidos em todo o mundo e, especialmente, no Brasil. Naquela ocasião, ela propôs um “marco civil multilateral para a governança e o uso da internet”.

Sete meses depois, o evento em São Paulo dá continuidade aos esforços para descentralizar o controle da rede. Entre as possíveis medidas está a mudança da administração da Icann (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), que atualmente é submetida ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos. “Eu saúdo a intenção dos Estados Unidos em substituir seu vínculo com a Icann por uma gestão global essas instituições. O novo sistema a cargo delas deve ser construído com ampla participação de todos setores interessados, indo além dos setores tradicionais,” disse a presidenta.

Um dos passos já dados nesse sentido foi a aprovação de uma resolução da ONU contra a espionagem. Apresentada pelo Brasil e pela Alemanha, foi aceita em dezembro do ano passado. Entre as recomendações do documento está a de que qualquer operação a envolver espionagem de líderes estrangeiros tenha de ser autorizada pelo presidente de seu país.

“A resolução aprovada pela ONU foi um passo importante, mas temos muito que avançar. O debate sobre princípios é muito mais abrangente e deve incluir a universalidade do acesso à internet, em prol da construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias. Deve incluir a liberdade de expressão e necessariamente a neutralidade da rede,” disse Dilma.

“A internet é um instrumento moderno, emancipador e transformador da nossa sociedade, devemos garanti-la desta forma.”

 

Twitter presidencial

Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff desejou boas vindas aos participantes do Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet (NetMundial). Na abertura do encontro, a presidenta sancionou o Marco Civil da Internet que, segundo ela, é uma contribuição preciosa ao debate que deve indicar os rumos da rede nos próximos anos.

“Com a aprovação do Marco Civil, o Brasil dá uma contribuição preciosa ao debate que deve indicar os rumos da rede nos próximos anos. Na NetMundial, o Brasil está apresentando propostas para o estabelecimento de um marco civil global capaz de garantir a neutralidade, a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo e o respeito aos direitos humanos, vedando qualquer espécie de censura”.

Após a abertura do encontro, Dilma se reuniu com Fadi Chehadé, CEO da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers); Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações; e Tim Berners-Lee, o criador da internet, para discutir os próximos passos rumo a uma nova governança da Internet.

“Depois da abertura do NetMundial, conversei com Fadi Chehadé, presidente da ICANN, para pensarmos juntos nos próximos passos. Vamos conversar com líderes da África, América Latina e Caribe, Europa, Ásia para debater a implementação efetiva da agenda NetMmundial. Também me reuni com Hamadoun Touré. Reforcei importância de somar com a ICANN e outras organizações para mudarmos a governança da rede. No NetMundial2014 também me reuni com Tim Berners-Lee, fundador da Web. Conversa muito boa sobre o futuro e ampliação do acesso da internet”.

Pescado da Fundação Mauricio Grabois

Le Monde: Brasil lidera front contra hegemonia americana na internet #‎ArenaNETmundial‬ #MarcoCivil

LE MONDE DE 23 ABRIL 2014:

Le Brésil mène la fronde contre l’hégémonie américaine sur le Net

O BRASIL CONDUZ (LIDERA) O FRONT CONTRA A HEGEMONIA AMERICANA NA NET

Pescado do GGN

Com tecnologia, agora o Brasil produz submarinos nucleares e grandes petroleiros

Submarino Nuclear BrasilVamos começar com o Almirante Othon Silva.

O Brasil é o terceiro maior produtor de urânio do mundo e não pesquisou ainda metade de seu território.

O Almirante Othon Silva é Presidente da Eletronuclear, que administras as usinas nucleares Angra I, II, III e vai construir outras.

A energia nuclear é mais barata que a térmica, hoje usada na escassez de chuva.

Mais jovem, Othon desenvolveu um sistema próprio, brasileiro de enriquecer e beneficiar o urânio.

Por causa dele e sua equipe de engenheiros militares brasileiros, anônimos como ele, a Marinha construiu em Aramar (SP), uma unidade de enriquecimento de urânio.

No começo de seu primeiro Governo, Lula foi a Aramar e testemunhou que o trabalho estava parado.

