Comissão da Verdade

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Por Lícia Peres

Após meses de expectativa, foi empossada a Comissão da Verdade. Os sete membros, escolhidos pessoalmente pela presidenta Dilma, são pessoas qualificadas com condições de realizar um bom trabalho: o de trazer à luz todas as atrocidades cometidas pela ditadura militar para que jamais voltem a acontecer em solo brasileiro. Constitui-se em importante decisão da nossa presidenta.

Acredito muito na força da verdade que é, de fato, um direito.

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Lícia Peres, viúva do Vereador e combatente Glênio Peres escreve no Blog Por Amor a Porto Alegre:

Estratégias de acesso e permanência a cursos do Pronatec são discutidas

Estratégias para garantir o acesso, a permanência dos estudantes e, a posterior inclusão produtiva, foram algumas das temáticas relativas ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) discutidas em reunião técnica na quarta-feira (23-05). A reunião foi realizada pela Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (SMASDH) em conjunto com a Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Segundo o diretor de Inclusão Produtiva do MDS, Luis Muller, o Governo Federal – por meio do Acessuas/Trabalho – irá dispor de recursos através do Fundo Nacional de Assistência Social para o fortalecimento dos Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) que, dentre a gama de trabalhos já realizados, está o acompanhamento às famílias em situação de vulnerabilidade e a interlocução para com a comunidade. “Na prática, esse financiamento irá possibilitar o monitoramento do público a ser atendido desde o momento em que iniciaram o curso”.

Pela primeira vez em Cuiabá, Luis Muller considerou o convite para a socialização do tema como uma importante estratégia de aglutinação de esforços. “Essa intersetorialidade entre as estruturas governantes envolvidas, as entidades privadas, é vital para o processo”.

“Temos uma grande preocupação em proporcionar a continuidade, a conclusão dessa qualificação”, cita a secretaria Municipal de Assistência Social Regina Kaizer. Ela ainda pondera que o Pronatec possui regras rígidas quando há desistência injustificada, o que impossibilita novas matrículas pelo prazo de dois anos.

Atualmente, a capital disponibiliza 2.381 vagas em 31 cursos do Pronatec, que prioritariamente devem atender os inscritos no CadÚnico. “O Pronatec foi pensado para atender uma demanda específica e, nós precisamos saber, qual oferta deve ser feita para possibilitar esse atendimento e garantir a continuidade. Hoje, nós estamos  imponderados de informações e, por isso, essa necessidade de articulação com a Secretaria Municipal de Educação, com o Conselho de Assistência Social, Secretaria de Estado de Educação”, pontua o  diretor de Gestão da SMASDH, Adilson dos Reis.

Juliana Carla Formiga, diretora de Geração de Emprego e Renda da Secretaria do Trabalho de Cuiabá, avaliou como sendo fundamental o processo de discussão. “A partir de agora iremos dar início ao trabalho de captação externa e interna de vagas para o preenchimento junto ao Sine”.

Representando a Secretaria Municipal de Educação, Eliane Soares de Almeida, da Coordenadoria de Programas e Projetos, avalia que a acesso à escolaridade, a valorização profissional, exige a desconstrução de um processo cultural que vem se perpetuando ao longo dos anos. “Muitas pessoas têm o desejo, mas esbarram na qualificação, na escolaridade. E essa oferta não limita o acesso aos cursos”.

Participaram das discussões representantes do Senac, do  Senai, da Secretaria de Estado de Educação, do Conselho Municipal de Assistência Social, Instituto Federal de Educação, Superintendência Regional do Trabalho, dentre outros importantes parceiros.

Ministro, os bancos não merecem essas amabilidades

Pescado do Blog do Zé

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo estuda medidas para facilitar a renegociação das dívidas e reduzir a inadimplência. O ministro dá um tratamento educado e cortês a um setor que está na contramão da história. Na verdade os bancos são favoráveis à política de austeridade. Estão do mesmo lado de Ângela Merkel, hoje isolada na Europa e entre os países do capitalismo central.

Além disso, os bancos seguem apenas seus instintos de lucro, sobrevivência – muitas vezes suicida – e de aversão ao risco total. Ao menor sinal de crise restringem o crédito e aumentam os juros. Saem do mercado, como fizeram em 2008-09, e colocam em risco todo o sistema econômico.

