Datafolha: Economia e educação impulsionam Dilma

Despolitização em grau máximo, Tiririca fazendo escola no Rio Grande (Do GGN do Luiz Nassif)

SARTORI TIRIRICAOriginalmente publicado no Portal GGN

SARTORI, O TIRIRICA GAUDÉRIO – Aqui no Rio Grande do Sul já houve disputas fortemente polarizadas, onde os oponentes sempre se digladiaram em defesa de seus projetos programáticos. E isto é absolutamente normal e salutar na democracia.

Foi assim com Olívio x Britto em 1994 e 1998, com Tarso x Rigotto em 2002, com Olívio x Yeda em 2006 e com Tarso x Yeda e Fogaça em 2010 (Tarso venceu no primeiro turno).

É incrível o que está acontecendo nessa disputa de 2014.

Tarso está debatendo com um não candidato, com alguém que não se compromete com nada, que não tem uma única proposta política, que não defende projeto político nenhum, que omite o seu passado, a sua história e a sua trajetória.

É o processo mais despolitizador que já vi em toda a minha vida.

Sartori do PMDB, qualquer um sabe, representa os projetos defendidos por Antônio Britto, por Yeda Crusius, por Pedro Simon e por Germano Rigotto.

No plano nacional ele representa FHC, Serra, Alckmin e Aécio Neves.

Infelizmente o candidato do PMDB omite os votos que deu no passado, omite as participações que teve nos governos aqui do Estado e se esquiva de todo e qualquer questionamento se fazendo de ofendido (enquanto ataca sem parar, o que é normal).

Quem perde com essa postura sui generis é a população gaúcha.

O candidato insípido, inodoro e incolor não se comprometeu com os professores, nem com os sindicatos, nem com coisa alguma e a ”grande proposta” do cidadão é estender para todo o Rio Grande o ”revolucionário” programa de, acreditem, trocar lixo por comida!

O Rio Grande do Sul sempre teve uma tradição de polarização e de fortes debates, com projetos antagônicos se confrontando.

O que acontece hoje aqui no Pampa é um acinte, uma vergonha e um fiasco.

Sartori não é burro, ele apenas utiliza a estratégia de se fazer de vítima, de apagar o próprio passado, de não se comprometer com nada e de atacar enquanto quase chora na frente das câmeras.

Nunca havia visto um candidato ao governo estadual tão coitado quanto este Sartori. Ele é de fato a cara do PMDB gaúcho: fingido, conservador e que corre da disputa como o diabo corre da cruz.

Esses slogans estúpidos do tipo ”meu partido é o Rio Grande”, ”acima de qualquer sigla”, ”acima da esquerda”, ”acima da direita”, entre outros, além de serem totalitários e fascistas, porque se colocam acima das disputas reais que existem na sociedade, são também a face nefasta de agremiações que prezam pelo engôdo e pelo embuste no debate público.

A ”nova política” tem se mostrado, ao fim e ao cabo, uma usina de sensos comuns, de manipulações e de disfarces. A direita se fantasiou com esse mote vazio e juntou a ele o seu vazio ideológico (aliás, a sua ideologia muito bem camuflada).

A sociedade gaúcha está anestesiada pelo nonsense da campanha mais simplória e patética de todos os tempos. Nem mesmo o fato do vice deste cidadão se orgulhar de dizer que na sua fazenda não existem direitos trabalhistas parece capaz de despertar o torpor passageiro que agora se verifica.

Mas quando a anestesia passar o Tiririca da Serra, que se apresenta como um palhaço de circo ou animador de auditório, e não como um candidato, vai perceber que não se engana a todos durante todo o tempo.

” QUE PAI SÓ APARECE DE 4 EM 4 ANOS, À ÉPOCA DAS ELEIÇÕES?”

Luciana Oliveira13

Em carta aberta a Aécio, coordenadora do Bolsa Família por 8 anos explica porque PSDB não pode reivindicar paternidade do maior programa social

Como tantos brasileiros que têm assistido aos debates da campanha presidencial, a advogada Luciana Oliveira, 38 anos, dois filhos, testemunhou a cena em que Aécio Neves anunciou ao país que o pai do programa Bolsa Família é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Se muitos espectadores reagiram com perplexidade, Luciana ficou indignada. “Eu sei que isso não é verdade,” explica ela,  com autoridade de quem foi coordenadora-geral de Benefícios do Bolsa Família por oito anos. “O Bolsa Família nasceu como um projeto para vencer a pobreza. O Bolsa Escola nada foi além de remendos, em época eleitoral, de um governo que estava com a popularidade baixíssima.”

