Talvez você seja um experimento de Popper . Talvez a Raquel de Blade Runner (sobre Ucrânia e o mundo)

Por Camille Helena Claudel no Blog Café História

Ucrania1Quando ocorreram as trágicas, (agora sabemos devido ao retrocesso e condenações à morte) jornadas da primavera árabe, fui tomada por um senso de Déjà Vu, confesso. Durante minha estadia na Europa, tive a oportunidade de conviver com vários ucranianos e outros imigrantes, seja em instituições de ensino ou ajuda humanitária.  Perguntados sobre a vida em seu país, reportavam-me uma realidade dura e as novidades no lado da União Europeia (UE) eram consideradas a certeza de uma vida melhor.

Já em 2012, uma pesquisa revelava que 80% dos imigrantes ucranianos eram mulheres envolvidas em trabalho doméstico, um fenômeno recente se comparado aos países da área. (fontehttp://www.eastjournal.net/ucraina-donne-emigrate-in-italia-ma-chi-bada-alle-loro-famiglie/21336) As ucranianas que conheci, faziam tarefas como cidadãs de” segunda classe” ilegais. Elas estavam no centro da economia informal junto com polonesas e romenas, sejam como babás, cuidadoras ou faxineiras e outros. Muitas delas possuíam curso superior e estavam na maturidade dos seus 40 anos fazendo cursos extensivos e graduação. Questionadas, os discursos eram sempre de mandar dinheiro para família ou comprar um celular. Depois disso, voltar para o país de origem após algumas temporadas de trabalho ” in nero ” (ilegal).  Penso (conhecendo bem) em como estas pessoas se decepcionaram com a não entrada da Ucrânia na UE quando esta acenou com “tamanha benevolência’. Ali, estava a solução para anos de trabalho análogo a escravidão. Dentro deste contexto, fica claro parte dessas forças externas que atuaram na Ucrânia sem uma visão mais amiúde de tudo que estaria em jogo. Entretanto, devido as circunstâncias atuais, parece que os cidadãos ucranianos estão descobrindo que a União Europeia não é aquela que o marketing e a idealização inicial “contou”. Dados recentes comprovam a mudança inevitável:

 

TAXA DE DESEMPREGO MENORES DE 25 ANOS
Alemanha – 7,8%
Espanha – 54%
Eurozona – 23,3%
França – 22,5%
Grécia 57,7%
Itália – 43%
Portugal – 34,8%
Fonte: Eurostat  - Maio/14

 

Essa é a realidade da UE hoje. Os dados acima, tornam muito compreensível que o governo ucraniano à época dos eventos fizesse a escolha pela estabilidade russa e não entrada na União Europeia. Trata-se de objetividade e realismo diante de um novo contexto. Se agrava também uma espécie de conjunção profana no encontro da esquerda e direita radicais em diversos eventos da atualidade, festejadas inclusive na arte geral, obras digitais a exemplo da recente exposição em Viena, reunindo várias obras sob o título de “EU SOU UMA GOTA NO OCEANO” [sic] e cinema, além de obras não tão diretamente ligadas a Ucrânia.

Esse fato, tem enfim despertado a atenção de muitos para a propagação de um determinado conceito, dito isso, volto a uma afirmação vista em alguns jornais: a parte ocidental da Ucrânia é mais propensa a receber influências externas além de ser mais jovem. Os jovens são mais propensos a esse contato midiático. Talvez sejam, mas de um fascínio fugaz e pouco analítico. Os jovens vivem um desejo por realizações pessoais e embevecidos por fazer história. No entanto, o enredo se assemelha as telenovelas na sua produção, visto que os atores muitas vezes não sabem o que o autor lhes reserva, utilizando-os ao sabor da audiência e interesses momentâneos dos anunciantes. Tal fato, pode ser comparado à formação vista na Ucrânia, em um estado que se aproxima cada vez mais de ser um grande conglomerado financeiro sem regras claras para a população e instituições democráticas. Devido a isso, o país enfrenta uma longa crise onde surge a necessidade e já pré-acordada na transição de mais empréstimos para pagar dívidas já “insolventes”, deixando de se investir no país.