Adotaram uma postura “pró-cíclica”, novamente nas palavras educadas do ministro, que argumenta (é o ‘caráter suicida’ a que me referi acima): “O ciclo está desacelerando e você (o banco) toma medidas que desaceleram ainda mais”.

Deixemos de amabilidades com a banca privada. É este mesmo setor que, em qualquer parte do mundo capitalista, exige e consegue que a nação, o país, o Estado socorram bancos em estado pré falimentar por erros e fraudes, como aconteceu nos Estados Unidos e Europa.Com o argumento de risco sistêmico, o Federal Reserve (o banco central dos EUA) e o Banco Central Europeu (BCE) deram ajudas trilionárias aos bancos em dificuldades na crise de 2008-09.

Lembram do PROER de FHC?

No Brasil aconteceu algo semelhante com os programas PROER (para os bancos privados) e PROES (bancos públicos estaduais) que, no governo FHC, entre 1995 e 2000, sugaram mais de R$ 110 bi dos cofres públicos. Uma dinheirama, verdadeiro “prêmio à corrupção”. Dinheiro que saiu do bolso do contribuinte e que nunca mais o povo verá.

Agora novamente os bancos não querem correr riscos e apostar na retomada do crescimento. Ao menor sinal de inadimplência, fecham as torneiras e se protegem nos títulos públicos. Mais uma razão para que a Selic continue caindo até o mínimo possível, de preferência a menos de 7%. É o caminho para evitar a saída via tesouraria que os bancos recorrem a cada sinal de crise, sem se importar um mínimo com o país e seu futuro.

O problema das tarifas

Isso sem falar no aumento das tarifas e na verdadeira falta de fiscalização via BC desse assalto ao bolso do correntista, através da cobrança das tarifas que pagam todas as despesas operacionais dos bancos.

O noticiário de hoje dá conta de que as tarifas de serviços bancários pagas pelos brasileiros continuam subindo. No Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio o aumento foi de 1,66%, um dos destaques dentro da inflação de 0,51% verificada no mês, segundo o IBGE.

No IPCA de abril, os serviços bancários já tinham subido 1,42%, contribuindo para a alta de 2,23% no grupo Despesas Pessoais no período.

Até quando vamos viver essa situação? O governo tem que pensar em soluções que obriguem os bancos a abrir mão dos seus lucros, chegando até ao tabelamento dos serviços bancários, como sugeriu o especialista em finanças públicas Amir Khair, em artigo recente. Aí sim, sobra mais dinheiro nas mãos do consumidor. Dinheiro que o país precisa para dinamizar o consumo e fazer a economia girar mais rápido.

Lâmpada ou lanterna? (Por Mino Carta) Ou sobre como fabricar robôs e Presidentes

 

Caçador de marajás. Fórmula exitosa explorada por Veja e pela Globo para fazer do senhor acima o anti-Lula. Foto: Protasio Nene/AE

Roberto Civita é dotado exclusivamente de certezas. Talvez se deva ao QI. Há 52 anos, em um dia de abril ou maio, vinha ao lado dele pela calçada de uma rua central de São Paulo a caminho da Editora Abril, onde eu aportara pouco antes, e eis que pergunta qual seria meu quociente de inteligência. Declaro ignorar, de fato nunca me submeti a exames psicotécnicos. Sorriso cesáreo, pronuncia um número e esclarece: “É o meu”. “Satisfatório, imagino”, comento. Mais que isso, premia um ser humano a cada 25 milhões de semelhantes. O Brasil tinha então 70 milhões de habitantes, donde deduzo: “Só pode haver mais dois iguais a você”. “Pode – admite, plácido –, mas a estatística inclui todos os terráqueos, de sorte que eu poderia ser o único.”

Roberto Civita tende mesmo a se considerar único, um Moisés chamado a conduzir a Abril à terra prometida. Pronto a pôr em prática, assim como o herói bíblico dividia as águas, as artes da mídia nativa, inventar, omitir, mentir. Tropeço entre atônito e perplexo na última edição da revista Veja, a qual impavidamente afirma, entre outras peremptórias certezas, a autoria da derrubada de Fernando Collor da Presidência da República em 1992. Comete assim, entre a invenção e a mentira, o enésimo lance clássico do jornalismo nativo ao contar um episódio tão significativo da história do País.