Formada em Direito, com pós-graduação em Direito Trabalhista, Luciana acompanha os programas de transferência de renda do Estado brasileiro há 13 anos. Tornou-se funcionária do MEC pouco depois do Bolsa Escola ter sido lançado. Foi para o Ministério do Desenvolvimento Social, quando o Bolsa Família teve início. Como coordenadora-geral de benefícios, tinha a responsabilidade de conceder benefícios — e também suspender sua execução, quando era o caso. Também tinha função de prestar esclarecimentos a órgãos de fiscalização, como Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União, sempre que se fazia necessário.

Lembrando o costume de Aécio e outros dirigentes do PSDB em reivindicar a paternidade do Bolsa Família, depois de terem passado anos fazendo todo tipo de crítica ao programa, ela se diz revoltada:   “PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?” Na tarde de ontem, emocionada (“amanhã o Bolsa Famíla completa 11 anos”) ela distribuiu uma carta aberta a Aécio Neves, que você pode ler, na íntegra:

 

 

CARTA ABERTA AO Sr. AÉCIO NEVES (E AO PSDB)

 

Escrevo essa carta direcionando-a a seu partido político, o PSDB, mas tendo o senhor como destinatário, já que atualmente o representa na disputa pelo cargo máximo da nação – a Presidência da República no Brasil.

Permita-me, antes de tudo, me apresentar. Eu trabalho para o Governo Federal há 13 anos. E isso não é ironia, é apenas uma coincidência. Fui contratada para o Governo Federal, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, para a gestão do Bolsa Escola e, em razão da minha capacidade e contribuição técnica, fui mantida quando houve a criação do Programa Bolsa Família. E é sobre ele que eu quero falar com o senhor.

Não sou funcionária pública concursada e já ocupei os mais diversos cargos sob as mais inusitadas formas de contratação, especialmente quando prestava serviços ao MEC. Já prestei serviço como pessoa jurídica. Atuei como consultora do Pnud. Fui terceirizada e, agora, ocupo um cargo de confiança. E em todas as vezes, com alguma variação na autonomia e competência, exerci o mesmo papel, me tornando especialista na gestão e execução de programa de transferência de renda condicionada. Aliás, me refiro aqui ao que hoje é considerado o programa de transferência de renda condicionada mais bem-sucedido e conceituado do mundo.

Sr. Aécio, eu passei a integrar a equipe do Bolsa Escola (BES) em novembro de 2001, sete meses após a sua criação, e o que eu encontrei lá foi uma equipe muito determinada a fazer com que pouco dinheiro chegasse às mãos de poucas famílias. O cadastro do BES era uma vergonha: incompleto, não aceitava alterações ou atualizações cadastrais e era completamente off-line. Uma vez registradas as informações nele, elas nunca mais seriam modificadas, mesmo que uma daquelas crianças – Deus nos livre – viesse a óbito.

Com relação à identificação de seus membros, nele encontrávamos espaço para cadastrar apenas a mãe e três crianças da família, independente da quantidade de filhos/membros que vivessem sob aquele teto. Neste momento tinha início, infelizmente, uma terrível desigualdade familiar fomentada pelo Governo Federal. Ao realizar o cadastro, a mãe era obrigada a “escolher” quais seriam seus três filhos que teriam mais chances de sucesso escolar a fim de não perder mais adiante o benefício, já que seria somente dessas crianças, supostamente, cobrada a frequência escolar. E explico o porquê do supostamente: nunca conseguimos cobrar frequência escolar no BES, mas volto a falar sobre isso mais adiante.

É claro que suspeitávamos – e pude comprovar, nas vezes em que visitei famílias beneficiárias – que as demais crianças, quando havia, ficavam automaticamente “desobrigadas” da escola pelo grupo familiar. Erámos confrontados então com o seguinte cenário: 1) três crianças que eram obrigadas a frequentar as aulas para que a família não perdesse o benefício e; 2) as demais crianças que saíam para trabalhar para engrossar a renda familiar, quando não ficavam em casa.

Não serei leviana – usando um termo que o senhor emprega com certa frequência – de dizer que todas as demais crianças sempre agiam assim. Muitas famílias se empenhavam em tentar educar todas igualmente. Mas o Brasil vivia uma desigualdade social descomunal àquela época e, infelizmente, a renda trazida pelas crianças “sobressalentes” – aquelas que não eram possíveis registrar em razão da deficiência do próprio cadastro do Programa – era muito necessária para o sustento da família. Ora, se o Governo Federal não as inclui no beneficio e não controla sua frequência escolar, esse cenário era de se esperar…

Mesmo assim, o trabalho da equipe foi árduo durante todo o tempo. Fizemos mutirões de inclusão de famílias, de concessão de benefícios – processo que à época NÃO era automatizado – e muitos, muitos mutirões para “sanear” as adesões dos municípios, cuja lei obrigava ser formal. Participação social? Completamente inexistente… Muitas vezes a equipe ligava pra pedir alguma informação a um “conselheiro” designado para tal função e não foram raras as vezes em que ouvíamos: “Eu, do conselho social do Bolsa Escola? Não sei do que você esta falando, ninguém me avisou”. Nomeações à revelia, para cumprimento da lei. A ordem era: FAÇAM! INCLUAM! E RÁPIDO!