Dentro deste contexto, agentes externos pedem mais das antigas e escabrosas alianças ucranianas com o fascismo. O Estado Russo que pague a conta, passivamente, dos acordos desfeitos, mas isto não vai acontecer. Agora, não há mais espaço para opiniões ou dissidências entre todos os desiguais envolvidos, imersos num mesmo poço inesperado. Mergulhados em uma crise de morte e vida barbaresca, a Ucrânia sedimenta o modus operandi percebido já no Egito, Líbia (salvo particularidades culturais, obvio). Aos poucos, vai tomando corpo a teoria que muitos desconhecem e insistem em repetir mundo afora, sem perceber que sufocará o direito a manifestação e escolha chamados por muitos de democracia. Um dado importante nos últimos acontecimentos dessa novela que tem sido escrita em várias partes do planeta é um filosofo nascido em1902 em meio a efervescência cientifica do período, Karl Popper. Para ele uma teoria só é considerada cientifica se puder ser contestada. Popper talvez não seja tão conhecido nestas sociedades, mas teve como seu discípulo o magnata George Soros. Ele junto a outros agentes mais ou menos conhecidos, leva às últimas consequências (como sociopatas, digamos) os conceitos de Popper na vida das massas. A teoria só é cientifica se possibilita a contestação exitosa ou não. Mas como isso se aplica na Ucrânia? A resposta é Open Society Fondation (OSF).

Nome originário de um conceito do filósofo francês, estudioso da memória, o que é imensamente relevante para nosso argumento já que a memória é uma construção mental e sofre diversas influências nessa construção, entre outras coisas Henri Bergson.  A primeira fase da OSF foi como organização criada para fazer a transição comunista para um sistema de capital. A Open Society tem muitos serviços prestados com esse fim, ela pertence a Soros, “muito entusiasta dos movimentos sociais” e com muitos tentáculos em países no Oriente Médio, África e emergentes. Ao todo 60 países no mundo. Soros é também um hábil homem de negócios. Soros, tem textos onde exorta jovens ucranianos por volta de 07 abril deste ano: Mantenha o Espírito do Maidan vivo.

07 de abril de 2014 por George Soros  (Mantenha o Espírito de Maidan Vivo ) direcionado aos jovens da Ucrânia  http://www.opensocietyfoundations.org/voices/keep-spirit-maidan-alive.

Conclama pessoalmente ucranianos a contestar. George Soros, aproveita essa sede de contestação natural que é parte da busca da identidade, inerente ao jovem e na ideia dessa “Sociedade Aberta” um conceito social de Karl Popper seu mentor a “resistência” é contraditório sua vida e ações ao discurso que faz, é maleável em diversos momentos. Investe em várias ações para alcançar seus objetivos. Se vale de diferentes abordagens, métodos, paradigmas e muitos formadores de opinião sempre “ uns jovens contestadores”, “repetidores independentes”, ligados a sua obra. Não à toa o nome dado a esse organismo criado por Soros teve em suas duas edições, mudando o nome, mas mantendo sempre a “ Open Society”: é o conceito do mestre Popper, que definiu assim a sociedade aberta: “Um lugar em que os indivíduos são confrontados com decisões pessoais”. Distanciando por fim das escolhas tradicionais e coletivas do tribal, o que seria uma evolução natural segundo ele. Voltando a Bergson, o estudioso da memória, podemos encontrar a conclusão que definem as ações de cidadãos ucranianos (ou não pelo mundo das manifestações) simples, jovens e criando sociedades convulsionadas pelos agentes da tese de Popper que se regozija no túmulo. O capitalismo sempre se utilizou dessas maquinações e do desconhecimento de propagação de conceitos. Soros parece negar Popper para um leitor menos atento, mas muito pelo contrário, o utiliza para um mais perspicaz observador de forma sistemática e coerente. Quando se ver o filósofo porém, não o identificará com sociedade aberta democrática ou capitalismo laissez-faire, mas sim com um “quadro crítico de espírito por parte do indivíduo” (nem esquerda, nem direita o q eu quero é “liberdade’?). Os manifestantes agem de acordo a interesses comuns, em um grupo de qualquer espécie ao utilizar um discurso de sociedade que se rebela, de forma criticar, e despreza o conceito de esquerda ou direita para aderir a só sua individualidade, e mistura diferentes ideologias. Cria-se então, uma pasta humana que serve aos aliciadores e multiplicadores de organizações como a OSF, mas não ao público.