Um ex-diretor da Veja, Mario Sergio Conti, escreveu um livro, Notícias do Planalto, para sustentar que Collor foi eleito pelos jornalistas. Não sei se Conti é mais um dos profissionais que no Brasil chamam o patrão de colega. Claro está, de todo modo, que a mídia naquela circunstância executou a vontade dos seus barões, a contarem com a obediência pronta e imediata dos sabujos. E à eleição de Collor Veja ofereceu uma contribuição determinante não menos do que a das Organizações Globo. Agora gabam-se pelo dramático desfecho do governo interrompido e omitem que lhes coube a criação do monstro.

Os leitores recordam certamente a expressão “caçador de marajás”. Pois nasceu no berço esplêndido da TV Globo e foi desfraldada à exaustão pela capitânia da esquadra abriliana. Ocorre que o naufrágio collorido não foi obra desta ou daquela, e sim do motorista Eriberto, que prestava serviço entre o gabinete presidencial do Planalto, o escritório de PC Farias e a Casa da Dinda. Localizado pela sucursal de IstoÉ em Brasília ao cabo de uma exaustiva investigação, trouxe as provas que a CPI não havia produzido. É a verdade factual, oposta à versão da última edição de Veja.

Lembro aquele sábado de 1992 em que IstoÉ foi às bancas com as revelações decisivas, de sorte a obrigar os jornalões, a começar pelo O Globo, a reproduzir as informações veiculadas pela semanal que então eu dirigia. A entrevista de Pedro Collor a Veja, do abril anterior, não bastaria para condenar o irmão presidente, tanto que a CPI se encaminhava para o fracasso. Pedro, de resto, nada de novo dissera na entrevista, a não ser a referência a certos, surpreendentes supositórios de cocaína. No mais, repetira, um ano e meio depois, uma reportagem de capa de IstoÉ.

Manual da arte midiática nativa, incluídas mediocridadem parvoíce e ignorância

No fim de setembro de 1990, Bob Fernandes passou a acompanhar os movimentos de PC Farias por mais de um mês para desnudar, ao fim da tocaia, que o levou inclusive a hospedar-se no mesmo apart-hotel da eminência parda do governo, a culpa em cartório do presidente e seu preposto à corrupção. No dia do fechamento de IstoÉ, tarde de uma sexta-feira, fui visitado por um ex-colega, intermediário da tentativa de impedir a publicação. Veio ele melífluo, portador de um pedido partido de altos escalões (depois naquelas alturas identificaria a ministra Zélia, mais talhada para dançar bolero do que carregar a pasta da Economia), e eu prontamente apontei-lhe o caminho da rua. Nem por isso deixei de declinar a minha condição de empregado e admitir que meu patrão quem sabe pudesse ser seduzido com ouro, incenso e mirra. Não sei por que evoquei os magos na noite de Belém.

Logo, na prática, a sedução foi ensaiada em dólares, a bem da contemporaneidade, e Domingo Alzugaray, dono da Editora Três, recusou dignamente de 1 milhão a 5 milhões, até hoje ignoro o nível atingido pela derradeira oferta. Constatei depois, na costumeira troca de opiniões com meus botões, que os dólares teriam sido gastos inutilmente. A reportagem de capa caiu como pedra no pântano, não houve quem a repercutisse. Foi um daqueles momentos em que se recomenda o recurso à omissão.

Era cedo demais, teve de passar um ano e meio para que a mídia da casa-grande se convencesse de que o pedágio cobrado por Collor e PC era exorbitante. Apelou-se para o Pedro rebelde. Este episódio, desdobrado em pouco mais de dois anos de governo do “caçador de marajás”, é simbólico dos comportamentos dos nossos donos do poder, a partir da própria opção por Collor como anti-Lula. A tigrada em risco se dispõe a agarrar em fio desencapado.

O emblema é, porém, mais abrangente. Na sua patética edição desta semana Veja consegue demonstrar apenas que a lâmpada da capa é a enésima mentira. A série de textos pendurada no varal vejano estica-se na treva mais funda. Não se trata simplesmente de um manual de como o jornalismo pátrio atua, a inventar, omitir e mentir, mas também de mediocridade, parvoíce e ignorância. Em matéria, nos deparamos com uma obra-prima recheada por capítulos extraordinários na sua capacidade de suscitar tanto a hilaridade quanto o espanto.