Mesmo com a determinação política do então Presidente FHC e de todo o esforço da equipe – muito competente e determinada – envolvida, nunca chegamos à casa dos cinco milhões de famílias atendidas. Foram dois anos inteiros de BES e não chegamos aos cinco milhões.

Naquele momento, o quadro, então, era o seguinte:

  • No Bolsa Escola (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 7 e 15 anos – educação ): 4,7 milhões de famílias beneficiárias;

 

  • No Bolsa Alimentação (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 0 e 6 anos – saúde): 1,6 milhão de famílias.

 

A verdade é que nunca houve real investimento em Programas Sociais em nosso país até ele ser dirigido por uma pessoa “do povo”. Essa é a verdade que eu vivi trabalhando pra o Governo Federal todo esse tempo. O Bolsa Escola não foi uma estratégia de combate à pobreza e muito menos de incentivo à educação no governo FHC. Nada foi além de remendos, criados às vésperas das eleições, por um governo com uma popularidade baixíssima. Poucos têm conhecimento disso, mas a alcunha de “Bolsa Esmola”, muitas vezes utilizada pelo seu partido para caracterizar o Bolsa Família, de fato, era o apelido daquele Bolsa Escola lá atrás. Aquele que sim, é filho seu.

Em 2003 teve início o primeiro mandato de Lula, eleito no ano anterior. E junto com ele passamos a ouvir pelos corredores a ideia de que o melhor mesmo seria ter um programa que atendesse toda a família. Que a olhasse como um único e indissolúvel ente, e que era isso que se desejava fomentar, auxiliar e amparar.

É claro que havia uma escolha a ser feita sobre as famílias que já estavam recebendo seus benefícios. E a decisão foi UNIFICAR os programas já existentes para, primeiro, não descontinuar os pagamentos pra gente já tão sofrida e, segundo, porque já havia a CLARA idéia de que aquelas pessoas eram mesmo parte do público que o Programa Bolsa Família deveria atender. Unificar foi o mecanismo para evitar que elas perdessem seus parcos benefícios até se adaptarem às novas regras.

Poderia ali, naquele momento, ter-se matado os programas anteriores e teria sido, confesso como técnica que ajudou a implementar o que veio depois, infinitamente menos trabalhoso. Ao decidir pelo recurso técnico de “unificar” e não “extinguir” as bolsas para a criação do novo programa – que era, DE FATO, um Programa de Transferência de Renda com investimento político e financeiro e intenções claras e reais de combate à pobreza – o governo Lula começava a mostrar qual era sua real prioridade: o povo. Independente do “custo político” que isso pudesse ter adiante – e veja bem, não é que ele tinha razão? – a escolha foi pelos beneficiários, pensando neles.

O objetivo era claro, alcançar as famílias pobres, as excluídas por mais de 500 anos, as que nunca haviam sido, de fato, vistas por ninguém, as que nem “existiam” no mundo jurídico porque estavam alijadas até mesmo do processo de identificação de pessoas – muitas delas não tinham sequer certidão de nascimento.

E olha, quando tudo se juntou, Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cadastro Único – aliás, abro um parêntese aqui para falar que precisamos, em outra oportunidade, conversar sobre ele, o que ele era quando foi criado e o que é hoje, já que senhor tem mostrado diuturnamente que não faz ideia nem do que se trata – arrumar o remendo foi doído, foi trabalhoso, foi hercúleo, quase heróico.

Caro candidato, com todo humilde conhecimento que tenho sobre o assunto, afirmo que o Bolsa Família não é, nem de longe, a continuidade de nada dos programas anteriores. Eles são completamente diferentes desde a sua concepção e, principalmente, da sua intenção para com o povo brasileiro.

O Bolsa Família olha pra todos os membros familiares e permite oferecer atendimento a todos, de acordo com suas necessidades, carências, expectativas. O Bolsa Família reconhece as capacidades dessas famílias e investe nelas. No Bolsa Família há o acompanhamento familiar pelo CRAS – Centro de Referência da Assistência Social. No Bolsa Família há o acompanhamento da agenda de saúde da família toda, o que inclui o acompanhamento da gestante, da nutriz, do calendário de vacinação de todas as crianças até 7 anos de idade, acompanhamento da pesagem, da suplementação de vitamina A e ferro.