´É uma mudança rumo ao desconhecido. Aplicado tão bem por Soros quando “reconhece a força emocional de continuar”, do que o filósofo chamou de “espírito de grupo perdido do tribalismo”, tal como se manifesta por fim, por exemplo, nos totalitarismos do século passado. Isso que na prática foi a aposta no Egito e está se dando na Ucrânia por exemplo. Para aqueles sem nenhuma consciência de como seus anseios pessoais são usados em benefício de algumas experiências de negócios lucrativas, e de sobrevida do sistema, abrindo novos parceiros em nações que serão mais dependentes, gerar mais empréstimos e menos cooperação com parceiros próximos geográfica e culturalmente. O sucateamento da memória de um povo é condição sem a qual ao se crer independentes e em novos movimentos ” supostamente” sem lideres, sem partidos e sem fins objetivos se repetem alguns eventos .Para articuladores financistas ainda é prazeroso poder olhar as teorias apreendidas na juventude sendo provadas (implementadas) arriscar em meio aos momentos de lazer com as massas, entre os negócios, a sociedade aberta e o seu teste sendo aplicado como teoria social em constante aperfeiçoamento ao sabor do contexto em que se aplica. O discípulo nega e se mostra critico, mas está aplicando perfeitamente seu mestre que se sentiria homenageado.

 

 

Ps: Quando criança pensava e dizia à minha mãe que tudo que repetimos massivamente já foi pensado e disposto por algum professor em uma universidade pelo mundo.

A verdade sobre a derrubada do avião da Malaysia Airlines

O governo russo continua a distribuir fatos, inclusive fotos de satélite que mostram que havia Buks antiaéreos ucranianos em pontos dos quais o avião de passageiros pode ter sido abatido por aquele tipo de veículo armado, e documentos de que um jato de combate ucraniano SU-25 aproximou-se rapidamente do avião malaio antes de o avião ser abatido.Por que os EUA não se uniram ao presidente Putin da Rússia, que exigiu investigação internacional objetiva, não politizada, feita por especialistas, do caso do avião da Malaysia Airlines?

 [*] Paul Craig RobertsInstitute for Political Economy

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu, pescado do RedeCastorPhoto

Barack Obama: Você mente!

Barack Obama: Você mente!

O governo russo continua a distribuir fatos, inclusive fotos de satélite que mostram que havia Buks antiaéreos ucranianos em pontos dos quais o avião de passageiros pode ter sido abatido por aquele tipo de veículo armado, e documentos de que um jato de combate ucraniano SU-25 aproximou-se rapidamente do avião malaio antes de o avião ser abatido.Por que os EUA não se uniram ao presidente Putin da Rússia, que exigiu investigação internacional objetiva, não politizada, feita por especialistas, do caso do avião da Malaysia Airlines?

O chefe do Diretorado de Operações dos militares russos disse em conferência de imprensa em Moscou ontem [21/7/2014], que a presença do jato militar ucraniano foi confirmada pelo centro de monitoramento de Rostov.

O Ministério de Defesa da Rússia observou que, no momento em que o MH-17 foi abatido, um satélite dos EUA sobrevoava a área. O governo russo exige que os EUA disponibilizem as fotos e dados capturados por aquele satélite.

O presidente Putin já repetiu várias vezes que a investigação do voo MH-17 requer “um grupo representativo de especialistas trabalhando juntos sob orientação da ICAO (International Civil Aviation Organization)”. Putin, ao exigir investigação independente pelos especialistas da ICAO não age como quem tenha algo a esconder.

Puttin

Putin


Até que se conheçam os resultados dessa investigação, ninguém
[nem a “nação excepcional”] tem o direito de usar essa tragédia para fazer avançar seus objetivos políticos egoístas estreitos.Falando diretamente a Washington, Putin disse:

Putin relembrou aos EUA:

Nós várias vezes pedimos que os dois lados suspendessem imediatamente o banho de sangue e sentassem à mesa de negociações. O que se pode dizer com certeza é que, se as operações militares não tivessem sido reiniciadas [por Kiev] no dia 28/6/2014 no leste da Ucrânia, essa tragédia não teria acontecido.

E o que respondem os EUA? 

Só mentiras e insinuações.

Anteontem [20/7/2014], o Secretário de Estado dos EUA, confirmou que federalistas pró-Rússia estavam envolvidos na derrubada do avião malaio, e disse que seria “bem claro” que a Rússia esta[ria] envolvida. Eis as palavras de Kerry:

É bem claro que há um sistema que foi transferido da Rússia para as mãos de separatistas. Sabemos com certeza, com certeza, que os ucranianos não têm tal sistema em ponto algum nos arredores daquele local naquela hora, portanto é óbvio que há um dedo muito claro dos separatistas.

