Quem tem moral para falar do Irã é o Brasil

Parte do entrevista coletiva do Presidente Lula em Berlim. Leia mais no http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16278&boletim_id=622&componente_id=10420

A ECONOMIA CRESCENDO

Os financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal (CEF) devem superar R$ 41 bilhões este ano, segundo anunciou seu vice-presidente, Jorge Hereda. Ele antecipou o total com base na média de contratações de R$ 150 milhões por dia e no volume de empréstimos habitacionais já concedidos até o último dia de novembro.

Até o dia 30 pp. a CEF havia concedido um total de R$ 39,3 bilhões em financiamento imobiliário, um valor recorde, 93% acima do registrado de janeiro a novembro do ano passado. Em 2008, as contratações de crédito imobiliário na instituição já haviam batido um recorde: totalizaram R$ 23,3 bilhões.

O total de financiamentos desse ano supera em muito a primeira meta (e as duas revisões feitas) anunciada pela CEF para o crédito habitacional em 2009, de R$ 27 bilhões inicialmente, revistos para R$ 30 bilhões e depois para R$ 38 bilhões. No total, foram financiadas 756.507 unidades, o que representa uma média de 3.333 unidades contratadas por dia (útil) esse ano.

O SIGNIFICADO DA VITÓRIA DE MUJICA

Por Francisco Campos

A vitória de José Mujica tem um grande significado histórico e político para a esquerda latino-americana.

Jose “Pepe” Mujica foi escolhido para ser candidato à sucessão presidencial, em dezembro de 2008, dentro da Frante Ampla (FA), fazendo uma disputa com pesos pesados, entre os quais o ex-ministro de Economia, Danilo Astori, que depois passou a ser vice-presidente. Temia-se pela divisão da FA, que seria fatal para as pretensões de a esquerda continuar no governo.

Jose Mujica tem uma história marcante. Esteve a frente das lutas de resistência contra a ditadura militar (1973-1985). Ex-lider guerrilheiro tupamaro, ficou preso durante doze anos, sofrendo maus-tratos físicos e psicológicos. Permaneceu por dois anos isolado no fundo de um poço. Numa entrevista à Carta Maior, em fevereiro de 2005, afirmou que para não enlouquecer, aprendeu a falar com rãs e “galopar para dentro de si mesmo”. Na eleição de 2004, que elegeu Tabaré Vázquez, José Mujica é eleito o senador mais votado. Por toda essa trajetória de luta, José Mojica presidir o Uruguai tem para a esquerda de todo o continente um sabor especial.

É tem um significado estratégico importantíssimo. Mojica vai governar um país cujas bases econômicas são opostas de quando Tabaré Vázquez assumiu em 2005. A economia cresce 30% nos últimos cinco anos, reduzindo o desemprego, que caiu de 13% para 7%, o que ajudou a reduzir a pobreza de 31,9% para 20%.

O Uruguai se beneficiou, é claro, do boom do comércio internacional pré-crise financeira global. Mas, como ocorreu no Brasil de Lula, soube desenvolver um mercado interno, que está sendo útil quando o comércio mundial sofreu um recuo drástico como consequência da crise financeira internacional.

A vitória de José Mujica é a garantia de que o Uruguai vai continuar avançando sua economia, com o olhar focado na redução ainda mais da pobreza. É essa a diferança essencial de um governo de esquerda comparado ao de direta. Em todos os governos de esquerda que assumiram nos últimos anos a pobreza foi reduzida mediante mecanismos de transferência de renda.

Durante a campanha, os candidatos conservadores fizeram duras críticas ao Mercosul. Embora não falassem de público, mas defendiam em privado que o bloco não seria prioridade num eventual governo conservador. Mais um motivo para comemorarmos a vitória de José Mujica. O futuro presidente, como o atual, sabe da importância do Mercosul para a integração da América Latina.