No Bolsa Família, há o acompanhamento real da frequência escolar de TODAS as crianças e jovens do grupo familiar, independente da quantidade de benefícios que aquela família faz jus, assim como da quantidade de membros em idade escolar. E se não tiverem frequência adequada, de acordo com o que a Lei do Programa – aquela que senhor diz pretender criar em seus programas eleitorais, mas já existe desde 2003 – , a família toda tem os seus benefícios averiguados, bloqueados e podendo ser até suspensos. Sim, eu estou dizendo isso mesmo: se uma família tiver 15 crianças, todas as 15 devem ir pra escola e serem acompanhadas na frequência escolar. E se houver a ausência da escola não justificada de uma delas, isso pode impactar no benefício de toda família. O senhor percebe alguma diferença para o Bolsa Escola? E para que fique claro, não estamos falando de “evolução”, estamos falando de um Programa que nasceu com esse objetivo, que foi concebido assim!

Sabe o que isso nos diz? Que todas essas crianças devem ter acesso igualitário à escola, que todas devem frequentar as aulas e que todas, absolutamente todas, devem se qualificar para romper esse ciclo de pobreza que faz com que sua família precise do benefício do governo. Isso, Sr. Aécio, é investimento humano. Isso é, de fato, o que a oposição ao Programa – e aqui há um mérito gigantesco para o PSDB – chama tão jocosamente de “ensinar a pescar”. Oferecendo a todas as crianças e jovens igualdade de condições para o ensino, consequentemente, eles terão melhores oportunidades no futuro.

O Bolsa Família atende hoje mais de 14 milhões de famílias e 52 milhões de pessoas! Ele é o Programa de Transferência de Renda Condicionado mais respeitado, estudado, reverenciado, copiado no mundo todo. Constantemente recebemos aqui no Ministério corpos técnicos de alto escalão do mundo inteiro para “conhecer e aprender o que fazemos”. O Brasil, por intermédio do Bolsa Família e do que podemos hoje chamar de Cadastro Único, criou e exporta tecnologia social.

O Bolsa Família possibilitou ao Brasil cumprir a meta de Objetivos do Milênio, da ONU, para erradicação da fome e da miséria muito antes da meta estabelecida para o resto do mundo, que seria 2015.

O Bolsa Família tirou o Brasil do mapa da fome pela primeira vez desde seu descobrimento, em 1.500.

E principalmente, o Bolsa Família, que já foi pra muitos fonte exclusiva de “renda”, a diferença entre ter ou não o que comer no prato, hoje é renda complementar de milhões de famílias. Talvez o Sr. não saiba – e deduzo isso pelas declarações da maioria dos seus eleitores, que, imagino, refletem o conhecimento do grande líder – mas cerca de 76% dos adultos que recebem Bolsa Família trabalham no mercado formal brasileiro, o que comprova que o valor do benefício é complementar.

E aqui eu chego ao ponto que realmente me motivou a escrever essa carta ao senhor. Em recente debate presidencial – parte do processo democrático adotado para a escolha do nosso próximo presidente do país – eu ouvi o senhor, repetidas vezes, dizer que há o DNA do PSDB no Bolsa Família, já que ele surgiu da unificação dos programas anteriores.

Senhor Aécio Neves, não há.

Não há nem de muito longe: nem na concepção, nem nas regras, nem na gestão, nem nos objetivos, muito menos na vontade política e investimentos, em nada. Simplesmente não há. Até houve a mínima tentativa, com a unificação, de se aproveitar tecnicamente algo que pudesse ser útil ao novo programa que nascia, mas foi completamente inútil o esforço. A unificação, ao final, só se mostrou mesmo eficiente para o que mais interessava: proteger as famílias da descontinuidade dos pagamentos.Não deixar faltar a comida no prato, em português bem claro – que se faz necessário para quem nunca passou por algo sequer parecido –, porque como sabemos desde sempre a fome não espera. Fome não espera implementação de programa. Não espera melhoria de gestão, não espera melhoria de sistema. Simplesmente, não espera.

Eu poderia elencar aqui ainda muitos – muitos mesmo – argumentos para mostrar que o Bolsa Família não passa nem perto daqueles programas que foram unificados lá em 2003. O Bolsa Família foi, mas forçando muito a barra, o primo que nasceu e usou, por dias, fraldas emprestadas dos seus outros mais velhos. Mas que cresceu tanto, e tão rápido, e que teve “pais” tão diferentes e responsáveis decidindo sobre sua alimentação, cuidados diários, educação e crescimento, que imediatamente se destacou ao mundo.

E ainda assim, caso o senhor insista muito em fazer qualquer relação com o que tinha no Brasil e o que temos hoje, e em requerer a paternidade do Bolsa Família – para o PSDB, que aqui eu personifico na sua pessoa para fins, com sua licença, didáticos do restante do parágrafo – eu tenho a dizer que: tome muito cuidado.

Porque se fosse declarado mesmo o pai da criança, que tipo de pai o senhor acredita que teria sido para o seu filho? Um pai que “bate” no filho no Congresso Nacional, chamando-o de fomentador de vagabundo, de gente preguiçosa? Um filho que até dias atrás era “esmola” pra quem não quisesse trabalhar? Seria um pai que nutre tamanho desconhecimento sobre seu filho ao ponto de propor pra ele regras que já existem há mais de 10 anos?