A declaração de Kerry é mais uma da infindáveis mentiras que secretários de Estado dos EUA mentiram ao longo do século XXI.

John Kerry: "O maior MENTIROSO de todos"

John Kerry: “O maior MENTIROSO de todos”

Recordem que Kerry, várias vezes, disse que os EUA teriam provas de que Assad “cruzara” a “linha vermelha” e usara armas químicas. Mas Kerry jamais conseguiu comprovar o que dizia, nunca apresentou uma única prova, que fosse. Os EUA não tinham prova alguma a entregar ao primeiro-ministro britânico, nem mesmo para ajudá-lo a conseguir que o Parlamento aprovasse a participação britânica ao lado dos EUA, num ataque militar contra a Síria! O Parlamento então disse ao primeiro-ministro inglês: “sem provas, nada de guerra”.Quem poderia esquecer o pacote de mentiras que Colin Powell mentiu descaradamente na ONU sobre as “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein? Ou a mentira que Kerry repetiu incontáveis vezes, de que Assad “usou armas químicas contra seu próprio povo”? Ou as infindáveis mentiras sobre “bombas atômicas do Irã”?

Agora, aí está Kerry outra vez a declarar que tem “certeza”, em “declarações” que já foram desmentidas por fotos do satélite russo e incontáveis provas de testemunhas no solo.

Por que Washington não distribui as fotos do satélite norte-americano?

A resposta é: pela mesma razão pela qual Washington não distribuirá os vídeos que confiscou e que, dizem os EUA, “comprovam” que um avião de passageiros sequestrado atingiu o Pentágono dia 11/9/2001. Nenhum vídeo comprova o que os EUA mentem sobre o 11/9/2001; assim como nenhuma foto de satélite comprova as mentiras de Kerry sobre o avião malaio.

Inspetores de armas da ONU em campo, no Iraque, relataram que o Iraque não tinha armas de destruição em massa. Mas esse fato comprovado, porque desmascararia a propaganda dos EUA, foi simplesmente ignorado. Os EUA iniciaram guerra terrivelmente destrutiva, baseados numa mentira intencional mantida em Washington.

Inspetores da Comissão Internacional de Energia Atômica em campo, no Irã, e todas as 16 agências de inteligência dos EUA relataram que o Irã não tinha (como não tem) programa de armas nucleares. Mas esse fato comprovado era inconsistente com a agenda de guerra de Washington e foi ignorado: pelo governo dos EUA e pela imprensa-empresa press-tituta.

Agora estamos testemunhando a mesma coisa, ante a ausência de qualquer evidência que comprovasse que a Rússia teria algo a ver com a derrubada do avião malaio.

Nem todos, no governo dos EUA, são tão irresponsáveis e imorais quanto Kerry e John McCain. Esses mentem. A maioria dos agentes do governo dos EUA vivem de insinuações.

A senadora Dianne Feinstein é exemplo perfeito. Entrevistada pelo canal CNN da imprensa-empresa press-tituta, Feinstein disse:

A questão é: onde está Putin? Eu diria: “Putin, seja homem. Você tem de falar ao mundo. Tem de dizer. Se foi um erro, como espero que tenha sido, diga!”.

Putin não faz outra coisa que não seja falar ao mundo, sem parar, exigindo que se faça investigação por especialistas, não politizada. E Feinstein a perguntar por que Putin se esconde em silêncio! Feinstein lá estava para insinuar que “sabemos que você é culpado. Só não sabemos se foi crime deliberado ou acidental”.

O modo como todo o ciclo ocidental de noticiário foi orquestrado para instantaneamente culpar a Rússia, desde muito antes de que surja qualquer informação real confiável, sugere que a derrubada do avião malaio foi operação dos EUA.

É possível, é claro, que a bem adestrada imprensa-empresa press-tituta não precise de orquestração alguma vinda de Washington, para imediatamente culpar a Rússia. Por outro lado, alguns dos desempenhos “televisivos” parecem tão bem ensaiados, que simplesmente têm de ter sido preparados com antecedência.

Também foi preparado com antecedência o vídeo de YouTube montado para “mostrar” um general russo e federalistas ucranianos discutindo que teriam acabado de, por engano, derrubar um avião de passageiros.

Como já comentei, esse vídeo tem dois vícios insanáveis: já estava gravado desde antes do acidente; e, ao apresentar o que seria a fala de um militar russo, esqueceu que qualquer militar saberia ver as diferenças entre um avião de passageiros e um avião militar de combate. A própria existência daquele vídeo já implica que houve um complô para derrubar o avião e culpar a Rússia.