Toda a tecnologia desenvolvida, todo o conhecimento que que os brasileiros acumularam iam se perder.

Por que ?

Porque o Governo Fernando Henrique não mandava dinheiro.

Esvaziou a fonte de recursos, como fazia, sistematicamente, com a Petrobras.

Enfraquecer para fechar – ou vender – era a estratégia silenciosa.

Ia tudo para o lixo: o conhecimento e o urânio enriquecido.

Lula chamou seu “Ministro” da Marinha e disse: toca, porque eu vou mandar dinheiro pra cá.

Em Itaguaí, perto de Angra, também no litoral do Rio, no momento há 6 000 trabalhadores – brasileiros ! -  na construção do estaleiro e base naval do PROSUB, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos.

São brasileiros do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio, de São Paulo, de Minas – treinados e contratados pela Odebrecht, responsável pelas obras.

Cingapura, que é do tamanho do ABC paulista, tem seis submarinos.

O Brasil tem sete !

O mais novo é de 2002, da classe Tikuna, com tecnologia alemã, convencional, movido a energia diesel-elétrica.

O Brasil fez um acordo com a França para construir submarinos.

Contratou quatro a diesel-eletrica.

A partir do segundo – o primeiro está quase pronto -, brasileiros assumem o projeto, porque fez parte do acordo que os franceses entregariam os códigos fonte: ou seja, o Brasil se apropriará da tecnologia.

Simultaneamente, o Brasil contratou com a França construir um submarino a propulsão nuclear.

A França faz o primeiro.

O Brasil fará os outros, a partir do segundo.

Mas, já no primeiro, movido a energia nuclear, o Brasil entregará pronto, fechado, lacrado, o compartimento do submarino que conterá o urânio enriquecido, porque é tecnologia própria, intransferível, made in Brazil – a do Almirante Othon Silva.

E o Brasil se tornará um fabricante de submarinos movidos a energia nuclear.

O Brasil estará no time dos Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra.

Ou seja, entrará para o Conselho de Segurança da ONU sem ser !

Num dos últimos comícios da campanha de 2002, Lula foi ao estaleiro Verolme, em Angra dos Reis.

Estava às moscas.

Os trabalhadores, de braços cruzados.

Crescia capim no chão da fábrica.

A Petrobrax de Fernando Henrique tinha acabado de comprar uma plataforma continental em Cingapura, porque o jenio que presidia a Petrobrax considerou que seria do “interesse nacional” de Cingapura comprar lá, porque era 5% mais barata do que uma feita aqui, com trabalhadores brasileiros.

Lula prometeu que uma das primeiras decisões de seu Governo seria cancelar a compra em Cingapura.

Assim, renasceu a indústria da construção naval brasileira, que Fernando Henrique ia fechar.

E a indústria da construção naval, com a de navipeças, em pouco tempo empregará mais brasileiros que a indústria automobilística.

E quem é o maior comprador da indústria naval brasileira ?

A Petrobras.

E o Brasil será o maior fabricante de plataformas de exploração de petróleo do mundo !

O Almirante Othon Silva, os submarinos a energia nuclear, a indústria de construção naval – tudo isso tem a ver com que ?

Com o pré-sal !

O pré-sal que o Lula decidiu explorar sob o regime de partilha.

Porque o Fernando Henrique retirou dinheiro de Aramar e ia fechar a indústria da construção naval ?

Porque o entreguismo do Fernando Henrique tem uma lógica !

Hoje, trava-se uma nova batalha pelo controle do pré-sal e, com ele, a destinação de recursos à Educação e à Saúde.

A eleição é sobre a Petrobras.

É a mesma guerra desde 1954, quando, em 1954, Getúlio deu um tiro no peito para preservar a Petrobras.

Toda eleição no Brasil é sobre a Petrobras.

Fernando Henrique não queria enriquecer o urânio, não queria construir submarinos a energia nuclear e é a favor do regime de concessão para explorar o pré-sal.

FHC rasgou uma tradição da política externa brasileira, que vinha desde o grande presidente João Goulart: não assinar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o TNP, porque a diplomacia brasileira – quando soberana –  considerava uma discriminação dos que “tinham” bomba atômica, contra o que “não tinham” – “have and have not” – na expressão do embaixador Araújo, na ONU.