O Brasil como a Argentina não podem fechar os olhos para o Uruguai. O fortalecimento do bloco passa necessariamente por ajudar Uruguai e Paraguai a se desenvolverem economicamente, abrindo mercado para produtos produzidos nesses países, além de abrir linha de crédito do BNDES para ajudar a desenvolver a indústria local. Se isso não acontecer vai aumentar a pressão interna para o Uruguai assinar tratado de livre comércio, inclusive com os EUA.

Por enquanto é comemorar a vitória. Ma a partir de março de 2010, quando tomar posse, José Mojica terá pela frente o desafio de uma agenda interna e externa cujo êxito consolidará a esquerda no Uruguai.

Francisco Campos é membro do Diretório Nacional do PT.

Original em http://www.pt.org.br/portalpt/opinioes/significado-historico-e-politico-da-vitoria-de-jose-mojica-1989.html

Quem impediu a reforma política

Do Blog do Zé Dirceu

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“É deplorável para a classe política porque nós já mandamos duas propostas de reforma política para o Congresso e as pessoas não se importam em votar. Se fosse Jânio Quadros, diria que tem um inimigo oculto que não deixa os projetos serem votados”.

A declaração acima é do presidente Lula, feita quando ele analisava as denúncias que envolvem o DEM e legendas aliadas da oposição em Brasília, acusadas de recebimento/pagamento de propina.

Pelo segundo dia consecutivo, o chefe do governo voltou a alertar para a necessidade de aprovação urgente de uma reforma política no país, como forma de evitar ou diminuir esses escândalos.

O “inimigo oculto”

O inimigo oculto de que fala o presidente em sua declaração não é assim tão invisível. Tem nome, sigla e endereço. É o PSDB – que junto com o PP, PR, PTB, parte do PMDB, PSB, PDT e PV – impediu a aprovação da reforma política elaborada pelo governo e que o PT, PC do B, a outra parte do PMDB e o DEM se empenhavam em votar.

Foi o PSDB com seus aliados de ocasião que “enterrou” – para usar um termo da própria Folha de S.Paulo – a reforma política, o que não é dito, aliás, na pequena nota incorreta que o jornal publica hoje a respeito.

O Folhão, por lhe ser conveniente, fala genericamente sobre o assunto e sonega de seus leitores que foram os tucanos e os parlamentares dessas outras legendas a eles aliados, que rejeitaram o projeto de reforma política.

Original em http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=2

Secretário de Arruda diz que PSDB também participou do mensalão do DEM

 

 

Pivô das denúncias do “mensalão do DEM”, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa acusa o PSDB de também participar do esquema de caixa dois  montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM) durante a campanha eleitoral de 2006.
Quem atuou pelos tucanos na coleta de propina e distribuição do dinheiro a aliados políticos, segundo Barbosa, foi o próprio presidente da legenda no DF, Márcio Machado do PSDB.
Filiado ao PSDB há 14 anos, Machado assumiu a Secretaria de Obras do governo do DF quando Arruda tomou posse. Ele era cotado para ser candidato ao Senado na chapa que uniria DEM, PSDB e PMDB.
À Polícia Federal, o ex-secretário Barbosa afirmou que Arruda irrigou sua campanha com dinheiro de empresas fornecedoras do governo. Foi arrecadados ilegalmente de 2004 a 2006 R$ 56,5 milhões em contratos da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central), empresa do governo então sob comando de Barbosa.
Em depoimento ao Ministério Público do DF, em 16 de setembro, Barbosa disse que o presidente do PSDB-DF ia  até a sua casa para tratar do dinheiro da propina. O ex-secretário mencionou aos promotores três pagamentos  feitos pelo tucano: R$ 6 milhões para o deputado Benedito Domingos (PP); R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do PRP; e R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.
“Foram entregues outros tantos [reais] a partidos ainda menores”, disse Barbosa. Segundo ele, o dinheiro vinha de empresas de informática.
O presidente do PSDB disse que atuou “como amigo” de Arruda na campanha. Em 2006, Machado havia se licenciado do PSDB para apoiar Arruda porque a tucana Maria de Lourdes Abadia resolvera tentar a reeleição.
A Executiva Nacional do PSDB se reúne hoje para avaliar se deixa ou não o governo do DF. Além de Machado, é filiado ao partido o irmão de Barbosa, o deputado distrital Milton Barbosa.
Até sexta-feira secretário de Relações Institucionais, Barbosa passou a colaborar em setembro com a Justiça e chegou a gravar, em 21 de outubro passado, uma conversa com Arruda em que o assunto era supostamente a partilha de propina.
Após o depoimento ao Ministério Público, Barbosa prestou uma série de informações à PF. Disse que o esquema de captação de propina em 2006 continuou com Arruda no cargo de governador. O dinheiro, segundo ele, era usado para comprar apoio de deputados da “base aliada”, o que passou a ser chamado de “mensalão” do DEM.
O ex-colaborador de Arruda afirmou que pegava o dinheiro e entregava, por ordem do governador, as seguintes quantias: R$ 50 mil por mês a Leonardo Prudente (DEM), presidente da Câmara Legislativa, e mais R$ 30 mil, cada, para os deputados Júnior Brunelli (PSC), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB) e a mesma quantia para o ex-deputado Odilon Aires.