Já vi relatórios que dizem que o sistema russo de mísseis antiaéreos, como um de seus dispositivos de segurança, faz contato com os transponders das aeronaves, para verificar o tipo de aeronave que aparece em seu alvo. Se esses relatórios estão corretos e se os transponders do MH-17 forem encontrados, é possível que lá esteja gravado o contato.

Já vi notícias que dizem que o controle aéreo ucraniano mudou a rota do MH-17 e o mandou sobrevoar diretamente a área de conflito. Os transponders também indicarão se isso é verdade. Se for, há claramente uma prova, pelo menos circunstancial, de que foi ato intencional de Kiev – e ato que teria de ter sido aprovado pelos EUA.

Há notícias ainda de que haveria uma divergência entre os militares ucranianos e milícias não oficializadas formadas por extremistas ucranianos de direita, que aparentemente foram os primeiros a atacar os federalistas. É possível que Washington tenha usado aqueles extremistas para derrubar o avião malaio, para inculpar os russos e usar as acusações para pressionar a União Europeia a acompanhar as sanções unilaterais dos EUA contra a Rússia.

Todos a favor de chutar a Russia do clube...

Todos a favor de chutar a Russia do clube…

Se havia um complô para derrubar um avião de passageiros, todos os dispositivos de segurança do sistema de mísseis teriam sido desligados, para que não abortassem o ataque e para que não houvesse registro de ataque, não acidental, mas deliberado. Essa pode ser a razão pela qual os ucranianos mandaram um jato para “inspecionar” de perto o avião malaio. É possível que o alvo fosse o avião presidencial de Putin, e a incompetência dos criminosos os tenha levado a destruir um avião de passageiros.Sabe-se que os EUA estão desesperados para conseguir quebrar os crescentes laços econômicos e políticos entre Rússia e Europa.

Há inúmeras explicações possíveis. É importante, agora, manter a mente aberta e resistir contra a propaganda dos EUA, até que apareçam os fatos e as provas. No mínimo, os EUA são culpados por usar o incidente para inculpar os russos “antecipadamente”, antes de qualquer prova.

Até agora, Washington só distribuiu acusações gratuitas e insinuações. E se Washington continuar a só distribuir acusações e insinuações sem provas… logo se saberá com certeza de quem é a culpa.

Enquanto isso, lembrem do menino que gritou “lobo!”, sem haver lobo algum, muitas vezes. Tantas vezes mentiu que, quando o lobo afinal realmente apareceu, ninguém acreditou nos gritos do menino. Será esse o destino final de Washington?

Nas guerras que declarou ao Iraque, ao Afeganistão, à Líbia, à Somália e à Síria, os EUA sempre se esconderam atrás de mentiras. Por quê? Se Washington quer guerra contra o Irã, a Rússia e a China, por que não declara guerra?
E ao aprovar o assassinato premeditado de palestinos por Israel, o governo dos EUA já é cúmplice também nos crimes de guerra de Israel.A razão é que a Constituição dos EUA exige que, para que haja guerra, o Congresso emita uma Declaração de Guerra. Com esse dispositivo, se esperava que o Congresso conseguisse impedir que o Executivo fizesse as guerras que quisesse, para promover as agendas ocultas que bem entendesse. Agora, quando já abdicou dessa responsabilidade constitucional, o Congresso dos EUA já é cúmplice nos crimes de guerra do Executivo.

Agora, se pergunte você mesmo, e responda: o mundo não seria mais seguro, lugar de menos morte, menos destruição e menos refugiados sem teto, e não seria lugar de mais verdade e mais justiça, se os EUA e Israel não existissem?

 

[*] Paul Craig Roberts (nascido em 3/4/1939) é um economista norte-americano e colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week eScripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e no Information Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que destruíram a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton,  Oxford University.

Tucanagem ou Grilagem: Aécio Neves pede “usocapião” de terras

Usucapião de terras públicas para Aécio, em região de grilagem, contrariou 4 normas constitucionais.

 Aécio grileiroA Constituição Federal de 1988, inclusive assinada pelo então deputado federal Aécio Neves (PSDB), é clara em seu artigo 191:

Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

processo de usucapião da Perfil Agropecuária, herdada por Aécio Neves, inciado em 2000, 12 anos após a Constituição estar em vigor, violou as seguintes regras deste artigo constitucional:

1) Só quem não tem nenhum imóvel pode requisitar a propriedade por usucapião. O pai de Aécio, dono da empresa agropecuária e ex-deputado, já era um abastado proprietário de imóveis no ano de 2000.