(Castro foi chanceler de Jango e, por isso, perseguido pelos militares.)

O rico queria condenar o pobre à inanição tecnológica.

Fernando Henrique assinou o TNP.

(Fernando Henrique sempre achou que o Brasil não deveria postular um assento no Conselho de Segurança da ONU. Que o Brasil tinha outras prioridades…)

O entreguismo tem uma lógica.

É a lógica de entregar o interesse nacional aos outros.

Porque o entreguista não acredita no Brasil, no trabalhador brasileiro.

O entreguista precisa desesperadamente entregar a Petrobras.

Porque a Petrobras é o interesse nacional.

A Petrobras é trilho por onde se desenvolverá a futura indústria nacional.

Por isso é necessário destrui-la.

(“Eles não podem permitir que o PT administre o pré-sal”.)

 

Destruir a Petrobras é o que quer o imaculado Senador Alvaro Dias: destruir a Petrobras para destruir a Dilma !

Paulo Henrique Amorim no Camping Digital do PT

O capital está vencendo. Como a esquerda pode barrá-lo? Artigo de Tarso Genro)

A  lenta, mas firme desagregação da esquerda européia depois da quebra da URSS, está  ancorada em fatores “objetivos”, tais como as mudanças no padrão de acumulação capitalista -“pós-industrial” como já analisavam alguns economistas  há  trinta anos – que atravessaram a sociedade de alto a baixo. Estas mudanças alteraram  as expectativas políticas, o modo de vida, as demandas do mundo do trabalho e da constelação de prestadores de serviços, dos técnicos das atividades da inteligência do capital, dos sujeitos dos novos processos do trabalho e de amplos contingentes da juventude. Estes, originários de famílias das classes médias, que perderam o seus “status” social e o seu poder aquisitivo, adquiridos na era de ouro da social-democracia. A social-democracia não se renovou, nem o comunismo, para responder a estas transformações.
A desagregação, todavia,  também está ancorada na ausência de respostas – fator “subjetivo” dominante -dos núcleos dirigentes da esquerda comunista e social-democrata. Esta falta de formulação superior pode, parcialmente, ser atribuída a uma ausência de “caráter” – pela “acomodação” teórica e doutrinária dos seus dirigentes – mas este não é, certamente, o fator preponderante: o vazio de respostas de esquerda à nova crise do capital tem outras determinações mais fortes. Mesmo aqueles que se jogaram para uma posição “movimentista” – mais, ou menos, corporativa – aparentemente radical  (ou os que se propuseram a enfrentar o retrocesso com práticas de Governo ou com novas elaborações no âmbito acadêmico) não conseguiram – nos seus respectivos espaços de interferência – abrir novos caminhos que se tornassem hegemônicos.

A adesão da social-democracia francesa, italiana, espanhola e portuguesa – para exemplificar -aos remédios exigidos pela União Européia (leia-se Alemanha), põe por terra as esperanças que algum governo europeu, num futuro próximo,  possa inspirar mesmo uma saída social-democrata novo tipo à crise atual. Tudo indica que a recuperação da Europa capitalista virá por um canal “social-liberal”, depois de um longo período de reestruturação das classes em disputa. Teremos perdas significativas para os trabalhadores do setor público e privado, para as  micro, pequenas e médias empresas, que são responsáveis pela maior parte da oferta de empregos. A isso se agregará uma forte pressão sobre os imigrantes e a crescente redução dos gastos públicos, destinados à proteção social. Paralelamente a este desmantelamento tudo indica que crescerão as alternativas nacionalistas de direita, de corte autoritário e mesmo neo-fascistas, pois o vazio que gera desesperanças pode fazer renascer o irracionalismo das utopias da direita extrema.

Se isso é verdade, o nosso problema brasileiro é bem maior do que parece. A contra-tendência instituída no Brasil, que criou dez milhões de empregos no mesmo período em que foram destruídos mais de sessenta milhões de postos de trabalho em todo o mundo, está sob assédio. O nome deste assédio é a garantia do pagamento rigoroso – com juros elevados – da dívida pública, para que o sistema financeiro global do capital possa ter reservas destinadas a bancar as reformas e por em funcionamento um novo  ciclo de crescimento das economias do núcleo orgânico do capitalismo global.