Com base nos depoimentos e gravações de vídeo, a PF deflagrou na sexta-feira passada a Operação Caixa de Pandora, que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em gabinetes de deputados, em empresas e em um anexo da residência oficial do governador.

Do Blog Amigos do Presidente Lula Original aqui http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2009/12/secretario-de-arruda-diz-que-psdb.html

A corrupção tucana em SP e no RS

Do Blog do Zé Dirceu<!–

A suspensão de um concurso fraudado para perito da Polícia Civil de São Paulo, e a sustação do pagamento dos últimos três meses às empresas responsáveis por emplacamento de carros no Estado ocupam amplo espaço na imprensa hoje – no Estado de S.Paulo e na Folha de S.Paulo.

Como sempre, à moda da imprensa: títulos e textos não associam os dois escândalos ao governo tucano de São Paulo e nem ao governador José Serra (PSDB), ao contrário do que fariam -  não tenham dúvidas -  se os dois casos ocorressem em administrações sob o comando do PT.

O esquema de corrupção que envolve o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (DETRAN-SP), segundo as investigações preliminares, já causou um prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos estaduais. Além de empresários, também, delegados de polícia são suspeitos de participar das irregularidades. O concurso na Polícia Civil, realizado no meio do ano, está suspenso porque beneficiou um parente de um dos diretores do órgão que só não ficou com a vaga porque saiu-se mal em questões elementares na prova oral.

Os dois fatos provam a incúria com que os tucanos governam o Estado de São Paulo há 16 anos. Não mudou nada o esquema de corrupção no DETRAN – melhor dizendo, nos DETRANs, já que no Rio Grande do Sul, adminsitrado pela governadora tucana Yeda Crusius, um dos principais escândalos que a envolvem e que teria causado prejuízo de R$ 44 milhões aos cofres estaduais gaúchos, também tem como foco central o DETRAN-RS.

Cono se vê, nos governos do PSDB em São Paulo e no Rio Grande do Sul, os DETRANs continuam sendo órgãos corruptos. Mas a mídia não dá a menor importância a isso. Noticia esporadicamente algo que envolva um ou outro, mas jamais dá destaque ao que interessa: não informa ao leitor sobre quem nomeou seus diretores, de que partido eles vêm – ou a legenda partidária de quem os nomeia – e, no caso de São Paulo, nunca mostra que os sucessivos dirigentes do DETRAN há 16 anos são nomeados pelos governos tucanos que se sucedem no Estado.