2) O tamanho máximo permitido para usucapir pela Constituição é 50 hectares. O pai de Aécio conseguiu uma área 19 vezes maior, de 950 hectares.

Observe que dava para assentar pelo menos 19 famílias de trabalhadores rurais pobres, sem nenhuma propriedade.

3) O requerente deveria morar na terra requisitada. O pai de Aécio nunca morou na zona rural de Montezuma. Até a sede da empresa agropecuária era em Belo Horizonte, a 553 km de distância aérea.

4) A fazenda do Aécio foi registrada como terra pública do Estado de Minas antes do processo de usucapião ser julgado, por isso, a propriedade de Aécio conflita com o Parágrafo único do artigo 191 da Constituição.

Outra questão controversa é se empresas podem ser tratadas como se fosse posseira. O texto constitucional claramente dá a entender que somente a pessoas físicas podem usucapir, com termos que não se aplicam a empresas, como “moradia”, “sua família”.

O senador tucano fala em “mudar”, mas ele assinou a Constituição de 1988 com estas mudanças expressas no artigo 191, e a forma como se apropriou de terras públicas disputadas pelo Estado de Minas foi contrária às normas constitucionais mudadas. Foi a prática de velhos métodos coronelistas do Brasil arcaico de enriquecer misturando o público com o privado, que a Constituição quis mudar..

Pescado do Blog Poços 10

fonte:OsAmigosdoPresidenteLula

 

PT pede ação contra Aécio por construção de aeroporto em MG

Os petistas pedem que o Ministério Público instaure três inquéritos – civil, público e criminal – para apurar a denúncia revelada pela Folha de S.Paulo

Os petistas pedem que o Ministério Público instaure três inquéritos – civil, público e criminal – para apurar a denúncia revelada pela Folha de S.Paulo. O partido também pede que a PGR investigue se o aeroporto opera sem autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

No pedido, o PT afirma que a construção e a administração “irregular” do aeroporto configuram crimes de improbidade administrativa, peculato, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação e desrespeito ao Código Brasileiro de Aeronáutica.

O partido argumenta que houve uso de recursos públicos na construção do aeroporto na época em que Aécio era governador de Minas, por ser administrado pelo tio-avô do candidato – o que configuraria o desrespeito à Lei de Improbidade Administrativa. No pedido, os petistas também argumentam que há a exploração de um espaço em bem público federal sem autorização do órgão regulador.

Outra irregularidade, segundo o PT, está na escolha do local onde o aeroporto foi construído. “As opções para a escolha do local onde está situado o aeródromo e da empresa que executou as obras devem ser elucidadas, tendo-se em vista que as notícias publicadas remetem a possível quebra da impessoalidade na opção pelo imóvel e na empresa que executou a intervenção [doadora em campanha eleitoral], com impactos na Lei de Improbidade Administrativa”, diz o pedido.

O PT ainda afirma que, segundo a reportagem, haveria suposta falta de envio de documentos à Anac para manter o controle do aeroporto em “mãos privadas”, o que caracteriza o crime de prevaricação.

Como revelado pela Folha, no fim do segundo mandato de Aécio como governador de Minas Gerais, o Estado construiu um aeroporto em terreno de Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô do candidato tucano e ex-prefeito da cidade. O Estado gastou quase R$ 14 milhões na obra.

A área foi desapropriada pelo Estado antes da execução da obra, no município de Cláudio, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor proposto pelo governo para a indenização, que ainda não foi paga. Com a desapropriação, o Estado obteve a posse do terreno, mas ele só poderá ser registrado em nome do governo após o pagamento.

A Anac vai investigar se aviões pousaram e decolaram a partir do aeródromo de Cláudio, construído num terreno de parentes de Aécio Neves desapropriado pelo governo do Estado.

Segundo a agência, não há autorização legal para movimentação aérea no local porque o uso da pista ainda não foi liberado pelo órgão de fiscalização. Na prática, o aeroporto ainda não existe.