Sem pretender hierarquizar na avaliação do ridículo e do grotesco, vale a afirmação de Veja que se apresenta como vítima do ataque conjunto da imprensa ligada aos setores radicais do PT e pela internet, entregue a robôs de militância petista. Programados pelos cientistas (aloprados?) do partido da presidenta e do ex-presidente? O Brasil, segundo a semanal da Abril, confunde-se com Rússia, Cuba e Venezuela, onde a liberdade de imprensa é violentamente cerceada, e com a China, de internet robotizada. Talvez a rapaziada de Veja tenha de racionar suas idas ao cinema para assistir à ficção científica estilo Matrix. Claríssima é, contudo, uma área que a Skuromatic não logra alcançar: a proposta de censura à internet, estampada com todas as letras por quem se apresenta como paladino da liberdade de expressão.

Passagem empolgante aquela em que Veja define Antonio Gramsci, notável pensador do século passado morto na cadeia fascista às vésperas da Segunda Guerra Mundial depois de 11 anos de cativeiro, autor de uma obra monumental intitulada Cadernos do Cárcere, que ele considerava como ensaio daquela a ser escrita em liberdade. A revista da Abril decreta: Gramsci é um terrorista vermelho, não menos que Lenin e Stalin. Pois é do conhecimento até do mundo mineral que Gramsci plantou as raízes da transformação do partidão italiano, enfim capaz de abjurar os dogmas marxista-leninistas e de se afastar do Kremlin para desaguar no eurocomunismo de Enrico Berlinguer, de pura, autêntica marca social-democrática. Permito-me propor à redação de Veja os nomes de um punhado de terroristas: Sócrates, Jesus Cristo, Montano, Lutero, Maquiavel, Pascal, Voltaire, Caravaggio, Daniel Defoe, Jonathan Swift, Garibaldi, Bolívar, Dostoievski, Espinoza. Há muitos outros, mas são estes que me ocorrem de chofre.

Não faltam, para fechar o círculo, as omissões. Por que não consta entre as façanhas vejanas a fantástica revelação das contas clandestinas no exterior de figurões variados do governo Lula, encabeçada por aquela do próprio presidente? E por que não se evoca a reportagem de sete anos atrás, sobre os dólares destinados a abastecer as burras petistas, chegados de Cuba em garrafas, com as mensagens dos náufragos? De rum, imaginariam vocês. Nada disso, de uísque. Nunca fica tão evidente, de limpidez ofuscante, que Veja é a revista do inventor da lâmpada Skuromatic.

Quando me demiti da direção da redação de Veja e de integrante do conselho editorial da Editora Abril, disse ao chairman of the board, Victor Civita: “Por nada deste mundo hoje trabalharia na Abril, entre outros motivos porque seu filho Roberto é um cretino”. O patrão retrucou, sem irritação evidente: “Não diga isso, diga ingênuo”. Dois dias antes, fevereiro de 1976, o filho me confessara, candidamente, que o então ministro da Justiça (Justiça?) Armando Falcão pedia a minha cabeça como condição do fim da censura e de um empréstimo de 50 milhões de dólares pela Caixa Econômica Federal.

É uma longa história, que já contei mais de uma vez. E eu me demiti, ao contrário do que escreveu Mario Sergio Conti, sabujo emérito, pronto a adotar a versão patronal, porque não queria um único, escasso centavo do inventor da lâmpada Skuromatic. Ou não seria lanterna, com a vantagem de ser carregada onde o usuário bem entenda?

P.S.: Não consigo entender por que Marco Antonio Barbosa, figura altamente confiável, não está entre os integrantes da Comissão da Verdade, alguns altamente inconfiáveis.

Pescado da Carta Capital

Manipulação da opinião pública

 

O filósofo americano Noam Chomsky fala, em uma de suas obras (“Visões Alternativas”) nas estratégias que o sistema (as elites sociais, políticas, econômicas e até religiosas) utiliza para manipular o pensamento das pessoas e assim conformar a opinião geral às suas ideologias.

1. A estratégia da distração – O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites sociais, políticas e econômicas. É o que Chomsky chama de “armas silenciosas para guerras tranquilas”.

2. Criar os problemas e depois oferecer as soluções -Este método também é chamado de problema→reação→solução Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este se torne “suplicante” (clamor) das medidas que se deseja implantar.

3. A estratégia da gradualidade – Para fazer que se aceite uma medida inadmissível, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, num prazo alargado.

4. A estratégia do adiamento – Outra maneira de provocar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la com “dolorosa e necessária” (o “cortar na carne”), obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.