Original em http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=2

 

HONDURAS: A ABSTENÇÃO DERROTA O GOLPE

TEGUCIGALPA – As mesas receptoras de votos das eleições em Honduras fecharam neste domingo, 29, às 17h local (21h de Brasília), uma hora mais tarde do previsto, porque o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) decidiu prorrogar por causa da afluência de eleitores. As eleições se realizaram em aparente normalidade, segundo observadores locais e estrangeiros convidados para um processo que não foi reconhecido pela maioria da comunidade internacional.

A Frente de Resistência ao Golpe de Estado afirmou que a abstenção nas eleições foi de entre 65% e 70% dos eleitores, e proclamou “a vitória sobre o golpe”. “Em termos gerais a abstenção real vai ficar entre 65% e 70%”, disse à Agência Efe o líder camponês Rafael Alegría, um dos dirigentes da Frente de Resistência que reivindica a restituição ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya.

Pouco antes do término da votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “não tem nada para repensar” em relação a Honduras e que, portanto, não reconhecerá o resultado das eleições. “No caso de Honduras, tive uma conversa com (o chanceler) Celso Amorim e lhe disse que o Brasil não tem por que repensar nada”, disse o presidente aos jornalistas após chegar ao balneário português de Estoril para participar da 19ª Cúpula ibero-americana.

“Nós necessitamos, às vezes, manter nossas convicções sobre as coisas, porque isso serve como um alerta para outros aventureiros”, disse Lula, que desde o dia 28 de junho, quando Zelaya foi derrubado, anunciou que não reconheceria o governo que o substituiu no poder.

O presidente também disse que Zelaya poderá permanecer na embaixada brasileira em Tegucigalpa o tempo que for necessário. “Pode ficar até que o governo (golpista) lhe garanta a vida”, declarou. Segundo Lula, “o fato de que os golpistas não tenham permitido que o presidente voltasse para comandar o processo eleitoral é um sinal muito perigoso.”

Em relação às diferenças surgidas na região ibero-americana sobre o reconhecimento ou não das eleições realizadas hoje, Lula declarou que “cada país tem soberania” para tomar suas próprias decisões. “Vejo que, às vezes, na União Europeia, que está tentando construir uma unidade há 50 anos, há países que aprovam uma coisa e outros que não a aprovam, e eles não o veem como uma divisão, mas como uma consequência normal do exercício da democracia em cada país”, disse.

Lula comentou que, em seu caso, tem discordâncias em relação à crise em Honduras com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas avaliou sorridente que “se não há divergências entre dois chefes de Estado, as coisas não têm nenhuma graça.”

A situação em Honduras ocupou hoje boa parte da agenda dos ministros das Relações Exteriores ibero-americanos, que acertaram trabalhar em um projeto de declaração na busca de um consenso sobre as diferentes posturas que há na comunidade sobre a legitimidade do pleito.

Original em http://www.votebrasil.com/

Criminalização dos movimentos sociais é política de Estado no RS, diz relatório

Do sitio da CUT

A criminalização dos movimentos sociais é uma política de Estado no Rio Grande do Sul. Esta é a principal conclusão do relatório final da Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República que apurou denúncias de violência e desrespeito às garantias fundamentais do ser humano por parte do Ministério Público Estadual, decisões do Poder Judiciário gaúcho e ações da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

O documento apresentado na manhã de quinta-feira, 26, no espaço do Fórum Democrático da Assembleia Legislativa, contém 28 recomendações para garantir o respeito aos direitos civis e às liberdades públicas, entre eles a criação do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, da Comissão Estadual de Mediação e Conflitos Agrários e a revogação da nota de instruções operacionais da Brigada Militar que regula a atuação em manifestações sindicais, de estudantes e de sem-terras.