Pescado do Jornal O Tempo

Jovem palestino assassinado por atirador judeu em frente a câmeras de televisão

Veja o texto em espanhol do Blog Cuba Debate. Após o texto, as fotos, e acima as imagens violentas do assassinato do jovem. Desculpem os leitores do Blog, mas estas cenas tem que ser mostradas. Até agora falei do massacre que Israel comete contra civis e crianças presas entre muros de mais de 7 metros de altura, que não tem para onde fugir e omiti as fotos. No entanto estes assassinatos continuam, mesmo em frente a câmeras de televisão. Judeus e sionistas tripudiam sobre os palestinos e sobre a humanidade. Chega!!!

Momento terrible: un joven palestino fue asesinado a tiros por un francotirador israelí frente a un equipo de cámaras pertenecientes a un grupo de activistas que se disponían a ayudarlo a encontrar a su familia.

Las imágenes fueron tomadas por Muhammad Abdellah, un activista del Movimiento pro palestino de Solidaridad Internacional (MSI), en el barrio Shijaiyah de la ciudad de Gaza. Abdellah afirmó que conjuntamente con su equipo del MSI decidieron acompañar al joven palestino, quien les dijo que estaba buscando a su familia. Lo siguieron en un intento de ayudar a encontrar a sus parientes.

Mientras caminaban, se escucharon dos disparos. El segundo impactó en el muchacho que buscaba a sus familiares. “Empecé a preguntarle si se podía mover, porque si podía moverse quizás pudiera trasladarse hacia otro lugar pero me dijo: no, no puedo moverme, siento que mi sangre está saliendo hacia todas partes“, declaró Abdellah.

Explicó además, que él y los demás voluntarios del MSI fueron incapaces de acercarse al joven, por el temor a ser alcanzados también por algún proyectil, y eso les salvó la vida. Un minuto después, el palestino recibió otro disparo directo a la cabeza, mientras yacía herido en el suelo.

El nombre o la edad del muchacho aún no han podido ser precisadas. Todo quedó registrado en las cámaras.

Joven palestino momentos antes de su asesinato

El joven busca a su familia entre las ruinas.

El joven es abatido por un disparo de francotirador israelí

El cuerpo sin vida después del segundo impacto de bala

Aécio faz aeroporto em terra da própria família e justifica que “pagou” com dinheiro público… pra própria família

AécioportoDo Facebook do Pablo Villaça

Quando governador de MG, Aécio Neves usou 14 milhões de dinheiro público para construir um aeroporto num terreno de sua família, na cidade de Claudio, que tem 25 mil habitantes. Coincidentemente, o terreno fica próximo a um dos lugares que Aécio mais gosta de visitar no estado. O próprio fato de a denúncia ter sido feita pela Foxlha é algo espantoso, considerando que a própria Ombudsman do jornal já cansou de apontar que a cobertura do periódico é pró-tucana. Eles queriam já estourar uma bomba que provavelmente seria detonada durante a campanha e provocaria mais destruições? Há dedo de José Serra aí?

Não sei. O fato é que, para se defender, Aécio disse que o terreno foi desapropriado e que sua família não se beneficiou disso.

Uau. A emenda foi pior que o soneto – o que não é incomum no que diz respeito a Aécio, que constantemente comete esses tropeços colossais.

Porque o fato é que a JUSTIFICATIVA de Aécio é que o estado do qual era governador PAGOU por um terreno de SUA FAMÍLIA. Isso já seria ruim o bastante, mas, pra piorar, não é verdade, já que o terreno ainda está sob litígio, já que seu tio, dono do terreno, quer mais dinheiro do que o que lhe foi oferecido.

E o estado não tem saída, já que construiu um aeroporto num terreno que não era legalmente seu, praticamente obrigando os cofres públicos a pagarem uma fortuna ao TIO DE ÁECIO por um aeroporto que não beneficia ninguém a não ser sua família.

Sim, porque o outro fato embaraçoso é que o aeroporto (“público”, segundo Aécio) fica fechado e as chaves são controladas… POR SEU PRIMO.

Já está ruim o bastante? Pois tem mais: o tal primo TEM FICHA CRIMINAL.

Agora imaginem se Dilma tivesse construído aeroporto num terreno de sua família, fechado ao público e controlado por parente com ficha criminal. O ruído do orgasmo coletivo da mídia seria ouvido na Lua. E as manchetes ficariam expostas até o dia da eleição.