Cada uma das alternativas que sejam propostas para o próximo período, visando desenvolver o país, combatendo as suas desigualdades sociais e regionais – sejam elas de inspiração neo-keinesiana ou socialista – só poderão ter efetividade e capacidade de implementação política se mostrarem de maneira coerente como elas se comunicam, acordam ou confrontam, com este cenário global. Ou seja: como as alternativas poderão ser efetivas no território,  numa situação de domínio integral do capital financeiro sobre os cenários econômicos e políticos do mundo.

O internacionalismo hoje é, conjunturalmente,  mais democrático e social do que propriamente  “proletário”, naquele sentido clássico que foi proposto pelo filósofo de Trévèrs. As conquistas democráticas e sociais das nações estão bem mais ameaçadas depois da crise que se iniciou com o “sub-prime”, pois os governos são vítimas de uma pressão brutal para reduzir, ainda mais, a sua autonomia política e assim integrar-se, pacificamente,  nas contaminações globais da crise.  Apresentar soluções internas, portanto, é também apresentar alianças de sustentação destas políticas no cenário internacional, para que as propostas não sejam voluntaristas ou demagógicas

Caso as formações políticas e os governos não consigam apresentar alternativas aceitas pelo senso comum, dificilmente terão apoio popular para governar. O seu fracasso – e o povo sabe disso – terá reflexo imediato como aniquilamento das conquistas de inclusão social, econômica e produtiva, que ocorreram no Brasil nos últimos dez anos. Este é, na verdade – nos dias que correm – o dilema, tanto demo-tucano e marino-campista, como do extremismo corporativista e movimentista: ambos deveriam responder qual é, nos quadros da democracia política, o efeito imediato na vida das famílias – especialmente das chamadas “novas classes médias” e  dos trabalhadores – dos seus projetos concretos de Governo, demonstrando como é possível aplicá-los pela via democrática.

Os ataques à Petrobras, que vem sendo modulados, tanto pela direita neoliberal como pelas oposições anti-PT e anti-Lula – de corte direitista e esquerdista – talvez sejam a síntese mais representativa desta dificuldade. O ataque, turbinado pela grande mídia,  dá espaço para estes grupos políticos não dizerem,  de forma clara  (se fossem eleitos),  o que fariam com a economia e com as funções públicas do Estado, no próximo período. Unidos, esquerdismo e neoliberalismo, desta vez no ataque ao Estado – não somente ao Governo – ficam absolvidos de fazerem propostas para dizerem como o país deverá operar, gerando emprego e renda,  ao mesmo tempo que se defende da tutela do capital financeiro  e das pressões da dívida pública.

A desmoralização de um ativo público da dimensão da Petrobras, os ataques ao seu “aparelhismo” político, a crítica aos gastos públicos excessivos (programas sociais, na verdade), os ataques às políticas do BNDES – de forma combinada com um permanente processo de identificação da corrupção com o Estado e com os Partidos em geral – fecham um quadro completo do cerco ao país: liquidem com a Petrobras e teremos o Estado brasileiro pela metade; acabem com os gastos sociais e teremos uma crise social mais profunda do que a das jornadas de junho; restrinjam o BNDES e o crescimento – que já é pífio – se reduzirá ainda mais;  desmoralizem os partidos e a política e a técnica neoliberal substituirá o contencioso democrático.

Como os militares estão aferrados às suas funções profissionais e constitucionais e não estão para aventuras, o golpismo pós-moderno vem se constituindo através da direita  midiática. Esta, se bem sucedida no convencimento a que está devotada, encarregaria um novo Governo social-liberal da desmontagem do atual Estado Social “moderado”,  obtido no Brasil num cenário mundial adverso.

Lido este cenário de refluxo da esquerda e de retomada dos valores do neoliberalismo selvagem, que devasta as conquistas da social-democracia européia, pode-se concluir que o debate verdadeiro no processo eleitoral em curso  – momento mais importante da nossa democracia republicana concreta – é o seguinte: ou o projeto lulo-petista se renova, baseado no muito que já fez e conquista novos patamares de confiança popular; ou o refluxo direitista liberal, que assola a Europa, chegará em nosso país pela via eleitoral, legitimado por eleições democráticas.