Onde o senhor esteve todo esse tempo? Onde o Senhor esteve quando precisamos aprovar modificações necessárias para o seu pleno desenvolvimento, a cada vez que precisamos apoiá-lo em seu crescimento natural? E o senhor como representante do povo no Congresso Nacional tinha todas as ferramentas para apoiá-lo e não o fez.

O Bolsa Família não tem paternidade, ele é do povo brasileiro. Mas mãe ele tem! 14 milhões de mães! Mães pobres, em sua maioria negras, antes excluídas por uma sociedade patriarcal e machista. Mulheres muito guerreiras. Algumas dessas mulheres conseguiram se livrar, inclusive, da violência doméstica por causa do Bolsa Família. Se livraram de condições de trabalho análogas à da escravidão graças ao Bolsa Família. Certa vez, lá em 2007, eu conheci uma senhora que relatou “ter se sentido mais mulher aquele mês” porque tinha sobrado dinheiro pra comprar um batom. Eu tenho certeza ABSOLUTA de que o senhor não faz a menor ideia do que isso significou pra ela. Eu mesma não sabia, até ouvir aquele relato e a alegria com que ela contava.

E eu posso passar dias inteiros contando coisas que ouvi, vi e vivi junto dessas famílias. Ou que ouvi de alguns dos 5.570 gestores municipais que “tocam” aguerridamente o Programa lá nos municípios. Essas histórias não são estatística, pois graças ao Cadastro Único que nós construímos a partir de 2005, elas têm e nós sabemos quais são: nome, sobrenome, data de nascimento, filiação. São gente de verdade!

PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?

Na verdade o que eu via, até dias atrás, era o senhor e seu partido enxovalhando o nome do Programa da maneira que podia. E agora, tal qual faz “pretenso herdeiro” de pai morto, se declara parente para recolher a herança.

Mas veja bem, sr. Aécio, aqui nesse processo de “inventário”, o juiz é o povo brasileiro e ele SABE que o senhor não tem nas veias o sangue dessa família. Não tente se aproveitar de gente sofrida e das suas boas intenções. É feio, é danoso, é quase criminoso.

Não obrigue essa gente, que já tem olhos e ouvidos bem abertos; que reconhece sua autonomia pra lutar pelos seus interesses sem medo algum ter que dizer ao senhor que aqui nesse “processo”, ela não te reconhece. Porque conhecendo-as como conheço, não tenho dúvidas, elas dirão.

Sinceramente, Luciana de Oliveira.

Sartori manda professores buscarem “piso bom no Tumelero” (Vídeo)

Não é falta de programa: É deboche com o povo do Rio Grande. Depois de criar um Programa onde pobres  trocam trabalho por…comida, relembrando os tempos da escravidão, em pleno século 21, agora Sartori diz o que pensa de verdade sobre a Educação. Manda os Professores buscarem “piso bom no Tumelero”. Tumelero, para quem não sabe, é uma grande rede de lojas de material de construção.

“PSDB não inventou a roda”, diz Tereza Campello, sobre Bolsa Família

Em entrevista à Agência PT, a ministra afirmou que tucanos podem causar retrocessos no programa considerado o maior do mundo em transferência de renda
tereza-campello

O PSDB procura enganar o eleitor ao tentar trazer para o governo federal tucano a paternidade sobre o Bolsa Família, explica a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Os tucanos não foram sequer pioneiros nos programas de distribuição de renda no Brasil e houve experiências no mundo todo antes de os governos locais petistas, prefeituras principalmente, iniciarem o processo no Brasil.

“A questão não é quem inventou, mas quem, de fato, conseguiu construir o programa que funciona bem, que tem controle, que tem sistema e que garantiu, pela primeira vez na história, que a gente tivesse uma política pública eficiente voltada para o combate à pobreza”, diz Tereza.

Com uma década de existência, a partir do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Bolsa Família se estabeleceu como um exemplo mais bem sucedido e amplo para o mundo no combate à pobreza e na garantia do acesso à saúde e educação para a população de baixa renda. E não foi uma iniciativa isolada, segundo a ministra.

“O Bolsa Família ajudou, mas ajudou muito mais nós termos um governo que teve coragem de aumentar o salário mínimo, garantir legislação com aumento do salário mínimo, criar 20 milhões de empregos formais, construir o Minha Casa, Minha Vida, o programa de 1 milhão de cisternas, o Luz Para Todos. Isso se chama desenvolvimento econômico e é uma nova visão de país que nós implementamos”, diz Tereza.

Na entrevista abaixo, concedida com exclusividade para a Agência PT de Notícias, Tereza relembra o histórico da iniciativa e analisa as tentativas de apropriação do programa pelos governos do PSDB, de Aécio Neves, que, para ela, podem destruir o programa.