POR QUE A FEL-LHA DETONOU O ARROCHO ? (Por Paulo Henrique Amorim)

Quem construiu o aeroécio não foi ele, mas o Estado de Minas …

 

 NÃO FOI O GOVERNADOR, FOI MINAS | COMO A IMPRENSA CONSEGUE AMENIZAR UMA SAIA JUSTA

Por Luciano Martins Costa publicado no Observatório da Imprensa

Os leitores da Folha de S Paulo foram surpreendidos no domingo (ontem) por um ataque indireto ao senador Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República – “Minas fez aeroporto em fazenda de tio de Aécio”, dizia a manchete do diário paulista. No texto logo abaixo, o jornal conta que, quando governador, em 2010, Aécio mandou construir, com dinheiro público, um aeroporto na fazenda de um tio – que o senador usa regularmente.

A obra custou R$ 14 milhões e só serve à família do senador ou a aeronaves que ela autoriza, pois o governo de Minas nunca entregou à ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, os papéis necessários à sua homologação. Portanto, objetivamente, a instalação segue sendo uma obra privada feita com dinheiro público.

Na mesma edição e em texto de tamanho proporcional à reportagem que faz a denúncia, a assessoria do senador responde que a escolha do local levou em conta apenas aspectos técnicos, não considerando que a propriedade do imóvel favorecia diretamente o então governador.

O Estado de S Paulo reproduziu no mesmo dia a denúncia da Folha, em um texto mais curto, incluindo a defesa de Aécio Neves, acrescentando que no local havia uma pista construída em 1983 por seu avô, Tancredo Neves, quando era governador do Estado. Ou seja, a família se beneficia das instalações há mais de 30 anos, agora modernizadas com recursos do Estado. Ou há outra interpretação para a sequência de notícias?

Hoje, 21, os 2 jornais paulistas voltam ao assunto, para oferecer um amplo espaço à defesa do candidato tucano, e o Globo entra na história, publicando com destaque a justificativa de Aécio Neves, sem ter publicado antes a denúncia.

O conjunto do noticiário serve de modelo para o leitor entender o estilo que deverá marcar a imprensa hegemônica até o fim da campanha eleitoral – para amenizar as suspeitas de que tende para um dos lados da disputa, dá-se, como se dizia antigamente, uma no cravo, outra na ferradura.

Aeroporto particular

O cuidado em amenizar o efeito da reportagem diz muito sobre a atenção que a imprensa dedica ao seu candidato preferencial. Diante de um fato que induz claramente à conclusão de que a família Neves transformou um antigo campo de pouso em aeroporto particular com dinheiro público, e que a decisão de tocar a obra foi feita pelo então governador Aécio Neves, qual é a alternativa?

Já que não se pode esconder o fato, cria-se na própria denúncia a condição propícia à defesa. A começar pelos títulos: tanto na Folha como no Estado, não foi o então governador quem autorizou o uso de dinheiro público no interesse da própria família: foi “Minas”. Ora, “Minas” não pratica atos de ofício, “Minas” não assina autorização para obras com ou sem licitação. Quem assina é o governante, e o governante é agora candidato a presidente da República.

De que, então, tratava a manchete da Folha no domingo? Tratava do cuidado mínimo que o jornal precisa dedicar à cobertura da disputa eleitoral, porque o engajamento permanente e descarado em uma ou outra candidatura pode prejudicar outros interesses da própria empresa que edita o diário.

Por exemplo, se o público desenvolver a convicção de que a Folha apoia explicitamente uma candidatura em detrimento das outras, quanta confiança será depositada em futuras pesquisas do Datafolha?

Então, se determinado fato não pode deixar de ser publicado, porque a omissão colocaria em risco a credibilidade do jornal, dá-se um jeito de preservar no que for possível a reputação do candidato acusado.

Em nenhuma outra ocasião, nos muitos escândalos que a imprensa reportou nos últimos anos, a autoria foi desviada do personagem central para a figura diáfana do Estado. Apenas como referência, no caso que tinha como acusado o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, não se leu nos jornais que “Brasília é condenada por improbidade administrativa”.

Mas no caso do aeroporto privado feito com dinheiro público, não foi o então governador quem cometeu o malfeito: foi “Minas”.

Navalha

Outra razão para a Fel-lha se permitir detonar o Arrocho Neves: porque ele é mineiro.

Se fosse paulista, metido até o talo na Privataria Tucana, ou com o Príncipe da Privataria, na Operação Banqueiro, aquela que demonstra que, sem o Gilmar, não haveria Dantas, se fosse paulista o Arrocho estava salvo. Seria até um benemérito da aviação civil…

Por falar nisso, Otavinho, de que vive o Cerra ?

 

Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada


Luiz Müller

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