“Estamos oferecendo este relatório como um instrumento para a única saída para este problema, que chama-se diálogo”, enfatizou o secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Rogério Sottili, que representou o ministro Paulo Vanucchi, que cancelou a visita ao estado em função de problemas familiares. “Cabe agora ao poder público estadual utilizar o documento como instrumento para corrigir as situações apontadas”, emendou o relator Fernando Matos.

O documento, apresentado para representantes do poder judiciário, Ministério Público, movimentos sociais e parlamentares, aponta o Rio Grande do Sul como o estado brasileiro mais violento contra os movimentos sociais. A constatação está amparada em documentos do seminário nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que sistematizou informações sobre o tema. Os casos mais emblemáticos são o assassinato a sangue frio do sem-terra Elton Brum da Silva, ocorrido durante desocupação da Fazenda Southall em São Gabriel, os atos de humilhação, violência, repressão e tortura praticados pela BM contra sem-terras, o fechamento das escolas itinerantes que funcionavam junto aos acampamentos do MST e o pedido de extinção do MST, pleiteado pelo Ministério Público Estadual.

“Mais de 600 crianças estão sem aulas no estado por determinação do Ministério Público Estadual e da governadora Yeda Crusius”, reiterou o deputado Dionilso Marcon (PT), presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia. O parlamentar também confessou sentir-se envergonhado pelo fato de pessoas de outros estados terem que fazer a defesa dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul.

Pela primeira vez, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana não foi recebido por um governante de Estado. Apesar de duas audiências agendadas antecipadamente, Yeda Crusius fechou as portas. Uma das mais importantes reuniões aconteceu com o secretário da Segurança Pública, Edson Goulart, e toda a cúpula da área e foi marcada pela tensão. Na ocasião, a Comissão Especial sublinhou que a segurança e os direitos humanos podem caminhar juntos. Antes, porém, o comando da BM se negou a dialogar como a Comissão Especial para tratar das ações policiais contra o MST, em Pedro Osório, onde mais de cem pessoas foram levadas à Delegacia de Polícia.

Criada em 12 de agosto de 2008, a Comissão Especial ouviu depoimentos de integrantes do MST, de sindicalistas e estudantes, deputados, autoridades, visitou acampamentos e assentamentos e esteve em Porto Alegre, Sarandi, Passo Fundo. Reuniu-se com a Federação dos Agricultores do Rio Grande do Sul (Farsul), Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Tribunal da Justiça do RS, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Nesses encontros recebeu documentos e dossiês, comprovando que a ação repressiva da Brigada Militar se intensificou a partir de 2005 e que há recrudescimento da violência no campo, esgotamento da capacidade de negociação das autoridades e operações militares forçadas. Há também uma nota de instruções operacionais da Brigada Militar de número 006.1, de outubro de 2007, que “regula os procedimentos administrativos e operacionais” específicos para atuar junto a manifestações sindicais, estudantes e de sem-terra. Também preocupa os defensores de direitos humanos a identificação de lideranças e de entidades. Mesmo em caso de desocupação voluntária, a recomendação do governo é registrar e identificar as pessoas e até mesmo encaminha-las à Delegacia de Polícia para auto de prisão em flagrante delito.

O relatório critica o Ministério Público Estadual por pedir a extinção do MST e por utilizar relatórios sigilosos da BM em ações judiciais. Também contesta o Ministério Público Federal por denunciar lideranças com base na Lei de Segurança Nacional e o Poder Judiciário por proibir liberdade de atuação de sindicatos.

O documento constata ainda que a Farsul pressiona para que o Incra não identifique terras possíveis de desapropriação e se refere ao sobrepreço que os proprietários acrescentam ao valor do imóvel em negociação com o Instituto. Por sua vez, a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, recebeu os representantes na condição de Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e não de Comissão Especial, alegando não aceitar a “imposição” ao MPE de estar criminalizando setores da sociedade. A reunião não teve avanços.