“O Projeto de Lei de Aécio, apoiado pelo PSDB, diz que (a família) pode ficar, além desses dois anos que ele já tem, mais seis meses (depois de aumentar de renda). Não houve nenhum estudo para isso. Ou seja, independente do salário, do valor que a pessoa recebe, ela poderia continuar no Bolsa Família. O que vai acontecer? O programa vai perder o que ele tem de melhor: o foco nos mais pobres”, diz Tereza.

Veja abaixo os melhores momentos da entrevista:

Agência PT: Como os primeiros programas de transferência de renda surgiram no Brasil?

TC: Antes mesmo de surgirem no Brasil vários outros países construíram experiências de transferência de renda. Há várias experiências na Europa, na América Central, como no México, anteriores às brasileiras. No Brasil, dezenas de municípios, entre eles Campinas e São Paulo vinham construindo programas de transferência de renda com impacto local importante, mas reduzido.

O PSDB não pode achar que inventou a roda. Inventaram a roda muito antes deles e, no Brasil, muitos petistas já tinham inventado a roda. A pergunta é: Por que o Bolsa Família, que foi um programa criado pelo presidente Lula e veio depois de tantos outros, se transformou no maior e melhor programa de transferência de renda do mundo? Ele é citado por autores de esquerda, de direita, países do mundo todo vêm conhecer o Bolsa Família. O programa foi elogiado pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial, por intelectuais do mundo todo. A questão não é quem inventou, mas quem, de fato, conseguiu construir o programa que funciona bem, que tem controle, que tem sistema e que garantiu, pela primeira vez na história, que a gente tivesse uma política pública eficiente voltada para o combate à pobreza.

AGPT: Ministra, qual é a diferença entre o programa Bolsa Família e as iniciativas anteriores a ele?

TC: Algumas só pensavam na renda, sendo programas de transferência de renda tradicionais. Outras tinham a condicionalidade somente na educação, como é o caso do Bolsa Escola – que nem tinha controle de frequência de nenhuma criança. Havia aqui e em outros lugares do mundo alguns programas que só olhavam a área da educação e outros onde as pessoas podiam só comprar algumas coisas. Cada um tem uma característica.

No Brasil, a gente optou por ter um programa de transferência de renda com condicionalidades em saúde e em educação. Então hoje, nós temos 14 milhões de famílias, ou 50 milhões de pessoas no Bolsa Família; 17,5 milhões de crianças e jovens que tem a frequência acompanhada.

Nós olhamos a renda, como as famílias gastam esse dinheiro em alimentação e em geral, olhamos a educação, pois as crianças tem que ter uma frequência escolar acima, inclusive, da exigida para as demais crianças. Para nós, o valor estratégico que já teve resultados impactantes na redução da pobreza no Brasil é exatamente o de aumentar a escolaridade das nossas crianças.

Outra questão é a saúde: A gestante tem que, nó mínimo, fazer três consultas pré-natal e as nossas crianças são acompanhadas por médicos da saúde da família ou em postos de saúde. Só para você ter uma ideia, graças a esse acompanhamento, a gente tá conseguindo comprovar que as nossas crianças estão mais altas. Medimos 300 mil crianças do Bolsa Família, com 5 anos, em 2008 e medimos agora, em 2012, outras 300 mil, com 5 anos de idade. Elas têm quase um centímetro a mais. Estamos impactando o déficit de estatura das crianças.

Essa articulação completa, que envolve renda, saúde e educação como elementos que são estratégicos para a saída da pobreza é o que o Bolsa Família viabilizou e por isso que ele é exemplo no mundo todo.

AGPT: Atualmente, beneficiários do Bolsa Família ainda sofrem preconceitos. Há quem chame o programa de “bolsa-esmola”. O que a senhora pensa sobre críticas como essa?

TC: Há vários preconceitos nos absurdos que se fala sobre o Bolsa Família. Tem gente que diz que as mulheres têm mais filhos para receber o Bolsa Família. Veja, que absurdo. Acham que o pobre tem o comportamento oportunista em relação às suas próprias crianças. Hoje, está comprovado que a taxa de fecundidade caiu em toda a população brasileira. E, no Nordeste, caiu 50% a mais do que no resto do Brasil.

A segunda coisa que ainda se diz, infelizmente, é que os pobres estão no Bolsa Família porque não trabalham. Temos 500 anos de história de exclusão nesse país, onde as pessoas não tiveram acesso à educação, saúde, crédito, qualificação profissional (como estão tendo no Pronatec), a se formalizar (como têm, agora, com o MEI). As pessoas achavam e acham que a pessoa é pobre porque é preguiçosa. Isso é preconceito. Os pobres em geral trabalham muito e ganham pouco porque não tiveram oportunidades para estudar, ter acesso à informação e ao crédito.