5. Dirigir-se ao público com se ele fosse uma criança -A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos e imagens particularmente infantis, muitas vezes a roçar a debilidade (com desenhos, animaizinhos, criancinhas), como se o expectador fosse uma criança ou um deficiente mental. Um conhecido “âncora” da Rede Globo disse em off, que o brasileiro tem mentalidade de Homer Simpson.

6. Utilizar a emoção acima da reflexão – Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para injetar ideias, e mensagens. Isto acontece em comerciais de tevê, programas políticos, campanhas sociais, aulas e encontros de igreja, etc.

7. Manter o povo na ignorância, alimentando ideais medíocres -A qualidade da educação dada às classes socialmente inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância entre estas e as classes altas permaneça inalterada no tempo, e seja impossível alcançar uma autêntica igualdade de oportunidade para todos.

8. Estimular uma complacência com a mediocridade -A vulgaridade, incultura, e o ser mal-falado ou admirar personagens sem talento, estão na moda.

9. Reforçar o sentimento de culpa pessoal – Fazer crer ao indivíduo que ele é o maior (ou único) culpado por sua própria desgraça, por insuficiência de inteligência, de capacidade de preparo ou de esforço.

10. Afirmar que conhecem as pessoas melhor do que elas próprias – Os sistemas de informática “espionam” a vida das pessoas, usuários desses programas. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce controle e poder sobre os indivíduos, superior ao que eles pensam que realmente tem.

Antônio Mesquita Galvão
No Site da ADITAL

Dilma, uma presidente que não esconde as emoções

Dilma, uma presidente que não esconde as emoções 

Aos poucos, os brasileiros descobrem uma mulher surpreendente; a fria ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula se transformou numa presidente que reage quando vaiada e não reluta em chorar em público; a julgar pela aprovação popular, o Brasil está gostando

Como era de se esperar, a presidente Dilma Rousseff não gostou das vaias que recebeu durante a Marcha dos Prefeitos, organizada na última terça-feira 15, em Brasília. Tanto não gostou que cobrou, de dedo em riste, o organizador do evento, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, após a cerimônia que desagradou os prefeitos no que diz respeito à posição do governo em relação à redistribuição dos royalties do petróleo. Um dia depois da indisposição, a mesma Dilma que partiu para cima depois das vaias, voltou a chorar em público durante a instalação da Comissão da Verdade. Era essa a Dilma que você esperava?

Nada naquela rígida ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula levava a crer que Dilma Rousseff poderia se permitir chorar em público. Com as lágrimas contidas a custo nesta quarta-feira, já são seis as vezes em que a presidente chorou diante das câmeras desde sua posse – quando ela também se emocionou –, em janeiro de 2011. E é assim, indo de um extremo a outro e, mais do que isso, impondo agenda própria, que a presidente vai consolidando sua popularidade.

É difícil dizer exatamente o quanto do comportamento de Dilma é responsável pela aprovação de 64% de seu governo – a aprovação pessoal chega a quase 80%, ambos recordes desde a redemocratização –, mas é certo que ele não desagrada à população. Dilma instalou nesta quarta-feira, em meio a uma CPI capaz de desestabilizar qualquer governo, uma comissão para apurar os crimes da ditadura. Impôs sua agenda, assim como vem fazendo em relação às quedas sucessivas nas taxas de juros, e não demonstra dar qualquer bola para o jogo político da CPI do Cachoeira – se dá bola, é outra história.

A mulher forte, que conduz as reuniões fechadas com pulso firme e não tem paciência para a política rasa, atinge seu equilíbrio ao se permitir emoções quando os assuntos de lhe afetam pessoalmente, como no caso desta quarta-feira, quando a antiga militante se defrontou com o próprio passado. Dilma é uma presidente que se mostra autêntica. Pelo menos por enquanto o brasileiro parece satisfeito.

Pescado do Original no Brasil 247

Mulheres representam 71% das pré-matrículas do Pronatec

Entre as 46,5 mil pessoas que procuraram vagas nos cursos de qualificação profissional até o início de maio, 33,5 mil são do sexo feminino

Brasília, 17 – Levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a partir dos números do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) mostram que as mulheres são maioria absoluta na procura por cursos de qualificação profissional. Segundo dados do Sistema de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec) apurados no início de maio, das mais de 46,5 mil pré-matrículas, 33,5 mil foram feitas por mulheres, o que representa 71,9% do total.