CUT (www.cut.org.br)

“EMPREGA RS” – A FARSA TUCANA DO EMPREGO

Quem viu a mídia hoje no RS, viu um certo ode ao programa Emprega  RS, espelhado num homônimo do governo Serra em São Paulo. Para anunciar o embuste, um paulista, Afif Domingues, Ícone da Privataria. Ocorre que o governo gaúcho resolveu sabotar o Sistema Público de Emprego – SINE. Este programa coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e custeado pelo FAT, é executado no RS pela FGTAS – Fundação Gaucha do Trabalho e Ação SOcial – vinculada a Secretaria da Justiça e Ação Social do Tucano Fernando Shüller. O governo do estado, através da FGTAS recebe em torno de R$ 8.500.000,0 por ano para manutenção do SINE no RS. Ocorre que o Tucano Secretário Shuller resolveu utilizar estes recursos, destinados a operar o Sistema Público de Emprego, Nacional, e referência mundial em Sistemas de Emprego, reconhecido pela OIT, paraa custear o Plágio Tucano chamado Emprega Sâo Paulo e que aqui chamam de Emprega RS. Utilizou recursos do MTE para montar o tal programa em parceria com o governo de São Paulo e com uma empresa privada responsável pelo programa. O tal programa tem atendimento “on line”, através da internet, onde o trabalhador se inscreve para uma vaga e é atendido por um teleatendimento  montado na sede da FGTAS. Para contratar os atendentes do teleatendimento, a FGTAS reduziu o número de funcionários terceirizados em várias agências da FGTAS/SINE, piorando ainda mais as já precárias condições de atendimento naqueles postos (agências) de atendimento. Pelo conteúdo de certas matérias da grande mídia, o tal Emprega RS teria sido o agente intermediador para o trabalho de muitos trabalhadores até então desempregados. Até aqui não se sabe o número de “colocados” pelo emprega RS, mas já é possível verificar que há uma queda muito grande da inserção de trabalhadores através do SINE operado pela FGTAS no RS. Claro: o trabalhador vai ao SINE, que intermedia mão de obra, e lá ao invés de ser inscrito no Sistema Público Nacional, tem seu nome incluido neste embuste chamado Emprega RS, constituido através de recursos do FAT, que na verdade são repassados ao esstado para operar o sistema SINE. Falsificam informações e falseiam números. O emprega RS é desenvolvido por empresa privada, assim como privadas são as empresas que prestam serviço no teleatendimento do programa. Utilizam-se do recurso público para provaatizar o estado.  O neo liberalismo, em decadência no mundo inteiro e derrotado no Brasil, fez ninho no RS e choca ovos dde tucano com a chocadeira alheia de empregos do Sistema SINE.  O sr. Schiller, braço pseudo intelectual do des governo Yeda, também procura desenvolver sua charlatanice intelectual as custas do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhor, que são recursos dos trbalhadores brasileiros. O FAT esta a serviço da geração de emprego e renda no país, coisa que o governo Lula tem gerado como “nunca na história deste país”. Já foram mais de 11 milhões de postos de trabalho gerados, muitos destes por causa de financiamentos do FAT as empresas, por qualficaçãao profissional patrocinada pelo FAT, ou pela intermediação de milhões de empregos feitos pelo SINE, um dos melhores sistemas públicos de emprego do mundo.  Cabe a nós, membros da sociedade gaúcha, desmascarar mais este embuste gerado no ninho do tucanato neo liberal paulista do Sr. Serra, e que pôs ovos aqui pelo Pampa. Melhor quebrar os ovos antes que deles brotem cobras ou tucanos entreguistas. Infelismente esta barbaridade esta sendo cometida contra uma Fundação que já foi referência na implantação do Sisema Sine no país inteiro. Perdem os funcionários desta importante instituiçção e perde principalmente o povo gaúcho por atitudes exclusivistas e privatistas que se instalaram no estado rio grandense.