O Bolsa Família ajudou, mas ajudou muito mais nós termos um governo que teve coragem de aumentar o salário mínimo, garantir legislação com aumento do salário mínimo, criar 20 milhões de empregos formais, construir o Minha Casa, Minha Vida, o programa de 1 milhão de cisternas, o Luz Para Todos. Isso se chama desenvolvimento econômico e é uma nova visão de país que nós implementamos.

AGPT: O candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), propôs mudanças no Bolsa Família por meio de um projeto de lei. Como a senhora analisa essa proposta?

TC: A gente estranha muito que o PSDB só lembra de falar do Bolsa Família em época de eleição. Essa é uma característica: chega a véspera de eleição e os temas pobreza e Bolsa Família voltam à tona e eles estão cheios de ideias.

O Bolsa Família vem melhorando e tem muito a melhorar mas as medidas propostas pioram o programa. O programa tem uma regra: se o trabalhador melhorar de vida ele tem direito de permanecer no programa por até dois anos para se estabilizar, desde que a renda seja de, no máximo, meio salário mínimo por pessoa da família.

O Projeto de Lei de Aécio, apoiado pelo PSDB, diz que ele pode ficar, além desses dois anos que ele já tem, mais seis meses. Não houve nenhum estudo para isso. Ou seja, independente do salário, do valor que a pessoa recebe, ela poderia continuar no Bolsa Família. O que vai acontecer? O programa vai perder o que ele tem de melhor: o foco nos mais pobres. Tem dois jeitos de acabar com uma coisa que está funcionando bem: acabar com a própria lei ou distorcer tanto o programa que ele deixe de ser o que ele era, tão bom e tão eficiente.

AGPT: A senhora acredita que a transformação do Bolsa Família no programa Família Brasileira, proposto por Aécio Neves, traria impactos para os beneficiários da iniciativa?

TC: Até agora eles não explicaram muito bem. Só ter um apelido, só mudaram o nome do programa. Ele vai classificar os pobres em 5 tipos. O conceito é que esses pobres não trabalham, então o esforço deles é levar as pessoas para o trabalho. Eles não conhecem os dados, porque 75% dos adultos trabalham e 100% dos que são crianças e jovens estão na escola.

Vão levar as crianças para o trabalho? Não pode ser, até porque isso é ilegal. Ele diz que vai ter tempo para ficar no programa – todos os programas que tiveram tempo para a saída de beneficiários estão migrando porque não tiveram sucesso. Acho que vai ter um retrocesso bastante grande. Há esse conceito errado de achar que a pessoa que está no Bolsa Família não trabalha e é preguiçosa. A gente tem que qualificar as pessoas e não ficar estabelecendo tempo para elas saiam do Bolsa Família. Vamos trabalhar com esses beneficiários, levar Pronatec, viabilizar oportunidades. A população pobre tem muito a contribuir para um Brasil mais produtivo e competitivo.

Por Victoria Almeida, da Agência PT de Notícias.

Manchetômetro: Em uma semana, JN teve 16 reportagens negativas para Dilma, e uma para Aécio

Levantamento divulgado esta semana peloManchetômetro (link is external)mostra que supostas denúncias contra o PT despertam três vezes mais atenção da mídia tradicional que os casos envolvendo políticos do PSDB. Ao longo de 2014, 567 reportagens trataram de “escândalos” com participação de petistas, contra 187 em que apareciam quadros tucanos.

Neste ano foram tratadas no noticiário seis denúncias de cada um dos partidos, segundo os dados reunidos pelos integrantes do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública, sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A contabilidade envolve apenas a mídia impressa, com Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo.

Envolvem o PSDB o aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais, construído com dinheiro público do governo estadual para beneficiar um tio do ex-governador Aécio Neves, com apenas 13 reportagens no escopo analisado; a corrupção no Metrô de São Paulo, com 28 matérias, e o desdobramento específico do caso Alstom, com 22; o mensalão tucano, com 18 textos; e, por fim, a seca do sistema Cantareira, em São Paulo, com 106 reportagens.

Já os petistas são citados pela denúncia de uso da estrutura dos Correios para a campanha de Dilma, com 3 textos; o mensalão, com 128; a alteração de informações do perfil da Wikipedia da analista econômica Miriam Leitão, da Globo, com nove reportagens; e o caso mais volumoso em termos numéricos, todos envolvendo Petrobras e empresas públicas, como a denúncia contra o doleiro Alberto Yousseff, acusado de pagar propinas a políticos, com 106 matérias, situações envolvendo a presidenta da estatal, Graça Foster, com 32, e a petrolífera em si, com 289.

A retomada dos dados de 2010 oferece outra base de comparação interessante. Naquele ano eleitoral, houve apenas uma temática de denúncia contra o PSDB, que rendeu 82 reportagens, contra seis assuntos e 1.501 textos contra o PT.