A semeadura da insegurança, que precede as inflexões para direita, está em curso em todos os níveis e para responder a esta sensação manipulada – que vai da economia à segurança pública – é preciso dizer de maneira bem clara quais os próximos passos contra as desigualdades e contra perversão da política e das funções públicas do Estado. Chegamos a um momento de defesa política de um modelo novo combinado com a velha luta ideológica.

Recentemente o MST, no seu Congresso Nacional,  deu uma demonstração de acuidade política e clareza programática. Fez a vinculação da questão agrária do país a um novo conceito de reforma:  vinculou as demandas particulares dos deserdados da terra à produção de alimentos sadios para os cidadãos de todas as classes, numa verdadeira rebelião agroecológica, que faz a disputa no terreno da produção e da política. Particularmente ele  se reporta àqueles que mais sofrem  os efeitos “fast-foods”, turbinados por agrotóxicos  e por malabarismos genéticos, cujos efeitos sobre a espécie humana ainda não são avaliáveis na sua plenitude.

Trata-se, na verdade, da superação de uma demanda particular de classe – uma reforma agrária baseada na mera redistribuição da propriedade – para um plano universal de interesse da totalidade do povo, sem a perda das suas raízes classistas. Belo exemplo que vem do povo para ser absorvido e renovar a  cultura política da esquerda.  O capital financeiro, no mundo, está vencendo, mas pode ser barrado pela imaginação criadora de uma esquerda que seja consciente da grandeza das suas tarefas nos  momentos de refluxo. O MST deu um belo exemplo.  A esquerda o seguirá?

Tocando em Frente (Almir Sater) e A bandeira do meu Partido(Mautner) em vídeo

 

 

 

A simbólica coragem da mulher Ucraniana que enfrenta tanques e soldados do governo fascista

O  povo da Ucrânia esta sendo humilhado por um governo fascista imposto por um golpe financiado e apoiado pelos Estados Unidos e União Européia. A partir do golpe, a Crimeia fez opção de integrar a Federação Russa, e na Crimeia reina a paz. Já  na Ucrânia o governo fascista joga os tanques contra o povo que protesta. Mas o povo resiste. E coragem desta mulher, ao parar uma fileira de tanques cheia de soldados, faz rememorar a imagem daquele jovem chines desconhecido, que em 1989 também resolveu enfrentar os tanques. Emocionante a coragem da mulher. Viva a permanente coragem do povo em lutar por liberdade e democracia. Todo apoio ao povo Ucraniano contra a intervenção imperialista.

Vê o Vídeo que não passará na mídia tradicional, por que esta mulher é contra o golpe financiado e apoiado pelos Estados Unidos e União Européia.

Pra quem pensa que o nazismo morreu, os novos “meninos do Brasil”

fuher

Por Fernando Brito no Tijolaço

Do Facebook do meu sempre professor Nilson Lage,  comentando que “o avanço da extrema direita europeia impulsionado pela recessão econômica é o bastante para estimular, aqui, a ressurreição dosmeninos do Brasil“, copiando nota do blog de Marcos Espíndola, colunista de Cultura do Diário Catarinense, sobre o aniversário de nascimento de Adolph Hitler, ocorrido ontem:

“Homenagem” em aniversário de Adolf Hitler assusta itajaienses

Um amigo de Itajaí ficou assombrado ao se deparar com cartazes homenageando o aniversário de Adolf Hitler, ocorrido no domingo (20/4). As peças trazem a assinatura de White Front (algo como “Frente Branca”) e foram coladas em postes no Centro da Cidade. Nos cartazes, a imagem do líder nazista com a mensagem: “Heróis não morrem. Parabéns Führer”. A existência de um suposto grupo ou de simpatizantes do nazi-fascismo é algo novo e assustador para uma comunidade historicamente pacífica e plural.

Comunicado aos paulistas

Comunicado aos paulistas

O candidato da imprensa está no ar

O candidato da imprensa está no ar

Depois da manipulação descarada das ultimas pesquisas, as evidências comprovam…


Luiz Müller

Twitter


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 8.345 outros seguidores