Para o diretor de Inclusão Produtiva da Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza (Sesep) do MDS, Luiz Müller, esse fato pode ser explicado pelo compromisso da mulher com a família. “Elas são chefes de família e estão em busca de meios para ampliar a renda para sustentar seus lares.”

Ainda segundo Müller, os cursos mais procurados estão em sintonia com o aumento de vagas no mercado de trabalho e nos últimos anos têm proporcionado maior renda aos brasileiros: construção civil, em suas várias modalidades, beleza e estética, asseio e conservação, além de jardinagem.

Oportunidade – O Pronatec faz parte do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria. Tem como foco a oferta de cursos de capacitação continuada, com carga horária entre 160 e 360 horas, nas áreas de construção civil e comércio, entre outras. Destina-se prioritariamente a inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com idades entre 16 e 59 anos e visa ampliar as possibilidades de inserção desse público no mundo do trabalho.

Ascom/MDS
(61) 3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

Mais um curso do Pronatec chega ao CRAS de Jardim Asteca (Vila Velha)

Com informações do Sitio da Prefeitura de Vila Velha


Curso de cabeleireiro no Cras de jardim Asteca - Imagem: Eduardo Ribeiro

Atuar de forma independente ou compondo equipe de cabeleireiros em um salão de beleza. Esse é o objetivo do curso de qualificação em Auxiliar de Cabeleireiro, oferecido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para pessoas que querem conquistar a independência financeira.

Veja mais fotos dos cursos realizados no Cras.

E esse é o sonho das 20 pessoas que participam das aulas do instrutor Daniel Ramos, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Jardim Asteca, Região 2. “Oferecemos os subsidios necessários para que esses alunos sejam exelentes profissionais. Ao final do curso, todos saberão cortar, higienizar e tratar os cabelos, usando os produtos indicados para cada tipo de fio. Além disso, eles aprendem a usar os equipamentos adequados, a fim de promover a mudança desejada pelo cliente ou necessária para a elaboração de um penteado”, explicou Daniel.

Alais Pereira de Almeida, de 25 anos,moradora de Vila Garrido, não vê a hora de ser dona de um salão de beleza. “Quero oferecer serviços de qualidade para os meus futuros clientes. Além disso, pretendo ganhar o próprio dinheiro e ser independente. Aqui, estou aprendendo todas as técnicas para eu transformar o meu sonho em realidade”, falou Alais, emocionada.

Quem também pretende trabalhar em um salão masculino é Alessandro Fernandes de Oliveira, de 34 anos. “Sou porteiro e  quando terminar esse curso de 200 horas, estarei capacitado para procurar outro emprego. É muito difícil passar à noite acordado, é muito cansativo. Sempre tenho o que resolver durante o dia. É muito bom ter novas perspectiva para o futuro”, disse Alessandro.

Em Vila Velha, 301 pessoas, beneficiadas pelos programas federais de transferência de renda, estão sendo capacitadas. Executados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), os cursos são direcionados para pessoas de 18 a 59 anos, que tenham até a 9º série. As capacitações começaram em março e algumas delas já estão terminando.

Parceria

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Vila Velha conta com a parceria entre as secretarias municipais de Assistência Social (Semas), Desenvolvimento Econômico (Semdec), Educação (Semed), e Saúde (Semsa). O programa integra o projeto Brasil Sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Social.

Além do curso gratuito, os alunos do Pronatec estão inscritos nos programas do Governo Federal Brasil Sorridente; que busca melhorar as condições de saúde bucal do cidadão e prevê distribuição gratuita de próteses, e no Programa Olhar Brasil, que identifica problemas visuais e distribui gratuitamente óculos para os moradores do município.

Pronatec

Criado no dia 26 de Outubro de 2011, com a sanção da Lei nº 12.513/2011 pela Presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira. Para tanto, prevê uma série de subprogramas, projetos e ações de assistência técnica e financeira que juntos oferecerão oito milhões de vagas a brasileiros de diferentes perfis nos próximos quatro anos.