Os responsáveis pelo Manchetômetro fizeram também um recorte temporal para as denúncias. Os gráficos mostram que a diferença de interesse entre as denúncias contra petistas e tucanos aumenta à medida que se aproxima a disputa eleitoral. Em setembro foram 99 reportagens desfavoráveis ao governo de Dilma Rousseff, contra 13 negativas a Aécio Neves e políticos do PSDB – no mês anterior, o placar foi de 96 a 34, e ficou em 35 a 27 em julho. A Petrobras, sozinha, contabilizou 62 reportagens negativas no mês que antecede a disputa eleitoral.

No caso do PSDB, a última citação ao aeroporto construído por Aécio na fazenda do tio se deu na primeira quinzena de agosto. No final de julho surgiu a última reportagem sobre o mensalão tucano, e data da semana entre 17 e 23 de agosto a última citação às denúncias de corrupção no Metrô paulista. O caso mais frequente no noticiário envolvendo os tucanos é o do colapso do sistema de abastecimento de água do estado comandado por Geraldo Alckmin: são 13 reportagens em setembro.

No tratamento geral, consideradas todas as reportagens, o Manchetômetro mostra que Dilma Rousseff continua a receber tratamento diferente do dedicado aos demais adversários nesta reta final de primeiro turno. No Jornal Nacional, a presidenta sofreu 16 reportagens contrárias entre 25 de setembro e 2 de outubro, contra uma de Aécio e nenhuma da candidata do PSB, Marina Silva. Nos meios impressos, a Folha de S. Paulo publicou sete textos negativos para a petista e um para a ex-ministra, ao passo que O Globo teve placar de 27 a um, com uma reportagem desfavorável a Aécio e uma a Marina. Já O Estado de S. Paulo dedicou 33 textos a críticas à candidata à reeleição, dois ao tucano e um a Marina.

Pescado do MUDA MAIS

Dilma acertou o tom

record

Vou ser bem direto e pouquíssimo passional na análise do debate encerrado há pouco na Record.

Não mexe em nada com mais de 80% dos eleitores que, a esta altura, têm seu voto decidido para o próximo domingo.

A esta altura, exceto por revelações bombásticas, o clima é mais importante que os argumentos.

Como nada do que foi dito na Record foi bombástico, também não são bombásticos os efeitos do debate.

O que não quer dizer que são ou serão pequenos.

Dilma se moderou nas citações numéricas e estatísticas e produziu, de novo, fatos concretos.

Sobretudo na questão da segurança, como já postei aqui, ainda durante o debate.

Os argumentos de Aécio se desmontam com os números e é provável que a própria mídia os tenha de repercurtir.

Mas, insisto, isso não é o essencial.

O essencial é que as pessoas possam se sentir seguras com Dilma, e sentir-lhe a segurança.

A eleição está dividida e como em toda a situação dividida, a confiança que se percebe e se transmite é decisiva.

Aécio pareceu-me bem menos seguro e a muitos deve ter dado também esta sensação.

Claro que não aos áulicos, mas os áulicos servem para bater palmas no estúdio, não mais que isso.

O fato é que a insegurança mudou de lado, em duas semanas.

Depois do desempenho  ”surpreendente” de Aécio no primeiro turno (embora muitos já estivéssemos afirmando muito antes que ele e não Marina iria ao segundo turno)  e do apoio que o tucano recebeu de praticamente todas as candidaturas, exceto a de Luciana Genro, a pergunta já não é mais se Dilma terá condições de resistir-lhe.

Mas se ele terá condições de ultrapassá-la.

Porque, mais que o resultado que se publica, a gente percebe no comportamento dos candidatos quando ele sabe está atrás ou à frente nas intenções de voto, porque tem dados muito mais precisos e confiáveis do que nós.

Aécio já não era o “desafiador”.

Mas o desafiante.

E nisso, ele foi xoxo.

Não poderia, como ocorreu, ter recebido “explicações” da candidata sobre o que significavam as coisas sobre as quais falava, como os bancos públicos, por exemplo.

Nada pior do que se mostrar despreparado. O que, apesar da oratória limitada, Dilma não se mostra.

Ele, muito mais do que ela, precisaria ter exibido solidez, porque depende de um “clima”.

E não exibiu justamente  porque tem pouca solidez.

O debate do SBT, como o da Band,  teve o tom certo para mobilizar apoiadores.

Aécio vinha de seu momento e, pelo visto, não conseguiu capitalizar o favoritismo com que emergiu das urnas do primeiro turno, quando poderia ter abatido a estabilidade que, há meses, a candidatura Dilma apresentava, justamente por ter esta solidez.

Seria uma nova “onda” e a “onda” foi quebrada com o confronto.

Já o  da Record mirou os eleitores, não para os militantes.

E, para eles, Dilma acertou o tom.

Recuperou a segurança, a firmeza, a imagem tranquila.

A de favorita.


Luiz Müller

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