O BRASIL COMANDA A DEFESA DA DEMOCRACIA NA AL

Um golpe tirou um presidente eleito do poder em Honduras. O Brasil contestou o golpe desde o início. A questão não é quem Zelaya representa. A questão é o processo que levou ele ao poder. Foram eleições livres e democráticas. E ele foi “apeado” do poder sem nenhuma razão constitucional. Agora, os golpistas de plantão, com a anuência do império estão forjando um processo eleitoral sob a batuta dos golpistas. Reproduzo abaixo texto do Zé Dirceu (original no Blog do Zé – Link  no Blog Roll). Depois de muitos anos, as coisas voltam ao lugar. A esquerda esta na defesa da democracia, e o que é melhor, o Brasil esta na linha de frente da defesa da democracia. A bandeira vermelha que lançamos no chão pátrio há 30 anos faz o país se destacar na economia e na política mundial. Orgulho de ser brasileiro.

Esquerda com democracia; americanos com golpistas

 

–>Duas notas curiosas, não fossem trágicas…

 

Duas notas curiosas, não fossem trágicas, sobre a situação na nossa America Latina, uma sobre Honduras e a outra sobre a Colômbia

Em Honduras e em reunião na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (DC), uma cena histórica: depois de 20 anos da queda do Muro de Berlim,  governos de esquerda e progressistas, liderados pelo Brasil, defendendo a democracia; e ao lado dos Estados Unidos, os governos de direita da Colômbia e do Panamá e o de centro-direita do Peru, defendendo uma saída para os golpistas hondurenhos.

Não é nada mais, nada menos que isso – uma saída para os golpistas esse processo eleitoral organizado e dirigido por eles mesmos em Honduras, com vistas ao pleito de mentira e ilegítimo do próximo domingo.

Na Colômbia, novela termina em comédia ou tragédia

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–>Já na Colômbia com apoio de novo dos EUA…

 

Já na Colômbia com apoio de novo dos Estados Unidos (veja post acima, sobre Honduras) e com anuência da midia da região, começando pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o presidente Álvaro Uribe tenta por todos meios fazer um referendo que lhe permita “disputar” um terceiro mandato.

Na verdade essa consulta é uma forma de legalizar sua ditadura,  já que comprou o Parlamento as duas vezes – para aprovar a reforma constitucional que permitiu sua reeleiçao (a primeira vez) e agora para passar a convocação do referendo.

Mas, a Suprema Corte do país parece não concordar e adiou para fevereiro do ano que vem a decisão sobre a constitucionalidade ou não do referendo o que, na prática, o inviabiliza.

Vamos ver como acabará essa novela, se em comédia ou em tragédia, se em golpe, ou numa nova manobra de Uribe contra a Suprema Corte, ou se numa “mudança” dos votos pelos mesmos meios – ora os meios! – que levaram o Congresso a aprovar duas reformas que o permitiram ficar no poder.

Objetivo de tanta manobra de Álvaro Uribe? Continuar no poder num terceiro mandato e se aliar aos Estados Unidos como ponta de lança contra os governos progressistas do continente. Tudo a pretexto de combater o narcotráfico.

EUA retomam posição histórica: ao lado de golpistas

A eleição não passa de uma manobra para entregar o poder ao Partido Nacional, infelizmente com anuência de setores do Partido Liberal do presidente constitucional deposto Manuel Zelaya.

Assim, as elites conservadoras de Honduras dão um golpe, interrompem um processo constitucional, democrático, reformador e popular e, ainda, conseguem apoio daqueles que se diziam baluartes da democracia e da liberdade de imprensa, algo que não existe mais em Honduras.

Essa é uma cena que realmente merece um registro: a bandeira da democracia volta às mãos da esquerda na America Latina; e os Estados Unidos que patrocinaram, sustentaram, financiaram e apoiaram os golpes militares na década de 60 e 70 no continente e em diversas partes do mundo, retomam sua posição histórica – ao lado dos golpistas.

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Luiz Müller

 

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