Cursos oferecidos:

Para quem tem escolaridade entre 1ª a 4ª série / Locais dos cursos

1. Depilação = 15 vagas/vespertino. Aulas no CRAS do Bairro Alecrim;
2. Almoxarife de obras = 30 vagas/noturno. Aulas na Unidade Municipal de Ensino Fundamental (UMEF) Antônio Bezerra de Farias;
3. Atendente de lanchonete = 30 vagas/noturno. Aulas na UMEF Luiz Malizeck;
4. Auxiliar de confeitaria = 30 vagas/vespertino. Aulas no CRAS do bairro Morada da Barra;
5. Porteiro e vigia = 30 vagas/noturno. Aulas na UMEF Gov. Cristiano Dias Lopes Filho;
6. Manicure e Pedicure = 12 vagas/vespertino. Aulas no CRAS do Bairro Alecrim;

Para quem tem escolaridade entre 5ª a 9ª série / Locais dos cursos

1. Costureiro industrial = 24 vagas/noturno. Aulas no CRAS do Bairro Jardim Asteca;
2. Padeiro e confeiteiro = 20 vagas/noturno. Aulas na UMEF Juiz Jairo de Mattos;
3. Soldador do processo eletrodo revestido = 20 vagas/vespertino. Aulas na Secretaria Municipal de Obras, em Jaburuna;
4. Soldador MIG/MAG= 20 vagas/noturno. Aulas na Secretaria Municipal de Obras, em Jaburuna;
5. Auxiliar de operações em logística = 25 vagas/noturno. Aulas na UMEF Antônio Bezerra de Farias;
6. Cabeleireiro – 20 vagas/vespertino. Aulas no CRAS do Bairro Jardim Asteca;
7. Operador de computador = 25 vagas/vespertino. Aulas no CRAS do Bairro Jardim Asteca.

 

#Charge - Síntese da aliança PC do B/PP para a disputa da prefeitura de Porto Alegre

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Tem vezes que uma imagem vale mais do que mil palavras. Ou melhor, neste caso, uma imagem (charge) que expõe a verdade que discursos de mais dem il palavras não conseguirão esconder. Uma charge do Latuff

Para Dilma, Comissão da Verdade é transparência

Para Dilma, Comissão da Verdade é transparência

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira a Comissão da Verdade, dizendo que o ato “é a celebração da transparência, da verdade de uma Nação que vem trilhando os caminhos na democracia, mas que ainda tem um encontro marcado consigo mesma”. Em uma cerimônia que contou com a presença dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma saudou o regime democrático e os avanços que o País teve em direção à verdade dos fatos.”A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem sempre a cada dia”, disse a presidente.

“Eu acrescentaria que a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, mas o tempo acaba por trazê-la à luz. Hoje esse tempo chegou”, disse ao final do seu discurso.

Durante sua fala, Dilma saudou os ex-presidentes e disse que a instalação da comissão é um ato de Estado. “Por isso, muito me alegra por estarem presentes todos os presidentes que me antecederam nesses 28 anos benditos (de regime democrático)”, disse a presidente, sendo fortemente aplaudida.

“Cada um de nós aqui presente, ex-presidentes, é responsável por esse momento histórico de celebração, cada um de nós deu sua contribuição para esse marco civilizatório, ponto culminante de um processo iniciado na luta pelo povo brasileiro, pela anistia, pelas eleições diretas, pela Constituinte, pela estabilidade econômica, pelo crescimento”, acrescentou.

Esclarecimentos

Sancionada pela presidente em novembro passado, a lei que cria a Comissão da Verdade fixa como objetivos do grupo “esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos” ocorridos entre 1946 e 1988 e “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres”.

A lei também estabelece que é “dever dos servidores públicos e dos militares” colaborar com o grupo. As atividades da comissão, ressalta o texto, não terão “caráter jurisdicional ou persecutório”. A partir da sua instalação, a comissão terá prazo de dois anos para concluir os trabalhos e apresentar um relatório.

A Comissão é composta por sete integrantes: José Carlos Dias, Gilson Dipp, Rosa Maria Cardoso da Cunha, Cláudio Fonteles, Paulo Sérgio Pinheiro, Maria Rita Kehl e José Paulo Cavalcanti Filho. Segundo a presidente, foi escolhido um “grupo plural de cidadãos de reconhecida sabedoria e competência, preocupados com a justiça e o equilíbrio e, acima de tudo, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar”.

Ela acrescentou que “ao instalar a Comissão da Verdade não nos move o revanchismo, ódio ou desejo de reescrever a história de forma diferente. Mas nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la em sua plenitude, sem ocultarmos, sem camuflagem, sem veto, sem proibição”.

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Luiz Müller

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